quinta-feira, 15 de julho de 2010

MAÇONARIA E PODER





















A maçonaria tem como lema a solidariedade, mas a sua participação na cidadania ve-se, essencialmente, nos cargos de poder





A história que eu vou contar fiu.me transmitida, há uns longos dias, por um amigo, que por acaso é magistrado, e pertence a uma das seitas maçónicas existentes em Portugal.

"É verdade, há muita gente que pertence à maçonaria que ocupa lugares importantes no país. Eu posso garantir-te que entrei para a instituição porque acredito na humanidade e nos valores de solidariedade que ela propugna", argumentava ele quando o inquiri sobre a "chusma" de gente vulgar que, ao filiar-se nas ditas, se põem a galopar à custa do povo e da ...humanidade.

Ri-me, com um ar trocista: "Pois, eles acreditam na humanidade, mas é na deles. Rodam sobre si próprios e guindam-se a senhores do poder. Põem e dispõem".

"Não exageres. Há alguns que utilizam isso, mas nem todos", ripostou.

"Pois", disse eu, "se calhar os restantes estão presos".

As "seitas" quer sejam maçonicas, quer sejam religiosas, como o OPUS DEI, os Jesuitas, ou Franciscanos, os Manás, ou Ismaleitas, têm uma marca de existência para "exercerem o poder", usando influências subterrâneas e funestas.

O que é grave é que estão "perfeitamente encravadas" na área do poder, político, económico, jurídico e social.

Vêm isto a propósito de quê.

Simplesmente de uma sentença em que o visado é um maçon chamado Isaltino de Morais.

Há dias, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) reduziu para dois anos a pena de prisão efectiva de Isaltino Morais e anulou a perda de mandato do autarca. Numa decisão que os jornais divulgaram, o TRL aplicou ao presidente da Câmara de Oeiras a pena de dois anos de prisão pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais. O Tribunal reduziu para dois anos pena de prisão de Isaltino Morais

O autarca de Oeiras tinha sido condenado pelo Tribunal de Sintra a sete anos de prisão e a perda de mandato por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais.

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu agora anular a pena acessória de perda de mandato e invalidou a condenação pelo crime de corrupção passiva, no que respeita aos factos relacionados com o empresário João Algarvio.

Ainda relativamente a estes dois pontos, o TRL determinou reabertura do processo por existirem factos que não deviam ter sido considerados como provados.

O Tribunal decidiu ainda absolver Isaltino Morais do crime de abuso de poder que tinha sido condenado na primeira instância.

Ou Isaltino cometeu os crimes ou não cometeu. Se os cometeu, a redução de pena, parece uma estória mal contada. Ele é um político com grandes responsabilidades no país. Foi ministro, foi magistrado do Ministério Público, é autarca. Cometeu crimes, então há atenuantes porquê?.

Se não cometeu, pura e simplesmente, o Tribunal deveria tê-lo absolvido e não brincar aos julgamentos.

Mas, claro que tudo isto é coincidência.

E porquê?

Li, há dias, uma extensa reportagem saída na revista Sábado, que pretende "mostrar a maçonaria por dentro". E o que é por dentro? "São militantes do PS, do PSD e do CDS; são ministros, diplomatas e elementos dos serviços secretos". E o que fazem estes "irmãos" dedicados à causa pública? Interajudam-se. Fomentam a teia da estrutura sócio-económico-política do país.

Entre outros aspectos, os reporteres da revista, naquele número, desenvolvem a entrada no mundo maçónico de uma das personalidades hoje influentes no país, que, há 35 anos, era um quixotesco militante da extrema-esquerda, de onde saiu quando perdeu as ilusões num outro poder.

" À sua frente, - descrevem os jornalistas - o líder da loja levantou uma espada que atravessava o testamento maçónico que escrevera antes de entrar na loja, numa câmara escura e sombria, com caveiras humanas desenhadas nas paredes.

"Nesse pedaço de papel registara as suas últimas reflexões profanas, que começavam
agora a ser despedaçadas pelas chamas. Jorge Coelho – um dos mais influentes
militantes da história do Partido Socialista estava a entrar num mundo desconhecido da
maior parte dos portugueses: – o universo secreto da maçonaria.

"Antes dele - que chegou ao GOL há pelo menos seis anos, durante o grão mestrado de
Eugénio de Oliveira (1996 / 02) /convém referir que esse antigo grão mestre é um coronel na reforma das Forças Armadas Portuguesa *sublinhando meu*/-, muitas outras figuras influentes da sociedade portuguesa passaram pelo ritual iniciático.

"Entre elas, Almeida Santos (ex-presidente da Assembleia da República), António Vitorino (antigo ministro socialista da Defesa e ex-comissário europeu), João Soares (ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa), João Cravinho (ex-ministro das Obras Públicas e actual administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento), Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), Maldonado Gonelha (administrador da Caixa Geral de Depósitos e exministro da Saúde), Isaltino Morais (presidente da Câmara Municipal de Oeiras) e António de Sousa Lara (ex-subsecretário de Estado da
Cultura de um governo de Cavaco Silva e professor, que acabou envolvido no escândalo
da Universidade Moderna).

"Esta é uma curta lista entre milhares de nomes, divididos por várias obediências – as mais representativas são o Grande Oriente Lusitano (GOL), liderado pelo ex-deputado socialista António Reis, e a Grande Loja Regular de Portugal (GLRP), dirigida pelo escritor Mário Martin Guia – que se movem em todos os sectores de actividade. É a acção conjunta destes homens, que se reúnem entre as paredes discretas dos templos maçónicos, repletos de símbolos e artefactos, que forma o designado “lóbi maçónico”.

Dizia-me o magistrado do início: "Claro que nos ajudamos. A solidariedade é o nosso lema".

Acredito. E digo mais. Esta solidariedade está acima da justiça, do interesse da comunidade, do interesse nacional.

Recordemos um caso que remonta a 1985. Ficou conhecido como o caso "Dopa".

Foi considerado, então, um dos maiores casos de tráfico de dinheiro e branqueamento de capitais. Foi um processo longo, com múltiplos e arrevesados julgamentos. Tudo envolto em processos judiciais obscuros e surrealistas. Envolvia alguns dos nomes mais importantes da economia, do social e da política. Noventa e nove dos implicados foram pura e simplesmente absolvidos e o crime de tráfico de duvisas acabou...despenalizado.

O caso tem um insólito: provocou, pela primeira vez, no actual regime a demissão de um ministro. Chamava-se Francisco Sousa Tavares, e, representava o PSD, como Ministro da Qualidade de Vida.

Em Fevereiro de 1985, Sousa Tavares demite-se, com a acusação de "ilícitos cambiais". Era primeiro-ministro Mário Soares, que procurou aguentá-lo até à última. Foi a julgamento e absolvido em primeira instância. Todavia, o Ministério Público (MP) considerou existir "gravidade de infracção, ilicitude e dolo" e, em Abril de 1989, Sousa Tavares é condenado a 30 dias de prisão remissíveis a mil escudos diários (cinco euros).

Em Maio, o antigo ministro já está em Macau, ao que dizia "em gozo de férias", mas, na realidade, a trabalhar como cultor jurídico ao servilo do governador do território, Carlos Melancia.

O que tem este caso com o anterior. Nada de muito especial. Apenas que nele aparece envolvido o ministro da Justiça Mário Raposo, e, recordemos, foi seu chefe de gabinete um jovem chamado Isaltino de Morais.

Dizia-se então que a solidariedade maçónica era já intensa.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ISRAEL SENTE-SE DONO DE PORTUGAL












Há 35 anos, Esther Mucznik era uma crítica acérrima da política israelita.









O embaixador de Israel em Portugal teve, há dias, o desplante de criticar a política externa defendida por um país independente, como Portugal.

E teve o desplante maior de enviar uma nota para publicação na agência noticiosa portuguesa, que a divulga, sem ouvir, de imediato, a parte portuguesa.

E o que atinge as raias do inadmíssivel é que até hoje, nenhum responsável político português tomou uma posição firme a repudiar uma intromissão grosseira na governação de um país.

Sabendo-se, por fontes anónimas, apenas, que o Ministro dos Negócios Estranjeiros, Lúis Amado, irá chamar, em breve, aquele diplomata para, naturalmente, em amena cavaqueira, dizer ao senhor para ser mais comedido, pois está a sair das marcas.

A questão é essa: O diplomata israelita sai das marcas, porque tem a arrogância de saber que os governantes portuguesas baixam as calças ao poder do dinheiro especulativos dos banqueiros judeus, que controlam, essencialmente, Wall Street, e a Administração norte-americana.

Ora, a gravidade da tomada de posição do embaixador israelita advem do facto de que naquele dia, Portugal recebia o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, considerando-a «surpreendente e decepcionante» e contrária à posição europeia de condenação do regime de Teerão.

O embaixador israelita, Ehud Gol, teve a ousadia de "puxar as orelhas" a Portugal, porque, segundo ele, estava em dissonância com "a declaração aprovada em Junho pelos líderes da União Europeia, condenando a falta de cooperação de Teerão em relação ao seu programa nuclear e a decisão europeia de aplicar novas sanções".

Mas Gol omitiu, aliás, como a Comunidade Israelita de Portugal, que tem como vice-presidente a antiga dirigente de topo do PC(R) Esther Mucznik, que, dias antes, friamente, o Estado de Isreal assaltara, em plenas águas internacionais, um navio mercante de nacionalidade turca, que levava comida e outros bens essenciais para Gaza, bloqueada, corbarde e criminosamente, pelos israelitas, matando, pelo menos, 10 pessoas, numa abordagem pirata, planeada pelo governo de Telavive.

Mas, nesta ocasião, Portugal não protestou ser, porque o massacre israelita foi efectuado, certamente, com a conivência de Washington e de Bruxelas. E, deste modo, o embaixador Gol sentiu as costas quentes para zurzir nas orelhas de Amado. Quem baixa as calças, depressa....

segunda-feira, 12 de julho de 2010

EUA: A PRIVATIZAÇÂO DO EXÈRCITO FAZ DESMORONAR A NAÇÃO















O regime norte-americano está a privatizar as Forças Armadas para se defender


Uma perigosa organização multinacional está a "infiltrar-se" nos mais poderosos Exércitos do Mundo, com especial destaque para os Estados Unidos da América. Chama-se, pura e simplesmente, a privatização das Forças Armadas.

A projecção imperial crescente dos EUA - e por tabela dos seus acólitos mais directos, os britânicos - está a forçar a uma galopante necessidade de guerreiros para preencher o aumento, em extensão e em territoralidade, das ocupações e presenças castrenses em lugares que exigem um prolongado enquadramento das tropas destacadas.

Esta situação traz todo um conjunto de questões e problemas, que estão a ser difíceis de resolver no interior da sociedade norte-americana, em primeiro lugar, e, secundariamente, mais com idêntica dimensão em todos os países ocidentais: Em primeiro lugar, a dificuldade de recrutamento, em segundo lugar, a rotação logística do pessoal militar estacionado e em terceiro lugar, uma constante aversão da parte da população, especialmente os jovens, em fazer parte dos contigentes castrenses colocados fora do seu país.

Embora exista na estrutura militar dos EUA, na sua formação e na sua orientação de actuação no terreno, uma tendência visível para a militarização, o certo é que os soldados nos teatros operacionais apresentam-se sem capacidade de actuação e, na maior parte das vezes, desmoralizados.
O apanágio de pertença a um Exército, como coluna vertebral da Nação, está a desaparecer do grosso dos militares recrutados, surgindo sintomas alarmantes para os estrategas da Administração norte-americana de que as suas Forças Armadas, a prazo, como emanação do cidadão deixarão de existir.

Existe, pois, a noção, entre os jovens (e não só) norte-americanos que a sua participação na defesa da soberania política - ou seja a função social como integrantes, ainda que temporários, de vistirem a farda para defender a Pátria, não se coaduna com a missão de ocupar outros países, de impor outros regimes, missão esta que eles efectuaram, há 30 anos, pensando que a sua acção desempenhava o papel de garante da democracia e mesmo da defesa da liberdade.

Uma parte substancial da população norte-americana considera, hoje, que essa missão é feita para defender estritamente interesses económicos e financeiros de uma minoria que detem as alavancas do poder. Ora, este facto leva, a prazo, ao desmantelamento do próprio Estado.

Querem queiramos, quer não, esta realidade, ainda que não muito avassaladora, significa que uma "subversão" larvar está a trucidar os fundamentos do Estado norte-americano.
De tal maneira, que, possivelmente, num espaço de 10/15 anos, poderemos assistir a factos de recusas maciças de recrutamento interno para garantir a vontade do poder imperial de Washington. Irá, assim o penso, abrir-se uma brecha que colocará em campos opostos sectores importantes dos naturais dos EUA e poderá consumar-se, internamente, uma cisão na própria ordem pública, crivando parte do país de hordas militares que não obedecerão à estrutura central do poder.

Naturalmente, os representantes do sistema financeiro, das bolsas, dos grandes trusts, que dominam os poderes legislativos, judiciais e até militares estão a par da situação e a criar um "agrupamento militar mais ou mais fiel" para os servir no seu domínio do poder político imperial.

Quer o poder político executivo (Departamentos de Estado e de Defsa), que o poder legislativo (Congresso e Câmara de Representantes), quer a cúpula militar ligada ao complexo industrial-financeiro, estão empenhadas na arregimentação acelerada de "forças paramilitares" para colocar, como Forças Armadas efectivas, nos principais Teatros Operacionais militares "ligados os interesses vitais nacionais" no estrangeiro.

Assim, na prática, já se encontram no Iraque e no Afeganistão, perto de 200 mil "assessores", "técnicos" e "seguranças" todos pertencentes a companhias privadas, que são contratadas por responsáveis dos Departamentos de Estado e da Defesa, ligadas, essencialmente, para a defesa dos "interesses vitais" norte-americanos e o poder político favorável aos EUA, internamente.

Segundo o Instituto de Investigações British American Security Information Council (BASIC), que editou, em Setembro de 2005, um relatório de certo modo pormenorizado, naquela data, só no Iraque existiam 68 companhias (cada uma tem entre 150 a 200 homens, pelo menos)castrense privadas, mas consideradas oficiais, com diferentes contratos e mandatos por vezes secretos.

O BASIC refere que o número "não oficial" de companhais militares ultrapassa as 105.

Hoje, estas companhais estarão em número de homens ao nivel do próprio Exército oficial dos EUA.

O BASIC assinala, para 2005, um número aproximado de 930 mercenários mortos e cerca de quatro mil feridos.

Segundo um relatório da Directoria de Contabilidade Geral da Administração dos Estados Unidos (Government Accountability Office), desde 2003, foram concedidos contratos num valor superior a 766 milhões de dólares às companhias privadas de segurança.

O relatório do BASIC especifica os trabalhaso e o papel dessas companhias no Iraque nesse ano: a companhia Airscan vigia os oleodutos e os poços petrolíferos; a Blackwater esteve ao serviço dos políticos, tais como, Paul Bremer, que chefiou, como pró-consul dos EUA, a Reconstrução e Assistência Humanitária no Iraque - de Abril a Maio de 2004 - e pôs à sua disposição "grupos móveis de segurança".

Por seu turno, a ISI Group protege pessoas e edifícios dentro da chamada zona verde, onde estão os edifícios do governo do Iraque. A Cochise e a OS&S serve como "guarda-costas" personalidades importantes (VIP) e a Centurion Risk dá´preparação e logistica a pessoas ligadas a organizações internacionais, bem como correspondentes da imprensa estrangeira e da televisão convidados pelos ocupantes.

A Triple Canophy fez contratos para escoltas e transportes militares iraquianos.

As empresas Titán e WWLR, teoricamente, tinha um contrato para tradução, mas estiveram ligadas aos interrogatórios a prisioneiros de guerra e ensinaram às tropas não só os rudimentos do árabe, mas também vários dialectos.

Muitas outras empresa ali operam.

Assinalamos apenas o contrato da Group 4 Securiror (G4S): ultilização de homens armados em acção e vigilância de pessoas, objectos, edifícios. Servem ainda de apoio aos aviadores em combate.

A Combat Support está, praticamente, integrada na acção militar directa, dando apoio ao exército norte-americano em combate, sobretudo às unidades de assalto.

A Kellog, Brown & Root, como aparente unidade de administração militar, contratou mais de 50 mil pessoas, desde pedreiros até mecânicos de automóveis, engenheiros electricistas e cozinheiros.

As companhias militares privadas não só se estabeleceram no Iraque, mas também em quase toda a península árabe.

Cita-se a propósito, na versão do BASIC, a Arábia Saudita, que tem mercenários armados em quase todas as frentes e substituíram o exército ou a polícia nacionais.

Convém referir o caso da Blackwater Worldwide, que actuou se refreio no Iraque apenas mando do vice-presidente Dick Cheney e o Secretário da Defesa Donal Rumsfeld.

Pois, um grupo especial do Congresso norte-americano está a analisar um novo contrato entregue à empresa paramilitar de segurança Xe Serviços, que mudou o nome de Blackwater para poder operar no Afeganistão.

Responsáveis do Departamento de Estado e outros assessores do governo estão a explicar perante a Comissão de Contratos em Tempos de Guerra como a empresa obteve um negócio de cerca de 120 milhões de dólares.

A empresa Xe Services foi escolhida no mês passado para parceiro operacional da Agência Central de Inteligência (CIA).

Mas, apesar desta privatização, os EUA necessitam de mais homens. Aliás, crescentemente.

O jornal New York Times noticiou, no domingo, que os Estados Unidos vão fornecer vistos temporários a imigrantes que ingressarem nas Forças Armadas do país.

Até agora, os imigrantes tinham que possuir residência permanente (o green card) para poderem ingressar nas Forças Armadas.

Mas, segundo o jornal, os estrangeiros com vistos temporários vão ter seus processos de residência acelerados, se eles se alistarem.

Mas claro que esta aceleração da privatização do Exército tem os seus opositores internos.
Segundo o Times alguns oficiais e veteranos opõe-se à iniciativa, argumentando alguns estrangeiros venham a ser de lealdade duvidosa face ao país, ou mesmo que, como "terroristas", se infiltrem no Exército.

Ou seja, naturalmente, muitos dos actuais detentores do poder sentem que a sua velha sociedade esteja a fenecer e que os membros da nova estrutura castrense contribuam para o rompimento de uma outra.


domingo, 11 de julho de 2010

EUA/RÙSSIA: QUEM ACREDITAM EM ESPIÔES QUE NÂO O SÃO?












Que caso estranho de espiões que não são espiões!!!











Os grandes meios de comunicação norte-americanos, fielmente seguidos depois por toda a imprensa ocidental, deu, há dias destaque de um anúncio do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América, de 10 (ou 11) cidadãos, aparentemente russos, que espiavam, há mais de 10, para a sua Pátria de naturalidade.
Num espaço de uma semana, esses espiões, apresentados como "membros dos serviços secretos" russos, foram trocados, num ápice, por três "importantes cientistas" da Rússia, presos há anos, por trabalharem para os EUA e...curiosidade das curiosidades, para o Reino Unido. Ora, um destes, no processo de troca, teria mesmo ido residir para Inglaterra.
Segundo o Departamento de Justiça, os espiões não eram bem "espiões", porque não estavam acreditados como tais, nem, ao longo deste anos, fizeram algo que pusesse em causa a segurança dos Estados Unidos.
O que intriga toda esta trama é que o FBI (ou a CIA) estava, há precisamente, 10 anos em cima do acontecimento e, de repente, decidiu actuar, porque os alegados espiões poderiam fugir.
O que - segundo o relato descuidado das autoridades - um até conseguiu fugir. Foi para o Chipre. Foi preso, mas as autoridades colocaram-no em liberdade, após um pagamento de uma caução vulgar. E desapareceu, apesar de constar, como altamente, perigoso, nos ficheiros da INTERPOL. Coisa, aliás, de pouca monta....
O que intriga em todo o relato é que "espiões russos" - logo formados em escolas especializadas - actuassem, duarnte 10 anos nos EUA, com a finalidade de se "infiltrarem na alta sociedade" e "nos serviços secretos" e não tivessem conseguido nada, mesmo nada, de relevante ao serviço de espionagem, quando sabemos que, em casos idênticos, os russos fizeram "infiltrações" profundas no interior das estruturas mais secretas e classificadas, simplesmente comprando pessoas, naturais norte-americanos, que ali trabalhavam.

E cito apenas dois casos recentes, pelas suas repercussões:
O de Aldrich Ames, um funcionário da contra-espionagem da CIA, que se vendeu aos russos, e forneceu a Moscovo, de 1985 a 1994, o nome de dezenas de agentes soviéticos que passavam informações para os EUA. Pelo menos dez deles teriam sido executados. Cumpre prisão perpétua na Pensilvânia.
E o de Robert Hanssen. Foi preso em 2001. Era agente do FBI e deu informações importante aos serviços secretos russos duarnte 22 anos. Cumpre prisão perpétua na Virgínia

Algo está mal contado. Até porque uma das alegadas espiãs faziam questão, há muito, de se considerar russa e actuar como tal. Mas, foi aceite, muito naturalmente nos EUA, como residente.
Mas isso é para uma investigação mais atenta.
A questão agora é política.
A realidade é que os EUA e a Rússia, ambos a baterem no peito glorificando eventuais amizades e parcerias, estão, na realidade, numa feroz concorrência para se colocarem na vanguarda do domínio imperial, e, principalmente, pelo controlo do sistema financeiro internacional.
Há dois anos/três anos, esteve na berra o chamado caso "Litwinenko".
E isto porque Alexander Litwinenko, um obscuro espião russo, a residir, em exílio(?) no Reino Unido, veio a morrer, aparentemente, por enevenamento. Foi um caso mediático, grave e criminoso.
Na altura, o Reino Unidos (e os EUA) fizeram um escarcéu dos demónios e acusaram o então Presidente da Rússia Vladmir Putin, que tentou por todos os meios afastar-se do centro do furação.
Hoje, o caso grave do assassinato de Litwinwenko desapareceu de cena.
Mas, actualmente, sabe-se que Litwinenko não estaria, como peão, a leste dos jogos de controlo do capital financeiro especulativo e das ligações obscuras dos magnates, muitos deles que trabalharam para o KGB, aos negócios mafiosos com o Ocidente.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

BP: COMO SE DOMINA A RIQUEZA DO PETRÓLEO
















BP: uma ave de rapina das riquezas nacionais do petróleo





A BP - British Petroleum - adquiriu, nos últimos meses, uma projecção mundial, porque, ao proceder, sem os devidos controlos e procedimentos de segurança, à extracção de crude no golfo do México, sob a aparente autoridade da Administração norte-americana, provocou uma explosão numa sua plataforma, que levou um descontrolado derrame petrolífero, que atingiu, praticamente, todas as costas norte-americanas de região.

Convem referir que no golfo do México estão instaladas 4.000 plataformas ligadas, essencialmente, aos grandes grupos petrolíferos internacionais.

Mas, a BP, embora, teoricamente, seja britânica, é uma multinacional gigantesca, que se entrosa em todos os grandes interesses financeiros especulativos mundiais, onde predominam capitais ligados, desde a interesses norte-americanos, aos financeiros judeus (dentro e fora do país) e ao Vaticano.
Não é por acaso que um dos seus accionistas é um empresa de fundos especulativos de pensões, aparentemente, sedeada em Singapura, que se chama Government of Singapore Investments Corp (GIC).
A BP não é apenas uma grande empresa, é uma corporação capitalista, com um passado criminoso e de agiotagem.
Curiosamente, a BP surge ligada a toda a turbulência no Médio-Oriente, praticamente, desde a sua criação. E, de maneira particular, nos últimos 60 anos, a toda a destabilização produzida na Pérsia, hoje Irão. Pode referir-se mesmo, que a empresa nasceu naquele país. Chamou-se então Anglo-Iranian.

Os primórdios têm de ser buscados aos interesses imperiais europeus, e neste caso, britânicos, quando, após a Conferência de Berlim, mandataram aventureios, através de Sociedades de Geografia, para "investigarem" os potenciais interesses "civilizadores" do Grande Médio-Oriente, África e Àsia.
Foi na sequência desta orientação que um aventureio de nome Willian Knoz D`Arcy, no princípio do século XX, veio a infiltrar-se na corte do Xá da Pérsia, "comprando-o" com uma generosa oferta para fazer pesquisa de minerais no território.
Claro que o aventureiro não "civilizou" a Pérsia, pois nem sequer uma estrada construiu, como prometera, mas arriscou na pesquisa de crude. Esteve para abandonar o projecto, até que já no final da década primeira do século passado, no sudeste persa, encontrou um poço. Foi, digamos assim , a primiera grande descoberta de crude no Médio-Oriente.
Com esta descoberta, os apetites imperiais britânicos, mas não só, das restantes potências europeias, nomeadamente a Alemanha, aguçaram-se na região.
Mas, claro era a bafienta Albion que ditava o poder, e, nos seus departamentos financeiros e militares começaram a esboçar-se os traços de fronteira em toda a região, para servir, dividindo, os seus interesses.
Um pequeno pormenor para apimentar. O que foi mais tarde primeiro-ministro inglês Winston Churchill veio dar uma mão à projecção da empresa nascente, pois como Lorde do Almirantado fez uma parceria - onde o dinheiro por fora não esteve ausente -para abastecimento da Armada imperial. Ora, estávamos em guerra (1914-18). Com o interesse estratégico, o governo inglês tornou-se o principal accionista da multinacional.
Com facto do petróleo se tornar importante fonte de energia, os britânicos, logo após a I Grande Guerra, empenharam com armas, diplomacia e serviços secretos na região, minando o poder turco (Império Otomano) e dando azo às ideiais independentistas dos sultões locais. Mas, colocando-lhe sempre a rédea curta. Até que eles perceberam que estavam a ser enganados e tinham a arma económica do petróleo nas suas mãos, se o quisessem.
As outras multacionais ocidentais do petróleo começaram, então, a dividir os lucros.
Foi a então Pérsia, a que levou, numa primeira ocasião, a sua pretensão de controlar a sua riqueza nacional.
A BP controlava nos anos 50 o Xá da Pérsia, mas os tecnocrats e letrados emergentes, que se organizaram em torno de um candidato a primeiro-ministro, que o veio a ser, de nome Mohamed Mossadegh, após ganharem eleições parlamentares, nacionalizaram o petróleo.
Aí, levantaram-se as augustas democracia ocidentais. Crime de lesa-majestade. Nacionalizar os interesses capitalistas, ainda por cima em zonas de "interesses estratégicos nacionais" era um crime inimaginável.
A Inglaterra e os Estados Unidos da América juntaram-se, com especial relevância para CIA, e elaboraram um golpe de Estado, com o apoio do Xá Reza Pallevi, e derrubaram o governo de Mossadegh. As petrolíferas pagaram esse esforço e a BP ficou a controlar, novamente, a riqueza do país.
Claro que este serviço levou à repartição dos interesses. Os associados da BP, as chamadas "cinco irmãs" dos EUA, ficaram com cerca de 40 por cento do crude iraniano.

Até à Revolução do Irão de 1976, que veio meses depois a dar o poder ao "mullás" nacionalistas, organizados em torno do aitolá Khomeini.

A LIBERDADE DE IMPRENSA DO LOBBY JUDEU NORTE-AMERICANO....
















O texto, retirado do jornal Público, provem dos EUA e merece quase um parágrafo, mas é grave, gravíssimo. É um crime horrendo de liberdade de imprensa na democracia do democrata Obama.
Convém referir, assinalar e denunciar que a CNN é um órgão de informação controlado pela alra finança organizada em torno do lobby judeu norte-americano (AIPAC).
Para que conste. Espero, se houver algum jornalista profissional digno, que obrigue o seu director a protestar contra este estado de coisas. Para já aqui fica o registo.

Eis o texto, com o respectivo título:

Redactora-chefe da CNN despedida por comentário no Twitter
Publicado, no jornal O Público, em 08 de Julho de 2010 Actualizado há 3 horas

Num comentário no Twitter, Octavia Nasr, que trabalhou para a CNN durante 20 anos, disse que respeitava Mohammed Hussein Fadlallah, um clérigo libanês mentor do Hezbollah, e foi despedida como consequência disso. Fadlallah morreu no domingo em Beirut e foi qualificado como terrorista pelos Estados Unidos da América.

A CNN lamentou o sucedido pedindo publicamente desculpas por qualquer ofensa que poderia ter causado e garantiu que o comentário não era consistente com os critérios editoriais do canal. A redactora-chefe terá portanto passado os limites num “erro de critério”, que a CNN prometeu resolver de modo correspondente.

Nasr contestou a polémica numa entrada num dos blogues da CNN: “A reacção ao meu “tweet” foi imediata, esmagadora e uma boa lição de que 140 caracteres [limite máximo por cada entrada no Twitter] não devem ser usados para comentar temas controversos ou delicados, especialmente os que tenham a ver com o Médio Oriente. Foi um erro de juízo escrever um comentário tão simplista e sinto muito que se tenha transmitido a ideia de que apoiava o trabalho em vida de Fadlallah. Não é o caso, absolutamente.”