sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CAVACO SILVA: FORCEI A APROVAÇÃO DO OE, MAS AGORA NÃO O CONHEÇO







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Quem alimentou estes homens?
Cavaco Silva, como candidato presidencial, em debate, hoje, com o médico Fernando Nobre, seu oponente na próxima liça para Chefe de Estado, confessou hoje que se esforçou por ver aprovado o Orçamento de Estado para 2011.



Cito as suas palavras, para que conste: "Empenhei-me muito para que fosse aprovado o Orçamento".

Sendo, assim, publicamente, por confirmação própria, ele reconhece que é co-responsável por todas as medidas anti-populares e criminosas que estão a ser impostas ao país, por decisão da banca internacional.

Entre elas, a baixa de salários e a modificação da legislação laboral favorável ao patronato.

Confrontado - e reconhecendo, na prática, que é um mau Orçamento, Cavaco Silva, depois de afirmar que trabalhou para ele, enroscou-se, no seu contrário, e sustentou "não é pela via dos salários baixos”, que se recsolve a crise em Portugal. Porra, nem uma enguia se esgueirarva com tanta rapidez.

E, também, sustenta agora que “não é pela via da alteração da legislação laboral” que se inverte a crise no país. Aqui, está na imagem de cobra.

E, acabou o debate a lembrar que ainda não tinha recebido, nem analisado o documento.

Cavaco Silva, um católico de missa-amem, tal como o seu ícone Pedro, renegou três vezes aqui que fez.

Pior cinismo não poderia haver. Eis o homem que está a representar-nos em Belém.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

VOLUNTARIADO E DESEMPREGO ESTÃO EM ROTAS DE COLISÃO













A hierarquia da Igreja Católica aproveita o verdadeiro maná em se tornam as dádivas voluntárias em tempo de crise. Os responsáveis católicas são, realmente, de uma pobreza franciscana...















De repente, o tema do "voluntariado", quando aumenta o desemprego, torna-se manchete dos órgãos de comunicação sociais e páginas e mais páginas dos jornais e inunda em reportagens as televisões, dos nossos honestos capitalistas.


À frente coloca-se a Igreja Católica, pois controla as principais redes de rádio nacional (o grupo Renascença) e as centenas de jornais locais e regionais (535 títulos), além de uma agência de notícias Ecclesia, e propaganda paga pelo Estado na RTP e Antena 1.


Depois os grupos privados Cofina (jornais e 11 revistas em Portugal, incluindo do Correio da Manhã, Oliveira (vários jornais diários e revistas, incluindo o DN e o JN, SONAE (Público), Balsemão e outros (SIC, Expresso, Visão e várias revistas), PRISA (TVI, radios Comercial, RCP – Rádio Clube Português, Cidade FM, Best Rock FM, M80 e Romântica FM), Lena (11 jornais regionais, duas rádios regionais, uma editora, uma televisão on-line e um jornal nacional) e, claro, o Estado, actulamente nas mãos do PS (RDP, RTP).


1- Os termos voluntário e a solidariedade são caros a muitas pessoas. Em momentos de crise, quando esta atinge um número cada vez maior de assalariados e pensionistas, e inclusive sectores de baixos rendimentos dos empresários, particularmente, os de nome individual, da pequena mercearia ou da pequena firma industrial, verifica-se uma mobilização excepcional. É uma resposta de comunidade, de sentimento.


Mas, o voluntário que vai ocupar um lugar, em determinado local, deve ponderar muito bem ao fazê-lo. Questionar-se não está na realidade a exercer uma actividade não renumerada, que deveria estar a ser paga a uma pessoa que se encontra no desemprego. Em vez de voluntariado, o que o faz, deveria exigir que o lugar estivesse a ser ocupado por alguèm sem emprego.


2 - Estão hoje a crescer, como cogumelos, instituições e associações que lançam apelos a dávidas e alimentos, que, teoricamente, dizem ser canalizadas para "apoiar os necessitados". É certo que algumas dessas instituições, associações e agremiações fazem distribuição de alimentos. Propagandeiam, em accões de rua, fazem-se acompanhar das lestas televisões, a "doar" algumas dessas ofertas - que não são delas - aos uns quantos dos caridosamente necessitados.


Mas quem as controla, quem lhe faz as auditorias independentes e controladoras ao dinheiro e produtos que recebem?


A Igreja Católica é perita nesse tipo de "pedinchagem", quer, directamente, através dos seus hierarcas, quer das instituições que controlam.
Mas, não se verificam que os "voluntários" bispos ou padres entreguem os milhões de dólares que arrecadam, quer através das dávidas, quer através dos dividendos de bancos e grandes empresas, onde são accionistas, para erguerem unidades produtivas (não lucrativas) que dêem empregos aos muitos milhares de desempregados deste país.


Querem ver um exemplo em como se ensaca dinheiro, sem controlo, por parte da Igreja Católica? Reparem nesta nota da sua Conferência Episcopal:


“Foi aprovado o regulamento do Fundo Social Solidário (sublinhado meu), de carácter emergente, que implica todos os cristãos e visa todos os mais débeis e carenciados, sejam quais forem os seus credos ou origens. Pretende estar ao serviço das dioceses e paróquias, a quem compete apresentar situações e projectos, que fomentem a ajuda local e de proximidade, e iniciativas de promoção humana e desenvolvimento de capacidades das pessoas vítimas de situações de pobreza.

A base financeira do fundo é assegurada por dádivas feitas com o NIB 0033 0000 0109 0040 15012, podendo ser usada a Entidade 22 222 e referência 222.222.222.
Será dada informação pública regular sobre montantes recebidos e aplicados, tipificação dos casos e avaliação do funcionamento.
A Equipa Nacional do Fundo é composta pelo Presidente da Cáritas Portuguesa e representantes da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Comissão Justiça e Paz dos Religiosos, da Sociedade São Vicente de Paulo e de outras instituições significativas no campo social.”



A Igreja Católica, através das suas Instituições de Solidariedade Social, recebeu, quase totalmente, do Orçamento de Estado deste ano cerca de 1,2 mil milhões de euros.


É obra. Deste valor, é natural que uma parte seja aplicada na (s) instituição (s), mas, outra parte, certamente bem significativa, ficará retida na origem. Claro que não se conhecem valores, mas, se o Estado controlar, directamente, esse dinheiro haveria valores elevados para apoiarem os desempregados e a produção nacional!!!

3 - Este ano, os patrões - os grandes patrões, naturalmente - tornaram-se caritativos e apelam ao desembolso de uns tostões para os "pobrezinhos".
Claro que não foi o engenheiro Belmiro de Azevedo, que doou mil milhões dos seus 1,2 mil milhões de rendimento pessoal para combater a dívida, nem o Américo Amorim, com idêntica quantia ou outro qualquer.

O que eles estão a fazer é apelar à "caridade" com o dinheiro dos outros.....

Em várias grandes superfícies, foram-me feitos pedidos ou sugestões para "arrendondar" a despesa que eu fiz na altura, "por cima", pois esse dinheiro - explicavam-me "seria distribuido" pelos "pobrezinhos". É lata, não é?
Eles sacam o excedente, colocam-no a render, ficam com juros, e depois, podem dar uns tostões aos "pobres" que sacaram dos clientes. Exactamente, "caridade" com o nosso dinheiro. É cinismo a mais. Eles tem lucros fabulosos, mas ainda pedem uns "excedentes" para meter ao bolso e deduzir nos impostos.


Isto é retirado de um site de uma grande superfície, sobre o "excedente" por cima: "Nestes últimos três anos conseguimos angariar (...) um montante superior a um milhão de euros ".
Sem comentários.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O MINISTRO, A NATO ...E, PRINCIPALMENTE, O MEDO DO POVO


























































O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que foi do MRPP, quando pensava que aquele partido poderia servir para algo pessoal, e agora pertence a uma associação que se diz respeitável, chamada Maçonaria, mas é pouco transparente, quer fazer de nós parvos.


Rui Pereira foi, esta terça-feira, ao Parlamento, e sustentou que foram encomendados seis carros de combate blindados - não são de guerra, não senhor!!! - para serem entregues até ao final do ano.
Justificação inicial, quando se colocou a tal encomenda: são para servir de segurança à Cimeira da NATO.

Mas, então como é: compram-se blindados com data de entrega até ao final do ano para um evento que se efectuava nos dias 19 e 20 de Novembro?

O rapaz ministro lá condescendeu e divulgou a razão principal: «...mas também a necessidades permanentes da polícia».


Ora, aqui o homem da segurança interna sabe muito bem para que são as tais "viaturas".
O seu pensamento brilhante. Isto é só pensamento, é ficação, atenção : ***Temos aí, em breve, agitação popular, temos de nos precaver, porque estamos a preparar um Orçamento de Estado, que é um crime, vai haver reacção do povão e temos de o meter na ordem. Que argumento vamos utilizar: Temos aí a cimeira da NATO, e nada melhor que "embrulhar" o paleio nessa manta e fazemos a compra num fechar de olhos. A rapaziada do jornalismo é branda, e uma parte substancial, com peso, nos jornais e televisões é da maçonaria, fica tudo em família***.

Agora, vejamos a algaraviada de advogado da província do senhor Rui Pereira na Assembleia da República.

Cita-se a imprensa:


"O ministro da Administração Interna disse esta terça-feira, no Parlamento, que dos cinco milhões de euros destinados à compra de equipamento para a PSP, incluindo seis viaturas blindadas, vão ser gastos apenas dois milhões.


«Não houve resposta do mercado a vários concursos e, desses cinco milhões, vamos gastar perto de dois milhões», afirmou Rui Pereira na Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias sobre o processo de aquisição dos blindados.

Os cinco milhões de euros foram disponibilizados pelo Governo Civil de Lisboa e destinavam-se, segundo o ministro, «à aquisição de equipamento diverso para a PSP, para responder à situação da cimeira da NATO [que decorreu em Lisboa entre 19 e 20 de Novembro], mas também a necessidades permanentes da polícia».

Até ao momento foram adquiridos dois blindados. Caso os restantes cheguem depois do dia 25 deste mês, o ministro garantiu que não vai aceitá-los, porque a verba não pode transitar para 2011.

«Faltam chegar quatro blindados e, se não chegarem no prazo máximo [finais de Dezembro], claro que não os aceitaremos. Se chegarem dentro do prazo, accionaremos a cláusula que diz que há uma quantia que será abatida no preço», adiantou.

E acrescentou: «se houver um atraso na entrega, existe uma cláusula penal indemnizatória e se ultrapassar um certo período do atraso o contrato é resolvido».

Sobre o atraso já verificado na entrega das duas viaturas já adquiridas, que só chegaram depois da cimeira, o ministro disse aos deputados que foram as empresas a criar «expectativas» sobre o cumprimento dos prazos. Mas admitiu que ele próprio tinha dúvidas de que fosse possível cumpri-los.

Sobre o facto de o material para a PSP ter sido adquirido por ajuste directo e não por concurso público, Rui Pereira alegou a urgência da sua compra e ainda o tipo de equipamento, considerando que «a urgência não ficou comprometida com o atraso na entrega».

O director nacional da PSP, Oliveira Pereira, tinha garantido que pelo menos duas das seis viaturas blindadas encomendadas chegariam a tempo de serem utilizadas, caso necessário, na segurança da cimeira da NATO.

Na realidade, os homens dos jornais deixam passar toda esta treta sem dar uma "cacetada" de alto a baixo a esta abjecta criatura.

HOLBROOKE: BANQUEIRO, DIPLOMATA, JUDEU, QUE INFLUIU NA GESTÃO DOS EUA



































Faleceu, segunda-feira, o judeu norte-americano, banqueiro e diplomata, Richard Holbrooke.









Exercia as funções-chave para a política judaica-norte-americana no Médio-Oriente como "enviado dos EUA para o Afeganistão e Paquistão", justamente ,dois Estados importantes na geo-estratégia regional e ricos em produtos minerais.




Segundo a biografia oficial, era diplomata desde os 21 anos, começando, precisamente, pelo Vietname.




Acima de tudo, era um membro influente do lobby judeu norte-americano, com a sigla AIPAC, e membro proeminente do Clube de Bilderberg, há décadas.




Foi o executor principal da política norte-americana para o desmembramento sangrento da antiga Jugoslávia, que conduziu aos chamados acordos de Dayton em 1995, que, curiosamente, mereceram o apoio cúmplice da Alemanha e do Vaticano, nascendo a Sérvia, Croácia e Bósnia-Herzegovina, que levaram ao exarcebamento do nacionalismo e da xenofobia em toda a região.









Desta divisão, criaram depois, as separações da Macedónia e do Kosovo, alimentando tensões entre os diferentes Estados da União Europeia, que ainda hoje se mantêm.




Por pressão do lobby judeu, aos 35 anos foi imposto à Administração do então Presidente norte-americano Jimmy Carter como Secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Asiáticos.




Com a eleição de Ronald Reagan, em 1981, foi colocado na administração do hoje falido, mas então importante banco judeu Lehman Brothers, com o título de director-geral.




Em 1993, regressou à política activa, entrando como secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Europeus na Administração Clinton, onde semeou, em grande medida, os germes da desconfiança entre os membros da UE para com a política balcânica, onde esteve iminente uma guerra de grandes proporções com o bombardeamento de Belgrado.




Em 1996, regressou à banca e tornou-se vice-Presidente do Credit Suisse First Boston, com grande compomente de capitais judeus. Esteve também ligado à administração de grandes empresas multinacionais norte-americanas, como a Coca-Cola, trabalhando igualmente para Wall Street.




Teve, além disso, papel destacado na organização do Clube de Bilderberg, onde, curiosisamente, e não apenas por coincidência, pertence outro grande enviado norte-americano para o Médio-Oriente George Mitchell.

Convém assinalar a importância do Clube de Bilderberg. Oficialmente, é um grupo informal, clandestinamente, é uma estrutura de poder multinacional orientada pelo grupo judeu norte-americano (veja Estultin).




A conferência é anual e limita-se a um número de 130 convidados, todos personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, judicial, jornalístico ou político. Influência esta que advem, não pela sua competência ou profissionalismo, mas pela sua colocação para exercer determinada política..




O grupo de elite encontra-se anualmente, em segredo, (quem utiliza o segredo é porque pretende fazer algo que não e transparente, nem democrático) em hotéis cinco estrelas reservados espalhados pelo mundo, geralmente na Europa, embora algumas vezes tenha ocorrido no Estados Unidos e Canadá. Existe um escritório em Leiden, nos Países Baixos.




O título “Bilderberg” vem do que é geralmente reconhecido como o local em que ocorreu a primeira reunião oficial em 1954 – o Hotel de Bilderberg em Oosterbeek, perto de Arnhemia na Holanda. Embora a conferência não seja considerada com um grupo permanente, o certo é muitos participantes são freqüentadores regulares, e os convidados são freqüentemente escondidos e mantidos à distância dos contactos com a imprensa.




Segundo a história oficial, a ideia deste tipo de reunião proveio do migrado polaco judeu norte-americano e conselheiro político presidencial Joseph Retinger. A razão: havia anti-americanismo na Europa no pós-guerra e a agitação social poderia produzir a queda das democracia ocidentais sustentadas pelos norte-americanos. Daí, a necessidade de "consenso" dos sectores domiantes dos dois lados do Atlântico.




Retinger foi buscar o pró-nazi Principe-consorte da Holanda Bernard, (Este foi, aliás, presidente das conferências até 1976, ano em que se envolveu no escândalo da Lockheed, que consistiu no envolvimento em processos relativos a recebimento de suborno para favorecer a empresa norte-americana em contratos de compra dos jatos [[F-104G Starfighter]] em detrimento dos Mirage 5. Curioso, não e? )juntamente com o belga Paul van Zeeland, primeiro-ministro belga no período de ascensão do nazismo - Março de 1935 a 24 de Novembro de 1937.




Reparem em alguns dos habituais presenças: Donald Rumsfeld, ex-secretário da Defesa dos EUA e empresário sem escrúpulos de várias empresas de segurança a operar no Iraque e no Afeganistão, entre outras, Peter Sutherland, da Irlanda, um ex-comissário da União Européia (que se reclamava do eurocepticismo!!!) e presidente da judia Goldman Sachs e British Petroleum, O ex-secretário adjunto de defesa dos Estados Unidos e actual presidente do Banco Mundial Paul Wolfowitz.





O presidente actual do grupo é Henry Kissinger, o judeu que foi secretário de Estado de Nixon. Nela participam com regularidade David Rockefeller e família, mas também George Bush e família; Bill Clinton e Hilary Clinton; Thimoty Geithner, actual secretário do Tesouro de Obama; a embaixadora na ONU Susan Rice; o general James L. Jones, conselheiro de segurança nacional de Obama, Paul Volcker, conselhiro de Reagan; Robert Gates, secretário da Defesa de Bush filho e Obama; James Steinberg; Alan Greenspan, antigo Presidente do Banco Central norte-americano e, naturalmente Richard C Holbrooke.

De sublinhar que alguns destes membros, todos judeus, foram os formuladores reais da política externa norte-americana, pelo menos, desde Richard Nixon.

Mas, se nos concentramos nos últimos 20 anos, veremos que toda a argamassa da estrutura de política externa - e interna - está nas mãos de homens do lobby judeu (AIPAC).

Na administração Clinton, por exemplo, houve um predomínio evidente de pró-israelitas, como Martin Indyk, Dennis Ross e Aaron Miller. Na Administração seguinte, de Bush filho ainda foi mais acentuada situação anda mais acentuada com Elliot Abrams, John Bolton, Douglas Feith, “Scooter” Libby, Richard Perle, Paul Wolfowitz e David Wurmser. Estes tiveram o papel “decisivo” no ataque ao Iraque em 2003. Foram eles que arranjaram "provas" e argumentaram por deduzirem que armamento militar não-convencional iraquiano ameaçava Israel e os EUA. Socorreram, incluive de provas forjadas pelos serviços secretos de Isreal.

Na Administração Obama, eles aí estão: o primeiro chefe de gabinete Rahm Israel Emanuel, Paul Volcker, secretário para a Reconstrução Económica, Robert Rubin, Timothy Geitnher (Tesouro), Janet Napolitano (Segurança Interna), Eric Holder (Kustiça), Mary Shapiro (Presidente da SEC - Regulação Bolsista), conselheiro David Axelrod, além do vice-Presidente Joe Biden, entre outros.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

JESUS CRISTO NASCIDO ANTES DA EPOCA DETERMINADA






Cada religião reivindica Cristo, conforme as conveniências







Vai passar mais uma época, considerada no mundo cristão e católico, como do Natal, que as diferentes Igrejas desses ritos impuseram como facto verídico e digno de ser comemorado em todo o globo.



Pertence, na actual cultura religiosa (e não só) ocidental, uma data, sem contestação, em termos de fé, mais: da sua história. Praticamente, há quase dois mil anos, aceita-se, mesmo entre uma grande parte da comunidade de historiadores dos dias de hoje, que existiu uma pessoa que se chamou Jesus Cristo e que nasceu a 25 de Dezembro.





A religião cristã, essa, é um facto histórico incontestável, e a sua História tem perto de dois mil anos.



Todavia, a figura existencial de Jesus Cristo não tem confirmação comprovada por documentos ou textos históricos da época, nem sequer qualquer registo oficial – ou, mesmo oficioso – que nasceu a 25 de Novembro e morreu com 33 anos, no tempo da Páscoa judaica.
Não existem nos anais e relatórios de Roma e dos seus governadores ou enviados da época, nem em qualquer outro documento de outras origens, incluindo judaicas coevas, que se repute de credibilidade que sustentem, sem contestação, a existência de Jesus Cristo, na Palestina, na época dos imperadores Augusto e Tibério.





Há referências documentais antigas, que escrevem sobre Jesus ou Cristo, mais tais textos surgem perto de um século depois da provável existência daquele. E são poucos e imbuídos na fé nascente que se teria formado em torno de uma personalidade nebulosa.





Ou seja, os poucos livros ou textos que se referem a Jesus Cristo – os quatro Evangelhos, Os Actos dos Apóstolos, e as 21 epístolas consideradas como canónicas pela Igreja Católica e o Apocalipse, que os exegetas da religião católica reputam como “históricos”, estão escritos em grego antigo popular – foram encontrados em documentos datados de séculos posteriores ao IV DC – e não em aramaico ou hebraico sacerdotal da época, que eram as línguas faladas na época na Palestina.





(O primeiro documento romano, que descreve a existência de uma comunidade cristã, e que hoje está certificado, deve-se a Plínio, o Jovem, nascido, provavelmente, nos princípios dos anos 60 DC e falecido na Bitínia, hoje Turquia junto ao Mar Negro, cerca de 114 DC, onde foi legado imperial. É, precisamente, na Bitínia que Plínio escreve - *Panegírico a Trajano*, que vivia – muito próximo do ano 100 DC - uma comunidade cristã, que ele descreve, como sendo uma seita, cujos rituais não compreende muito bem: “(os cristãos) têm como hábito reunir-se num dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus”. Todos os outros são de épocas posteriores).





Tal como no escrito de Plínio, os romanos referem-se ao provável fundador da religião cristã apenas como Cristo, e nunca como Jesus. Mesmo os Evangelhos não são uniformes na apresentação do fundador do cristianismo como Jesus Cristo.





No Evangelho de S. Marcos, esse dois nomes conjuntos apenas são escritos no prólogo, e nunca mais aparecem no restante texto. No texto, Marco trata sempre a personagem por Jesus.
Também, nas epístolas de S.Paulo, o normal é o autor assinalar a palavra Cristo.




Nos Actos dos Apóstolos, está assinalado que “os discípulos (de Cristo) receberam, pela primeira vez, o nome de cristãos em Antioquia”, que era na Síria. Ora, tal época já se situava no século II DC. Plínio assinala o facto antes. (Tudo indica aliás que o cristianismo se forjou como doutrina fora da Palestina).




Para os historiadores da religião, em particular aqueles que aprofundaram o tema já na segunda metade do século XIX, existe uma contradição destas duas palavras: Jesus Cristo ser um nome compósito em duas línguas – logo, possivelmente, de épocas diferentes, ou nome criado fora do ambiente da Palestina: Jesus, nome próprio, é uma abreviatura aramaica/hebraica de Jehsoshuá, (Deus Salvador) e um nome comum nos textos da época; Cristo é um termo de origem grega, que teria sido buscado ao hebraico Messias, o ungido ou o rei.





Relativamente, ao Natal – ou seja a época do nascimento de Jesus Cristo, todos são unânimes em dois aspectos: A acreditar no Evangelho de S.Lucas, o único que apresenta uma data aproximada para o seu nascimento, ele escreve que tal sucesso se deu “no tempo de Heródes”. Ora Herodes morreu em 4 AC. Logo, pelo menos temos de fazer recuar o nascimento alguns anos antes do que realmente se estabeleceu, arbitrariamente, mais tarde.





Como nitidamente arbitrário, são o dia, o mês e o ano do nascimento de Jesus Cristo: 25 de Dezembro. Foi um monge ou frade de nome Dionísio, o anão ou pequeno, que no século VI – reinava o imperador Justiniano – fez cálculos retirados da sua cabeça e apontou a data de 753-754 para a criação de Roma, considerando ano I da nova era.





Claro que isto trouxe controvérsia, que ainda perdura hoje na Igreja de rito Oriental.

domingo, 12 de dezembro de 2010

PORCOS, FEIOS E MAUS












Abaixo de cão!!!!











1 - O Presidente do BCP ofereceu-se para fazer espionagem para os EUA, ao mesmo tempo que negociava com o Irão a movimentação de dinheiro daquele país num banco sob interveção estatal. Naturalmente, não passa pela cabeça de ninguém que fizesse este acto ignóbil fosse da sua única e vetusta cabeça.
Alguém, certamente, mais importante, deu-lhe guarida. A embaixada denuncia-o também: Sócrates, ele, próprio, na sombra, é "o nosso homem norte-americano em Teerão"

Isto não uma "miragem" jornalística. Está inserto numa mensagem oficial da embaixada norte-americana enviada para a "patroa" Clinton em Washington.

Santos Ferreira terá dito aos representantes diplomáticos norte-americanos em Lisboa que estaria disposto "a que o governo dos Estados Unidos controle as contas iranianas do Millenium".

As informações são reveladas pelo "El País", citando a correspondência diplomática entre a Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa e a Secretaria de Estado norte-americana, divulgada pela Wikileaks.

No âmbito da estratégia de entrada no mercado iranianiano, o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, é citado várias vezes. "Tentou conciliar interesses tão contraditórios como fazer negócio com o Irão sem que isso afectasse a excelente relação de Portugal com os Estados Unidos. Para isso, propôs fazer trabalhos de espionagem para os Estados Unidos: a troco de entrar no Irão, o BCP ofereceria a Washington informação sobre as actividades financeiras da República Islâmica", lê-se na edição online do diário espanhol.

"Embora defenda que os custos possam pesar mais que os benefícios, Santos Ferreira deseja estabelecer uma relação com o Irão para ajudar o governo norte-americano a rastrear fundos e actividades financeiras iranianas", refere o "El País", citando um telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Lisboa.

O texto escrito com base nas informações do Wikileaks refere ainda que estes acontecimentos começaram em Abril de 2009, quando uma delegação do BCP viajou para Teerão, a convite da embaixada iraniana em Lisboa, para discutirem o interesse da banca do Irão em aprofundar a sua relação com o banco português, nomeadamente através de possíveis negócios e intercâmbios comerciais.

Segundo o "El País", que cita um telegrama emitido já em Fevereiro deste ano pela embaixada norte-americana em Lisboa, "a operação seria do conhecimento do primeiro-ministro, José Sócrates e de membros do seu governo".


2 - Tinham dúvidas que Cavaco Silva é homem do regime, ou seja do Capital. Leia a ficha da PIDE:

Retira-se da imprensa.

Em 1967, o general Martiniano Homem de Figueiredo mostrou interesse na investigação de Cavaco Silva, na altura com 28 anos e já casado com a actual primeira-dama. Este pedido veio com a possibilidade de Cavaco poder ser autorizado a manusear documentação restrita na Comissão Coordenadora da Investigação para a NATO.


Cavaco Silva foi então chamado à sede da PIDE para preencher o "formulário pessoal pormenorizado". À alínea "Sua posição e actividades políticas", Cavaco Silva respondeu "Integrado no actual regime político", acrescentando um reparo: "Não exerço qualquer actividade política". A notícia é avançada pela revista Sábado, que teve acesso a documentos assinados pelo actual presidente da República.


A direcção de campanha de Cavaco Silva não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela SÁBADO comentando apenas: "Este tipo de guerra suja não pega com o candidato prof. Cavaco Silva. A sua vida e todos os aspectos da sua carreira política, antes e depois do 25 de Abril, é totalmente transparente e é, aliás, integralmente revelada na autobiografia".

(Guerra suja? Então o homem não sujou os dedos, escreveu com esferográfica...)

Na sua autobiografia não há qualquer referência a este episódio. Há aliás uma passagem na qual mostra indignação quando rejeitaram o pedido de adiamento para cumprir o serviço militar.




3 - A comissão de vencimentos da PT deverá decidir em breve os ordenados dos gestores para o próximo mandato e um dos assuntos críticos é o salário fixo de Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração da empresa, que manteve 100% do salário de CEO, depois de ser substituído por Zeinal Bava, quando devia passar a ganhar metade.

É que o gestor, que em Março de 2008 deixou de exercer formalmente o cargo de presidente da comissão executiva da empresa, que passou a ser exercido por Zeinal Bava, manteve, ainda assim, o mesmo salário fixo que tinha, quando o ordenado do chairman deve ser metade do que aufere o CEO. Isto por decisão da própria comissão de vencimentos.

(Mas eles são maus? Longe disso. Trabalhadores por conta própria!!!).


Mas, quanto embolsam estes "dinâmicos e trabalhadores" a esfolar os portugueses?



Zeinal Bava e Henrique Granadeiro ganharam mais de 4,1 milhões de euros

O presidente da Comissão Executiva do Grupo Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, ganhou em 2009 mais de 2,5 milhões de euros, correspondentes ao salário-base e aos prémios plurianuais (2006-2008) que a empresa paga ao fim de cada triénio de mandato.


Isto representa um ganho diário de 6905 euros.

Já o presidente do Conselho de Administração, Henrique Granadeiro, arrecadou 1,6 milhões de euros, correspondentes a prémios e salários dos cargos que ocupou (presidente da Comissão Executiva de 2006 a 2008 e presidente do Conselho de Administração de então para cá), o que representa um ganho de 4575 euros por dia.

O rapaz amigo de José Sócrates, Rui Pedro Soares, apanhado nas escutas do processo ‘Face Oculta’ e protagonista da tentativa de compra da TVI pela PT, recebeu 1,5 milhões, sendo que mais de um milhão foi atribuído a título de prémios de desempenho. Os rendimentos diários de Rui Pedro Soares, em 2009, somam 4200 euros.


O ex-administrador ganhou mais, em 2009, do que os 210 empregados que trabalham nos call-centers da empresa.

No total, o Grupo PT gastou em remunerações com os seus gestores de topo mais de 11,3 milhões.

Mas, não é tudo. A PT está em crise, por isso vai dar dinheiro aos pobratanas dos accionistas....


A Portugal Telecom anunciou, recentemente, que vai pagar aos accionistas um dividendo extraordinário de 1,65 euros.

Esta remuneração extraordinária totaliza 1,5 mil milhões de euros, o que corresponde a 20% do encaixe de 7,5 mil milhões de euros que a empresa registou com a venda da participação na Vivo à Telefónica.

Do dividendo extraordinário, a maior parte – 1 euro por acção – será pago já em Dezembro, pelo que escapará à alteração na fiscalidade prevista no Orçamento do Estado de 2011.

A outra parte – 0,65 euros por acção – será paga em Maio do próximo ano. Contudo, em 2001, os accionistas da PT vão receber também o dividendo ordinário, que será igualmente de 0,65 euros.

Como nota a PT no comunicado com a apresentação de resultados, esta remuneração referente aos resultados de 2010 representa um aumento de 13% face aos 0,575 euros que a empresa se tinha comprometido com os accionistas.
A frase que leva a concluir estes textos é: Quem fazer a esta gente?
Ainda têm dúvidas?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

COMO TRABALHAM OS MONSTROS IMPERIAIS








A teia conspiradora e o exercício do terror





























































Dizem os propagandistas dos diferentes regimes políticos, aliados ou não dos Estados Unidos: as revelações do Wikileaks são inofensivas, não apresentam nada de novo, não trazem grandes problemas às relações diplomáticas e geo-estratégicas internacionais.


Na realidade, para os propagandistas, tudo isto era conhecido.

No seu cinismo e hipocrisia de detentores do poder, com divergências menores, políticas, face aos Estados Unidos, eles estão a ser sinceros (mas só por fora), nas entranhas removem-se, porque os documentos revelados têm a particularidade de serem em primeira mão e representarem o ponto de vista oficial, real, da superpotência face aos vassalos (naturalmente a sua subserviência) e estas revelações chegaram ao grandes público, ou seja àqueles que verdadeiramente eram desconhecedores de como as cobras, enguias e hienas do poder político e económico governam o Mundo, ou seja, os MONSTROS que são.

E, claro, esta denúncia atinge em cheio o "coração" da superpotência.
Verifica-se que ela trafica, conspira, mata e engendra todo o tipo de trapaças para encobrir os crimes dos poderosos. Os inofensivos telegramas do Departamento de Estado - que têm a assinatura dos embaixadores e da Secretária de Estado - são, no entanto, oficiais, não podem ser rebatidos.
Põe a nú o mundo sórdido que enxameia o poder político e económico dos Estados Unidos. Daí a sanha repressiva que se abate sobre a mero e vulgar "cabeça" visível de um site que tem a coragem de denunciar a tenebrosa "segurança nacional" pró-nazi (sim, não tenhamos medo das palavras, porque o nazismo, que começou pelo parlamento democrático, foi a forma sinistra e monstruosa com que o capital alemão se expandiou criminosamente pela Europa em nome "do espaço vital" ou a segurança nacional" fora de portas).

Vamos aos casos.


1- A farmacêutica Pfizer procurou obter informações comprometedoras acerca do antigo procurador-geral da Nigéria, Michael Aondoakaa, para evitar ser processada devido a um ensaio clínico que acabou por causar a morte de 11 crianças, de acordo com documentos diplomáticos norte-americanos, divulgados pela WikiLeaks.

O telegrama diplomático em que as pressões são referidas foi publicado pelo diário britânico “Guardian”, e nele se fica a saber que o responsável pela Pfizer na Nigéria, Enriço Liggeri, informou os responsáveis norte-americanos sobre a questão num encontro a 9 de Abril de 2009.

Segundo Liggeri, a Pfizer contratou investigadores para descobrir eventuais casos de corrupção ligados ao procurador-geral Michael Aondoakaa, de forma a pressioná-lo a abandonar o caso”, adiantou a AFP.

A Pfizer negou ter contratado alguém para investigar o procurador-geral nigeriano. Em Julho passado acabou por assinar com o Governo da Nigéria um acordo de 75 milhões de dólares relativo ao ensaio clínico de um medicamento para a meningite, Trovan, em 1996. O medicamento foi testado em 200 pessoas e 11 crianças acabaram por morrer.

Em comunicado, a Pfizer adiantou que negociou o acordo “de boa-fé”. Ou de "boa-morte".



2- A embaixada dos EUA em Tegucigalpa afirmou em uma mensagem diplomática enviada a Washington, pouco depois do golpe de Estado em Honduras, em Junho de 2009, que o presidente deposto Manuel Zelaya foi vítima de conspiração.

"A perspectiva da embaixada é de que não há dúvida que o exército, o Supremo Tribunal e o Congresso conspiraram no dia 28 de junho no que constituiu um golpe inconstitucional e ilegal contra o poder executivo", afirma uma das mensagens divulgadas pelo Wikileaks que aparece nesta segunda-feira na página dos jornais The New York Times e El País.

A mensagem redigida pelo embaixador norte-americano em Tegucigalpa, Hugo Llorens, destaca que, independentemente dos méritos de um caso contra Zelaya, a tomada do poder por parte de Roberto Micheletti, que ocupou a presidência após o golpe, foi "ilegítima".

Segundo a mensagem, "nenhum" dos argumentos para justificar o afastamento de Zelaya gozavam de "validade substancial" segundo a Constituição hondurenha.

O diplomata vai além ao afirmar que alguns dos argumentos para justificar o golpe foram "abertamente falsos" e outros "simples suposições".

Os EUA condenaram, em palavras, o golpe de Estado em Honduras, mas a Administração Obama impediu sempre que os golpistas fossem apeados do poder, pois receberam o apoio directo de Washington, através das tropas norte-americanas estacionadas naquele país.
Apoiaram,, depois, umas eleições fantoches, em Novembro de 2009, que nunca foram reconhecidas até agora pelos restantes países sul-americanos, e impuserem um homem da sua confiança, Porfírio Lobo.

3 - Liberdade de liberdade, liberdade de comércio, liberdade de circulação de dinheiro. Tudo balelas na boca das autoridades norte-americanas quando está em causa a sua própria política.

Repare-se como actuam os monstros. Por iniciativa dos EUA - e naturalmente dos seus acólitos na Europa e no Mundo -, governos e empresas estão a efectuar uma verdadeira "caça virtual" e real, com a prisão do principal responsável do Wikileaks (mas não dos grandes jornais e televisões, que, claro, são pertença das empresas, aos servidores do site Wikileaks. Como?
Pelo estrangulamento financeiro, pelas vias obscuras judiciais, pela chamada contra-informação, pela cumplicidade do sector dominante do jornalismo.

Na tentativa de silenciar o Wikileaks, –site responsável pelo vazamento de mais de 250 mil telegramas da diplomacia internacional– governos e empresas do mundo inteiro empreenderam uma verdadeira “caça virtual” aos servidores do projeto idealizado pelo jornalista e activista australiano Julian Assange. A pressão, que partiu principalmente dos EUA, também buscou o sufoco financeiro da organização.

"Cancelamos a conta do WikiLeaks porque o governo dos EUA disse que era ilegal", confirma a firma PayPal, que serve de intermediária nos pagamentos da net ao site.

Contudo, nao ficou esclarecido que tipo de legislaçao o WikiLeaks estaria na ilegalidadede.

Igualmente, as empresas Mastercard e Visa cortaram a movimentação de dinheiro para o site, através de doações.

3 - Os grandes assassinos em série saõ os políticos de topo norte-americanos e os seus servidores do jornalismo.

Jonah Goldberg, colaborador da National Review, uma grande publicação norte-americana, com larga audîência, pediu na sua coluna publicada numa rede de jornais: "Porque Assange não foi estrangulado no seu quarto de hotel anos atrás?".

A candidata à vice-presidência dos EUA e ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, e uma das líderes de um grupo de extrema-direita, o Tea Party, que se movimenta, com influência paga e influenciada por políticos e capitalistas do país, afirmou que deseja que Assange seja perseguido e trazido à justiça, argumentando: "Ele é um operacional anti-americano com sangue nas suas mãos".

4 - A preparação para o reino do Terror, até para os estrangeiros, pois Assange é australiano.

O procurador-geral norte-americano, Eric Holder, anunciou que o Departamento da Justiça e o Pentágono conduzem "uma activa investigação criminal agora em curso" quanto à mais recente fuga de documentos publicados por Assange utilizando para o efeito da Lei de Espionagem de Washington.

Inquirido sobre como os EUA podiam processar Assange, um cidadão não americano, Holder declarou: "Deixe-me ser claro. Isto não é preparação para combate" e prometeu "fechar rapidamente as lacunas na atual legislação dos EUA..."

Por outras palavras, o estatuto da espionagem está sendo escrito reescrito para atingir Assange e a curto prazo. Claro que Holder não fazia estas declarações, sem a concordância do Presidente Barack Obama, o tal democrata abraçado por todos os liberais.


5 - Forjaram tudo para atingir os fins. Desacreditar, denegrir, quem ousa por em causa a chama do Império.

Depois de divulgar o que se passa no Iraque e no Afeganistão, o site Wikileaks mostrou a verdadeira face da ocupação neocolonial e cruel daqueles países.

A táctica dos norte-americanos hoje é desacreditar o elo mais fraco. Como com uma campanha de moralidade. Julian Assange dormiu com duas suecas, que o "engataram" no país. Caiu, talvez na esparrela.

Quando começam a surgir as revelações do Wikileaks. Essas duas suecas, maduras, que levaram o homem - elas confirmam-no - para a cama, afirmando, tempos depois, que foram violadas. Prestimosamente, uma procuradora do Ministério Público manda reabrir, há dias o caso, depois de ter sido arquivado há meses por outra procuradora.

O director da Rádio Caracol, da Colómbia, descreve-as: "Anna Ardin - a acusadora oficial - nasceu em Cuba e escreve artigos contra Fidel Castro e o seu país de origem em publicações financiadas com dólares do contribuinte norte-americano, através de grupos cubano-americanos apoiados em Miami pela CIA, enquanto a sua sócia, Sofia Wilen, de 26 anos, montou a Assange conhecido um engate tipo «meias de rockeira» para o levar para a cama, para depois ser a primeira a acusá-lo de violação, aparentemente como vingança pelo facto de o responsável da Wikileaks não lhe ter *telefonado no dia seguinte*.

Versões divulgadas em vários sites assinalam que a segunda acusadora Sofia Wilen é amiga de Anna. Num vídeo, entretanto retirado da circulação, de uma conferência de imprensa de Assange dada na Suécia podem ser vistas as duas mulheres juntas.