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sábado, 5 de junho de 2010
CARLOS COSTA: INTERVINHA TODO O DIA COM O NEGÓCIO DOS OFF-SHORES DO BCP- JARDIM DIXIT


Será preciso chamar já a polícia?
O Ministério das Finanças anunciou que o seu responsável, o Ministro Teixeira dos Santos, vai dar posse no próximo dia 7 ao economista Carlos Costa, como novo governador do Banco de Portugal, sucedendo ao antigo Ministro das Finanças de Mário Soares e ex-secretário-geral do PS Vítor Constâncio, que, apesar de uma gestão danosa à frente daquela instituição estatal, foi promovido a vice-presidente do Banco Central Europeu.
Segundo as biografias oficiais, o economista Carlos Costa, que desempenhou previamente o cargo de vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), foi nomeado governador do Banco de Portugal a 23de Abril, tendo uma vasta experiência no sector bancário e na integração de Portugal na Comunidade Europeia.
Com a ida de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu , Carlos Costa regressa a Portugal, depois de três anos no Luxemburgo.
Com 60 anos, licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1973, a mesma que deu o diploma ao ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. Quer Teixeira dos Santos, quer Carlos Costa "navegaram no passado nas águas do PCP"-
O economista foi também membro do conselho de administração e director executivo da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).
Uma faceta "oculta", mas agora descoberta pelo antigo Presidente do Conselho de Administração do BCP Jardim Gonçalves o novel governador tem um "curricullum" invejável: trabalhou "como director da área internacional" daquela banco.
E nessa função, a confissão é do mui católico, assíduo de missas Jardim Gonçalves, em entrevista saida no semanário Expresso de hoje (pág. 06): "ele interveio, naturalmente, como director da aréa internacional nessas e em muitas outras sociedade de offshore", com um acrescnto: Era a vida dele, intervir todo o dia".
Magnífico, não é? Conhece todos os meandros da fuga aos impostos, do branqueamento de capitais, do tráfico de dinheiro.
Ora é este homem, que viveu no controlo dos off-shores, ou seja, que orientava - intervinha, nas palavras de Jardim - nos negócios da agiotagem, da especulação financeira, na cumplicidade com todo o tipo de manigâncias dos banqueiros que é colocado no domínio da supervisão dessa aristoicracia financeira.
Mas, claro que eu li que o homem era (é) honestíssimo. Quem sou eu para desmentir Jardim Gonçalves?
Segundo as biografias oficiais, o economista Carlos Costa, que desempenhou previamente o cargo de vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), foi nomeado governador do Banco de Portugal a 23de Abril, tendo uma vasta experiência no sector bancário e na integração de Portugal na Comunidade Europeia.
Com a ida de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu , Carlos Costa regressa a Portugal, depois de três anos no Luxemburgo.
Com 60 anos, licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1973, a mesma que deu o diploma ao ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. Quer Teixeira dos Santos, quer Carlos Costa "navegaram no passado nas águas do PCP"-
O economista foi também membro do conselho de administração e director executivo da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).
Uma faceta "oculta", mas agora descoberta pelo antigo Presidente do Conselho de Administração do BCP Jardim Gonçalves o novel governador tem um "curricullum" invejável: trabalhou "como director da área internacional" daquela banco.
E nessa função, a confissão é do mui católico, assíduo de missas Jardim Gonçalves, em entrevista saida no semanário Expresso de hoje (pág. 06): "ele interveio, naturalmente, como director da aréa internacional nessas e em muitas outras sociedade de offshore", com um acrescnto: Era a vida dele, intervir todo o dia".
Magnífico, não é? Conhece todos os meandros da fuga aos impostos, do branqueamento de capitais, do tráfico de dinheiro.
Ora é este homem, que viveu no controlo dos off-shores, ou seja, que orientava - intervinha, nas palavras de Jardim - nos negócios da agiotagem, da especulação financeira, na cumplicidade com todo o tipo de manigâncias dos banqueiros que é colocado no domínio da supervisão dessa aristoicracia financeira.
Mas, claro que eu li que o homem era (é) honestíssimo. Quem sou eu para desmentir Jardim Gonçalves?
CARLOS COSTA: INTERVINHA TODO O DIA COM O NEGÓCIO DOS OFF-SHORES DO BCP- JARDIM DIXIT


Será preciso chamar já a polícia?
O Ministério das Finanças anunciou que o seu responsável, o Ministro Teixeira dos Santos, vai dar posse no próximo dia 7 ao economista Carlos Costa, como novo governador do Banco de Portugal, sucedendo ao antigo Ministro das Finanças de Mário Soares e ex-secretário-geral do PS Vítor Constâncio, que, apesar de uma gestão danosa à frente daquela instituição estatal, foi promovido a vice-presidente do Banco Central Europeu.
Segundo as biografias oficiais, o economista Carlos Costa, que desempenhou previamente o cargo de vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), foi nomeado governador do Banco de Portugal a 23de Abril, tendo uma vasta experiência no sector bancário e na integração de Portugal na Comunidade Europeia.
Com a ida de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu , Carlos Costa regressa a Portugal, depois de três anos no Luxemburgo.
Com 60 anos, licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1973, a mesma que deu o diploma ao ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. Quer Teixeira dos Santos, quer Carlos Costa "navegaram no passado nas águas do PCP"-
O economista foi também membro do conselho de administração e director executivo da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).
Segundo as biografias oficiais, o economista Carlos Costa, que desempenhou previamente o cargo de vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), foi nomeado governador do Banco de Portugal a 23de Abril, tendo uma vasta experiência no sector bancário e na integração de Portugal na Comunidade Europeia.
Com a ida de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu , Carlos Costa regressa a Portugal, depois de três anos no Luxemburgo.
Com 60 anos, licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1973, a mesma que deu o diploma ao ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. Quer Teixeira dos Santos, quer Carlos Costa "navegaram no passado nas águas do PCP"-
O economista foi também membro do conselho de administração e director executivo da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).
Uma faceta "oculta", mas agora descoberta pelo antigo Presidente do Conselho de Administração do BCP Jardim Gonçalves o novel governador tem um "curricullum" invejável: trabalhou "como director da área internacional" daquela banco.
E nessa função, a confissão é do mui católico, assíduo de missas Jardim Gonçalves, em entrevista saida no semanário Expresso de hoje (pág. 06): "ele interveio, naturalmente, como director da aréa internacional nessas e em muitas outras sociedade de offshore", com um acrescnto: Era a vida dele, intervir todo o dia".
Magnífico, não é? Conhece todos os meandros da fuga aos impostos, do branqueamento de capitais, do tráfico de dinheiro.
Ora é este homem, que viveu no controlo dos off-shores, ou seja, que orientava - intervinha, nas palavras de Jardim - nos negócios da agiotagem, da especulação financeira, na cumplicidade com todo o tipo de manigâncias dos banqueiros que é colocado no domínio da supervisão dessa aristoicracia financeira.
Mas, claro que eu li que o homem era (é) honestíssimo. Quem sou eu para desmentir Jardim Gonçalves?
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Comentários
PARABÊNS CARLOS MAS DERAM-TE A CHAVE DO PALHEIRO!
SERÁS O ULTIMO,E FICARÁS PARA A HISTÓRIA DA IBÉRIA COMO O QUE VENDEU A MOBILIA APAGOU A LUZ E FECHOU A PORTA!
jjesus, em 2010-06-01 22:50:26
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Se o Ex governador em dez anos ajudou a que a FINANÇA portuguesa chegasse a este ponto...
Quantos anos precisará pra que a FINANÇA da UE fique em graus comparativo idêntico ou similar?...
Eles comem tudo...eles comem tudo... antes do 25 e depois do 25 ainda é pior, mas agora há liberdade e democracia para o fazer aberta e impunemente!...
DEVIL, em 2010-06-01 16:55:51
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MAIS UM COM UM BOM TACHO . SE FOR TÃO BOM COMO O QUE SAIU, AGORA É QUE PORTUGAL AFUNDA DE VEZ !!! E O PIOR É QUE OS SUBMARINOS AINDA NÃO CHEGARAM
MULHERTODANUA, em 2010-06-01 15:53:27
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Dou os meus parabéns, pelo menos já tem uma boa reforma.
Espero que o seu trabalho seja melhor que o outro que saíu, pois que quando uma instituição europeia ou mondial dizia que o nosso défice ou o nosso desemprego era X eles passado um mês vinha dizer a mesma coisa, quando foi o caso dos bancos e outros ele nunca sabia de nada.
Assim também o banco europeu vai longe.
vamosparafora, em 2010-06-01 15:23:05
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
VATICANO: DE ESCÂNDALO EM ESCÂNDALO NAS FINANÇAS


Ao lado esquerdo: o novo homem forte do IOR, vindo do banco do OPUS DEI, o Santander. Do lado direito: Um euro pal papal, uma moeda fictícia só para sacar dinheiro.
Há dias, a imprensa italiana fazia manchete com um novo escândalo em torno da agiotagem do Estado Papal: Banco do Vaticano, que se intitula, muita piamente, Instituto das Obras Religiosas (IOR), estava, há anos, sob suspeita de lavar dinheiro.
As investigações judiciais tinham detectado trasações fraudulentas no valor no valor de 180 milhões de euros, realizadas em apenas dois anos, e isto só numa das contas geridas pela instituição.
Mas, não só, na mira da justiça de Itália, estão 10 outras instituições financeiras, ligadas, directa ou indirectamente, à Santa Sé pelos mesmo motivos.
Os investigadores têm indícios que pessoas com residência fiscal em Itália estejam a usar o banco oficial do Vaticano como uma «cortina» para esconder diversos crimes, entre os quais fraude e evasão fiscal, noticiaram as agências internacionais.
O IOR gere contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas e beneficia do estatuto "offshore" (não paga imposto, nem é controlado fiscalmente) do Vaticano.
O IOR gere contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas e beneficia do estatuto "offshore" (não paga imposto, nem é controlado fiscalmente) do Vaticano.
É uma situação pontual, a agiotagem no sistema financeiro no interior dos bancos liados ao Vaticano? Não.
Praticamente, desde que o Vaticano estabeleceu, em 1929, uma concordata com o fascista chefe do governo de Itália Benito Mussolini, recebendo uma quantia elevada em troca de dar o beneplácito ao regime, o papado entrou deliberadamente na especulação bolsista, na compra de acções pelos mundo fora, fazendo parcerias e negócios com o submundo da droga, da traficância de dinheiro de origem obscura, desde a Máfia italiana aos traficantes de outras parte do globo.
Em 1971, um obscuro bispo de origem norte-americana chamado Paul Marcinkus asssumiu o controlo do IOR, onde se manteve até 1989, defendido, com unhas e dentes, pelo falecido Papa João Paulo II, apesar de, em 1982, se ter descoberto que havia uma fuga de capitais da ordem dos 1,4 mil milhões de dólares do Banco Ambrosiano, uma entidade bancaria, que funcionava como holding do IOR. E neste último foi detectado um buraco de 250 milhões de dólares.
Foram efectuadas duas investigações em Itália - uma judicial e outra parlamentar - e ambas confirmaram que existiam uma intima ligação económica (e política) com uma loja maçónica de nome Propaganda Due (P-2), que estava em vias de dar um golpe de Estado pró-fascista na República Italiana (na P-2 estavam inscritos cardeais, magistrados de topo, generais, os chefes dos Serviços Secretos, empresários conhecidos, como Silvio Berlusconi, entre outros), mas também existia uma profunda parceria negocial e comercial com a Máfia, sendo que um dos chefes mafiosos norte-americanos e presidente de um banco nos EUA (Banco Franklim) era um dos porincipais conselheiros económicos de João Paulo II. Foi assassinado numa prisão de Itália, antes de ir a julgamento. Igualmente foi assassinado, em Londres, o Presidente do Conselho de Administração do Banco Ambrosiano Roberto Calvi, que era, até ao descobrimento da fraude, o homem de Marcinkus na gestão daquela entidade bancária.
O Banco Ambrosiano foi reclicado e hoje chama-se Nuovo Banco Ambrosiano.
Mas era unicamente um banco italiano? Longe disso. Tinha largos tentáculos. Estendia-se à Suiça, através da banca del Gotardo di Lugano, ao Kredietbank SA Luxembourgeoise (Luxemburgo) e também ao luxemburguês Interitalia. Descobriu-se ainda intensas ramificações na América Latina.
Os investimentos papais passavam (e passam) também, entre outros países, pela Espanha, Holanda, pela Alemanha, pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos. Neste último país, são várias as fontes concordantes que assinalam que o Papa tem fortes acções no Bank of America, no Chase Manhattan City Bank, no Morgan, no Bankers Trust. Acções estas que se expandem pela General Motors, Gul Oil, Bethellem, Boeing, Lockeed e Douglas.
Mas o papel do Vaticano no sistema bancário italiano é avassalador. Pelo menos os três mais importante bancos do país são pertença da Santa Sé: Banca Comerciale Italiana, Credito Italiano e Banco di Roma. Pode referir-se também o Banco di Santo Spirito. E se pretermos ser exautivos, curculemos pelos principais regionais, de Norte ao Sul passando pelo Centro.
A finalizar, um pormenor: O representante do Santander em Itália, Ettore Gotti Tedeschi, foi nomeado presidente executivo do IOR, em Setembro do ano passado.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
PIRATARIA ISRAELITA: OS LOBOS QUEREM TORNAR-SE CORDEIROS

Israel, através dos meios de comunicação social, está a responder, organizadamente, pelas suas estruturas mundiais de apoio de contra-informação da MOSSAD, tentanto fazer crer que o ataque deliberado das forças forças aero-navais foi...obra do pessoal de bordo dos navios com ajuda humanitária.
Parece uma peça de Shakespeare, mas não é.
Está em marcha uma manobra de propaganda para sustentar que os membros de bordo estavam armados e até sabiam que iriam ser atacados. Por isso, os rapazes de Israel, pacíficos, como são, mataram gente que respondeu com tiros contra ele.
Claro os mortos são só de um lado. É que os tiros sofreram richochetes!!!!
Vejam só esta imagem: É um ataque surpresa de helicóptero, encoberto, de noite, de abordagem pirata. EM ÁGUAS INTERNACIONAIS, ONDE ISRAEL NÂO PODE SEQUER ACTUAR MILITARMENTE. Esperavam que os de bordo os deixassem entrar, eles que são invasores, repito invasores?
É, portanto, um acto de terrorismo, de pirataria, seja o nome que lhe quiser colocar.
Mas, esta resposta israelita é mais sofisticada porque está a ser coordenada com os norte-americanos. Vejam as grandes cadeias de televisão dos EUA a defenderam a tese da auto-defesa. E, normalmente, os comentadores escolhidos pertencem todos ao lobby judeu. Washington estava, portanto, a par do que sucedeu.
Os argumentos forjados nas centrais de contra-propaganda estão estabelecidos: Os activistas poderiam levar armas para o Hamas, o Hamas está a ser municiado pelo Irão. Concentremo-nos no Irão.
Este é o desejo do lobby judeu, que domina a administração norte-americana:
vai haver uma reunião do Conselho de Segurança no dia 10 e é preciso virar os ilhares para aqui, porque os EUA (logo Israel) querem penalizar o Irão. Fomentar a guerra no Médio Oriente, em torno do Irão e da questão nuclear. Ou seja, o perigo vem do Irão e o que Israel fez ao largo do Mediterràneo tem a ver com a luta contra o "eixo do mal" localizado em Terrão.
O massacre perpretado por Israel ao largo de Gaza foi pensado, idealizado há muitos dias. O eixo de pensamento está centro em Telavive e Washington. O resto são tretas.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
SPÌNOLA -biografia


SPÍNOLA –biografia
De Luís Nuno Rodrigues
Recensão ao livro de Luís Nuno Rodrigues “Spínola-Biografia”, A Esfera dos livros, Março 2010. 748 pgs.
É uma tarefa difícil , a de um historiador, fazer uma biografia de uma personalidade, ainda, por cima controversa, que morreu, há apenas, 14 anos, e em que muitos dos apaniguados e cúmplices políticos e militares ainda se espraiam, no activo ou ditos reformados, pelo aparelho de Estado. Modelam, portanto, com força dominante, uma opinião do visado biografado.
Sublinho, pois, que não é fácil biografar um general, cuja memória ainda está “muito quente”. É preciso distanciamento e uma análise mais cuidada da acção dessa personalidade, já que muitos dos méritos apenas são alicerçados nos testemunhos abonatórios dos seguidores mais proeminentes.
Estou a referir-me, concretamente, à obra intitulada “Spínola, biografia”, da autoria do historiador Luís Nuno Rodrigues.
O historiador inicia a sua obra com uma “Introdução” em que coloca em ênfase o papel desempenhado pelo então tenente-coronel António de Spínola, como comandante do Batalhão de Cavalaria 345, que actuou no norte de Angola. E nessa passagem, logo no início, procura apresentar o oficial superior como o protótipo de comandante destemido, tomador de decisões, que exemplifica com o seu alegado comportamento perante uma obscura emboscada, que, pelo relato apresentado, qualquer outro oficial tomaria em idênticas condições.
Ou seja, numa zona de combate, desconfiaria de quem lhe aparecesse pela frente.
Então, o historiador Luís Nuno Rodrigues enquadra, em síntese, uma tirada, como se tratasse de uma reflexão histórica fundamentada: “O testemunho do combatente João Anselmo capta com exactidão (o sublinhado é meu) a imagem que, durante largos anos, a memória colectiva reteve de António de Spínola”. (pag. 16).
Onde está escrito, com documentos independentes, que foi essa a imagem que foi retida, durante anos na “memória colectiva”?
O historiador sabe muito bem que esta chamada “memória” foi construída pela “entourage” do general na sua passagem pela Guiné e, mesmo, posteriormente. Ou se não sabe, deveria pesquisar
Luís Nuno Rodrigues também não pode, como historiador, sustentar que “Spínola foi um militar durante toda a sua vida “, mesmo que ele afirmasse tal coisa e vestisse a farda. Porque não é verdade.
De 1955 a 1964, ou seja, praticamente, desde que veio de Angola até ir para a Guiné, foi, essencialmente, um capitalista encartado, como administrador da Siderurgia Nacional, de António Champallimaud. De onde arrecadou proventos substanciais.
Além do mais, cerca de 10 anos da sua vida foram dedicados, não à vida militar, mas ao serviço da GNR, uma parte dos quais como ajudante de campo de dois dos comandantes, primeiro o general Monteiro de Barros (seu sogro), depois do general Afonso Botelho.
Mesmo a sua ascensão a oficial-general (brigadeiro) foi conseguida para ir ocupar o cargo de segundo-comandante da GNR e não um posto de comando castrense. Já tinha 58 anos. Estava, portanto, no limite de idade de ascensão a oficial-general.
Até ser indigitado para o cargo de governador e comandante-chefe na Guiné nunca exerceu um cargo relevante operacional na estrutura do Exército, a não ser o de comandante de Batalhão em Angola, tendo-se voluntariado, como tal, pois como tinha 52 anos encontrava-se quase no limite de ascensão a um outro cargo de carreira militar, o que de certa maneira queria conseguir com a ida ao Ultramar.
O historiador considera sua a tese, montada pelos spinolistas, com o apoio de jornais de Portugal e mesmo de certas publicações estrangeiras, de que a passagem de Spínola pela Guiné – 1968 a 1973 “foram, verdadeiramente, os tempos de glória” na vida militar e política do antigo Presidente da República.
Ora, tal afirmação carece de confirmação histórica. Houve, realmente, muita propaganda, mas factos concretos que sustentem a tese, eu não os encontro.
Embora Spínola pareça ter feito críticas a António Salazar sobre a condução da política colonial, ( e ele conta-o quando o velho ditador já morrera, sem conhecermos, neste caso, o pensamento do seu interlocutor), esta ia no sentido do reforço da acção militar – palavras do falecido general às Forças Armadas apenas competiria “garantir o espaço e o tempo necessários para que este processo de concretizasse” pgs. 87 - em defesa do Império Colonial, enquadrado por uns meríficos “Estados-Nações” governados, naturalmente, por brancos ou mestiços colonialistas.
Spínola chega, em 1968, à Guiné, e afirma que iria acabar a guerra em pouco tempo. Um mês depois, ele é o primeiro responsável militar de um Território Operacional (TO) ultramarino a abandonar uma parte da Guiné, colocando-os nas mãos da guerrilha (toda a região de Madina de Boé, simplesmente, porque não tinha capacidade para o defender. Isto, portanto, repito-o um mês após ter tomado posse do cargo. Este abandono estratégico nunca mais consegui evitar a pressão militar sobre os quartéis do Leste, região que, naquela altura, não era considerada como zona de conflitos.
Em 1969, seus finais, pela primeira vez, o PAIGC ataca um quartel importante do interior, Bolama, causando estragos significativos, com a utilização de foguetões de 122 mm, o que, de certa maneira, pressagiava uma evolução técnica significativa da guerrilha, que punha em causa a supremacia de artilharia de longo alcance das tropas portugueses.
Estes ataques com foguetões foram crescendo nos princípios de 1970, com investidas sobre vários quartéis de fronteira norte.
Em grande medida, foi o progresso tecnológico da guerrilha que levou Spínola a aceitar a realização de uma operação extra-territorial para sufocar, por um lado, o regime da Guiné-Conacri, e o próprio PAIGC.
Situação que ocorreu, em Novembro de 1970, Operação Mar Verde, e se tornou um desastre estratégico de grande envergadura para a toda política colonial portuguesa. Spínola ameaçou Marcelo Caetano: “os nós fazemos esta operação ou perdemos”. Os termos são, mais ou menos, estes. Mas o insucesso foi o reverso da medalha.
Alías, todo o ano de 1970 se traduziram em revezes de envergadura.
Em Abril, foi decapitado todo o Estado-Maior do principal Agrupamento Operacional que mantinha no TO da Guiné, o CAOP de Teixeira Pinto. Estava envolvido numa operação coordenada pelo general para dividir o PAIGC e levar à rendição de toda uma região militar da guerrilha. Mais um insucesso.
Além da desmoralização local, Spínola tinha enviado uma mensagem às unidades para pararem as acções ofensivas, porque a guerra iria findar em breve, o que provocou dúvidas e interrogações em muitos comandos.
Em Agosto, pela primeira vez, o PAIGC atacava e tornava inoperacional uma Lancha de Fiscalização Grande “A Sagitário”, num ataque coordenado de RPG no rio Cacheu.
Em Junho de 1971, o PAIGC teve a ousadia de se introduzir na bem guardada península de Bissau e fazer o primeiro ataque de foguetões à capital, sem que tivesse qualquer resposta das tropas portuguesas.
Logo no início de 1972, o PAIGC faz um bem sucedido golpe de mão ao quartel de Catió, capturando dois soldados portugueses.
Em grande parte do princípio deste ano, existiu a maior descordenação do Estado-Maior de Spínola para responder a uma visita de uma missão da ONU a áreas controladas pelo PAIGC.
O afã de Spínola para evitar aquela da entrada da missão em TO guinense produziu atritos e conflitos de comando de unidades no terreno com o comandante-chefe, que teve de enviar para a Metrópole, pelo menos, um deles.
A 16 de Outubro de 1972, a Assembleia Geral da ONU reconhecia o PAIGC como representante legítimo do povo da Guiné-Bissau.
Durante este ano, perante os fracassos militares no terreno e políticos internacionais, Spínola tenta, desesperadamente, entrar em contacto com Amílcar Cabral, através de Leopold Senghor, do Senegal, que Cabral desprezava e dava muita pouca aceitação. Além do mais já anunciara que estava, para breve, o anúncio da declaração unilateral de independência.
Desde o início de 1973, que as informações militares portuguesas admitiam que o PAIGC iria utilizar mísseis-terra ar.
Spínola, que aceitara há um ano ser reconduzido no cargo, prepara a saída da Guiné, escrevendo cartas atrás de cartas a Marcelo Caetano, sustentando agora que a saída apenas podia ser política.
A 25 de Março, é abatido, por misséis Strella, o primeiro avião de combate FIAT G-9. A 8 de Maio, começa o cerco ao quartel de Guidaje, no norte. A 18 desse mesmo, idêntico assédio ao quartel de Guilege, que foi abandonado.
Neste período, são abatidos vários aviões de diferentes modelos por mísseis. A Força Aérea está, praticamente, inactiva para combate próximo. As tropas no terreno estão paralisadas. Apenas se movimentam, em grandes combates, as unidades de elite (comandos, fuzileiros e paraquedistas).
Ingloriamente, António de Spínola pede a 6 de Agosto para ser substituído nos cargos.
O autor, ainda na introdução, assinala (pag 17) que “não cabe, certamente, ao historiador entrar no debate político em torno da figura de Spínola e proceder ao “julgamento” da sua carreira política militar”.
Pessoalmente, considero que o historiador o deve fazer, mas ele fê-lo, apesar do reparo, embora depois o renegue.
Apesar destas críticas, considero, no entanto, que a obra tem dados e pistas para aprofundamentos da acção política e militar de Spínola, bem como de aspectos concretos da guerra colonial, do próprio regime anterior do 25 de Abril e do período posterior.
terça-feira, 1 de junho de 2010
QUEM AFUNDOU A CORVETA SUL-COREANA?
O anúncio, simultaneamente, feito em Seul e Wsahinton, de que iria ser renovado, no passado dia 27, o acordo sobre a permanência da base militar norte-americana no Japão, depois da actual coligação governativa no poder em Tóquio ter sido formada sob os auspícios de acabar com a presença estrangeira no país, e, devido ao facto de a reviravolta do principal partido japonês do chefe do executivo Yukio Tatoyama, optando por romper a coligação com o outro principal partido do governo, levou os analistas e investigadores das questões políticas da Ásia a concentrar-se nas explicações.
Tatoyama justificou o volte-face, precisamente, com a "situação actual na península coreana e na Ásia". Mas, nos últimos meses, nada havia de especial na península coreana. A não ser a eminência dos EUA terem de retirar de Okinawa.
Os EUA foram o único país a felicitar o PM japonês com o facto de ...ter acabado a coligação do partido do chefe do executivo com o Partido Social-Democrata. Ora, tanto a líder do Partidos SD, Miziho Fukushima, com os restantes membros daquele que, igualmente, saíram do governo, não consideraram que "a situação entre as Coreais" merecesse a presença castrense de Washington em Okinawa.
Ora, os investigadores e analistas viraram-se então para o anúncio feito dias antes pela Coreia do Sul de que a corveta Cheonan, que fora afundada em Março, com a morte de 46 membros da guarnição, tinha sido atingida por um torpedo de um submarino norte-coreano.
Este anúncio foi baseado num "relatório" de uma "comissão independente internacional" que, até agora, ninguém conhece os seus membros. O alarido em torno deste caso partiu somente de Seúl e Washington, com a inefável Clinton, talvez comprometida, a afirmar que a "Coreia do Norte não deveria fazer mais provocações". Mas se houve um caso de tal gravidade, uma agressão, aparentemente, em águas internacionais, provocada pela Coreia do Norte, a um aliado "estratégico" dos EUA, a resposta da administração norte-americana passa apenas pela "contenção"?
Algo está mal explicado. E este imbróglio adensa-se, porque tanto a Rússia, com a China, afirmaram que iriam, elas próprias, investigar o sucedido, porque havia "discrepâncias" nos relatos dos factos e - imagine-se - desconheciam o relatório provindo de Seul.
O curioso é que os especialistas navais, mesmo ocidentais, assinalam que não conseguem descortinar que tipo de torpedo é, depois de verem as fotos divulgadas pelas autoridades sul-coreanas.
E, deste então começaram a surgir interrogações mais pertinentes:
a corveta Cheonan, que estava preparada para a luta antisubmarina, por ser um medelo moderno, deveria ser portadora de um sonar com tecnologia muito sofisticada e navegava em águas onde estavam instalados outros sensores anti-submarinos, inclusive acústicos.
Pelos relatos, que provieram da parte sul-coreana, logo após o afundamento, não foram referenciados indícios de que o ataque partisse de um torpedo. Admitiram, então, que poderia ter sido uma mina, possivelmente ali instalada ainda no tempo da guerra da Coreia de 1953. Ainda baseando-se nos relatos da época do afundamento, Março portanto, não havia praticamente navegação na zona e o mar estava relativamente calmo.
Convem precisar: o navio de guerra sul-coreano foi ao fundo muito perto da ilha de Baengnyeong, em frente da costa norte-coreana, mas numa área da costa ocidental da Coreia do Sul.
Toda a região está coberta por sofisticados meios militares, quer de vigilância, quer de artilharia de costa. O local de navegação é bastante estreito. A ilha atrás citada tem, além do mais, um quartel onde está instalada uma unidade dos serviços secretos militares dos Estados Unidos (com presença de sul-coreanos) e comporta ainda uma unidade especial da Armada norte-americana, os SEALS.
Os investigadores, citados na imprensa norte-americana, reportam que, na altura do afundamento, estava ali estacionados na base, ou fundeados perto, quatro navios dos EUA, que participavam num exercício conjunto com os sul-coreanos.


Segundo o relato da imprensa sul-coreana, e depois por reflexo internacional, na altura do anúncio feito de que teria sido um torpedo a arma do afundamento, um membro da comissão independente, que não quis dar a sua identidade, sustentou:
"Está confirmado que a explosão foi provocada por um torpedo", e adiantou que o "tipo de alumínio" encontrado nos destroços "não existe" na Coreia do Sul.
"Este torpedo não era nosso e há apenas um país capaz de atacar um navio de guerra sul-coreano", revelou, taxativo, sem permitir o contraditório, o citado investigador, rereferindo-se à Coreia do Norte.
Mas, agora, já existem vários investigadores a afirmar que os aros metálicos e os químicos parecem ser de origem alemã.
Algo aconteceu nos últimos dias, depois da China e da Rússia terem anunciado que iriam fazer as suas próprias investigações, os grandes meios de comunicação social dos EUA deixaram de dar relevo ao acontecimento.
Viraram-se para a assinatura do acordo de Okinawa.
Tatoyama justificou o volte-face, precisamente, com a "situação actual na península coreana e na Ásia". Mas, nos últimos meses, nada havia de especial na península coreana. A não ser a eminência dos EUA terem de retirar de Okinawa.
Os EUA foram o único país a felicitar o PM japonês com o facto de ...ter acabado a coligação do partido do chefe do executivo com o Partido Social-Democrata. Ora, tanto a líder do Partidos SD, Miziho Fukushima, com os restantes membros daquele que, igualmente, saíram do governo, não consideraram que "a situação entre as Coreais" merecesse a presença castrense de Washington em Okinawa.
Ora, os investigadores e analistas viraram-se então para o anúncio feito dias antes pela Coreia do Sul de que a corveta Cheonan, que fora afundada em Março, com a morte de 46 membros da guarnição, tinha sido atingida por um torpedo de um submarino norte-coreano.
Este anúncio foi baseado num "relatório" de uma "comissão independente internacional" que, até agora, ninguém conhece os seus membros. O alarido em torno deste caso partiu somente de Seúl e Washington, com a inefável Clinton, talvez comprometida, a afirmar que a "Coreia do Norte não deveria fazer mais provocações". Mas se houve um caso de tal gravidade, uma agressão, aparentemente, em águas internacionais, provocada pela Coreia do Norte, a um aliado "estratégico" dos EUA, a resposta da administração norte-americana passa apenas pela "contenção"?
Algo está mal explicado. E este imbróglio adensa-se, porque tanto a Rússia, com a China, afirmaram que iriam, elas próprias, investigar o sucedido, porque havia "discrepâncias" nos relatos dos factos e - imagine-se - desconheciam o relatório provindo de Seul.
O curioso é que os especialistas navais, mesmo ocidentais, assinalam que não conseguem descortinar que tipo de torpedo é, depois de verem as fotos divulgadas pelas autoridades sul-coreanas.
E, deste então começaram a surgir interrogações mais pertinentes:
a corveta Cheonan, que estava preparada para a luta antisubmarina, por ser um medelo moderno, deveria ser portadora de um sonar com tecnologia muito sofisticada e navegava em águas onde estavam instalados outros sensores anti-submarinos, inclusive acústicos.
Pelos relatos, que provieram da parte sul-coreana, logo após o afundamento, não foram referenciados indícios de que o ataque partisse de um torpedo. Admitiram, então, que poderia ter sido uma mina, possivelmente ali instalada ainda no tempo da guerra da Coreia de 1953. Ainda baseando-se nos relatos da época do afundamento, Março portanto, não havia praticamente navegação na zona e o mar estava relativamente calmo.
Convem precisar: o navio de guerra sul-coreano foi ao fundo muito perto da ilha de Baengnyeong, em frente da costa norte-coreana, mas numa área da costa ocidental da Coreia do Sul.
Toda a região está coberta por sofisticados meios militares, quer de vigilância, quer de artilharia de costa. O local de navegação é bastante estreito. A ilha atrás citada tem, além do mais, um quartel onde está instalada uma unidade dos serviços secretos militares dos Estados Unidos (com presença de sul-coreanos) e comporta ainda uma unidade especial da Armada norte-americana, os SEALS.
Os investigadores, citados na imprensa norte-americana, reportam que, na altura do afundamento, estava ali estacionados na base, ou fundeados perto, quatro navios dos EUA, que participavam num exercício conjunto com os sul-coreanos.


Segundo o relato da imprensa sul-coreana, e depois por reflexo internacional, na altura do anúncio feito de que teria sido um torpedo a arma do afundamento, um membro da comissão independente, que não quis dar a sua identidade, sustentou:
"Está confirmado que a explosão foi provocada por um torpedo", e adiantou que o "tipo de alumínio" encontrado nos destroços "não existe" na Coreia do Sul.
"Este torpedo não era nosso e há apenas um país capaz de atacar um navio de guerra sul-coreano", revelou, taxativo, sem permitir o contraditório, o citado investigador, rereferindo-se à Coreia do Norte.
Mas, agora, já existem vários investigadores a afirmar que os aros metálicos e os químicos parecem ser de origem alemã.
Algo aconteceu nos últimos dias, depois da China e da Rússia terem anunciado que iriam fazer as suas próprias investigações, os grandes meios de comunicação social dos EUA deixaram de dar relevo ao acontecimento.
Viraram-se para a assinatura do acordo de Okinawa.
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