quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SALAZAR NA HISTÓRIA, DE RUI RAMOS



Os tenentes de 1926 e seguidores fiéis de Salazar os mais implacáveis dissidentes






Um historiador Rui Ramos, com grande aceitação nos chamados grandes meios de comunicação social, explanou no suplemento “Atual” (a nova grafia do português para Actual) do jornal Expresso do passado dia 24 de Julho, um extenso artigo intitulado “Salazar na História”, que pretendeu ser a sua resposta a uma sua pergunta: “Já o podemos arrumar na História? E como?”.
Recorda-se, nesse texto, os 40 anos da morte do antigo Presidente do Conselho de Ministros e o criador do "estado Novo".

O autor responde, em traços largos: “as ideias de Salazar” deixaram de ser reivindicadas, o regime (salazarista) que montou “foi derrubado como um cenário de papelão”. E, com frases gradiloquentes, tais como “Falamos dele, mas é isso : falamos”, para fazer a sua tirada de mestre: “Valem-lhe os antifascistas para o conservar ameaçadoramente “vivo”.

Ora, como na passagem do 40º aniversário da morte de um senhor, que – o autor assim o torna híspido – pois, na sua visão, não é reivindicado, logo sem qualquer desempenho a nível de “ideias”, o ilustre historiador dignou-se, no entanto, desempenhar um papel, aparentemente, maçador, de improvisar um texto, aliás longo, quatro grandes páginas, para “falar” de um morto, que já só faz parte – dixit - de “um cenário de papelão”.
Se esse foi o seu objectivo – ou o seu efeito -, então perdeu tempo a confabular uma prosa que lhe roubou muitas horas, para produzir uma tese – a confissão é do próprio - sem qualquer sentido.
Porque intitular, então, o texto com um pomposo “Salazar na História”, se a personagem, na escrita do historiador, pouco relevo político e social deixou ?.
Rui Ramos não escreveu para “desfazer” a política de Salazar, fê-lo para, entre algumas invectivas, por vezes, duras contra o antigo Presidente do Conselho de Ministros do Antigo Regime, apresentá-lo com apreciação, e isto sem qualquer base confirmativa: “o problema está em que, se quisermos ser exatos, teremos de admitir que foi precisamente com Salazar que Portugal começou a ser menos pobre, menos analfabeto e mais europeu”.
E, com ar mais assertivo, embora também sem qualquer base documental: “É verdade que mesmo alguns salazaristas se mostraram impacientes com a sua obsessão financeira. No entanto, os seus orçamentos equilibrados e inflação baixa, se adiaram gratificações, pouparam os portugueses às crises fiscais e da balança de pagamentos que, antes dele e depois dele, destruíram riqueza e frustraram expectativas. A partir da década de 50 e até 1974, Portugal conheceu as taxas de crescimento mais altas da sua história”.

Quer queira, quer não, apesar das críticas aos aspectos repressivos “institucionais” do regime, o autor está a fazer é o elogio do “ditador” e a engrandecê-lo, em vez de o “arrumar” na História.
Como se poderia esboroar um poder “em cenário de papelão”, se ele, Salazar, na douta magistratura de Ramos, um historiador altamente classificado do nosso tempo, foi um “mágico” no desenvolvimento do Estado.
Estado este que deduzo, na minha banal ignorância, que seja capitalista, mas que não percebo, realmente, na interpretação do autor onde se situa esse poder estatal tão étereo (na minha visão de História, os Estados têm uma opção económica, social e política, ou seja, pertencem a uma dominação de classe) - que conseguiu diminuir a pobreza, o analfabetismo e, inclusive, se virou para a Europa.

Ora, o que é preciso esclarecer – em termos de História, e não em linguagem guinaldeira de analista de ocasião – é como um personagem vulgar, manhoso, pérfido, sinistro, se imiscuiu no aparelho de Estado e se transformou numa espécie de “D.Sebastião”, um desejado apresentado modelo de rectitude, comedido, honesto, trabalhador, realista, disciplinado, e um sincero estadista que amava o seu país e que “não se parecia com ninguém na classe política”, Ramos dixit.
Ora, isso Rui Ramos não o faz. Chama-lhe ditador, mas minimiza todo o papel nefasto que teve durante 40 anos na vida real das pessoas, engrandece-o, dando loas a uma obra que nunca concretiza com dados reais. (Interessante comparar a Carta Aberta a Salazar, de Henrique Galvão, agora reeditada, já que foi um militar de 1926, e um seguidor muito próximo do antigo chefe do governo).

Ora, do meu ponto de vista, para analisar e enquadrar o papel de Salazar tem de se estudar a luta social e política que veio a permitir que aquele se transformasse em modelo incensado para todos os que pretendem o “restabelecimento da ordem”, as limitações das liberdades políticas, o reino sem freio dos detentores do Capital.

Foi, justamente, a luta, social, económica e política que permitiu engendrar todo um clima que atirou com uma tal personagem para o estatuto de modelo e herói.

Quando Rui Ramos sustenta (p. 11) que “Salazar foi o primeiro chefe do governo, desde 1834, que não era liberal ou republicano”, ele está a emitir, precisamente, uma frase que é oca, e que se revisitasse umas das razões imediatas mais próximas para o acirramento da lutas políticas e sociais no final da Monarquia veria que esteve ligada, na realidade, à presença de um “conservador de tipo reaccionário”, e monárquico, chamado João Franco, que foi um exemplar em similitude política ao de Salazar.

Sucederam-lhe já em plena I República, “protótipos”, melhor dizendo, projectos de poder prenunciadores do que veio a dar a Ditadura Militar, com a “estabilização” do modelo, anos depois, com a implantação do Estado Novo: a ditadura de Pimenta de Castro; o governo do chamado Rei-Presidente Sidónio País e mesmo o governo mais prolongado no tempo de Afonso Costa, entre outras tentativas.

Ora, estes projectos tinham uma matriz idêntica, que se veio a solidificar com António de Oliveira Salazar: moldar o Estado aos ditames do poder económico dominante, subalternizar, suspender ou ilegalizar os partidos, destroçar as classes assalariadas, e em particular, o operariado, que ganhavam terreno nas suas reivindicações e na constância das suas lutas, e se tornavam um fantasma ameaçador para o poder burguês saído do movimento revolucionário que implantou a República.

Do golpe de Estado militar de 1926 ao golpe de Estado de Salazar em 1932/33, é o período do desmantelamento da última fracção republicana, que se acolitava por detrás de velhos militares maçónicos, que, pensando assegurar o regime da I República, utilizando uma política de “mão de ferro” sobre a “desordem” das ruas, tiveram de ceder a um astuto e cobarde professor de Economia o governo prático do Estado, que se utilizou as baionetas da segunda fila da oficialagem para impor um “Estado Novo”.
Ora, este período é, precisamente, percorrido por uma luta política fraticida, intensa e desastrosa no seio do velho republicanismo, em que alguns dos mais “veneráveis” se tornam cúmplices da ascensão do homem que veio de Santa Comba e, que adquiriu e formou uma reputação de honestidade, coragem e sentido de Estado, que nunca correspondeu a uma verdade, e que para fazer uma análise mais profunda, na economia, na política, na sociedade, teria de ser escrita uma obra livresca, que não se coaduna com este blog.

O que eu queria afirmar é que não são os anti-fascistas que o mantêm vivo, mas sim os propósitos de seguidores dentro do actual regime político, que procuram “ressuscitar” o “modelo político” que Salazar implantou: supressão (ou em versão mais soft, suspensão) do parlamentarismo, restrições dos direitos políticos, sindicais e sociais, reforço do presidencialismo ou formação de um “governo forte”, que destroce a capacidade operativa dos partidos ditos mais radicais nas suas propostas de criação de um novo modelo económico social, limitação e, mesmo impedimento, das organizações associativas sindicais, de modo a ilegalizar, se possível, o próprio direito à greve.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

COLÔMBIA: TC CONTRARIA POLÍTICA NORTE-AMERICANA
















EUA reactiva 4ª esquadra para a América do Sul e Uribe cede bases, sem consultar Parlamento






Afinal o antigo Chefe de Estado da Colômbia Álvaro Uribe agiu contra a Constituição do país, ao celebrar um acordo com a Administração norte-americana para a cedência de sete bases militares às Forças castrenses de Washington.

Quem o diz taxativamente é o Tribunal Constitucional da Colómbia, que foi escolhido, curiosamente, ainda no tempo de Uribe.

O Tribunal sustenta que terá de ser o Congresso dos Deputados a discutir e a votar, transformando tal acordo num Tratado Internacional, conforme determinam os preceitos constitucionais.

De certo e em certo sentido, o TC, ao tomar tal posição, está a consignar que Álvaro Uribe deu cobertura a uma "ocupação ou presença militar estrangeira", facto este que somente o parlamento pode decidir.

No fundo, o cerne da questão que veio a causar polémica com outros Estados sul-americanos, incluindo a Venezuela e o Brasil e levou à criação da UNASUL (organização militar sul-americana) ficou agora provado, embora envolto numa linguagem judicial-constitucional.

O polémico acordo, celebrado no ano passado, levou à deterioração das relações entre a Colômbia e a Venezuela, que se opõe à presença militar norte-americana na região e
a uma mudança drástica na política de segurança nacional do Brasil, que Lula da Silva, impulsionou, ao dotar as suas Forças Armadas de uma maior capacidade de combate para obstar a uma eventual maior presença norte-americana na região, embora essa mudança não tivesse a polémica pública que opôs Caracas aos Estados Unidos e a Bogotá.

“O acordo é um instrumento que implica novas obrigações para o Estado colombiano e um prolongamento de obrigações anteriores, por isso deve ser transformado em tratado internacional, depois de aprovado pelo Congresso”, disse o presidente do OC, Maurício Gonzalez, ao anunciar a decisão, que foi aprovada por seis votos a favor e três contra.

Desta forma, a autorização de acesso às bases colombianas deixa de estar em vigor até que seja aprovada pelo Congresso. E, se der entrada naquele, terá de ser discutida abertamente, vindo, naturalmente, a conhecer-se as claúsulas encobertas que o acordo assinado por Uribe comporta. Até em dinheiro e rotas de contrabando de droga.

O Governo liderado pelo Presidente Juan Manuel Santos, que este mês sucedeu a Uribe, disse “respeitar” a decisão do tribunal, mas o ministro da Defesa, Rodrigo Rivera, sublinhou “a importância da cooperação com os Estados Unidos” em áreas como o combate ao narcotráfico e à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Após a assinatura do acordo, a 30 de Outubro do ano passado, a Venezuela cortou relações diplomáticas com a Colômbia.

A crise entre os dois países agudizou-se ainda mais quando as autoridades de Bogotá acusaram Caracas, junto da Organização de Estados Americanos, de acolher guerrilheiros das FARC em território venezuelano.

Mas, quer Chavez (Venezuela), quer Lula (BRasil), que Cristina Kircher (Argentina) afastaram a OEA, onde Washington tem peso, da resolução do diferendo colombiano-venezuelana e fizeram-no no âmbito da UNASUL. Sem qualquer interferência dos EUA.

Os dois países acabaram, no entanto, por restabelecer relações diplomáticas no passado dia 10, após um encontro entre o Presidente da Venezuela Hugo Chávez e o homólogo colombiano.

domingo, 15 de agosto de 2010

GUERRA AO TERRORISMO: SOB O SIGNO DE CRIMES DE GUERRA E DA CORRUPÇÃO












Compram-se para a luta contra o terrorismo, mas o dinheiro é desviado para as contas pessoais. São todos impolutos...






Vamos aos factos confirmados dos dois lados:

Treze pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas no noroeste do Paquistão, depois de um ataque com mísseis teleguiados, lançados de um avião não tripulado norte-americano

O ataque aconteceu no final da noite deste sábado em uma pequena localidade da área de Mir Ali, na conflituosa região tribal do Waziristão do Norte, segundo testemunhas locais, fontes dos serviços secretos e também com divulgação pelas redes de televisão da região "Dawn Tv" e "Express".

De acordo com estas informações, pelo menos dois mísseis caíram contra uma casa, onde se reuniam notáveis locais. Uns dizem que eram rebeldes, outros que eram naturais, onde podiam estar também rebeldes e outras fontes, provenientes das forças estacionadas no Afeganistão, garantem a pés juntos que eram todos rebeldes.

Dois operacionais dos Serviços Secretos do Paquistão, que não se identificaram, garantem que os mísseis eram norte-americanos e atingiram uma ou várias cadas do lugarejo de Issori, mas não confirmam que os atingidos fossem rebeldes. Duvidam mesmo que tudo eles o fossem.

Concentremo-nos agora na corrupção fomentada pelo Ocidente. Que, assim que é descoberta, atiram com o ónus da prova para o outro lado.

A notícia em citações:

"Mais de 400 milhões de dólares em ajuda enviados ao Paquistão após o terremoto que deixou 74.000 mortos em 2005 foram desviados para outras causas, denuncia o jornal britânico Daily Telegraph".

"O jornal afirma que 300 milhões de libras esterlinas (468 milhões de dólares) em ajuda nunca chegaram ao Departamento para a Reconstrução e a Reabilitação, criada após o terremoto de 7,6 graus que devastou o noroeste do Paquistão em outubro de 2005 para construir escolas, hospitais e estradas.

"Segundo "altos funcionário", citados anoninamente pelo jornal, a quantia teria sido desviada pelo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, para outras causas.

Ou seja, o Ocidente compra os governantes do Paquistão para estarem ao seu lado "na luta contra o terrorismo", mas os biltres, quando descobertos, são os do outro lado, não os Obama ou Cameron.

Podre, Podre, Podre, este Ocidente...

sábado, 14 de agosto de 2010

IRAQUE/EUA: O QUE DIZEM OS DE DENTROS E O QUE AFIRMAM OS QUE QUEREM SAIR
















O general iarquiano e os soldados afegãos nos seus labirintos






A Administração norte-americana sustenta, com os olhos fechados, que tudo corre às mil maravilhas no Iraque.

De tal modo, que a autoridade suprema política de Washington, Barack Obama, acolitada pelos conselheiros que a cercam, jura a pés juntos que os norte-americanos vão sair do país em Agosto e que os soldados iraquianos, sem capacidade, nem ânimo, os vão substitur sem qualquer desmebramento da estrutura política fantoche, cuja argamassa é o dinheiro e os soldados dos Estados Unidos.

Mas, vejamos quando se abre os olhos, a realidade é outra. São os próprios soldados do Iraque que desmentem o "reverendo" Obama.

E não são soldados do mais baixo escalão. É o general que os EUA indicaram para comandante supremo das Forças Armadas Iraquianas.

Eis, o relato de imprensa internacional.

"O comandante das Forças Armadas iraquianas afirmou, quinta-feira, que o Exército do Iraque não está preparado para ocupar o luigar das tropas norte-americanas em retirada nos finais de 2011.

"Segundo o general Babakir Zebari, o melhor para os iraquianos - e estes iraquianos são os beneficiários do actual poder de ocupação - é que os Estados Unidos mantenham os seus soldados no país por pelo menos mais dez anos".

"Neste momento, a retirada (das frentes) ainda vai bem porque os norte-americanos estão aqui", disse Zebari, em entrevista à France Presse.

"O problema será a partir de 2011. Se me fosse perguntado sobre a retirada, diria aos políticos (iraquianos) que as forças dos EUA devem permanecer até que o Exército do Iraque esteja completamente preparado, em 2020", sublinhou o general, confessando que, na prática, não existe Exército unificado iraquiano.

Então como é? Estão os EUA a ocupar o território desde 2002 e ainda não conseguiram formar um Exército no Iraque?

Actualmente, segundo os dados das forças de ocupação, as forças de segurança iraquianas contam com 400 mil policiais e 220 mil soldados. Será verdade? Ou são soldadinhos de chumbo!!!

Eis o ponto de vista, de olhos fechados, de um general norte-americano, que é muito valente, mas está mortinho por vir as costas rumo a casa, fazendo lembrar os generais portugueses de 1974, que sustentavam que tinham a guerra ganham em Angola, Moçambique e na Guiné.

Voltemos ao grande oficial-general norte-americano.

"O general norte-americano Steve Lanza afirmou que, no momento, as forças iraquianas são capazes de garantir a segurança interna. "O Iraque está rapidamente a desenvolver a capacidade para se defender de ameaças externas", disse Lanza.

O responsável militar norte-americano admitiu, porém, que ainda há muito trabalho a ser feito até o fim da missão dos EUA no país, em dezembro de 2011.

Mas, fixemo-mos nas palavras da Casas Branca. Retiramos os resquícios da imprensa.

O exército americano cumprirá o plano de finalização da missão de combate no Iraque no final do mês", declarou na quarta-feira o porta-voz da Casa Branca, no final de uma reunião entre o presidente Barack Obama e altos dirigentes encarregados da situação no país.

"Estamos cumprindo o prazo para concluir nossa missão de combate" no Iraque, declarou o porta-voz, Robert Gibbs, durante uma conferência imprensa diária.

Obama reuniu na manhã de quarta-feira com os seus conselheiros de segurança nacional, civis e militares, para discutir a situação no Iraque, a menos de três semanas da data prevista para a retirada, e quando o país ainda não tem um governo, cinco meses depois das eleições legislativas.

O exército americano, que contabiliza actualmente cerca de 64 mil homens no Iraque, deve terminar sua missão de combate no dia 31 de agosto, conforme o cronograma anunciado pelo presidente Obama logo após sua posse, no início de 2009.

Mas claro, a expressão "nossa missão de combate" não quer dizer que saiam do país, a menos que sejam postos na rua. E esta interpretação parece ser a que o general "transcreveu" na sua mensagem. Se sairem da frente do combate, vão ter de abandonar o país, possivelmente pelo Kuwait. Aliás, por onde entraram.

Ora, os 50 mil militares americanos que permanecerão no país após essa data, especialmente para formar o exército iraquiano, deverão sair até o final de 2011.

Para acabar respiguemos esta reportagem do jornal "New York Times" no Afeganistão.

A tradução é retirada da imprensa brasileira, que lhe deu destaque e antes de expor o comentário do periódico norte-americano tece as suas considerações.

"Em operação que ainda perdura ao leste de Cabul e destinada a mostrar a suposta preparação do Afeganistão na luta contra a insurgência talibã, o Exército daquele país asiático está a demonstrar que está longe de conseguir manter-se sozinho na frente de combate.

"Juntando este alerta à preocupante situação no Iraque - na sexta-feira o principal general daquele país afirmou que seu Exército não será capaz de garantir a segurança antes de 2020 -, a fraqueza das tropas afegãs levanta dúvidas sobre a autonomia millitar do país após o início da retirada das forças norte-americanas no ano que vem.

Agora cita-se o NYT.

"Num raro e longo editorial, o jornal "New York Times" pôs em questão, na sexta-feira, o possível fracasso da missão dos Estados Unidos contra os Talibãs.

"A ambiciosa operação militar teve início no dia 3 deste mês. O que deveria tornar-se numa brilhante acção - na qual soldados mostrariam a sua capacidade de liderança -, transformou-se numa situação embaraçosa.

"Membros dos Talibãs armaram uma emboscada às tropas afegãs numa região remota, e os soldados precisaram pedir auxílio às forças francesa e americana da Otan (NATO) para resgatá-los. Os combates continuam e são tão intensos que a Cruz Vermelha não conseguiu chegar à área para remover mortos e feridos.

"A supostamente extraordinária acção não foi coordenada antecipadamente com as forças da Otan, e não incluía tropas da coligação ou apoio aéreo. Os afegãos pediram ajuda após a morte de dez soldados e a captura (por parte do inimigo) de mais de 20 militares em apenas nove dias.

" Há muito a aprender aqui - disse um oficial americano, que falou ao "New York Times" sob condição de anonimato porque a operação ainda continuava em andamento.

O Exército do Afeganistão tem hoje 134 mil soldados e, na quarta-feira, o novo comandante americano - general David Petraeus - elogiou o governo afegão por atingir esta meta com três meses de antecedência.

"Mesmo assim, o Exército afegão muito poucas operações consegue efectuar por iniciativa própria, especialmente as grandes.

"A situação no país agrava-se no momento em que os EUA preparam uma estratégia para começar a retirar suas tropas do Afeganistão, prevista para o próximo ano.

"De acordo com o editorial publicado no "New York Times", há poucas oportunidades de sucesso no Afeganistão por causa da fraqueza militar do país, da corrupção em Cabul, do jogo duplo paquistanês e, finalmente, por conta do baixíssimo investimento do governo (George W.) Bush nas tropas, além da ausência de atenção à guerra mais longa da História dos Estados Unidos".

São eles que o dizem: O NYT é propriedade do lobby judeu norte-americano.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

AS REFORMAS DE MISÉRIA DOS HOMENS DO REGIME...








Os reformados dourados do regime

A notícia é recente, pois foi divulgada hoje: existem, desde Setembro do ano passado, 72 reformas, a serem recebidas por altos quadros do Estado, todas elas com valores superiores a cinco mil euros.

Segundo a imprensa, esse valor corresponde ao limite que resulta da aplicação da nova lei de Segurança Social para a fixação das reformas dos trabalhadores do sector privado.

Estou a citar a imprensa nacional, "apesar de o governo garantir que o tecto de 5030 euros introduzido para a Segurança Social já se aplica também aos beneficiários da Caixa Geral de Aposentações, o certo é que só este ano reformaram-se 51 trabalhadores com pensões acima deste patamar, oito dos quais chegam a auferir por mês mais de 6 mil euros. Em termos homólogos, nos primeiros nove meses do ano, registaram--se mais 11 casos de reformas milionárias do que em igual período de 2009, o que representa um crescimento de cerca de 23% em relação aos nove primeiros meses do ano passado".

Um aparte: Embora a reforma destes quadros seja elevada face à média, é um exagero considerar uma reforma de 5.000 euros como "milionária", comparadas com os prêmios - e só os premios - que os gestores públicos de grandes empresas recebem todos os anos.
Mas...mesmo assim, temos de por o olho nos bichos, pois eles são os apoiantes directos dos detentores do pode político e económico. Conforme assinalam os jornais de hoje, os juízes e magistrados - que depois cobrem as falcatruas dos grandes senhores - "lideram em número a lista das pensões acima de 5 mil euros".

Um jornal reporta, em levantamento que fez "junto da lista de pensionistas da CGA, desde Janeiro de 2008 até Setembro deste ano foram atribuídas mais de 140 pensões com valor superior aos 5030 euros brutos. Do total, mais de metade corresponde a aposentações de magistrados, incluindo juízes e procuradores". Ponto final.

Ora, entre rol magnifico de personalidades do regime, uma me chamou à atenção. É a pensão atribuida ao antigo Ministro da Administração no governo de Santana Lopes, que se reforma como Procurador -Geral da República, a partir de Setembro com 7.316,45, e que, certamente muitos poucos anos exerceu o cargo de magistrado, porque foi director da Polícia Judiciária, esteve no SIS, e ultimamente, era administrador do BPN, ali colocado pelo seu amigo da Beira Dias Loureiro.

Lembram-se, aqui há uns meses, uns quantos antigos ministros das Finanças, cujo primeiro titular era o antigo governador do Banco de Portugal do antigo regime Manuel Jacinto Nunes, mas incluia uma plêidade de outros ex-ministros, quase todos personagens que só fizeram asneira nos cargos, como Miguel Beleza, Ernâni Lopes, Falcão e Cunha, Eduardo Catroga, Bagão Félix e o rapaz conselheiro de Guterres Pina Moura, depois de ser um craque do CC do PCP, reuniram-se Cavaco Silva manifestaram a sua "profunda preocupação" com a situação do país.

"Viemos manifestar ao senhor Presidente da República a nossa profunda preocupação, mas também a nossa convicção que os portugueses, tal como no passado, apoiarão as medidas que se impõem face à situação actual para restabelecer a confiança na economia portuguesa, desde que essas medidas sejam apresentadas com transparência", disse, em nome do grupo de ex-governantes, o antigo ministro das Finanças Manuel Jacinto Nunes.

O que eles queriam, precisamente o que o actual PM, José Sócrates, pôs em prática cortes substanciais nos direitos dos trabalhadores para "salvar" a economia dos seus patrões.

Falaram dos seus chorudos rendimentos? Propuseram-se ir cavar batatas em Trás-os-Montes?

Claro que não.
Todos eles, além das reformas do Estado (reitero do Estado, que eles querem "encolher"), continuam a sacar rendimentos elevados como membros de conselhos de administração de que eram os representantes quando ocupavam cargos governamentais.

Eduardo Catroga "rouba" 9693 Euros de reforma ao Estado.

Por seu turno, Luís Filpe Pereira saca 6193 Euros e Campos Cunha, que foi, apenas uns anos, vice-governador do BP, empocha 8.000 euros.
Alfredo de Sousa tem uma reforma de 5663 Euros

Já agora para que fiquem conhecidos eis ALGUNS DOS REFORMADOS DO BANCO CENTRAL:

Nome: Tavares Moreira - Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18cInício da reforma: 1 de Junho de 1999 – negociada. Valor da reforma: 3062 euros;

Nome: Miguel Beleza - Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18cInício da reforma: 1 de Novembro de 1995 – negociadaValor da reforma: 3062 euros;

Nome: Cavaco Silva - Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18bInício da reforma: 15 de Julho de 2004 – por limite de idade Valor da reforma: 2679 euros;

Nome: Octávio Teixeira - Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18aInício da reforma: 1 de Dezembro de 2001 – negociadaValor da reforma: 2385 euros:

Nome: Ernâni Lopes - Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18Início da reforma: 1 de Setembro de 1989 – negociada Valor da reforma: 2115 euros:

Nome: Rui Vilar . Cargo que ocupava: Técnico consultor de nível 18bInício da reforma: [n.d.] Ocupa o cargo de presidente do Conselho de Auditoria Valor da reforma: N.D.

Nome: António de Sousa - Cargo que ocupava: Administrador de nível IInício da reforma: 23 de Fevereiro de 2000 – Regime dos Membros do Cons. Adm.Valor da reforma: N.D.

Metamos aqui uma atalho: embora a personagem não provenha do BP, recebe da função. Estamos a referirmos a Alberto João Jardim. Está a receber uma pensão como funcionário público de 4.124,07 euros, que nunca exerceu na realidade, e continua na vida activa a receber um ordenado chorudo como Presidente do executivo madeirense.

O número de beneficiários da Caixa Geral de Aposentações (CGA) com reformas mensais superiores a quatro mil euros disparou para 3454 em 2006, um crescimento de 12,3 por cento face aos 3076 indivíduos já existentes em 2005.

Com este aumento a Administração Pública tinha, segundo o relatório anual da CGA, em 31 de Dezembro do ano passado, 378 novas ‘pensões douradas’, a uma média de um novo ‘reformado milionário’ por dia.

O universo destes pensionistas abrange, no essencial, políticos, magistrados, administradores hospitalares, professores catedráticos, diplomatas e militares.

O relatório da CGA de 2006, citado na imprensa, revela que as pensões de valor superior a quatro mil euros têm um peso cada vez maior nos gastos com as reformas dos beneficiários: em 2006, numa despesa total de 6,1 mil milhões de euros com as reformas de 393 663 pensionistas, os custos com as 3454 ‘pensões douradas’ oscilaram entre um mínimo de 13,8 milhões e um máximo de cerca de 19,6 milhões de euros.

Ora, esta tendência está a aumentar.

domingo, 8 de agosto de 2010

EUA e UE VÃO TER MAIS CONFRONTOS NA ECONOMIA







A guerra especulativa entre UE e EUA vai intensificar-se

Os Estados Unidos da América continuam a ter uma forte economia, talvez a maior do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB), aparentemente, pujante, isto para o ano de 2009.

Todavia, é evidente que a recente crise financeira, que se globalizou, impôs - melhor dizendo - vai impondo aos Estados Unidos uma espécie de subversão que está a fazer vir do de cima debilidades evidentes em todo o sistema económico do país.

O sector laboral norte-americano era, há cerca de 10 anos, um campo de atracção para milhões de imigrantes, de todos os lados, que lhe deram, com baixos salários, uma das maiores taxas de rendimento na apropriação de mais valia.

A aspiração a um posto de trabalho nos EUA levou a que milhares de pessoas arriscassem a vida, apesar de imperar o maior sistema repressivo fascista à livre circulação de pessoas, que, no entanto, entravam, clandestinamente, na mesma, sob a protecção e corrupção das próprias autoridades norte-americanas que usavam o seu mercado de trabalho - o continuam a usar - como um imneso campo de tráfego negreiro.

Hoje, esses imigrantes, aqueles que se integraram, estão a ser uma das forças de subversão de toda a sociedade norte-americana. Qualquer organização estatal, nacional ou local, ou mesmo a simples eleição de um "xerife" (autoridade político-policial de uma vila ou condado) depende do voto "imigrante", imigrante este que, já nem sequer deseja falar inglês.

Fizemos esta pequena deambulação para quê?:

Para referir, que os EUA já não são os primeiros nos relatórios oficiais sobre a Competividade Global.

Significa isto que a crise financeira veio mostrar que ela está assente numa crise económica produtiva. Ou seja, o sistema financeiro especulativo recria-se e reassume-se na não produção, na corrupção, nas fraudes mais elaboradas e descaradas, no enriquecimento ilícito, nas traficâncias mais absurdas, que foram colocando nos lugares de topo do aparelho político e económico elementos completamente desclassficados que estão a dominar o poder central da grande burguesia norte-americana.

E quando sucedeu isto, com maior evidência: a partir da ascenção à Presidência d República de John Kennedy.

Com os Kenedys, e por isso levaram certamente o Presidente à morte, a máfia e os arrivistas financeiros, que se vieram a organizar em torno dos lobbies judeus, começou a surgir uma "fauna negocial do sistema especulativo" que se imiscuiu em todo o aparelho de Estado, com especial relevância para a bolsa e o sistema bancário, obras monumentais de entretimento e lazer, do impressionante complexo industrial-militar, companhias ficticias de import-export, rotações monumentais de capitais em aplicação em produção fora do país, visando o lucro mais fácil, mais fraudulento e mais barato.

A dívida pública dos EUA é, nos dias de hoje, a de maiores dimensões do mundo. Dizem os especialitas, reportando-se a finais de 2009, que já deve ultrapssar os 12 biliões de dólares, e estará a incrementar-se a uma taxa aproximada de 3,83 mil milhões de dólares por dia.

O que quer isto dizer? Que a governação dos EUA não pode colocar a produção nacional em movimento, minimamente harmonioso, sem conseguir restabelecer uma margem segura de equilíbrio entre o que é receita e o que despesa do Estado.

A actual Administração tem procurado impor leis que, em teoria, visam limitar a actividade dos maiores bancos, impedindo de fomentar lucros especulativos em aplicação desenfreada em capitais de risco.

Essa lei, negociada com Wall Street e os principais bancos, alguns dos quais foram os motores da actual crises financeira, está em vigor. Os bancos não tem nada a opor desde que não mexam "na organização" das suas operações.

O exemplo descarado: O JP Morgan e o Goldman Sachs, que estiveram no centro da crise, que receberam milhares de milhões do dinheiro dos contribuintes, via Administração Obama, para "os salvar", estão neste momento mais poderosos, praticando exacatamente o mesmo sistema de especulação.

O capital especulativo está preocupado com essas "limitações". Claro que não.

Kenneth Feinberg, o responsável governamental pelos pagamentos do Programa de Alívio para Ativos Problemáticos do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (Tarp), anunciou, no final de Julho passado, que 17 grandes instituições financeiras norte-americanas fizeram pagamentos "mal recomendados" de 1,6 mil milhões de dólares em salários e prémios para executivos de topo entre o final de 2009 e o começo de 2010, no auge da crise financeira.

Feinberg não chegou a declarar que qualquer das empresas violou o interesse púbico (a censura mais forte que a lei permite que ele fizesse). As empresas citadas são Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Citigroup, American Express, AIG, Bank of America, Boston Private Financial Holdings, Capital One Financial, CIT Group, M&T Bank, Regions Financial Corp., SunTrust Banks, Bank of New York Mellon, Morgan Stanley, PNC Financial Services Group, US Bancorp e Wells Fargo.

O rapaz governamental criticou a "falta de motivo razoável" para os pagamentos, mas disse que não vai buscar uma restituição, argumentando que isso poderia levar a "acções judiciais privadas e a mais investigações do Congresso". O que, certamete, digo-o eu, iria saber-se ainda mais das falcatruas!

Mas, o que está por trás deste crescente endividamento público, que interessa aos arrivistas financeiros no poder, é que o seu pagamento irá ser feito pelas classes assalariadas e com mais privações. Se não houver um movimento em sentido contrário.

Porque o desemprego está a aumentar.

A notícia é do passado dia 6: A administração pública norte-americana colocou mais 131 mil pessoas no desemprego em Julho (e estes empregos já eram precários) e a entrada de pessoas para o sector privado está sendo mui insuficiente, segundo o Ministro do Trabalho norte-americano (Departamento de Trabalho).
O sector privado criou apenas 71 mil vagas de trabalho e o sector público demitiu 202 mil pessoas, 143 mil que haviam sido contratadas para efectuar o Recenseamento de 2010.

Segundo o Departamento do Trabalho, em Junho, já tinha havido 221 mil desempregados em junho, acima do cálculo anterior de corte de 125 mil. Apenas 31 mil empregos foram criados pelo sector privado em Junho.

O relatório sobre o mercado de trabalho dos EUA mostrou, ainda, que 45% dos desempregados, ou 6,6 milhões de pessoas, estavam sem trabalho há mais de seis meses até Julho. Quanto mais tempo sem trabalho, maior a dificuldade para recolocação, uma vez que os empregadores resistem a contratar pessoas que passam longos períodos sem trabalhar.

Convém referir esta situação: o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 19 mil, para 479 mil, após ajustes sazonais, na semana até 31 de julho, informou hoje o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.

O total de novos pedidos é o mais elevado desde Abril. Os economistas esperavam queda de 2 mil pedidos. O número da semana anterior foi revisado em alta para 460 mil, dos 457 mil informados anteriormente.

Um facto continua imparável desde que a crise começou: a venda de casas voltaram a cair em Junho passado. O o término do subsídio do governo acabou, o que significa que o mercado irá piorar.

Naquele mês, foi registada uma queda de 18,6%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o índice da Associação Nacional dos Correctores Imobiliários (NAR, na sigla em inglês).

Face a Maio, as vendas pendentes de residências usadas caiu 2,6%, para 75,7 em junho.

Também em junho, as encomendas à indústria dos EUA caíram 1,2%, para 406,41 mil milhões de dólares, informou o Departamento de Comércio. O declínio, o segundo consecutivo, foi superior ao estimado por analistas consultados pela Dow Jones, de 0,5%.

Excluindo o sector de transportes, as encomendas encolheram 1,1% em Junho. Em Maio, a queda ficara em 1,8%, em dado revisado. Excluindo o sector de transportes, a queda foi de 1,2%.

A realidade para o país ainda é mais negra: Em finais de Julho, os EUA reconhecem que recessão foi mais profunda. O que levou também a uma revisão em baixa da projecções do PIB.

A questão que se vai colocar, com veemência, nos próximos tempos é que o euro está em fase de recuperação face ao dólar e a própria produção industrial europeia parece ter melhor encaminhamento que os EUA. Aí teremos especulações desenfredadas, novamente, sobre a moeda europeia, sem uma política comum para enfrentar esse ataque.

Os assalariados europeus são a peça essencial na resposta às novas restrições que os governamentaes da UE vão querer impor.











sexta-feira, 6 de agosto de 2010

HIROSHIMA E NAGAZÀKI MORAM AQUI AO LADO































Há 65 anos, a Força Aérea dos Estados Unidos da América lançou, propositadamente, sobre a cidade japonesa de Hiroshima uma bomba atómica, a primeira no Mundo, matando de imediato mais de 80 mil pessoas.
Foi justificada com um argumento hoje balofo de que tal atocidade iria fazer com que o Japão assinasse de imediato a capitulação, salvando, deste modo, milhares de vidas de soldados norte-americanos.
O argumento é balofo, porque as autoridades norte-americanas sabiam que o Japão nazi imperial estava em colapso e pronto para a capitulação. Hoje, sabe-se que os EUA quiseram fazer uma prova de força contra a antiga União Soviética, que pretendia obter compensações territoriais e financeiras no Extremo-Oriente.
Perante a viragem estratégica das autoridades do Kremlin para Oriente, sob os auspícios de Joseph Stálin, cuja "repartição mundial" não ficara completamente esclarecida em Ialta, na reunião dos "três grandes", o governo de Washington, liderado pelos "falcões" democratas, que estavam a insinuar-se na governação norte-ameriicana com a ascensão à Chefia de Estado do vice-Presidente Truman, que substituira Roosevelt, após a sua morte repentina, os seus conselheiros decidiram levantar a parada e fazer um "ensaio" mais completo, lançando, a 9 de Agosto, uma nova bomba atómica sobre Nagazáki.

As estimativas do número total de mortos variam entre 140 mil e 220 mil, sendo algumas delas são consideravelmente mais elevadas já que contabilizam as mortes posteriores devido à exposição à radiação. Mais de 90% dos mortos eram civis.
O Japão rendeu-se a 15 de Agosto de 1945, e os EUA fizeram um aparatoso acto de assinatura oficial a 2 de Setembro na baía de Tóquio.
Curiosamente, deixaram no poder o imperador e o seu séquito, com toda a armadura ideológica, que manteve o Japão até hoje perfeitamente enquadrado na órbitra norte-americana.
Hiroshina e Nagazaki, hoje, devem recordar-nos que há dias a mesma potência que lançou as bombas sobre o Japão organizou, deliberamente, manobras aero-navais, com armas nucleares, junto à penísnsula da Coreia, em clara ameaça de lançamento de novas bombas sobre um outro país, a Coreia do Norte, que ciosa da sua independência também tem bombas atómicas, mas que a potência que as usa não quer que os outros tenham acesso a elas.
Não muito longe, no Grande Médio-Oriente, fazem-se ameaças, com bombas nucleares, sobre países independentes que pretendem criar as suas próprias bombas, mas que os usários das milhares que já as têm não querem largar mão do seu poderio.