segunda-feira, 1 de novembro de 2010

QUANDO SE DESCOBRIRÁ O "SEGREDO BANCÁRIO"?

Quem são os verdadeiros homens-sem-rosto que
movimentam e escondem as fortunas no sistema
financeiro mundial?












Surgem todos os dias catadupas de informações sobre operações ultra-secretas das mais secretas e compartimentadas Forças Armadas do Mundo, como os Estados Unidos da América e Rússia, e, até da República Popular da China.

Mesmo, a aparente inatangível actividade clandestina da MOSSAD israelita cai no domínio público, através de informações provenientes do seu interior, que são "sopradas" ou levadas, por vezes, à própria imprensa do país.

Todavia, até hoje nada de substancial conseguiu ultrapassar a bandeira do segredo, pelo menos até agora: os movimentos de capitais clandestinos, onde se escondem e os nomes de que os controla.

Ou seja, a descoberta do "verdadeiro segredo bancário" e o controlo deste por Estados honestos, que nacionalizem os bancos, acabaria, de certa maneira, com a maioria das guerras, das fraudes, dos massacres, enfim das "actividades clandestinas".

Quando que se começou a determinar os contornos reais da actual crise financeira e económica mundial, o responsável máximo da ONU pelo combate ao crime, o italiano Antonio Costa, afirmou que perto de 240 mil milhões de euros em "dinheiro sujo" evitou um colapso maior do sistema.

Ou seja, legalmente, os actuais detentores do poder político no Mundo permitiram que se fizesse um monstrosuoso branqueamento de capitais para salvarem os seus regimes.

Costa acusou o sistema financeiro de ter recebido dinheiro sujo como forma de resolver os problemas de liquidez que enfrentava. “Os empréstimos interbancários foram financiados por dinheiro vindo do tráfico de droga e outras actividades ilegais”, acusou ontem em declarações ao jornal “Observer”.

Ao todo, calcula em 352 mil milhões de dólares (240 mil milhões de euros) o capital ilícito que terá entrado no sistema financeiro durante a crise.

Segundo o mesmo responsável, a ONU já viu provas de que o único “investimento líquido de capital” que foi disponibilizado a alguns bancos veio de gangues de crime organizado, algo para o qual foi alertado por agências de combate ao crime há cerca de 18 meses.

“Em muitos casos, o dinheiro da droga era a única liquidez disponível. Na segunda metade de 2008, a falta de liquidez era o maior problema do sistema bancário, logo ter liquidez em capital tornou-se um factor muito importante”, salientou ao jornal britânico.

Costa revelou que algumas das provas a que o seu departamento teve acesso mostram que muito deste dinheiro sujo foi mesmo aproveitado para salvar algumas instituições financeiras em risco devido ao congelamento dos empréstimos interbancários.

“Há alguns sinais que alguns bancos foram assim salvos”, acusa, sem pruridos, negando-se porém a nomear bancos ou países que possam estar envolvidos. “O dinheiro faz agora parte do sistema e já foi lavado”, aponta mesmo.

“Houve um momento, no ano passado, quando o sistema paralisou devido à falta de vontade dos bancos em emprestar dinheiro ao resto do sector. A progressiva reliquidação do sistema, e consequente melhoria de alguns bancos, veio tornar o problema menos sério do que chegou a ser”, referiu o "czar anticrime da ONU", conforme o “Observer” apelida Antoni Costa.

Segundo estudos da ONU, Grã-Bretanha, Suíça, Itália e Estados Unidos são ser os mercados mais utilizados para lavagens de dinheiro.

Estas declarações já têem dois anos. São gerais. Até hoje nem um único nome dessa "rede mafiosa" que controla o sistema financeiro foi denunciado pela ONU, ou pelos Estados alvos de acusação.

Para bem da sociedade, gostariamos que eles começassem a serem postados em sites da Internet. Há muita gente que sabe quem são.

Então porque ainda não foram investigados pelas "rigorosas" agências policiais, como o FBI, a Scotland ou, cá em casa, pela PJ ou Ministério Público?

O FASCISMO CRESCE NOS EUA








Uma subserviência constante dos políticos norte-americanos para com os financeiros judeus.



















"Why is Assange still alive?
October 29, 2010
I`d like to ask a simple question: Why isn't Julian Assange dead?

In case you didn't know, Assange is the Australian computer programmer behind WikiLeaks, a massive — and massively successful — effort to disclose secret or classified information. In a series of recent dumps, he unveiled thousands upon thousands of classified documents from the wars in Afghanistan and Iraq. Military and other government officials insist that WikiLeaks is doing serious damage to American national security and is going to get people killed, including brave Iraqis and Afghans who've risked their lives and the lives of their families to help us.

Even Assange agrees. He told the New Yorker earlier this year that he fully understands innocent people might die as a result of the "collateral damage" of his work and that WikiLeaks may have "blood on our hands." WikiLeaks is easily among the most significant and well-publicized breaches of American national security since the Rosenbergs gave the Soviets the bomb. ...".
Este trecho é real e está inserto na edição do passado dia 29 do jornal norte-americano "Chicago Tribune". Está assinado por um colunista judeu chamado Jonah Goldberg.
É um veredicto de pena de morte. Público. Autorizado, naturalmente pela Administração e Direcção do periódico.
É um exemplo descarado de uma "mensagem fascista" para a sociedade norte-americana. Mas também mundial, já que os autores/mentores sabem que tais escritos irão ter divulgação internacional.
É um slogan de teor idêntico aos que o regime nazi hitleriano emitiu - e após a tomada do poder colocou em prática, matando ou enclausurando em campos de concentração - em termos de "lista de morte", classificando como "anti-patriotas", todos aqueles que discordavam da política imperial de Hitler e denunciavam, na altura, a fascização crescente da sociedade alemã, em particular, e, da Europa e EUA, em geral (sim, porque, na altura da ascensão do chanceler Adolf Hitler ao poder uma parte substancial dos principais financeiros e políticos norte-americanos nutriam simpatias não disfarçadas pelo regime nazi-fascista teutónico).
O ataque a Julian Assange e ao blog Wikileaks é um ataque aos que pugnam pela liberdade de imprensa, pela democracia, contra a ocupação imperial, contra os massacres desenfreados que a administração (económico-política) norte-americana está a realizar no Médio-Oriente.
O que é curioso é que o ataque surge de um potente jornal dos EUA, controlado pelo lobby judeu norte-americano, que se organiza em torno do AIPAC.
(Tal como Hitler foi sustentado e financiado na sua ascensão ao poder pelos magnates norte-americanos de então, onde se incluiam financeiros judeus, agora, no próprio território norte-americano são os mesmos potentados, agora com uma evidência maior para os judeus, que fomentam a actividade política para tornar o regime de Washington uma "democracia musculada", como primeira via para uma ditadura terrorista).
O AIPAC, traduzindo do inglês é a "Associação norte-americana-judia de relações públicas", é um lobby é constituído por dúzias de comités de acção política pró-Israel que baseiam uma grande parte do seu apoio na comunidade judaica americana e financiam os candidatos presidenciais, dos dois partidos.
Barack Obama foi impulsionado para a Presidência em detrimento de Hillary Clinton, depois daquela associação, em assembleia-geral, lhe ter declarado expressamente o apoio.
Escolheram o programa de "Oprah Winfrey Show', do grupo Fox, pertença, em maioria, de financeiros judeus, precisamente, para lançarem Obama contra Hillary Clinton.
Contrataram, agora, Sarah Palin, ex-candidata à vice-presidência do país - uma antiga semi-analfabete governadora do Alasca, mas apologista da "democracia musculada" no país, para apresentar um programa no seu canal televisivo de maiores audiências.
Claro que não são apenas os financeiros judeus a sustentarem a progressiva fascização da sociedade, igualmente se encontram empenhados grupos de cristãos(católicos conservadores, evangélicos e mormóns) - /estes controlam completamente o Estado de Uthat, desde a segurança à economia/.

O articulista do "Chicago Tribune" sublinha, citando, naturalmente, os mentores do complexo industrial-militar dos EUA, que "responsáveis da estrutura militar e outros insistem que o site está fazendo um prejuízo grave para a segurança nacional americana e levará a morte pessoas, incluindo bravos iraquianos e afegãos (ou seja, em linguagem vulgar, os bufos), que já arriscaram as suas vidas e as vidas de suas famílias para nos ajudar".
E porque estão preocupados esses "responsáveis"? Porque são, justamente, os responsáveis por massacres e actos de tortura em larga escala de cidadãos iraquianos e afegãos civis, depois de ocuparem militarmente as suas terras.
Ou seja, são criminosos de guerra.
Estaremos a ser exagerados com o papel desempenhado na política interna e externa norte-americana por uma minoria de pessoas organizadas?

Eles são discretos e não aparecem nas primeiras páginas. Agem na calada, mas repare-se quem aparece, em força, nas suas iniciativas. Conhece-se muito pouco do que fazem, mas, por vezes, sai uma pequena reportagem na imprensa.
Cito-vos esta, saida no jornal "Washington Post", em Abril de 2003.
Assinou a peça Mike Allen (que também foi correspondente da revista "Time" na Casa Branca), que referiu que na assembleia-geral do AIPAC estavam presentes "metade" dos membros do Senado, 90 membros da Câmara de Representantes e 13 funcionários superiores do governo, incluindo o então Chefe de Pessoal da Casa Branca, Andrew Card.
Allen escreveu ainda que o "AIPAC citou, em tom de festa, um por um das centenas de dignitários, sendo que cada um recebeu fortes aplausos" dos membros presentes.

sábado, 30 de outubro de 2010

ACABARAM AS REVOLUCÕES?




Todo o século XX foi sacudido por revoluções, que apesar de não vingarem, deram origem a novos movimentos subservivos.









Entre a Revolução russa de 1917 e os dias de hoje passaram-se 93 anos, percorridos por numerosas tomadas de poder sob os princípios programáticos daquela, outros tantos movimentos revolucionários ou subversivos, onde "o farol" apontava para Moscovo, assistiu-se ao desmembramento estatal da União de Repúblicas que se constituiram em torno do lema do "socialismo soviético". Arrastam-se, actualmente, sob as ruínas "teóricas" reformuladas desse mesmo "socialismo", os poderes de Estado da China, Coreia do Norte, Vietname e Cuba.


Detractores e apoiantes actuais destes últimos poderes afadigam-se, à sua maneira, com a negação ou assentimento acrítico, a denegrir o que, realmente, de revolucionário existiu, e, a depurtar, conscientemente, pelo lado da negação, que os avanços civilizacionais do século passado se forjaram quando se deram rupturas, ainda que momentâneas, nas relações sociais, e, pelo lado do apoio acrítico, a fazer obscurecer o que, na realidade, o Estado existente nesses países, e que foi formado, após as Revoluções que tiveram lugar, não representam um poder novo, revolucionário.

Naturalmente, uma abordagem deste tema num blog terá ser necessariamente sintético, mas para que possa contribuir para um debate, iremos fazê-lo em "forma de folhetim". Deste modo, neste primeiro texto, colocaremos as linhas principais do nosso pensamento. Seguir-se-ão outros, à medida que se concluam as pesquisas que empreendemos.

1- Em economia política, como nas chamadas ciências sociais, onde situo a História, não podemos afirmar que as verdades permanecem para sempre, nem podemos sustentar, na evolução societária, que os regimes foram sempre os mesmos, e continuarão a ser até aos finais dos tempos, porque na História dos Homens, e isso está perfeitamente comprovado, existiram fases diferenciadas de relações sociais, que trouxeram para as sociedades humanas formas de poderes evolucionistas, que, em momentos precisos, conduziram a rupturas radicais do desenvolvimento interno civilizacional.

Ou seja, as mudanças das sociedades estiveram assentes em revoluções, que, ao seguirem o seu trajecto, ao empreenderem a sua marcha, adquiriram carácter contra-revolucionário, por se modicarem as condições económicas, sociais e políticas, as relações produtivas tomaram novas formas que impulsionaram os homens, na sua situação social, para empreenderem novas transformações.


2 - As Revoluções deram-se, muitas vezes, em situações sociais que não correspondiam ao desenvolvimento económico necessário e a uma maturidade das forças sociais capazes de seguirem "a minoria esclarecida" que tomava o poder, e essa força, que era revolucionária, afastava-se dos reais interesses das grandes massas populacionais, que se tornavam, ou apáticas, ou começavam a seguir os programas dos partidos ou forças mais moderadas.

Na maior parte das vezes, essa "minoria esclarecida", quando conquistava o poder, a prazo, adquiria uma feição claramente contra-revolucionária e ditatorial, embora continuasse a brandir os slogans e consignas da sua primeira fase, claramente revolucionária, de ascensão ao poder;

3 - Se analisarmos, com honestidade e impregnados da capacidade racional da ciência, verificamos que num processo de ruptura civilizacional, esses retrocessos ou derrotas nas Revoluções não representaram o destroçar permanente e definitivo de um novo caminho revolucionário.
O que, na realidade, era trucidado nesses retrocessos foi o lastro social em fase pré-revolucionária, que ainda não estava em condições imanentes para se radicalizar, para ultrapassar o atraso de consciência e material dos grupos sociais, que, embora sendo, potencialmente, os autores desejosos de um novo regime, se retraem e abrem caminho aos arautos da contra-revolução.
Ou seja, em determinadas condições, uma Revolução, que poderia ser a referência para progressos revolucionários mais avançados e alargados, retrocede em contra-revolução e dá armas ao inimigo para atacar e desmoralizar todos aqueles que colocavam as maiores esperanças nessa via revolucionária.

4 - Uma derrota no domínio das ideias pode, durante um período mais ou menos prolongado, ser um entrave à formação de novas forças revolucionárias, a formulação de novos programas de poder subservivo, impedindo o surgimento de partidos verdadeiramente revolucionários.

E, esta atrofia teórica do capital revolucionário pode ser mais prolongada quando as condições económicas se modificam de tal maneira, que subvertem todas as relações sociais e classistas, necesitando de estudos e análises mais apuradas para relançar as orientações de luta e de amadurecimento das consciências políticas.

O que exige, portanto, também uma ruptura teórica sobre a concepção ainda hoje dominante do que é um programa revolucionário.
















quinta-feira, 28 de outubro de 2010

PORQUE CHEGAMOS AO ESTADO ACTUAL?














Quem permitiu o regreso do dominio do sistema financeiro?





O actual Presidente da República, Cavaco Silva, formalizou, esta semana, a sua recandidatura ao cargo e apresentou uma panóplia de "respeitáveis senhores" nas suas comissões de honra e mandatários. Apresentou-se como o campeão da "estabilidade política" e o lider incontestado do actual regime. Pode, na realidade, vir a ser reeleito. Os mais avisados dirão, interrogando-se: "Como é possível que uma Nação se renda assim aos pés de um homem que está no cerne de toda a crise económica, social e política da actualidade?".

Ele não admite que se possa dizer que não existe alternativa. E, para que este pressuposto vingue conta que tenha a seu favor toda a máquina de propaganada da chamada "sociedade civil", que é a base de apoio do Estado português da actualidade. A culpa não é, pois, de um homem só.

A questão que se tem de colocar é a de que porque, ao longo destes anos todos, não houve uma clara demarcação ídeológica e política com o actual regime vigente.




A questão vem de longe.

E tudo isto começou, precisamente, nos inícios deste regime, na constituição do I governo provisório. No 25 de Abril de 1974, que foi um golpe de Estado, até ao 25 de Novembro de 1975, que resultou doutro golpe de Estado, houve realmente um período que evolucionou e que se pode considerar como uma época pré-revolucionária.




Mas, não passou disso, porque o acto operacional que serviria para impulsionar uma verdadeira mudança de regime, que seria a constituição de um novo poder, foi marcado, sucessivamente, pela constituição de governos que se diziam provisórios.




E como tal tudo o que se fazia ou proclamava era necessáriamente provisório.

Todos aqueles que participaram nesse 25 de Abril: desde os liberais da defunta Assembleia Nacional, (Sá Carneiro, Balsemão, Magalhães Mota), oposicionistas liberais monárquicos, estilo Teles Ribeiro, sociais-democratas socialistas, liderados por Mário Soares, aos que se reclamavam do comunismo, como Álvaro Cunhal e os promotores e mentores do MES, como Jorge Sampaio e Cravinho, o seu objectivo central foi fazer parte desses governos provisórios, com maiores ou menores participações, maiores ou menores intrigas.

Mesmo aqueles que preconizavam uma Revolução, ficaram sempre atados aos objectivos centrais do programa político daqueles que fizeram o golpe de Estado de 25 de Abril, que se centrava na criação de uma República democrática de regime parlamentar e o término da guerra colonial.

E essa teia de compromissos, que enredaram todos os que defendiam o chamado programa do MFA, levou a uma capitulação prática dos que pensavam em constituir um novo poder saido de um movimento revolucionário.




No fundo, no rescaldo do 25 de Novembro, todos entraram no redil do poder democrático que se começava a estabelecer e que as primeiras eleições legislativas, após instalação da Assembleia Constituinte, de certa maneira, sufragara.

Claro que o período entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, não foi uniforme, nem rectilíneo. A partir de 11 de Março de 1975, rebentou um conflito de certa envergadura entre as classes trabalhadoras e os defensores dos diferentes governos provisórios. O Exército desmembrou-se e uma parte apoiou esse movimento pré-insurrecional. Parecia, em pleno Verão de 1975, que um poder revolucionário poderia vir a existir. Começou a falar-se em socialismo. Os partidos, desde o liderado por Sá Carneiro até ao chefiado por Àlvaro Cunhal, davam loas a um "regime a caminho do socialismo". Claro que cada um divagava sobre o conceito do seu socialismo.

Como a classe dominante que sustentou o anterior regime claudicou e para sobreviver se infiltrou, silenciando-se momentaneamente, em alguns dos partidos que faziam parte dos governos provisórios, não podia refrear violentamente o movimento popular que conquistara, nas ruas, o estatuto de cidadania.




Face ao clamor dos de baixo, embora já dominada pelos partidos "centristas", a Assembleia Constituinte, que fora criada para estabelecer uma nova Constituição, não teve outro remédio senão a de colocar, no papel, que a República Portuguesa iria "a caminho do socialismo".

A partir de 1976, essa foi a baliza ideológica e política que determinou a argamassa que permitiu, pacificamente, a criação do actual regime.




Nos primeiros anos, a democratização foi o objectivo central da governação, com o alargamento da massa de privilegiados (políticos e económicos, mas principalmente os primeiros) da nova classe política em detrimento do poder asfixiante do pequeno grupo estrito de financeiros e banqueiros que sobressaira no anterior regime.

A partir de 1978, com as perspectivas de uma adesão rápida à CEE todas as reivindicações e conquistas das classes trabalhadoras começaram a ser postas em causa em nome dos chamadaos "interesses nacionais". As respostas de rua dessas classes eram sempre canalizadas e organizadas pelo rigoroso respeito pela Constituição de 1976. Nada de formas mais avançadas ou radicais. Institucionalizou-se o conformismo perante a ameaça de umas vagas perspectivas de bancarrota.

As velhas forças económicas e sociais começaram a ganhar força, impulsionando, essencialmente, os chamados partidos do "bloco central", em especial o PPD, que se transformara em PSD. E, perante a falta de resposta, a maioria do povo começou a dar-lhes apoio.

É nesta fase, meados dos anos 80 do século passado, que tem um papel destacado o PSD, liderado por Cavaco Silva. Foi ele o "motor" do início do domínio do capital financeiro, agora interlaçado com uma panóplia de arrivistas que enriqueceram, sem qualquer pejo de ética ou honradez, com a mais desenfreada especulação financeira. E uma parte substancial deles nasceram e formaram-se dentro da governação e sob a alçada do actual Chefe de Estado.

Sem qualquer espécie de vergonha, desde os finais da década de 80, começaram a formar-se fortunas descomunais à custa de crises sucessivas, que o sistema financeiro fomentava, para arrecadar mais lucros, despejando as classes assalariadas de todos os direitos que a própria Constituição de 76 preconizara.

Aquelas classes deixaram de contar para nada, a não ser para serem alvos de rapinas contínuas em salários, pensões, subvenções sociais, direitos laborais.

O actual Presidente da República não se pode esquivar à responsabilidade de uma situação trágica que criou para o País. Ele lançou a economia portuguesa no marasmo com que chegou à actualidade. Teve um vassalo subserviente no PS, que, como parceiro privilegiado das benesses deste regime, se prontificou a pôr em marcha as políticas que deram o resultado que todos conhecemos. O Partido Socialismo foi o servidor fiel que transformou o actual regime num poder de caricatura.

Mas esta máscara, necessariamente, terá de cair e, nessa altura, haverá que lhe exigir um pagamento duro e elevado pelos crimes que estão a efectuar.








sábado, 23 de outubro de 2010

CAVACO SILVA: O HOMEM QUE INICIOU A CRISE ACTUAL












Os apaniguados são actualmente os bem sucedidos capitalistas especuladores









Com toda a candura, o actual Presidente da República, Cavaco Silva, em véspera de anunciar a recandidatura ao cargo, prontifica-se - e naturalmente negoceia - uma entrevista-reportagem ao jornal Expresso. com direito a ser "exclusiva" e ser o frontíspicio e a mensagem cuidadosamente estudada: "sinto tristeza com a situação que vivemos".

Ele, Cavaco Silva, um santo, que tudo tem feito para evitar a crise, que nada tem a ver com ele e as políticas que defende e pôs em prática -"confesso que não esperava que estivéssemos na situação em que estamos".

Um esquecido, este Presidente da República, que subiu ao cargo em 9 de Março de 2006, prometendo favorecer "consensos alargados em torno dos grandes objectivos nacionais", que são justamente os preconizados pela governação actual do país, que segue, no enssencial, os objectivos que o actual chefe de Estado perseguiu quando foi Primeiro-Ministro deste pais, alías, o chefe do executivo de Portugal pós-25 de Abril que mais tempo tempo esteve no cargo entre 1985 e 1995. Nada mais, nada menos 10 anos seguidos.

Foi ele, aliás, o "motor político" da ascensão do capital financeiro - não só do nacional, mas essencilamente do internacional, - permitindo que aquele controlasse todo o sistema fas finanças e da produção portuguesas, contribuindo assim para o aumento da dívida pública. Foi ele, como governante, que mais contribuiu para a elevação a níveis dilatórios o próprio défice de Estado, que, ao ficar nas mãos dos grande financeiros, principalmente, internacionais, se tornou objectivo obssessivo de toda a especulaço (mais tarde, noutra mensagem, registaremos um a um os membros dos governos de Cavaco Silva, que estão agora no centro do furação do #buraco especulativo# português) que levou ao enriquecimento desenfreado dos agiotas mais descarados, que pupularam em torno do poder governativo do actual Chefe de Estado.

Ao privatizar desenfreadamente, a governação de Cavaco Silva colocou o país na dependência directa dessa alta burguesia especulativa e desenvergonhada, que, por sua vez, se entregou de bandeja aos apetites do capital financeiro especulativo internacional. Ao fazer isto, ele, Cavaco Silva, é co-responsável, mas co-responsável directo, de todo o desequilíbrio que se foi acentuando no Orçamento de Estado.

Quando se coloca a balança a pender para o lado do Capital, tirando-lhe o freio, ele vai exigir sempre mais no restabelecimento do equilíbrio do Orçamento: Querem mais juros, mais vantagens para emprestar, sem beliscar os seus lucros, logo saquem à outra parte os assalariados, os de baixo, a classes baixas e médias-médias e médias-baixas.

Vejamos exemplos:

Comecemos por aquele que é mais recente na memória: a PT.

A Portugal Telecom – uma das maiores empresas do País – foi "trabalhada" e "organizada", durante anos, para ser entregue aos grupos económicos privados.

Primeiro mexeu-se nos CTT-Correios e Telégrafos de Portugal. Estamos em 1992 - o governo era de Cavaco Silva. Estraçalhou-se, separando as telecomunicações do serviço postal. Depois juntou-se, em 1994, três empresas públicas do sector das telecomunicações: Telecom Portugal, TLP (Lisboa e Porto), TDP (Teledifusão), o que permitiu ainda o controlo de 51% da Marconi (comunicações internacionais).

Em 1995, - Cavaco preparou tudo - começou a privatização da empresa.

É uma empresa do Estado que favorece o Estado? Balelas.

A Portugal Telecom é hoje uma empresa cotada em bolsa (com um valor de capitalização bolsista de cerca de 8 mil milhões de euros), mas o Estado está na posse de cerca de 7% através da CGD. Há uma "golden share" certo, mas os lucros não são portugueses.

Mais de 75% das suas acções estão nas mãos de capital estrangeiro.

Um conjunto de grupos económicos apresentados como nacionais estão na posse do restante, com proeminência para o Grupo Espírito Santo, mas este também é dominado pelo capital estrangeiro.

Com a saída daquela empresa do controlo estatal directo – o Estado ficou, na realidade, sem receitas apreciáveis e deixou de ter a palavra determinante num sector estratégico na economia.

Toda a orientação estratégica foi remetida para a obtenção pura e simples de lucros, que na realidade são distribuidos, maioritariamente, para estrangeiros, cuja cabeça dominante no executivo é actualmente Zeinal Bava.

Quando o plano inclinado em direcção à actual situação de crise económica, social e até política se comecou a acentuar, foi, justamente, quando a política de privatizações entrou em galope.

Por volta do ano 88 do século passado, as grandes empresas públicas contribuiam com cerca de 20 por cento do PIB nacional.

Albergavam mais de 11 por cento do emprego efctivo do país. Eram decisivas nas orientações e tomadas de posição da política económica nacional.

Pois, naquele ano, o governo de Cavaco Silva fazia a primeira "transfiguração" para a privatização: as empresas nacionais transformavam-se em sociedade de capitais maioritariamente públicas, com a chusma imediata de administradores a ganharem pelo "salário do sector privado". E dai, foi um ver se te avias. Os boys começaram a sair do "subsolo" como formigas. Em 1990, oito seguradoras e 11 bancos seguiram esse caminho.

Depois a privatização a 49 por cento, mais tarde a maioria. Lembram-se do caso Roquete, com o Mário Conde no Totta-Açores?.

Saltemos para 1992: venda de 22% do capital da PETROGAL, 60% do BESCL, 100% da Rodoviária Nacional, da Rodoviária do Douro e da Mundial Confiança, 17,6% do BPA, 20% do BFB, 100% da Império, 100% do BANIF, 100% do CPP e 15% da Bonança.

Reparem que, num ápice grande parte das acções estão nas mãoes de estrangeiros. Lembram-se do BESCL, que gritavam a pleno pulmões que o controlo era português? O sucessor, o grupo BES, embora tenha um cidadão português na presidência, o seu capital estão todo hipotecado ao estrangeiro, em especial ao lobby judeu.

Seguiram-se governos PS, que se tornaram seguidores incondicionais do PSD. Depois, ascenderam governos PSD/PP. Retomou o PS.

O rumo foi o mesmo.

A crise vem, pois de longe, e o actual Presidente da República sabe disso. Ele esteve com as mãos na massa. Ele contribuiu, grandemente, para o desequilíbrio dos Orçamentos do Estado.

Quando Cavaco Silva menospreza o papel do capital internacional, que está longe, segundo ele, e só pensa em sacar do nosso, ele é o responsável directo disso. Está a tirar a água do capote.

Náo é possivel recolocar a Função Pública, ou seja a Administração Central, Regional e Local do Estado para fomentar a produção interna, nacional, digamos assim, sem conseguir que a despesa e a receita desse mesmo Estado seja equilibrada.

Ora, para se conseguir isso terá de se ferir os interesses do Grande Capital para evitar retirar o que já não se pode retirar de quem paga impostos e não pode fugir deles.

A crise vai aprofundar-se, quer queira Cavaco ou Sócrates, ou não, se não se retirar uma parte substancial dos encargos públicos de cima dos ombros dos de baixo, e ir buscá-los aos off-shores e lucros do grande Capital.

O cerne de uma nova política passa por aí.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ARMAS PARA ARÁBIA SAUDITA: UMA ESCALADA ESTRATÉGICA


















Aviões e misseis ultrasofisticados para Exércitos anedóticos...



Com alarido noticioso e sem qualquer atitude crítica da chamada imprensa ocidental face a esta escalada armamentista, ficamos a saber que o governo norte-americano, com a complacência e o apoio de Israel - a notícia é das agências noticiosas internacionais -informou, quinta-feira, o Congresso do seu país, que pretende vender armamento à Arábia Saudita, avaliado em valores monstruosos de 60 mil milhões de dólares.

Em nome de uma pretensa defesa de valores democráticos, os EUA estão a militariazar a região sob a sua tutela, procurando manter, sob controlo absoluto, as riquezas naturais da região, em especial o petróleo e o gás natural.

Ora esta medida não é um acto isolado: as nações monárquicas teocráticas, normalmente fantoches, sustentadas pelo chamado mundo ocidental, que vivem da venda do petróleo, são forçadas pelos seus "protectores" a comprarem armamento sofisticado (que, na realidade, nem podem usar, porque nem sequer Exércitos, minimamente eficazes, comportam).

Prevê-se que, nos próximos quatro anos, essas monarquias árabes da região do Golfo venham a comprar cerca de 123 mil milhões em armamento.

Claro que os EUA, através do seu complexo industrial-militar, está na linha da frente. São os principais fornecedores. Mas, não só: a Grá-Bretanha e a França seguem-llhe as pisadas, em concorrência com a Rússia e, em menor escala, a China.

Há dez anos o "papão" era o Iraque "agressivo"; agora é o Irão, que se tornou independente do ponto de vista do fornecimento de armas do Mundo ocidental. Logo, um perigo em potência.

A maioria dos países do Golfo Pérsico já possuem ou estão recebendo baterias antimísseis Patriot, que não os sabem usar, pois são manipulados por técnicos norte-americanos.

Os Emirados Árabes Unidos estão interessados na obtenção dos sistemas antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defence) da Lockheed Martin dos Estados Unidos. Além disso, há negociações em estágio avançado para a compra de 8O aviões de combate Rafale, da Dassault.

As autoridades sauditas estão preocupadas também em dotar as suas Forças Armadas de equipamentos adequados para combater, em primeiro lugar, eventuais insurreições internas, a exemplo do que já sucede nas operações contra os rebeldes Houthi Shia, estes sedeados no vizinho Yemen.

O Qatar, país onde está localizada a Base Aérea de Al-Udaid, sede do comando central das forças norte-americanas no Golfo, é o mais parco em despesas militares, aliás desnecessárias pois a presença militar dos Estados Unidos transformou o país num "protectorado".

Pelos modelos de armamento vendido pelos EUA à Arábia Saudita, verifica-se que esta transacção poderá ter objectivos estratégicos mais profundos, possivelmente o envolvimento do país numa refrega com o Irão, já que o negócio envolve 84 novos F-15 da Boeing, 70 helicópteros Apache, 36 aparelhos menores, denominados AH-6M Little Bird e 72 helicópteros Black Hawk, entre outros armamentos, além da actualização tecnológica de 70 caças F-15 que Riad já possui. Ou seja, material militar para projectar a longa distância.

Nesta região do Médio-Oriente, a presença militar norte-americana, com ocupações prolongadas (Afeganistão, Iraque) estão a mostrar-se desastrosas e a refazer alianças regionais, que se podem tornar hostis para Washington: caso do Líbano, Iraque, Afeganistão e mesmo Iemen.

Há um perigo evidente de a região entrar numa escalada de guerra.

Não se pode esquecer que o Médio-Oriente não é a única região cuja corrida armamentista se intensifica: a Ásia e a América Latina são locais onde tais factos se tornam evidentes. Sempre por detrás da escalada estão os traficantes oficiais de Washington.

Segundo um Relatório de 2009 do Congresso dos EUA, este país é o maior fornecedor de armas do mundo por ano. Domina, precsiamente, 2/ do mercado mundial. È um negócio de Estado, centrado no Pentágono: mais de 37,8 mil milhões de dólares/ano.

O relatório realizado pela comissão da Biblioteca do Congresso norte-americano assinala para um controlo de 68,4% do volume de negócios não confidenciais firmados internacionalmente.

Tendo facturado 37,8 bilhões de dólares, o complexo industrial-militar norte-americana surge à cabeça, tendo em segundo lugar a Itália, com 3,7 mil milhões, e a Rússia, com 3,5 mil milhões.






quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CATROGA: UM HOMEM DO "ESPÍRITO CUF"




















Sigam as ligações...







O PSD indicou hoje ao Governo a equipa que vai iniciar conversações sobre o Orçamento do Estado para 2011, que inclui o antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva Eduardo Catroga.

É o senhor respeitável, que recebe uma pensão de 9993 euros mensais "pela sua dedicação à causa" pública, com uma vida emaranha na defesa dos grupos monopolistas.
E já agora, com a sua reforma dourada continua a trabalhar como administrador para os mesmos grupos.

Eis a sua confissão: "O meu testemunho está forçosamente impregnado do "espírito CUF". A CUF era a minha casa e a minha família profissional e eu não me via a trabalhar em mais nenhum lugar. Havia no grupo em 1973 oportunidades de carreira e desenvolvimento profissional imensas. Afinal a CUF era então o maior grupo empresarial ibérico, e um dos maiores europeus". Ou seja, os Mellos...

Foi, aliás, no seu período fecundo de homem de "espírito CUF", que foi chamado por Cavaco Silva, então Primeiro-Ministro, para ministros das Finanças do XII Governo Constitucional, onde tinha como pares, entre outros, na Administração Interna Manuel Dias Loureiro, no Planeamento, Valente de Oliveira, nas Obras Públicas Ferreira do Amaral e na Educação, Manuela Ferreira Leite.
Todos eles rapazes que trabalharam sempre para "o bem-estar público" !!!.

Naturalmente, este arauto da austeridade para os de baixo, irá negociar as melhores saídas de oportunidade para os seus mentores de sempre.