sexta-feira, 7 de outubro de 2011

INTERVENÇÕES NORTE-AMERICANAS: O HOLOCAUSTO ACTUAL


















1 - Desde a época final da descolonização europeia na segunda metade do século passado da maior parte das ocupações imperialistas territoriais na Ásia, África, Próximo/Médio-Oriente e América Latina, assiste-se hoje a uma nova ofensiva neo-colonial capitalista, construida na base de uma violência inaudita e numa mortandade, brutal, altamente sofisticada e gerida numa base teórica em nome da democracia, que ultrapassa tudo o que, anteriormente, se conheceu em genocído praticado entre 1939 e 1945 pelos regimes capitalistas nazi-fascista hitler-mussolinianos.



Todavia, esta fase capitalista neo-colonial já nada tem a ver com a antiga situação colonial. Formalmente, os povos ocupados adquiriram a sua independência política.


Mas, o modo de produção e de acumulação capitalista incrementa os seus apetites e os seus propósitos de exploração, que é a essência da sua existência.


Como o avanço do capitalismo também caminha para o seu estertor, principalmente porque já não é a produção (nacional ou territorial) que está a ser objecto do uso equilibrado do dinheiro.


A militarização, como centro produtivo, está a ser o fim central das principais potências estatais capitalistas.


É, no fundo, um fim em si para se manter o status quo dessas potências. Está a dominar, impor-se a todos os outros sectores produtivos. Estão a criar encargos públicos, atrás de encargos públicos, a deixarem no fundo do poço todas as outras produções, principalmente, aquelas que servem as suas próprias populações.


Significa que as massas trabalhadoras, na sua produtividade, estão a ser canalizadas para manter a estrutura militar imperialista nas suas diversas vertentes: NATO, Rússia, China, Índia, Paquistão, Irão, Israel, prinicpalmente, o que está a engolir as receitas dos Estados.




Ou seja, procura actuar para se reproduzir.


Por um lado,




porque a diversificação política e geo-estratégica trouxe mais concorrência, engolfinhando-os, cada vez mais, nas despesas castrenses, ou seja, aumento da crise financeira;

por outro, e este ligado, directamente, a própria essência desse modo de produção, muitos dos novos Estados saidos das descolonizações e independências são locais previligeados de matérias-primas e de mercados em expansão, mas, acima de tudo, porque em muitos desses territórios estatais ou semi-estatais ainda subsistem formas de exploração que são trabalhadas pelos próprios donos das terras e fogem assim à voracidade da essencial cega do capitalismo, que é a expropriação proprietária do pessoal trabalhador.


Ora, essa voracidade sem precedentes do capitalismo, porque é feita com a maior violência e desfaçatez, foi "coberta" pela ideia peregrina de que, ao fazer as brutais intervenções e genocídios, as potências capitalistas imperialistas o estão a actuar em nome da "democracia", contra "a barbárie terrorista" ou o "fanatismo religioso".


Ainda se poderia colocar a hipótese que tal esforço bélico levasse a um novo avanço no incremento societário. Mas, tal não acontece.


As intervenções descaradas, manipuladas, destruidores tem no seu objectivo a luta concorrencial entre Estados emergentes, potencialmente perigosos para as potências estabelecidas, e uma luta maior sem tréguas que se está a realizar principalmente entre a velha Europa e os novos Estados Unidos.


Aquela está a consolidar a sua produção própria, a incrementar e fortalecer a sua moeda cambial, a entrar no domínio, altamente vantajoso, da alta tecnologia, e o velho tigre imperialista está submergido na maior crise da sua história: com decadência produtiva e fim da partilha do dólar como moeda de troca internacional. Embora, com uma enorme capacidade militar.




Claro que a Velha Europa tem vulnerabilidades, as mais gritantes são justamente a falta de unidade superestrutural e a não existência função produtiva das Forças Armadas únicas como arma de impor a visão da sua política.


E, principalmente, a nível político, a histação quanto a uma ruptura que terá de fazer no seio da aliança liderada pelos EUA, que a asfixia. E lhe impõe retrocessos sociais e económicos, que poderão entravar um maior desenvolvimento futuro.


As lutas políticas e sociais que estão a germinar na Europa irão, certamente, clarificar, a breve prazo, essas relações de forças. Que até podem conduzir a uma guerra de grandes proporções.



2 - A presença militar dos EUA no mundo aumentou uns 20% desde os chamados atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque.


Cerca de 300 mil soldados presentes em mais de 140 países velam pelos interesses da única superpotência castrense mundial. Mas este Exército já se tornou, em grande parte, mercenário, e, mesmo uma fatia "encoberta", mas substancial, é constituida por "batalhões" de "seguranças privados" ligados a multinacionais.


Repare-se nas principais intervenções bélicas norte-americanas desde os anos 90 e as suas consequêncis e sequências.


Comecemos, um pouco antes, pela África central. Anos do Presidente dos EUA Bill Clinton. Este faz um périplo que começa no Ruanda e acaba na Nigéria.


Vai visitar tudo o que é local de matanças e mortandandes de senhores da guerra.


Mal abandona aquele país último país, o seu aliado do Ruanda Paul Kagamé entra no território da República Democrática do Congo e provoca um dos maiores morticínios na região do Kivu, destruindo a reconstrução estatal lenta que se estava a fazer do Congo e ocupa zonas importantes do país.


O motivo: seria a democracia? Não, o controlo de matérias-primas, em particular o coltan, que segundo controladas centralmente pelo Estado congolês lhe daria uma capacidade de negociação, o que não acontece se o produto for dividido por senhores da guerra e comprado ao desbarato pelas multinacionais.




Veja-se como nesse mesmo período a Nigéria. Começou a ser dilacerada por lutas tribais.





O motivo: a democracia? Não, o controlo do petróleo. A Nigéria queria (e, certamente, quererá) diversificar as suas fontes de distribuição fora da alçada das grandes companhias petrolíferas ocidentais, nomeadamente norte-americanas.


Viremo-nos agora para o período pós 11 de Setembro, que é aquele onde mais flagrantemente se cometem as maiores barbaridaridades, que, certamente, terão se ser julgados em novo Tribunal de Nuremberga. O regime afegão era um regime bárbaro, pré-capitalista, sem capacidade de efectuar atentados com a capacidade de sofistificação que se deu em Manhatan.


Mas, não será a primeira vez que os EUA atacam o Afeganistão, ainda antes desse atentado: no dia 20 de Agosto de 1998 aviões norte-americanos despejaram centenas de bombas em uma base ou várias bases do que diziam serem grupos terroristas existentes naquele país.


Lembrem-se que outro alvo nesta altura era o Sudão, outro acusado de envolvimento. Também foi alvejado no mesmo dia.


Foi a resposta das autoridades de Washington a dois atentados com carros-bomba, ocorridos 13 dias antes, em suas embaixadas de Nairóbi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia), que eles sustentam terem sido praticadas por "terroristas".


O curioso é que pouco ou nada se sabe destes "terroristas". São lançados nomes, prendem-se algumas pessoas, mas poucas, muito poucas são verdadeiramente apresentadas.

Os ataques (de quem?) deixaram 224 mortos; 12 deles, norte-americanos. Houve cerca de 5.000 feridos.

No dia 20, a resposta dos EUA. Quantos sudaneses morreram. Muitos. Um dos alvos dos EUA foi uma fábrica acusada de produzir armas químicas. Afinal, veio a demonstar-se posteriormente que não era uma fábrica de produtos letais químicos.


Nos momentos seguintes, os EUA também atacaram sete embarcações no Mar Vermelho e no Mar da Arábia, acusadas de integrar o "esquema do terror".




Houve contestação internacional.


Os Estados Unidos ficam sem argumentos.


Dizem apenas: o ataque foi considerado "cirúrgico". E as forças norte-americanas pararam por aí.

No dia do contra-ataque, o então presidente dos EUA, Bill Clinton, diria que as "ações não foram contra o islamismo e a fé de centenas de milhões de pessoas amantes da paz em todo o mundo".

"Agimos contra fanáticos e assassinos que profanam a religião em nome da qual dizem agir", declarou Clinton.


O que estava já em causa? O controlo das rotas marítimas internacionais e o princípio do controlo do petróleo sudanês. Veja-se agora no que se passa no Sudão.

Entretanto, dá-se o assalto e a ocupação brutal, sem piedade do Afeganistão. Uma mortandande indiscritível. Poucos relatos na imprensa bem comportada.


Começa Guatanamo e toda a teia internacional de cumplicidade na tortura, nos assassinatos, e essencialmente no controlo de toda a rica região em gás do Afeganistão e, principalmente, do dos produtos opiáceos, que são agora, totalmente, geridos pelo Exército ocupante de Washington.

Mas a guerra do Afeganistão não era apenas interna. A questão também era geo-estratégica e de controlo concorrencial de matérias-primas. E que que sucede depois no Iraque vai consolidar este propósito.


Quantas centenas de milhares de vítimas no Iraque, para não dizer milhões?


O que mudou realmente nestes anos, desde 2001, em termos de democracia. NADA.


Analise-se, então agora, a distribuição das bases militares norte-americanas.


Não deixa lugar a dúvidas. Os EUA aproveitaram a cobertura da operação militar conhecida como "Liberdade Duradoura" para instalar bases no Uzbequistão (mil soldados), Tadjiquistão e Quirguistão (mais de 3 mil).

Essa presença vê-se fortalecida pelos muitos milhares de soldados e "paramilitares" (apelidados de seguranças privados) estacionados nas bases do Afeganistão.


Deste modo,os EUA pretendem assegurar uma influência decisiva e certa capacidade de controlo na zona do Mar Cáspio, a região com reservas de recursos naturais inexplorados mais rica do mundo.


Democracia? Nem pensar, nem um único passo real foi dado nesse sentido.


Desde o segundo quartel do seculo passado, Os EUA concentraram grande parte do seu arsenal militar no Médio-Oriente. A questão é a democracia?


Centremo-nos nos factos.



No Golfo Pérsico, os Estados Unidos, em conivência com as despóticas monarquias que governam a zona, mantinham no início mais de 20 mil soldados (que se elevaram apara 120 mil, às vésperas do ataque militar ao Iraque). Mais de mil entre Omã, Emirados Árabes Unidos e Catar; outros mil no Bahrain, que além disso abriga o Estado Maior da Quinta Frora da sua Marinha de Guera, e largas dezenas de milhar no Kuwait. Com o Iraque, esses valores incrementaram-se enormemente.


Mas é sem dúvida a Arábia Saudita o caso mais significativo. È o centro financeiro e espiritual do fanatismo islâmico, e o país mais retrógrado, politicamente, de toda a região.


Neste regime teocrático, tirânico, e islâmico, os EUA têm três bases militares e mais de 10 mil soldados, caças F-15 e F-16, aviões "invisíveis" F-117 e aviões de espionagem U-2 e Awacs. Se exceptuarmos a base "Príncipe Sultan", que está próxima de Riade, a capital, as duas restantes situam-se no início ou no fim dos dois gasodutos que cruzam o país.


Uma delas, a base militar de Al Khobar, está junto ao porto petrolífero de Ras Tanura.


O interesse principal dos EUA, que conduz a sua estratégia militar no Golfo Pérsico, está, como se vê ligada à rapina do petróleo.

O controlo militar de toda a zona procura-se completar-se com a base Diego Garcia.


Estas instalações militares, situadas na pequena ilha do Oceano Índico que lhe dá o nome, abrigam 4 mil soldados norte-americanos, caças e super-bombardeiros B-52.


Os habitantes, originários da ilha, ocupada por britânicos e explorada em conjunto pelos EUA e pela Grã-Bretanha a partir dos acordos confidenciais assinados em 1964 pelas duas potências, foram "transferidos" em 1971 para as ilhas Maurícias, a 1.500 quilómetros da ilha Diego Garcia.


Em grande parte, e seguundo esta estratégia está a movimentação norte-americana em torno da chamada propagagação da "democracia árabe". Embora haja um desejo de mudança entre os povos islâmicos da bacia mediterrânica, a verdadeira razão das "chamadas revoluções" estão os controlos económicos" dos países ribeirinhos, numa tentativa, por um lado, de asfixia na chegad do petróleo à Europa, por outro, à China e em menor escala à Índia.


O exemplo da Líbia é o mais evidente. Era o país mais próspero do norte de África. Foi literalmente destruido e amortalhado, para que a mão das companhais petrolíferas pudessem controlar a seu bel-prazer aquela matéria-prima.


Todavia, apesar desta situação assassina, que certamente não será esquecida para memória futura, esta força brutal militar é uma questão económica.


E ela custa dinheiro. Essa brutalidade não conta muito se não impulsionar a produção económica interna de quem a detem.


Ela está a chegar a um estado de deterioração total. Os próximos tempos irão trazer-nos novidades.




quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O QUE SÃO ESQUERDAS?

1 - O que é esquerda ou que são esquerdas?

Sinceramente, não sei. Do ponto de vista da ciência política, é uma abstracção inútil.

Direita ou esquerda de quê?

A sociedade, quer o neguem ou tentem minimizar os chamados sociólogos do poder dominante, é constituida por classes.

Em termos gerais, existem as classes dominantes e possidentes e as classes dominadas, trabalhadoras e despojados do poder económico e político.



Ou seja, a estrutura societária mundial - e nos dias actuais assim a podemos classificar - está implantada num tipo de regime onde domina, em toda a sua extensão, o poder do Capital.

Logo, no terreno da actividade económica, e subsequentemente política, porque esta é a expressão superestrutural daquela, que é a sua base, estão interesses e relações sociais opostos e divergentes, inconciliáveis.

O capitalismo somente poderá ter em confronto o anti-capitalismo. É a única divisão classista que serve de trave-mestra à própria organização societária.

2- Em épocas anteriores, coexistiram outros tipos de estruturas societárias, e, em dado momento, quando as forças produtivas adquiriram certa expressão houve até entendimentos de classes diferenciadas para destruirem as sociedades caducas por outras mais avançadas.

Todavia, nos dias de hoje, a burguesia, mesmo a que se afirma liberal, que lutou em séculos anteriores contra o feudalismo, e contou, em muitas ocasiões, com as classes laboriosas, para solidificar o seu poder, tornou-se, agora, uma classe caduca, decadente e inútil, e, é a força motriz da violência colectica das classes dominantes sobre as classes trabalhadoras.

Nos últimos 30 a 40 anos, estas classes dominantes procuraram e procuram, por todos os meios, destruir todos os direitos e regalias que foram conquistados desde os tempos da Revolução Francesa, e, posteriormente, no rescaldo da luta revolucionária da Comuna de Paris do século XIX em bandeiras que se inscreveram em Constituições e leis aprovadas em Assembleias Nacionais.

E, principalmente, toda a explosão de reivindicação social que percorreu todo o Mundo, inclusive, os Estados Unidos da América, com os movimentos, marcadamente políticos classistas, que se seguiram nas décadas imediatas à Revolução Russa de 1917, que, apesar de ter sido lançada debaixo de um programa socialista, o partido que conquistou o poder viu-se confrontado com um estado de desenvolvimento económico deficiente, e, num espaço rápido de alguns anos, obrigado ou actuando de forma consciente em confinar a sua acção de representante de todo o povo em grupo restrito, reaccionário e contra-revolucionário.

Ora, esse grupo enquistado no poder limitou e fez regredir as conquistas dos princípios da revolução soviética vitoriosa, por ficar, justamente, restrita a um só país em atraso económico e rodeado por uma grande burguesia reaccionária e pró-imperialista que dominou, na realidade, todo o Ocidente mais avançado economicamente.

Mas, a sua auréola revolucionária inicial e a falta de crítica posterior - e principalmente, a falta de humildade em admitir o óbvio - levou a uma obstrucção de uma explicação racional e baseada, nesse pressuposto, encarar à luz dos ensinamentos da ciência política progressista a verificação de qual era estado real de desenvolvimento económico, social e político em todo o Mundo de então até aos nossos dias.

Ou seja, como o capitalismo ocidental se recompôs, apesar das crises, e o capitalismo de Estado pró-soviético, nas diferentes fases, entrou em retrocesso, não caminhou no sentido da transformação socialista, enquistou ou forjou superestruturas estatais sociais contra-recolucionárias e reaccionárias.

Os slogans e projectos marxistas-leninistas, trosquistas, maoistas e foquistas, que germinaram entre os anos 20 e os dias de hoje nada tinham a ver com as ideias de Karl Marx e Frederico Engels.

E a História colocou tais formas estatais em causa, como sendo revolucionárias ou progressistas, embora haja grupos e partidos que deles se reivindiquem.

Todos os que viveram esse período se confrontaram com essa situação, mas, infelizmente, não pararam para reflectir, maduramente e sem ditames dogmáticos.

Enfim, para meditar, duvidar, estudar e debater, tal como sempre se pronunciaram Marx e Engels. Procuraram, pelo contrário, escamoterar a evidência, com muito voluntarismo e actos irracionais de fé.

3 - Um facto que parece, actualmente, evidente é que, nestes últimos 100 anos, o capitalismo sofreu uma transformação avassaladora, e que, apesar da falta de uma ideia consistente de orientação revolucionária para conduzir os movimentos políticos, toda a revolução económica se estendeu desde os anos 20 do século passado a, praticamente, todo o Mundo, inclusive o que se considerava ser "farol" socialista, como a antiga União Soviética e a China Continental.




Não haja dúvida, essa revolução, que sendo essencialmente económica, criou, todavia, uma nova burguesia financeira poderosa, desclassificada e dominante, que veio a ocupar o poder enraizado não só no "cadinho" do capitalismo puro e duro dos Estados Unidos, mas também já estendeu a sua acção e força a praticamente todo o Mundo: domínio dos poderes políticos, controlo sem disfarces de todas as instituições do Estado, manipulação desenfreada dos cargos públicos, uma sofreguidão de poder incomensurável sobre todas as as outras fracções burguesas, nomeadamente a industrial, bem como os antigos senhores das terras.




As produções dos Estados estão nas mãos de um grupo multinacional de agiotas marginais e sem qualquer noção de ética dessa alta aristocracia financeira, distorcendo toda a capacidade de colocar qualquer equilíbrio nas contas desses Estados.






Obrigando-os a entrar uma situação de miséria extrema, da qual procuram restabelecer o equílibrio, sem beliscar os seus interesses, através dos seus representantes no aparelho de Estado (Chefias de Estado, governo, parlamento, tribunais de várias instâncias, hierarquias policiais e militares), indo atacar, constatemente, os direitos e regalias das classes laboriosas e até de sectores empobrecidas da pequena burguesia, incluindo a camponesa.




Porque, quer queiramos, quer não, a gestão da coisa pública, nos termos da existência de um Estado ou grupos de Estados federados ou conferados, não pode conseguir fomentar essa administração comunitária aos desejos - e acima de tudo aos interesses - de incentivar uma produção interna própria, sem a existência de um patamar de equilíbrio entre a despesa e a receita.




Ora, para conseguir este pressuposto e visão justa da gestão estatal, sem desequilibrar as contas públicas, era necessário uma repartição igualitária dos encargos. Ter-se-á, portanto, de atingir os lucros da burguesia dominante. O que não sucede. Pelo contrário, o fosso aumenta.




Com esta disparidade, e a vivência contínua com um défice estatal, essa burguesia financeira joga, sem qualquer contemplação, na especulação e nas isenções das taxações dos seus lucros desmedidos, para prosseguir a sua sanha de maior enriquecimento, sem permitir que a produção interna ganhe alento, nem que o Estado possa elaborar uma repartição equitativa dos impostos.




Se se analisar o que se passa no Mundo - e não só na Europa - verificamos que um poder económico supra-nacional rege, através dos seus apaniguados e cúmplices políticos, a sociedade como se tratasse de uma imensa praça pública bolsista, que mexe, às vezes, com um simples rumor, com toda a riqueza nacional, regional, ou mesmo territorial em larga escala. E, esse centro financeiro agiota supranacional está localizado nos dois lados do Atlântico: em Wall Street (Nova Iorque) e na City (Londres), onde predomina um lobby poderoso e inútil do capitalismo financeiro judeu, associado, em grandes parcerias, com a própria Igreja Católica Romana.




São eles, o poder de facto, quer na Europa, quer na China, quer na Rússia, quer na Índia, quer no Brasil.



4 - A revolução económica capitalista deste último século trouxe, também, uma profunda transformação social, que aprofundou e clarificou as relações classistas, não só no Ocidente já capitalista, mas igualmente, no Oriente e América Latina, onde desapareceram, principalmente, nos últimos 40 anos, todo um conjunto de fases pré-capitalistas. Lá, nesse Ocidente, como no Oriente e no resto das Américas cresceu e fortaleceu-se uma burguesia poderosa ao lado de, também, poderosas classes trabalhadoras.



O estádio do desenvolvimento do Capital, nos dias de hoje, alcançou uma dimensão que o transformou em supermonopolista. A expropriação que esse Capital conseguiu realizar a nível planetário, e na medida que atingiu uma tal concentração de capitais, fez aumentar, exponencialmente, o número dos que vivem apenas do seu salário, com maior educação, mais preparação e mais conhecimento.




Como se podem verificar pelos dados estatísticos, está a diminuir no Mundo - é um facto evidente que hoje o regime capitalista dispersa-se por todo o território da Terra - o número de grandes poderes do Capital. Esse poder concentracionário está a asfixiar o seu próprio regime.





A socialização da economia e do trabalho e centralização dos recursos económicos e, essencialmente, materiais em torno de uma élite cada vez mais pequena, mais poderosa e sem poder de resolver a quadratura do círculo que os envolve, dá sintomas evidentes - e a presente crise é disso exemplar - de que se pode estilhaçar.





Existe, pois, a perspectiva e até a possibilidade de uma explosão violenta.




Todavia, neste mundo capitalista agonizante existe uma dispersão enorme, uma insuficiência tremeda de definir os objectivos finais no campo das classes trabalhadoras para alcançar, pela luta política, a subversão do regime. Falta, realmente, uma visão de conjunto de repor os projectos e as próprias aspirações dessas classes trabalhadoras num caminho de uma teoria que congregue e dê novo ânimo aos desânimos anteriores.


Não podemos afirmar, porque é errado, que estamos a partir do zero para uma nova ruptura societária. Pelo contrário, multiplicam-se as lutas económicas e as lutas políticas em todo as partes do mundo: desde a Europa até aos Estados Unidos, passando pela Índia ou China.




O periodo de certa acalmia, que serviu o incremento fugaz e voraz do capitalismo, desde os finais da II Grande Guerra até aos anos 90 do século passado, desapareceu.




Em certa medida, apesar da dispersão, das dúvidas, das incertezas, a ideia de mudança capitalista ganhou força e adeptos no interior das sociedades e, de maneira evidente, nos próprios parlamentos e outras instituições.





Estamos, pois, a dar passos, a reaprender o caminho para forjar os novos objectivos finais da luta, que será longa e entremeada com avanços e recuos.





O capitalismo está plenamente consciente desta realidade e procura fomentar as divisões entre povos e classes trabalhadoras de cada país, evitar as discussões em torno do futuro real da sociedade.





Inclusive, em todo o Mundo, neste momento, está a forjar uma aumento paulatino, mas constante de medidas repressores e restritivas do trabalho revolucionário, a propósito de inventonas terroristas, que ele própria engendra e manipula, através dos grandes meios de comunicação que domina rigidamente.





Ou seja, vamos ser confrontados com uma fase, mais ou menos dilatada, de confrontos, lutas sindicais e políticas, movimentos de rua. Ora será necessário, com a agitação conseguida nas instituições legais, dar sangue novo, avançar para novas conquistas democráticas, para consguir os objectivos finais. Poderá ser um trabalho lento, ou não.

Mas o campo de actividade política não é apenas submergido pela acção legal, é um local de acção de luta, um local de preparação para uma ruptura.



Vai colocar-se cada vez mais o que é ser revolucionário, o que se deve defender em todo o mundo, independente das fronteiras e precisar os interesses próprios específicos das classes laboriosas.


A ruptura na actual sociedade capitalista assumirá a forma de revolução.



E, para a conseguir, com resultados que sirvam os interesses próprios de quem vive do seu salário, a questão que coloca é a questão do poder e como se alcança.


Ora, o debate, em termos políticos, terá de ser chamado, com acuidade, para o terrenos da teoria política, aliada à prática.


É necessário, portanto, um programa que sirva a ruptura no estado actual do avanço societário.


O que pressupõe, por um lado, a busca da unidade (nacional e internacional), mas a crítica para formar uma organização única especificamente revolucionária.


O que coloca na ordem do dia a existência de um partido que defenda, com um programa novo, renovado, os interesses das classes trabalhadoras, interesses comuns dos assalariados, independentes da nacionalidade.



Existem vários partidos e grupos que se afirmam defensores dessas classes, que se dizem anticapitalistas, alguns com fortes representações parlamentares, sindicais e até sociais. Mas, é necessário clarificar o que é revolucionário, e o que se pretende para o novo poder.


Se se pretende dar um salto político numa fase incipiente do avanço para um único partido, será essencial lançar a ideia de um acordo comum, em torno de um projecto táctico, para alargar o campo da intervenção política. Duas organizações (ou mais) a afirmarem a mesma coisa só traz confusão e desilusão. Até retrocesso.


Todavia, é necessário reflectir sobre a importância para a luta política que se avizinha de uma única organização que sirva, com um programa claro, os interesses próprios das classes trabalhadoras, programa esse e a acção correspondente tenham o objectivo de fazer compreender a necessidade dos fins que perseguem.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

EURO: A GRANDE CRISE ESTÁ NOS ESTADOS UNIDOS






1 - Os chamados economistas de topo da nossa praça - e esta nossa praça engloba a vassalagem ocidental aos ditames do capital financeiro judeu-norte-americano - centram e concentram os seus aprumados e independentes comentários e previsões na União Europeia.

E os comentários mais afiados e permanentes surgem, com frequência, de responsáveis económicos e políticos dos dois lados do Atlântico e dos grandes meios de comunicação social dos Estados Unidos e do Reino Unido, ampliando a ressonância nos meios de informação europeus ligados a capitalistas e especuladores financeiros do velho continente, com profundas ligações ao capital especulativo financeiro localizado, ora em Wall Street, ora na City.

Estranho, não é?.

Só aparentemente.

Faz parte de uma velhissima regra de maipulação em larga escala: quando estamos na mó de baixo, o melhor é pôr no centro da discussão no que se passa no quintal do meu vizinho, que até pode ser o meu amigo ou aliado.

Vamos à realidade. E eu só comecei a entrar nela, quando li os relatos, meio escondidos, dos meios especializados do Reino Unido e dos Estados Unidos da América.

2- Em 2009, os grandes jornais económicos da Grã-Bretanha referiam que o Reino Unido estava, pela primeira vez, desde 1991, em recessão, com uma "desacelaração" acentuada da economia "nos dois últimos trimestres de 2008".

Não era, por acaso, que naquele país, alguns dos principais bancos estavam na falência e alguns para sobreviveram sofreram um "injecção" monumental e vergonhosa de dinheiro público. Na realidade, uma nacionalização encoberta.

Citam-se os principais: Barings Bank (que faliu antes), Northen Rock (então dos mais poderosos do Imério britânico), HSBC (Hong Kong and Shangai Banking Corporate), o maior da Europa, Royal Bank of Scotland (segundo do RU e quinto do Mundo. Só para comparar números - teve um prejuízo que ultrapassou, na altura, os 37 mil milhões de dólares. Somente o maior do Reino Unido).

Hoje, os próprios jornais ingleses reconhecem que o Reino Unido não conseguiu, desde 2008, sair da recessão.

A produção industrial - referências oficiais de Agosto de 2011 - registou este ano a maior queda dos últimos dois anos.

A dívida pública do RU, em Dezembro de 2010, ultrapassava os 920 mil milhões de libras.

Presentemente, a dívida do Reino Unido - Estado, empresa e particulares - ultrapassou os limites a partir dos quais deixa de ajudar a economia e passa a ser prejudicial à actividade económica. Esta é a constatação do Bank for International Settlements (BIS),

De acordo com o jornal Daily Telegraph, em 2010, o Reino Unido tinha uma dívida pública de 89% do PIB, uma dívida empresarial de 126% e 106% nas famílias.



Este jornal refere, mesmo, que o centro do antigo Inpério britânico é o país mais endividado do Mundo.

Em 2009, a dívida pública, que já era elevada, situava-se nos 842,9 mil milhões de libras: 57,2 do PIB.

Analistas dizem que o encolhimento da economia britânica foi pior que o esperado com queda forte no sector de serviços e produção.

Por seu turno, os dados e os movimentos cambiais assinalam que a recessão está a provocar a quebra da libra esterlina, que se aproxima, actualmente, em paridade, ao euro.

2 - Viremo-nos agora para o novo Continente, precisamente para os Estados Unidos da América, o território celestial do capitalismo especulativo.

Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - 14,3 biliões de dólares trilhões no último dia 16 de maio.


Nesta data, a Secretaria do Tesouro utilizou artimanhas de ajustamentos contabilisticos, lançando, ao mesmo tempo, uma perspectiva de receitas fiscais mais altas que o previsto, para conseguir realizar as suas operações financeiras e comerciais dentro de uma normalidade escondida.

A Administração norte-americana de Obama (o executivo do país), por esta altura, perdeu um tempo precioso e desgastante para conseguir que os parlamentares aprovassem uma elevação do tecto da dívida, para evitar de imediato a insolvência.

O acordo, remendado, foi efectuado já muito perto do final do prazo estabelecido (2 de Agosto) para evitar uma moratória, mas prevê um corte de gastos na ordem de 2,4 biliões de dólares . Apesar da cosmética, uma das agências de rating do país , a Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.

Tudo isto foi apenas uma jogatana.

Terá de ser contabilizado no próximo Orçamento Federal, em Outubro ou Novembro.

A recessão prossegue. A produção económica do país estagnou, retrocedeu mesmo, e irá continuar. Basta ver as previsões internas do seus sistema de controlo.

O Presidente da A.Gary Shilling, Gary Shilling, afirmou, com toda a convicção, à CNBC, na semana que findou, que o seu país irá entrar em recessão em 2012.


Opinião sustentada pelo académico Roubini, economista das previsões catastróficas para a Europa, mas que agora já admite que a economia norte-americana está em piores condições. Ele também admite a possibilidade de recessão no próximo ano.

E os dados são realmente alarmantes: a concentração de stocks decresceu 1,5 por cento no ano passado.


Os níveis de desemprego, que em Outubro de 2008, se situaram nos 6,5% - o "nivel mais alto desde 1994", segundo a imprensa especializada do país - está actualmente em valores superiores a 9,10 % e a inflacção está a atingir valores de 3,76%.

Recentemente, o FMI, que está nas mãos dos capitais financeiros judaicos-norte-americanos, alertou que os duros cortes no Orçamento dos Estados Unidos podem enfraquecer ainda mais o avanço econômico do país, e sublinhou que o Federal Reserve (FED, banco central americano) precisa estar pronto para afrouxar ainda mais a política monetária so país.

O FMI agora admite um crescimento dos Estados Unidos de 1,5% para este ano ano e de 1,8% em 2012. As previsões eram de de 2,5% e 2,7% em Junho, respectivamente, quando se procurava centrar apenas as atenções na União Europeia.

E a própria actividade financeira não está em recuperação.

Se verificarmos dados das entidades reguladoras do sector, verificamos que, recentemente, fecharam três bancos de relativas dimensões localizados nos Estados da Flórida, Geórgia e Illinois, o que eleva para 68, o número de empresas bancárias que declararam em falência este ano.

Por seu turno, o Departamento Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês) interveio recentemente no Lydian Private Bank, com sede em Palm Beach, Flórida, que segundo a própria empresa teria 1,7 mil milhões em activos e 1,24 mil milhões em depósitos.

Também foram fechadas outros dois bancos considerados de menor importância, mas mesmo assim movimentando centenas de milhões de dólares: o First Southern National Bank, de Statesboro (Geórgia), com 164,6 milhões em activos e 159,7 milhões em depósitos, e o First Choice Bank, em Geneva, (Illinois), que possuía 141 milhões em activos e 137,2 milhões em depósitos.

Entretanto, o Bank of America vai despedir este ano 3.500 funcionários num plano de reestruturação, considerado "agressivo" pela imprensa, que pode acabar no futuro com quase dez mil postos de trabalho, o “The Wall Street Journal”.

Os cortes atingem todas as áreas do Bank of America, o maior dos Estados Unidos em activos.

Um outro aspecto que terá de ser contabilizado e, certamente irá ter repercussões na economia das principais potências, em particular os EUA e o Reino Unido, porque é pelos seus centros financeiros que circulam essencialmente são os chamados "activos fantasmas". Os seus valores poderão andar pelos 15 milhões de milhões, e entidades como o GEAB admitem que 10 milhões de milhões ja se esfumaram. Coloca mesmo a hipótese de o restante desaparecer nestes meses que restan até ao fim do ano.

Se tal acontecer será uma bomba, porque alguém os terá de pagar.



3- Daí, o centrar dos ataques na União Europeia e o esforço tremendo de a dinamitar, antes que a crise exterior à própria UE, possa destruir os Estados Unidos.


A Europa, quer queiramos, quer não, é neste momento o centro do que de moderno e novo pode trazer para a nossa vida societária.


Desde a produção económica integrada que já se conseguiu nessa União, até ao poder cambial e financeiro da sua moeda, passando pela própria produção no interior desse novo espaço que se quer político actuante para fazer frente à avalanche que vem aí.


Não é o dólar, decadente.

Os pensadores do progresso da União Europeia têm aqui a capacidade de produzir novos tipos de sociedade.


Se as classes trabalhadoras tiverem a ousadia de empurrar o actual poder estabelecido na União Europeia para forçar os capitalistas a pagar a crise, certamente haverá novidades nos próximos meses.


Porque a chama da ruptura social, de uma nova maneira de encarar o mundo, está em ebulição nos debates que se estão a forjar em toda essa União.


Os anticapitalistas de cada país devem actuar em projectos de acção comum em todo esse espaço e obrigar o poder do Capital a ceder em reivindicações subversivas.




domingo, 18 de setembro de 2011

O GOVERNO AUMENTA O MAI, PARA GARANTIR O FUTURO




O Ministério da Administração Interna (MAI) de Portugal vai receber mais dinheiro em 2012. Na prática é o único departamento governamental em que tal acontecerá.

Segundo a imprensa local, que não questiona tal facto, o MAI, que tutela a PSP, GNR, SEF, e o dispositivo de protecção civil, é o único organismo do Governo que não sofrerá cortes no orçamento de Estado para 2012. Ao invés, deverá receber mais dinheiro.

A notícia foi avançada, na última edição do jornal ‘Expresso’, que explicou que o MAI ia passar dos 1,4 mil milhões de euros, que recebeu em 2011, para os 1,8 mil milhões, em 2012.

Os jornais nada referem sobre o assunto, mas as chamadas Forças Policiais de Segurança atingem, na actualidade uma efectividade que rondam os 50 mil homens. Muito mais que as próprias Forças Armadas.

Na sua génese, as forças de segurança (políciais e secretas) foram constituidas pelo poder de Estado para garantir, no geral, a lei, a ordem e a segurança pública do Estado.

Como estão na dependência dos poderes executivos, defendem, na prática, a ordem em que assente o regime dominado pelos executivos.



Ou seja, formalmente, são neutras. Na realidade, são classistas. Estão ao serviço da defesa do regime estabelecido.

Ora, o regime actual português - e todos os regimeS assentes na velha ordem capitalista - estão numa encruzilhada. Paira no ar uma ameaça de desmoronamento, possivelmente, acelerado pela movimentação popular.

Daí a necessidade de assegurar a "lealdade" de um corpo paramilitar que lhe possa garantir a sobrevivência.


Nada melhor, pois, de que ceder as reivindicações dos jovens soldados das forças de segurança, garantido-lhe melhores salários e enquadrar essas forças com armamento mais sofisticado e moderno.


Os tumultos podem estar aí, e para os conter os senhores do poder já não falam em austeridade.

Como uma achega terminal:


É preciso juntar a estas forças de segurança oficiais os muitos milhares da segurança privada.


Esta tem igualmente uma missão de defender o regime, através da defesa do património privado dos grandes senhores capitalistas.

Os dados são retirados da imprensa internacional. Num estudo divulgado, este ano, pelo Instituto de Estudos Internacionais e de Desenvolvimento, em Genebra, o sector de segurança privada já emprega, em todo o mundo, cerca de 20 milhões de pessoas

A segurança privada continua sendo uma das indústrias mais promissoras do mundo apesar da crise económica global, empregando cerca de 20 milhões de pessoas, quase o dobro das forças policiais oficiais.

O estudo, chama-se "Relatório de Armas Ligeiras 2011" publicado, no principio do mês, em Genebra.

Uma das referências que assinala é a forte expansão que o scetor experimentou, nas últimas duas décadas, em todo o planeta.

O responsável pelo estudo, Robert Muggah, afirma que "o principal factor do crescimento parece estar ligado à privatização por parte dos governos de muitas funções relacionadas à segurança".

Muggah sublinhou, mesmo, que, na maioria dos países, os empregados das empresas privadas de segurança utilizam já as armas de fogo.

O estudo, elaborado a partir dos dados de 70 países, mostra que a segurança privada dispõe em conjunto já quatro milhões de armas de fogo.

"É inquestionável que está ocorrendo uma privatização generalizada da segurança", sustenta Muggah.

Para este responsável, a expansão da indústria não ajudou na melhoria dos mecanismos de acompanhamento e transparência.

"Apesar da evidência que algumas companhias de segurança privada compraram armas ilegalmente, que perderam armas por roubos ou que utilizam com pouca segurana os seus arsenais, não existe um sistema de informação sobre estes comportamentos", admite.

Apesar de alguns países proibirem os seguranças privados de usarem armas, em determinados locais, no entanto e particularmente em zonas de conflito, esses agentes dispõem em média de três armas.

O relatório assinala, todavia, que há "uma distinção progressivamente confusa entre as forças de segurança privadas e as públicas" e que as multinacionais que encontraram um importante nicho de mercado não estão sujeitas a mecanismos confiáveis de controlo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AMÉRICO AMORIM, UM RETRATO PERFEITO DE CAPITALISTA




O empresário Américo Amorim tem uma fortuna pessoal avaliada em €2,6 mil milhões.

Amorim, a personalidade capitalista portuguesa, que, segundo a revista do também capitalista Pinto Balsemão de nome Exame, é o cabeça dos 25 homens - em nome individual - mais ricos de Portugal, não se deixa impressionar pela pressão para o taxar mesmo em valores minórquicos, para inglês ver, para justificar, perante a chamada opinião pública, que os donos do Capital também lutam contra a crise.

"Não me considero rico. Sou trabalhador", declarou o líder da Corticeira Amorim ao "Jornal de Negócios".

O património do empresário inclui, entre outras, participações na Corticeira Amorim, Amorim Investimentos e Participações, Galp Energia, Nova Cimangola, Banco BIC Portugal e BIC Angola, Banco Carregosa e Banco Popular.

Claro que as vozes do dono da comunicação social fazem logo comparações com o especulador e vigarista norte-americano Warren Buffet, que, banhado em lágrimas de crocodilo, apelou aos políticos para deixarem de "mimar" os milionários com isenções fiscais.

Como se a gênese do capitalismo não estivesse no mecanismo do crescimento constante do Capital.

Claro que a resposta de Amorim é um acto de arrogância, pois ele tem perfeita noção que são os seus representantes directos que dominam as instituições de Estado e não agiriam para impor um imposto real, progressivo e actuante sobre os verdadeiros rendimentos encobertos dos capitalistas, de modo que eles contribuissem, sem subterfugios, para estabilizar, em pouco tempo e sem recorrer a impostos constantes sobre as classe assalariados, as despesas públicas.

Do mesmo modo que essa aplicação deveria ocorrer em toda a Europa. Ou seja fiscalizar, sem dó nem piedade, as contabilidades das explorações capitalistas.

Ora, tais medidas, somente terão eficácia se as forças anti-capitalistas colocarem tais pretensões num programa de cariz acentuadamente anti-capitalista e ganharem força de massas e de ganhos eleitorais no interior das sociedades europeias.

Ao responder, como o fez, Amorim pensa que é o senhor do Mundo e não tem a noção que, como capitalista, por muito dinheiro que ganhe, é um ser transitório, que hoje existe, porque o sistema o mantem, mas amanhã passa a mero personalidade sem qualquer valor, se houver uma mudança de regime.

Se o jornal, no seu imediatismo, lhe permite discorrer sobre a sua pretensa condição de trabalhador, e, como tal, na evolução societária, que necessariamente vai acontecer, mais década, menos década, ele não tem qualquer valor, nem simbólico para ficar no rodapé de qualquer livro que remeta o seu passado.

Os Amorins agem, como capitalistas que são, com a sua determinação, vontade e consciência. Não mudam, porque alguém lhe sopra para mudar. Eles vivem para fazer crescer sempre o capital, porque essa é a essência da evolução da produção que eles gerem. Se deixarem de actuar desse modo deixam de ser capitalistas.


E eles não saem da cena histórica com pretensões caridosas, mas sim com mudança e rupturas do seu sistema.


Não fiquemos com ilusões de que se podem tornar bonzinhos. Isso são contos de fadas.



































domingo, 11 de setembro de 2011

O DIREITO À REVOLUÇÃO




1 - O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, lançou, na semana pasada, um aviso ao povo português, que centrou naqueles que desejam uma mudança do actual estado de coisas no país, um "aviso"contra "àqueles que pensam que podem incendiar as ruas" e trazer "o tumulto" para o país.



Este aviso-ameaça foi até mais longe: o governo não irá permitir que tal aconteça e actuar, "quando necessário".



Esta ameaça é, ao mesmo tempo, um sinal de guerra e um lamento de medo, de que haja movimentação popular que ponha em causa o actual regime e o sistema capitalista.



Esta alerta e lamento do chefe do governo, representante directo e incisivo do sector mais rapace e sem classificação do capital financeiro, precisamente, o seu núcleo principal e especulativo, que domina, quase, sem entraves, desde meados dos anos 80, os destinos da governação do país, desde a feitura das leis até ao dominío sem freio da bolsa, do branqueamento de capitais, da traficância de droga, das explorações mais desenvergonhadas do tráfico de influências. Sector esse que abarca todas as esferas da sociedade e da economia, desde a saúde privada até à alta finança que engorda à cusra do defices de Estado e da especulação sem nexo, é a ponta do icebergue de algo que está em movimento para forçar o autoritarismo e a repressão em política.



O Estado português está a beira da bancarrota, provocada, precisamente, por essa fracção do capitalismo financeiro, que apenas tem procurado o seu enriquecimento pessoal e colectivo, à custa do roubo mais descarado da receita estatal que é proporcionada por quem trabalha, as classes assalariadas.



Ora, eles provocaram a crise e sabem que, mais cedo ou mais tarde, irão receber uma resposta, justamente, porque não desejam, nem querem restabelecer um equilíbrio sem atingir os interesses do sector dominante que representam e que por eles foram escolhidos para governar o país, se possível pelo medo e pelo obscuratismo.




2 - Ora, eles sabem que o direito de manifestação, de protesto, a liberdade de informação foram formas práticas de actuação das massas laboriosas conquistadas em nome de uma Revolução, a francesa, que já tem mais de 200 anos.



Eles sabem que essas mesmas massas, ao longo dos anos, souberam abrir caminho para utilizar o que a própria burguesia colocou, naquela altura, como reivindicação universal, para os reverter a seu favor. As massas populares utilizam os pleitos eleitorais, as conquistas das liberdades individuais para forjar formas de organização e de acção popular que podem levar em frente a sua luta de transformação da sociedade.



Hoje, chegou-se a uma encruzilhada.



Há uma imenso campo de batalha, - na só em Portugal, mas em todo o Mundo, onde estão frente a frente forças enormes de massas trabalhadoras, que ainda não têm a noção exacta da sua força.



E, infelizmente, ao longo destes dois séculos, sofreram numerosas derrotas nas revoluções que empreenderam. Querem crescer, sentem que o seu "exército" ainda não está preparado. Até porque o programa que lhe serviu no passado para avançar no seu desejo está ultrapassado, nem está refeito, nem existe capacidade, neste momento, de aglutinar um projecto de ruptura revolucionária.



É a tarefa principal que essas massas trabalhadoras precisa de engendrar, de enquadrar, de debater, de definir.



O capital vai tentar provocar a desorganização do mínimo que se avançou nos últimos 10 anos. Inconsequentes, sem perspectivas claras de projecto, existem, todavia, na sociedade portuguesa vozes e pessoas que pretendem uma viragem social, mas hesitam, ficam a meio nas propostas de impôr um programa de ruptura revolucionária.



Pelo menos cerca de 20 por cento dos votantes no sistema parlamentar português apostam nessa concepção, mas não vêem a materialização teórica e prática de um programa que os oriente no marasmo das forças burguesas sociais democratas.



O aprofundamento da crise vai, todavia, trazer para a rua a via do protesto, do conflito, possivelmente, até, do enfrentamento duro violento classista.



Poderá pôr-se mesmo fases de duros combates revolucionários, que sofrerão o choque da repressão.



Se tal acontecer, os movimentos mais avançados não podem colocar de lado o afastamento do direito à Revolução.



É um direito, ela é uma realidade histórica que assenta na própria formação do regime republicano português, e, nos tempos, nas recentes, com o 25 de Abril, no próprio assentamento inicial do actual regime, que degenerou, posteriormente. Todos os direitos históricos subversivos sociais e políticos de Portugal - e da própria Europa - estão na própria génese da sociedade.



Não se pode ficar nas encolhas da ameaças do autoritarismo. Naturalmente, tem de se ser cauteloso, medir o estado das forças em presença.



Não foram, todavia,as classes trabalhadoras que provocaram a crise actual, e o empobrecimento que a mesma está a gerar.



A legitimidade do protesto, da reconquista dos direitos, faz parte de um legado que longas batalhas, em que participaram, há 30 anos, os próprios arautos de agora da ordem e da anti-subversão.



A História caminha a favor das mudanças, da subversão. Esta é a realidade. Os tempos próximos irão dizê-lo, com maior ou menor rapidez.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ELES INSTALAM-SE PELA CALADA DA NOITE

Eles reproduzem-se....








1 - O director financeiro da Parque Expo, John Antunes, vai assumir a presidência da empresa cuja extinção foi anunciada em Agosto, revelou a ministra "dilecta" de Paulo Portas, o líder do CDS, de seu nome Assunção Cristas.

Claro que ao fazer o anúncio, a rapariga governante esqueceu-se de referir que John Antunes, foi o presidente da sua Comissão de Honra na lista partidária que encabeçou por Leiria.

«O Governo procurou encontrar uma solução de alguém que conhecesse bem a Parque Expo, estivesse por dentro dos constrangimentos financeiros e não precisasse de ir aprender, porque o tempo urge», afirmou a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.


E, assim, engordou o Estado, pasando-o de mero director financeiro a endinheirado Presidente de uma empresa, que ela sustentou ser um "cancro".


Claro, mas é um maná para os seus boys.

Não conhemos muitas das "envergonhadas" e gostosas nomeações que o governo do PSD e CDS está a efectuar0 para o sector empresarial do Estado, que eles denunciavam, há meia dúzia de meses, que era "gordo" e precisava de emagrecer em três tempos...quando não estavam a comer à mesa do Orçamento

Ora, do que conhecemos, em três tempos, aí está a engorda dos apaniguados e sôfregos "boys", que lambem os beiços com a sua entrada no roubo dos contribuintes.

Conhecemos os homens provenientes do PSD/CDS, e bloco central que enxameiam a Caixa Geral dos Depósitos, que o governo quer privatizar para satisfazer os grupos capitalistas a que pertencem: Nogueira Leite, Faria de Oliveira e Nuno Fernandez Tomás, entre outros.

Citamos, para que não esqueça, o que está inserto no Portal do Governo relativo apenas - e só apenas - à CGD, e isto mensalmente:

Presidente 19.258,88€
Chairman 16.370,24€
Vice-presidente 13.481,60€
Vice-presidente 13.481,60€
Vogal 1 13.481,60€
Vogal 2 13.481,60€
Vogal 3 13.481,60€
Vogal 4 13.481,60€
Conselho Fiscal Não executivos/Comissão de auditoria
Presidente 3.851,78€
Vogal 2.888,83€
Vogal 2.888,83€

(Claro falta conhecer os subsídios de representação, os cartões e os carros)

Poderemos alongarmos nas nomeações, todas elas políticas e de "confiança" que enxameiam os gabinetes ministeriais e dos secretários de Estado. Não o fazemos exaustivamente, mas referenciamos alguns.

Inserimos este alerta aparecido no Portal do Governo. Preparam o assalto....


"Nomeações
Os despachos de nomeação e designação para os gabinetes encontram-se, em alguns casos, ainda em fase de elaboração, após o que serão publicados em Diário da República, constituindo-se nesse momento como título jurídico bastante para todos os efeitos. Os vencimentos são apresentados em valor bruto mensal".




Gabinete do Primeiro-Ministro

Chefe do Gabinete - Francisco Ribeiro de Menezes
Assessor - Carlos Chaves
Assessor - Pedro Almeida
Assessor - Paulo Pinheiro
Assessor - Rudolfo Rebelo
Assessor - Luís Monteiro
Assessor - Rui Baptista
Assessora - Mafalda Pereira
Assessor - Miguel Morgado
Assessor - Carlos Sá Carneiro
Assessora - Marta Sousa
Adjunta - Teresa Duarte
Adjunto - Bruno Maçaes
Adjunta - Mafalda Martins
Adjunto - Carlos Pires
Adjunto - João Montenegro
Secretariado - Helena Alves
Secretariado - Inês Araújo
Secretariado - Ana Oliveira
Secretariado - Fátima Samouqueiro
Secretariado - Maria Gonçalves
Secretariado - Madalena Raposo
Secretariado - Margarida Ferro
Secretariado - Conceição Pinto
Secretariado - Helena Belmar
Motorista - António Figueira
Motorista - Jorge Morais
Motorista - Paulo Barra
Motorista - António Meireles
Motorista - Arnaldo Ferreira
Motorista - António Pereira
Motorista - Horácio Fernandes
Motorista - Jorge Cunha
Motorista - Manuel Martinho
Motorista - Nuno Cardoso
Motorista - Vitor Ferreira






Gabinete do Ministro das Finanças


Chefe do Gabinete - Pedro Machado
Adjunta - Isabel Gameiro
Adjunta - Carla Fonseca
Adjunta - Raquel Pereira
Adjunta - Vera Spratley
Adjunto - Carlos Almeida
Assessora de Imprensa - Ana Pires
Assessora de Imprensa - Paula Cordeiro
Secretariado - Rosário Oliveira
Secretariado - Isabel Costa
Secretariado - Luísa Fernandes
Secretariado - Manuela Costa

Secretário de Estado do Orçamento

Chefe do Gabinete - Margareth Ferraz
Adjunta - Carla Libânio
Adjunto - Vítor Alves
Assessor - Daniel Rodrigues
Colaboradora - Marta Abreu
Secretariado - Mariana Albergaria
Secretariado - Beatriz Cracel

Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças

Chefe do Gabinete - Maria Luísa Pacheco
Adjunto - Paulo Lopes
Adjunta - Ana Mateus
Secretariado - Ana Moura
Secretariado - Ana Pereira

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Chefe do Gabinete - Rodrigo Guimarães
Adjunto - José Fernandes
Assessor - Bruno Escada
Assessor - Filipe Abreu
Assessor - Carlos Costa
Colaborador - Jesuíno Martins

Secretário de Estado da Administração Pública

Chefe do Gabinete - Joana Ramos
Adjunto - Adérito Tostão
Adjunta - Madalena Travisco
Adjunto - Nelson Gomes
Colaborador - Nuno André
Secretariado - Ana Guerreiro
Secretariado - Rita Pires



Ministério dos Negócios Estrangeiros

Gabinete do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros


Chefe do Gabinete João Teotónio Pereira - 51 anos 3.192,62€, 699,91€


Adjuntos / Assessores

Marcelo Mathias - Diplomata - 40 anos 2.595,21€, 474,12€
Paulo Teles da Gama - Diplomata - 39 anos 2.595,21€, 474,12€
Filipa Andrade - Jurista - 44 anos 2.595,21€, 474,12€
Miguel Guedes - Assessor imprensa - 40 anos 2.595,21€, 474,12€
Thais Dantas - Protocolo - 26 anos 1.882,76€
Diogo Henriques - Adjunto - 35 anos 2.595,21€, 474,12€
Ana Passos Gouveia - Assessora - 44 anos 2.595,21€
Secretárias Pessoais
Ana Charters - 60 anos 1.882,76€
Maria João Vidal - 62 anos 2.028,52€
Graça Sotto Mayor - 63 anos 1.882,76€ 0,00€
Motoristas
Arlindo José Barroso 563,15€
Fernando Manuel Vicente 878,36€

Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus

Chefe do Gabinete

Francisco Duarte Lopes - 47 anos 3,192,62€, 699,91€
Adjuntos / Assessores

Maria Rita Brito - 47 anos 2,595,21€ 474,12€
Patricia Picarilho - Jurista - 46 anos 2 595,21€ 474,12€
Secretárias Pessoais
Antónia Pinheiro Verde - 44 anos 1,882,76€
Maria Luísa Tavares - 60 anos 1,882,76€
Assessoria Técnica
Margarida Sirgado - contabilidade - 56 anos 1,882,76 €

Motoristas

João Miguel Rodrigues - 31 anos 583,58€
Luís Silva - 44 anos 530,02€

Gabinete do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação

Chefe do Gabinete João Martins de Carvalho - 31 anos 3.192,62€ 699,91€
Adjuntos / Assessores

Miguel Trindade Rocha - 38 anos 2.595,21€ 474,12€
Gonçalo Marques - 33 anos 2.927,99€ 0,00€
Patricia Lisa - 36 anos 2.927,99€ 0,00€
Filipe Fernandes - 28 anos 2.633,82€ 0,00€
Marco Teixeira - 31 anos 2.633,82€ 0,00€
Secretárias Pessoais
Paula Pereira - 42 anos 1.882,76€
Pedro Silva Matos - 52 anos 1.882,76€
Motoristas

Nelson Semedo - 36 anos 549,25€
Manuel Duarte - 36 anos 583,58€

Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

Chefe do Gabinete Maria Manuela Freitas Bairos - 49 anos 3.192,62 € 699,91€
Adjuntos / Assessores

Francisco Saraiva - 35 anos 3.069,33€
Carolina Araújo de Almeida - 42 anos 3.637,56€
Ana Cristina Santos Pedroso - 42 anos 3.069,33€
Fernando Paulo Valor - 42 anos 3.069,33€
Secretária Pessoal
Ana Carla Ferreira - 28 anos 1.882,76€
Motoristas

Joaquim Ferreira Silva 835,03€
José Emidio Guerra 761,01€
José Farinha Lopes 792,81€

Ministério da Defesa Nacional

Gabinete do Ministro

chefe de gabinete: José Arnaut Moreira (para lembrar é um oficial-general do Exército!!!)

Adjunto - Paulo Correia

Adjunto Financeiro - João Matos

Adjunto - Gonçalo Sampaio

Adjunto de imprensa - Nuno Maia

Adjunto diplomático - Miguel Graça

Assessora - Ana Santos

Assessora - Sandra Clemente

Assessor - Jorge Saramago

Assessor - Claudio Silva

Assessor militar - Luís Graça

Assessor militar - Octávio Avelar

Assessor militar - António Rodrigues

Ajudante de Campo - Hugo Ferrão

Ajudante de Campo - Marina Colaço Ferreira

Ajudante de Campo - João Pais

Secretária - Maria José Lourenço

Secretária - Joana Furtado

Secretária - Teresa Silva

Motorista - João Patrício

Motorista - João Dias

Motorista - José Matos

Motorista - António Gonçalves

Motorista - José Martins


Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional

Chefe do Gabinete - João Saldanha Serra

Adjunto - João Annes

Adjunta - Marta Santos

Assessora - Margarete de Oliveira

Secretária - Conceição Azevedo

Secretária - Bárbara Almeida

Motorista - José Fernandes


Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território

Gabinete da Ministra

Chefe do Gabinete - Duarte Bué Alves

Adjunta - Isabel Gonçalves

Adjunto - José Martins

Adjunto - Gabriel Barros

Adjunto - Antero Silva

Adjunto - Alexandre Pires

Assessora/Especialista - Madalena Lucas

Assessora/Especialista - Filipa Pires

Assessora - Susana Larisma

Secretária - Cristina Valente

Secretária - Isaltina Silveira

Secretária - Margarida Nascimento

Motorista - Artur Santos

Motorista - Pedro Silva

Secretário de Estado da Agricultura

Chefe do Gabinete - Eduardo Diniz

Adjunta - Amélia Ferreira

Adjunto - Francisco Rico

Adjunto - Carlos Arrais

Assessor/Especialista - Pedro Serrano

Assessor/Especialista - Paula Raposo

Secretária - Celeste Brandão

Secretária - Fernanda Jorge

Motorista - Joaquim Guilherme

Motorista - José Branco

Secretário de Estado das Florestas


Chefe do Gabinete - Nuno Almeida

Adjunta - Carolina Seco

Adjunta - Alda Mesquita

Adjunto - Fernando Nogueira

Assessora/Especialista - Joana Novo

Assessor - Luís Damas

Secretária - Luísa Amaral

Apoio Técnico e Administrativo - Marisa Torres

Apoio Técnico e Administrativo - Maria José Firmino

Apoio Técnico e Administrativo - Cristina Belo

Apoio Técnico e Administrativo - Virgínia Lopes

Motorista - Ricardo Chaves

Motorista - Américo Gonçalves

Secretário de Estado do Mar

Chefe do Gabinete - Armando Sequeira

Adjunta - Catarina Medeiros

Adjunto - José Gouveia

Adjunta - Ana Berenguer

Assessor/Especialista - Paulo Assunção

Assessor - Luís Silva

Secretária - Sara Costa


Secretária - Luísa Guilherme

Motorista - José Mendonça

Motorista - Ivo Cavaco



Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento

Chefe do Gabinete - Paulo Coelho

Adjunto - António Lopes

Adjunta - Bárbara Cruz

Adjunta - Alda Calvo

Especialista - Mónica Fonseca

Especialista - Mónica Lemos

Especialista - Tiago Cartaxo

Especialista - Inês Diogo

Especialista - João Rego

Especialista - Joana Silva

Secretária Pessoal - Margarida Moritz

Secretária - Maria Teresa Santos

Apoio técnico - Vânia Vassalo

Apoio técnico - Nuno Botelho

Apoio Administrativo - João Palma

Apoio Administrativo - Sónia Luís


Apoio Administrativo - Ana Assenção


Motorista - Artur Santos

Motorista - Pedro Silva

2 - Recentemente, o jornal “Diário de Notícias divulgou que das 447 nomeações feitas até 6 de Agosto de 2011, 73 são”boys” conhecidos e identificados partidários, do PSD ou do CDS-PP.

Da lista publicada pelo jornal, que pode ser consultada aqui, destacam-se nomeadamente seis gestores de topo da Caixa Geral de Depósitos (CGD): Fernando Faria de Oliveira, chairman, ex-secretário de Estado do PSD; António Nogueira Leite, vice-presidente da CGD, conselheiro económico do presidente do PSD; Norberto Rosa, vice-presidente da CGD, ex-secretário de Estado em Governos PSD; Nuno Fernandes Thomaz, vogal da comissão executiva da CGD, CDS-PP e ex-secretário de Estado de Santana Lopes; Manuel Lopes Porto, presidente da mesa da assembleia-geral da CGD, presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, eleito nas listas do PSD; Rui Machete, vice-presidente da mesa da assembleia-geral da CGD, ex-presidente do PSD.

Entretanto em entrevista recente ao jornal "Público", Macário Correia, presidente da Câmara de Faro eleito pelo PSD, - e não esquercer ex-Secretário de Estado do Ambiente de Cavaco Silva- critica agora alguns procedimentos governamentais: o aumento da remuneração dos administradores da CP e o aumento do número de administradores da CGD.



Macário Correia diz ainda que “a lista de assessores e adjuntos, e a remuneração dos elementos dos gabinetes é de pasmar”. O presidente da Câmara de Faro refere ainda: “Já tive dois cortes no meu vencimento, vou ter agora o terceiro. Mas depois olho para a lista de assessores, adjuntos e membros do Governo e fico preocupado”.

Da lista publicada pelo DN, das 67 pessoas que a compõem, além dos gestores da CGD, 6 têm vencimentos mensais entre 1.800 e 3.000 euros, 56 ganham entre 3.000 e 4.000 euros, 3 entre 4.000 e 5.000, um não se sabe (será o mesmo vencimento de origem: HS Consultores de Gestão) e uma pessoa ganhará mais de 5.000 euros mensais: Marta Neves, chefe de gabinete do ministro da Economia.


Os vampiros enxameiam este Portugal. Até quando?