sábado, 15 de janeiro de 2011

TUNÌSIA: SERÁ O RASTILHO QUE INCENDEIA?



O Os oligarcas mundiais podem cair num instante...





Parece que uma pequena fagulha, lançou o vento da revolta na Tunísia: o suicídio de um jovem desempregado levou ao derrube de um regime, declaradamente, pró-ocidental, alimentado e acarinhado pelos oligarcas dos Estados Unidos e da Europa.

O democrata Presidente Ben Ali, adorado pela plutocracia de Bona, Paris, Londres e Washington, incensado pelos "respeitáveis" democratas do Egipto, da Jordânia e de Marrocos e enaltecido como modelo de "moderado" muçulmano pró-ocidental pela grande imprensa do decadente mundo auto-intitulado campeão da democracia, passou, num ápice, a ditador e renegado por todos os que o elogiavam.

Simplesmente porquê? Porque foi varrido e escorraçado da Tunísia por uma vaga revolucionária popular, massiva e arrazodora, que nem se conteve com os cantos de cisne da "pacificação" dos "bonzos" dos partidos "moderados" oposicionistas que vegetavam no país.

O rastilho foi só rastilho. E isto porque o que encheu o saco foi o facto de os tunisinos não suportarem mais o preso crescente do desemprego, da corrupção sem controlo das classes dirigentes, que, em nome de crise, aumentavam sem cessar os preços.



Que fizeram? Sem medo da repressão, que matou, sairam, sem parar, às ruas nas últimas duas semanas. E levaram tudo à sua frente.

O Presidente Bem Ali, que sucedeu a Bourguiba, foi o ponta de lança da política económica neo-liberal imposta pelo sistema financeiro internacional. Aplicou, sem qualquer desplante, toda uma política de privatizações, cujos investimentos e dividendos foram parar a mãos de arrivistas e desclassificados empresários, que se constituiram em torno do clan de Ben Ali. Toda a mafia económica e financeira se incrustou no tecido económico do país, saqueou as suas riquezas, destroçou a riqueza nacional.


O que deu tudo isto? desemprego, inflacção galopante, desalento total e em seguida uma fúria racional para levar por diante toda a cálifa de sacanagem que se escondia por detrás do palácio presidencial.


Claro que não foi tudo, porque muitos são os agiotas que agora procuram retomar as rédeas que se soltaram; existe um sector da plutocracia política e da ologarquia económica que procura calvagar a vaga de protesto popular.


O presidente fugitivo, corrupto, criminoso, não foi preso, nem os democratas europeus e norte-americanos se prontificaram a indicá-lo como criminoso e julgá-lo em Tribunal Internacional. Pois. É um homem deles.


Querem é o controlo do país e reividicam "eleições livres", tal como afirmavam e juravam que eram livres as promovidas por Ali.


Os criminosos e corruptos dirigentes internacionais gostam sempre de solicitar "eleições livres" para reporem o seu poder, aquele poder que eles compram quando são eles a organizar essas mesmas eleições.


Para quando em Portugal? Estarão os velhos sindicalistas da CGTP e da UGT a preparar mais um destapar da panela para que os ventos da revolta em território nacional se fique nos "limites legais da manifestação"?





quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ALGO VAI MAL NESTE PEDAÇO DE PORTUGAL


















1 - Levantou-se um clamor altissonante em torno da morte do escrevinhador de prosas "cor-de-rosa" Carlos Castro, em Nova Iorque, onde se encontrava com um jovem arregimentado com a promessa de vir a ser modelo, tendo para o efeito de entrar no mundo sórdido do chamado negócio do estilismo nacional.

Um mundo desclassificado, orientado por arrivistas e desclassificados empresários que exploram negócios obscuros e sinistros, que nunca foram obra de investigação rigorosa, desde o fisco até à Polícia Judiciária. Um mundo onde existem indícios sórdidos de prosmicuidade entre certos sectores da alta burguesia e dos "bas-fonds" mais lamacentos, onde a própria polícia tem rabos de palha.

2 - Nos últimos dias, a Igreja Católica portuguesa colocou em marcha, com a conivência do Presidente da República, uma programada campanha de agitação em torno do funcionamento de privilégio aos colégios privados, cujos beneficiários principais são os hierarcas dessa mesma Igreja.

Aproveitando o facto de um sector expressivo da classe média, alguma de baixos rendimentos, recorrer ao ensino privado para ali colocar a estudar os seus filhos ou parentes, beneficiando de fundos públicos substanciais, em valores nominais superiores aos do sector público, os bispos portugueses incentivam, em propaganda continuada, uma parte da população a favorecer os cofres, já largamente cheios de dinheiro público, do contribuinte, para favorecer a chusma de inúteis altos dignitários religisos.

E ninguém - os políticos de esquerda - chama os bois pelos seus nomes.



3 - Há cerca de três semanas, a antiga provedora da Casa Pia Catalina Pestana escreveu no jornal O SOL que estava desapontada com a cúpula da Igreja Católica, citando em particular o seu chefe máximo o cardeal José Policarpo, por aquela se manter em silêncio sobre os gritantes casos de pedofília que enxameiam os meios eclesiásticos católicos. E isto - segundo ela - apesar de há anos, Policarpo estar na posse de nomes de criminosos que vestem a pele do sacerdócio.




Até agora as autoridades judiciais e policiais não mexerem uma pena para investigar esta denúncia. Impera o silêncio. Como impera o silêncio nos grandes meios de comunicação social portugueses. Porquê?. Apenas cumplicidades.




No principio do ano de 2010, o órgão dirigente do catolicismo português emitiu o seguinte comunicado:



"Reconhecer a verdade e auxiliar as vítimas; reforçar a prevenção e colaborar construtivamente com as autoridades" são as atitudes da Igreja católica em Portugal diante dos "possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero".

O Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifesta, em comunicado, que segue as "recomendações do Papa Bento XVI, na abordagem dos possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero".

Na nota é ainda referido que "numa próxima reunião" a Conferência Episcopal Portuguesa fará "uma reflexão sobre esta temática".

Até hoje. Porquê? Será que existem bispos envolvidos?




3 - O Presidente do Conselho de Administração do Milleniuem BCP, Santos Ferreira, ofereceu-se à Admnistração norte-americana para servir de "bufo" para atingir um país estrangeiro, neste caso o Irão, utilizando a via do seu banco.




O assunto não é um rumor: está escrito em telegrama diplomático da embaixada norte-americana, divulgada pelo Wikileaks.




Até agora, nem um puxão de orelhas levou esse senhor banqueiro, que utiliza os negócios, para ser vassalo do Império norte-americano. Claro que o governo português concorda, porque não correu com tal criatura.




A classe política portuguesa está calada e a subserviente imprensa segue-lhe o exemplo.




4 - Também no esquecimento está, desde 2005, a criminosa actuação do Banco Espírito Santo, como branquear do dinheiro do ditador chileno Pinochet.




Naquela data, uma comissão do Senado norte-americano investigou o escândalo das "contas-fantasma" de Augusto Pinochet nos Estados Unidos e descobriu que o ex-ditador chileno tinha contas no Banco Espírito Santo da Florida.



Pinochet guardou fundos em contas no estrangeiro e tinha mais de cem contas nos EUA (DR)

O escândalo das contas de Pinochet nos Estados Unidos foi revelado durante uma investigação ao Banco Riggs, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Além de 28 contas no Banco Riggs, Pinochet tinha 97 contas em outros estabelecimentos bancários nos Estados Unidos, entre os quais o Banco Espírito Santo da Florida, o Banco do Chile e o grupo Citicorp.




O relatório da comissão de investigação indica que o ex-ditador chileno recebeu transferências no montante de 3,91 milhões de dólares (2,9 milhões de euros) entre 1991 e 2000 nas contas abertas no banco português.


Que aconteceu ao BES? Nada. Absolutamente nada. Impunidade. Até quando?



sábado, 8 de janeiro de 2011

CASO CARLOS CASTRO: SERÁ ALGO MAIS QUE UM CASO SEXUAL?

1 - A trágica morte de Carlos Castro em Nova Iorque - embora seja apresentado como jornalista, eu penso que ele nunca exerceu tal carreira profissionalmeente, escrevendo, sim, peças de mexericos, que fazem parte de um conjunto de revistas sem relevante interesse social - deve servir, antes de tudo, para entrar num debate mais sério sobre o papel que certos sectores sociais utilizavam para intervir na vida política, cultural, política e até religiosa de Portugal, mas igualmente de outros países.

2 - Na realidade, ninguém se deve imiscuir na vida sexual privada de cada um, a não ser que esta seja perniciosa para a vida da comunidade. Caso exemplar da pedofília ou da exploração sexual da prostituição.

3 - A questão homossexual, para mim só estará errada, do ponto de vista pessoal, se for enquadrada no que atrás assinalei.

4 - Quer queiramos quer não, a sociedade tem de debater o papel que os homossexuais encobertos, complexados, terrivelmente sinistros, principalmente aqueles que exercem cargos elevados no poder político, económico, social e religioso, os utilizam para "marcarem" certo tipo de pressão perniciosa e até aviltante no interior da sociedade.

5 - Não sei se o "caso Carlos Castro" está neste tipo de raciocínio, mas que no meio onde ele se movimentava as pressões lobbistas são intensas para determinarem e estabelecerem formas de dominação e de controlo não só pessoal humano, mas também político e económico.


Certas pessoas surgem em determinados cargos, controlam determinadas posições, sem terem um curriculum minimamente profissional para se guindarem a tais situações. Quando se verificam as suas ligações sexuais, então compreendem-se. É contra este estado de coisas que é preciso desde já alertar.

MANUELA FERREIRA LEITE COSPE NA PRÓPRIA CARA





Quando as lacraus mordem neles próprios...


Reitara-se da notícia, transmitida, obedientemente, por todos os grandes órgãos de comunicação social, como se de um acontecimento fora do comum tivesse sucedido.



Manuela Ferreira Leite, convidada para ser a vedeta no 9.º aniversário de Rui Rio, como Presidente da Cãmara do Porto. Logo, delicadamente, apontou o dedo ao político Rio Rio, que, há nove anos, se decida, justamente, à política....Nem mais.


Citemos:

“Políticos habituaram-se a querer agradar a todos”.

"A classe política está completamente descredibilizada", afirmou Manuela Ferreira Leite, sexta-feira, no Porto, no 9º aniversário da presidência de Rui Rio na autarquia.

"Os líderes políticos habituaram-se a agradar a todos e isso gera uma falsa esperança", disse Ferreira Leite, acusando-os de terem "comportamentos enganosos".


Ferreira Leite - que foi apresentada por Rui Rio como "a pessoa que a tempo e horas avisou os portugueses para o que estava a acontecer" - elencou alguns "erros" da governação do PS.


"Privilegiar o investimento em bens não transaccionáveis foi um erro clamoroso", referiu a ex-líder do PSD. Ferreira Leite acusou ainda o Governo de "viver indefinidamente acima das possibilidades, à custa do crédito". Considerou ainda "demagógicas" as medidas de austeridade.



Como pode uma senhora, como esta, com o mínimo de honestidade, e sem atirar bosta à sua própria cara, fazer afirmações deste teor, como se estivesse fora desse "sector nogento" dos políticos do Bloco Central que governou e destruiu Portugal ao longo de décadas. Que viveu do 25 de Abril, sem nunca ter feito nada para o criar, nem para o engrandecer, a não ser a sua carreira e as suas sinecuras, que se vão sublinhar a seguir.



ACTIVIDADE POLÍTICA

DEZ. 1979 a JAN. 1981 - Chefe de Gabinete do Ministro das Finanças e do Plano.

JAN.1990 a NOV. 1991 - Secretária de Estado do Orçamento.

NOV. 1991 a DEZ. 1993 - Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento.

DEZ. 1993 a OUT. 1995 - Ministra da Educação.

1991 a 1995 / 1995 a 2000 - Deputada eleita à Assembleia da República.

1996 a 2001 - Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD.

27 SET. 2001 - Presidente do Grupo Parlamentar do PSD.

1995 a 2001 - Presidente da Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano da Assembleia da República.

2002 a 2004 – Ministra de Estado e das Finanças.

Desde 2006 - Membro do Conselho de Estado.

OUTRAS ACTIVIDADES POLÍTICAS

Membro eleito do Conselho Nacional do PSD de 1990 a 2000.

Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD em 1997.

Presidente da Mesa da Assembleia da Secção F.

Presidente da Mesa da Assembleia da Distrital de Lisboa.

Membro da Assembleia Municipal de Arganil.

Presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro

Presidente da Comissão Política Distrital do PSD-Lisboa (2000).

Presidente da Assembleia Municipal de Arganil

Presidente da Mesa do Congresso do PSD

O que fez de relevante para merecer o que até agora conseguiu. Sempre à custa do erário público.


Proveniente de uma família da classe média-alta, Manuela Ferreira Leite licenciu-se, em 1963, em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG), um dos prémios do seu curriculum de estudante foi, justamente, da sua ligação ao antigo regime: Aluno Mais Classificado na Cadeira de Política Ultramarina.


No mesmo ano, torna-se bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, para estudar os aspectos económicos da educação, vindo a frequentar um curso organizado pela OCDE na Alemanha.


Entre 1964 e 1973, continuará ao serviço da FCG, primeiro como investigadora do Centro de Economia e Finanças do Instituto Gulbenkian de Ciência, até 1972, depois como técnica do Serviço de Investimentos, até 1973.


Leccionou como assistente no ISCEF, tendo a seu cargo as disciplinas de Finanças Públicas e Economia Pública. No mesmo instituto exerceu funções no Conselho Directivo, de 1973 a 1975.

Em 1977, ingressou no Banco de Portugal - de onde deve ter uma pensão - como coordenadora do Núcleo de Finanças Públicas e Mercado de Capitais do Gabinete de Estudos do Banco de Portugal, até 1986.


Fez parte da delegação portuguesa ao Comité de Política Económica da OCDE, em 1985. Assumiu o cargo de directora-geral da Contabilidade Pública, de 1986 até 1990, e ocupou o lugar de membro do Comité do Orçamento do Conselho da Europa, entre 1987 e 1992.

Integrou ainda os órgãos de várias instituições privadas, sendo membro do Conselho Consultivo do Instituto Gulbenkian de Ciência, desde 1988, e dos Conselhos Superior e de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa.

Foi também presidente do Conselho de Administração do Instituto Superior de Línguas e Administração, de 1998 a 2002, e vogal (não executiva) do Conselho de Administração do Banco Santander Totta, entre 2006 e 2008.

EUA: ADMINISTRAÇÃO TEM DE SER JULGADA

O governo dos Estados Unidos conseguiu uma ordem de Tribunal para que a rede social Twitter disponibilize detalhes sobre pessoas envolvidas com o site WikiLeaks.

Estre os visados estão o fundador do Wikilealks, Julian Assange, Bradley Manning, o analista militar norte-americano suspeito de ter entregue informações ao Wikileaks, e uma deputada islandesa, Birgitta Jonsdottir.

Foram pedidos os usernames (senhas), endereços, histórico de conexões, números de telefone e detalhes de pagamento.

Acredita-se que o Departamento de Justiça norte-americano pode indiciar Assange por acusações de conspiração para roubar documentos com a ajuda de Manning.


Esta é a notícia internacional.


Quando é que começámos a exir que os dirigentes polítcos, económicos e miltares dos EUA sejam presos em qualquer parte do território da União Europeia por terem praticados cimes contra a Humanidades?

Ou deixamos de ser uns bota-de-elástico balofos ou atacámos, sem qualquer compromisso, essa horda de assassinos políticos que se acoita por detrás da administração norte-americana. Não podemos deixar impunes esta corja...onde predomina o de QUE pior que existe no Capital judeu.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CAVACO SILVA: O QUE ACONTECEU NO BPN/SLN?





Meditem sobre a carreira dos apoiantes!!!




Bernard Madoff, o banqueiro judeu, membro activo do lobby AIPAC, que defraudou o Estado norte-americano e milhares de depositantes, era, no seu dia a dia, um homem discreto, que se afagidava em parecer um homem honesto, amigo da caridade, benemérito de múltiplas instituições.

Tirando as distâncias e, naturalmente, os valores monetários, que possam estar em causa, o que é certo é que o actual candidato presidencial Cavaco Silva, e Chefe de Estado em exercício, procura adquirir a mesma postura.

"Eu sou um bonzinho, querem difamar-me", repete Cavaco Silva, mas nada refere como efectuou - ou participou - numa operação bolsista fora da normalidade que enquadra tais operações. Não sabemos, portanto, qual a extensão da mesma. O que sabemos é que foi accionista de uma empresa de malfeitores e recebeu dividendos.

Alguns membros da seita acompanham-no na campanha eleitoral, como Abdool Vakil, Joaquim Coimbra, Rui Machete, Alberto Figueiredo, accionistas e ex-dirigentes do SLN, grupo liderado por Oliveira Costa, e ainda Fernando Fantasia (parceiro de negócios), integram a comissão de honra da recandidatura presidencial de Cavaco Silva.


(A instituição comportava - quer nos órgãos sociais ou estrutura accionista de topo - dirigentes políticos do PSD no activo, sendo os mais emblemáticos Dias Loureiro, nomeado por Cavaco para o Conselho de Estado, e os ex-ministros Arlindo Carvalho, Daniel Sanches e Rui Machete. E clientes especiais, como Duarte Lima. Ora, Cavaco Silva, a filha e o genro Luis Montez - qual o valor investido por este ? -eram clientes do BPN e accionistas, posição que abandonou, quando o BPN começou a ser questionado e o actual Chefe de Estado, se posicionou para a corrida ao Palácio de Belém).


Os portugueses tem de saber o que se passa, neste imbróglio de agiotagem e depalidação de dinheiros. Eles circularam. Para onde? Quem interveio, realmente, em toda esta mafia de interesses e de negócios tenebrosos?


Quer queiramos, quer não, o actual Chefe de Estado e recandidato está metido no assunto. Qual a sua responsabilidade? Queremos saber.
Quem procura fugir com o rabo à seringa, é porque tem algo a esconder. (Cavaco Silva é - ou foi, para o caso pouca interessa - militante do PSD desde 1975. Não ascendeu ao cargo de Presidente do PSD, por mero acaso. Foi levado por figuras de topo do capital financeiro e empresarial para o cargo, de quem aliás se rodeou depois dos seus representantes, como Eurico de Melo, Valente de Oliveira, Álvaro Barreto, entre outros).

A negação, sem argumentos, é elucidativa. Se houver uma investigação e julgamento, poderemos falar depois.

Foi o que fez Bernard Madoff, até que a evidência não poderia ser escamoteada. Negou, negou, afirmou que estava inocente, que o queriam destruir. O julgamento ditou o que era real.


Cito a imprensa de então: "Madoff confessou-se arrependido na sessão de leitura da sentença: "Vivo num estado de tormenta por toda a dor e sofrimento que causei. Deixei um legado de vergonha. É uma coisa com a qual viverei para o resto da minha vida."

A CNN conta ainda que Madoff virou a cara para algumas das suas vítimas presentes no julgamento e, dirigindo-se a elas, disse: "dizer que estou arrependido não é suficiente. Olho para vocês. Sei que não adianta nada. Peço desculpa."

Segundo os inquéritos que levaram à condenação de Madoff, nos últimos 30 anos foram confiados a este banqueiro, antigo corrector de Wall Street (a bolsa de Nova Iorque), 13 mil milhões de dólares, provenientes de bancos, particulares ou associações de caridade, disse a agência France Presse. Madoff admitiu não ter investido um único dólar desse montante.

Estima-se que as perdas dos investidores estejam entre 50 e 65 mil milhões de dólares, tendo em conta aquilo que esperavam auferir com o investimento.


(TAL COMO NO BPN, ESSE DINHEIRO ESTÁ ALGURES...)

Bernard Madoff foi presidente do conselho de administração da Nasdaq. Acusado de fraude, perjúrio, branqueamento de capitais e roubo, Madoff foi preso em Dezembro de 2008 e esperou pela sentença longe do conforto do seu luxuoso apartamento no Upper East Side, um dos bairros mais caros de Manhattan.

Entretanto, soube-se, agora, que o património de Bernard Madoff foi recentemente avaliado em 820 milhões de dólares, sendo que grande parte deste montante corresponde à sua firma, a Bernard L. Madoff Investment Securities.



domingo, 2 de janeiro de 2011

ANO NOVO: A MENSAGEM É CONQUISTAR OUTRO PODER





Nada de novo, com mensagens balofas de homens que vivem há décadas à custa deste regime






















O actual Presidente da República, Cavaco Silva, emitiu, no primeiro dia deste ano, uma mensagem aos portugueses, que se considerou chamar de Ano Novo.

Nada teria de especial esta mensagem, se ela fosse emitida numa fase de "acalmia" da situação política, económica e social de Portugal e do Mundo, todavia o actual Chefe de Estado fez questão de divulgá-lo neste momento, que, em si, encerra duas situações dignas de registo: a

a) Está-se em plena actividade eleitoral presidencial, em que Cavaco Silva é recandidato ao cargo;

b)
Vive-se numa crise de grandes proporções - financeira, económica, política, social e ideológica, na qual o candidato é co-responsável, pois foi um dos promotores e incrementadores do modelo económico que veio a ser o responsável directo incensou e impôs através da sua acção na governação do país, durante 10 anos.

Sobre o primeiro aspecto, naturalmente, o actual Chefe de Estado utilizou o que tradicionalmente se faz. Certo. Mas, ao emitir tal mensagem, pelo impacto que tem no eleitorado e feita com a assunção do cargo, ele sabe, não é inocente, que está a fazer "campanha eleitoral", quer o diga abertamente, quer não. Não pode ser considerada ilegal, mas, temos de afirmá-lo,
não é muito ético, nem transparente.

Sobre o segundo item, ao omitir o seu papel político - no fundo ao fugir à responsabilidade de assumir a sua quota-parte, que é grande no descalabro da governação, não só como ministro e primeiro-ministro, mas como Chefe de Estado em exercício -
não demonstra grandeza, nem deixa marca de ser uma personalidade de coluna vertebral que está preocupado com o avanço da humanidade, e em particular, do povo que representa.

A sua mensagem inicia-se deste modo:

"No ano que agora terminou, Portugal foi confrontado com uma realidade que há muito se desenhava no horizonte.

A partir do 2º semestre de 2010 já ninguém pôde negar que o país atravessa uma situação de grave crise económica e financeira, a qual tem efeitos negativos no plano social.

Aquilo que para alguns era já uma evidência, para a qual na devida altura alertaram os Portugueses, foi finalmente reconhecido por todos, a começar pelos decisores políticos
".

Embora o modelo económico, que é responsável pela "grave crise económica e financeira" actual, começasse a germinar nos finais dos anos 70 do século passado, foi com a gestão executiva de Cavaco Silva - 1985 a 1995 - que ele se incrustou no país: privatização desenfreada dos meios produtivos, do sistema financeiro, desregulamentação das leis do trabalho e das actividades económicas.


O antigo PM permitiu que medrassem, como cogumelos, as mais desclassificadas, sinistras e corruptas figuras e personalidades que constituiram, na prática, "o novelo" dominante da especulação financeira, que abocanhou a bolsa, o crédito bancário, no fundo o controlo do país, que levou ao estado de quase bancarrota em que se vive, roubando, descaradamente, o tesouro nacional e destruindo o tecido produtivo que existia. São factos estão aí.

Ora, Cavaco Silva, em lugar de afirmar numa frase vazia que: "não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória", deveria assumir o seu papel: "fui eu que dei livre trânsito a agiotagem que nos governa e cujo seu representante executivo é o actual governo de José Sócrates".

Não basta emitir optimismo, nem divagar, religiosamente, em torno do regime, pois não se pode garantir nada do que Cavaco Silva sustenta:

"O regime republicano encontra-se plenamente consolidado ao fim de 100 anos de existência.

"Por outro lado, é em democracia que todos aspiramos viver e ninguém deseja o regresso aos tempos da ditadura".

O regime republicano liberal e a democracia depende, acima de tudo, da maneira como se incrementar, nos próximos anos, uma governação de bem-estar e melhoria das condições actuais do povo português.


A ditatura fascista não surge de fora da vida política, é impulsionada pelas condições económicas e, principalmente, de quem é o núcleo central do poder dominante capitalista, que pretende garantir a sua dominação, se se sentir ameaçada.

Nem sequer poderemos garantir em absoluto que a União Europeia irá continuar, bem como a sua moeda. E tal discorre do que atrás foi referido, e, neste caso, ainda mais, do papel desempenhado pelo sistema financeiro internacional dominante.

A crise actual somente poderá ser superada, servindo os interesses do povo português, em particular, e os povos europeus, em geral, se houver uma ruptura total com o actual modelo económico.


O Chefe de Estado refere, seguidamente, na sua mensagem que:


"Portugal tem hoje mais de 600 mil desempregados. O desemprego está a penalizar muito os mais jovens. A par disso, assistimos ao recrudescimento da pobreza em níveis que são intoleráveis.

É sobretudo nos tempos mais adversos que os sacrifícios têm de ser repartidos de uma forma justa por todos, sem excepções ou privilégios.

Perante as situações de pobreza e exclusão com que somos confrontados, pretender fugir aos sacrifícios é uma atitude que não se coaduna nem com os mais elementares princípios da ética republicana nem com o valor fundamental da coesão social".


Bonita tirada. Quem fomenta o desemprego? Surge do céu? Não. Da ganância do lucro fácil.


Quem está a alimentar essa ganância? Os representantes políticos, incluindo o Presidente da República, que são contra a tributação elevada dessas mais-valias, da retirada do controlo do poder económico, da sua distribuição das mãos dos agiotas, enfim do Capital, dos mercados.


Quem se reverencia perante os mercados? Quem considera que eles devem ser "tratados com consideração" quando são eles que impõem os trâmites do crédito, que reclama para eles crédito barato e creditam valores elevados ao resto da população?


São exactamente pessoas, como o actual Presidente da República.


Enquanto o Capital dominar o mundo do trabalho, não haverá possibilidade alguma de "coesão social", nem de "coesão nacional".


As dificuldades somente serão superadas se houver uma outra orientação política, uma outra estrutura política, ou outra ordem económica, em que a igualdade social seja o topo do programa político.


Não é com voluntariado, com distribuição de migalhas, com caridades religiosas que se dá a volta à situação.


Somente a desmontagem total desta máquina de Estado, que está carcomida, por incúrias permanentes destes homens que estiveram, desde o 25 de Novembro de 1975, à frente dos destinos do país,, se poderá evitar a degradação constante da situação política dos portugueses.

Tem de se acabar com a ideia que o actual regime parlamentar, é a única via que evita a ditadura truculenta do Capital.

É possível conquistar outro poder, de maior democracia dos trabalhadores, onde a sua produção seja gerida, realmente, por aqueles que labutam no dia a dia.


É essa a mensagem nova que deve ser transmitida, que deve ser tornada em programa de um novo sistema político.















A coesão social é um elemento-chave da coesão nacional. É imprescindível que estejamos unidos para enfrentar as dificuldades que atravessamos e que, repito, não irão desaparecer em 2011.

Os Portugueses deram mostras, ao longo do ano de 2010, que reconhecem o valor e a importância da coesão e da solidariedade.

O País foi afectado por intempéries naturais, na Madeira, nos Açores, no Continente.
Logo se geraram campanhas de apoio às famílias e aos cidadãos atingidos por essas situações de calamidade.

É também exemplar o modo como os Portugueses participaram nas campanhas lançadas pela sociedade civil com vista à recolha de produtos alimentares e bens de primeira necessidade.

Às instituições de solidariedade social e àqueles que se destacam no trabalho de voluntariado, em especial ao voluntariado jovem, quero, como Presidente da República, deixar uma palavra do meu maior apreço.

Um povo com tamanha generosidade dá-nos todas as razões para termos esperança e confiança.

É por tudo isto que considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza.

Estou certo de que podemos vencer.

Vivemos nesta terra há muitas centenas de anos. A nossa História teve momentos tão ou mais difíceis do que este. Durante várias décadas, perdemos até a independência, mas soubemos reconquistá-la.

Atravessámos situações financeiras muito graves e hoje, todos temos de o reconhecer, possuímos uma vida melhor do que todas as gerações que nos precederam.

Portugal é, actualmente, um país mais justo, mais desenvolvido e mais livre do que o foi ao longo de toda a sua História.

É justamente por isso, porque temos capacidade de ultrapassar as dificuldades do presente, que temos de nos unir.

Não podemos deixar para trás os que mais precisam: os jovens que buscam emprego, os desempregados de longa duração, os idosos mais carenciados, os que sofrem a pobreza e a exclusão, as crianças em risco, os deficientes, as famílias que enfrentam grandes privações.

A luta para que estes Portugueses não sejam abandonados não é monopólio de ninguém, pois constitui responsabilidade de todos.

Como tenho vindo a insistir há muito tempo, o caminho do nosso futuro tem de assentar muito claramente no aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira, no reforço da competitividade das nossas empresas e na redução do endividamento do País ao estrangeiro.

A todos os Portugueses, quer os que vivem no país, quer os que vivem no estrangeiro, desejo um ano de 2011 feito de trabalho e de paz, um ano feito de esperança.

A todos os Portugueses, desejo um Bom Ano Novo.

Boa noite.