segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DEMOCRACIA OU REVOLUÇÃO?











1 - O coronel Otelo Saraiva de Carvalho fez, há dias, declarações sobre uma manifestação de militares, programada para sábado, dia 12, que criou uma viva reacção dos fomentadores e organizadores dessa acção.

Ficaram muitos irritados, porque Otelo Saraiva de Carvalho admitiu duas hipóteses de transformação política da actual estado de coisas, no fundo, da substituição do actual poder corrupto e decadente de democracia parlamentar, o que é uma evidência, pela via de um golpe de Estado castrense ou pela revolução.

Otelo, todavia, colocou a ênfase na possibilidade de uma intervenção militar minoritária.

Mas questão central das objecções não é o facto de Otelo Saraiva de Carvalho ter colocado, com evidente desfasamento, e até com uma hipótese, realmente, antiquada, a questão de um golpe de Estado, porque as rebeliões de modelos ancestrais estão, realmente, fora de moda.

Uma rebelião, colocando tropas do regime nas ruas, em confronto com outro sector castrense, ou para-castrense, ou mitigado, do mesmo sistema político, não traz qualquer valor acrescentado a uma possível vitória, porque esta não é uma vitória que conduza a uma transformação radical e inteiriça da presente organização social decadente.

E aqui, Otelo Saraiva de Carvalho está equivocado: a época dos confrontos e ataques efectuados por grupos armados militares minoritários, mesmo que conscientes, mas completamente rodeados por massas populares inconscientes ou amorfas, está ultrapassado.

A questão central que o antigo comandante do COPCON lançou como alternativa, esta verdadeira, é a hipótese de uma Revolução.

E é esta sua proposta ou sugestão, que pôs o cabelos em pé, a todo o conjunto de "altos dirigentes militares" que vieram criticar, rapidamente, o coronel Saraiva de Carvalho.

E, fazem-no sem qualquer autoridade política para o fazer.

Até porque alguns são co-responsáveis pelo evolução que o regime saído do golpe de Estado do 25 de Abril de 1974 chegou ao estado actual.

Ao organizarem, em 25 de Novembro de 1975, um contra-golpe militar, fizeram-no para colocar a nova organização social que se estava a moldar num rumo de transformação, ainda que incipiente, nos trilhos do domínio do capital financeiro, que hoje é, perfeitamente, dominante. Ou seja, a democracia do poder do Capital.


2 - O coronel Vasco Lourenço, Presidente da Associação 25 de Abril e antigo Conselheiro da Revolução e um dos dirigentes do chamado "Grupo dos Nove", que entregou o poder aos políticos actuais e permitiu o reforço do capital financeiro especulativo no país, sustentou que Saraiva de Carvalho está a liquidar a Revolução dos Cravos.


Como se existisse no país, nos nossos dias, algo que tenha a ver com a incorrecta chamada "Revolução" de 1974/75. Frase mais ridícula, não pode ser proferida.

Em entrevista na TVI24, o general Pezarat Correia, que foi igualmente Conselheiro da Revolução no pós 25 de Novembro e, pour cause, nomeado comandante da Região Militar Sul para "pacificar" o Alentejo, fazendo regressar as terras ao domínio dos latifundiários absentistas, sublinhou que as afirmações do coronel, seu camarada de armas, que, em nome do regime actual, esteve preso sem culpa forma durante mais de quatro anos, são "ofensivas e graves".

"Sinto-me envergonhado. O Otelo não pensou no que disse, é muito grave. A possibilidade de usar armas para defender interesses corporativos é extremamente ofensiva", lamentou-se Pezarat Correia, esquecendo que o golpe de Estado do 25 de Abril surgiu e foi levado a efeito, precisamente, por interesses corporativos.


Mais comedido, António Lima Coelho, Presidente da Associação Nacional dos Sargentos (ANS), sublinhou que "os militares sabem muito bem quais são as suas obrigações e deveres constitucionais e legais e depois, no limite, as revoltas e as revoluções não se anunciam propriamente na comunicação social e o senhor coronel saberá melhor do que ninguém nessa matéria".



Por muito que custe a Otelo Saraiva de Carvalho, embora ele não pusesse, directamente, em causa, a subordinação dos militares à autoridade estabelecida ao manifestar-se (é um direito), Coelho argumenta, neste caso correctamente, ao frisar que, naquele momento concreto e na situação política existente no presente, a sua actuação, ao vir para a rua, tinham de o fazer dentro das "obrigações" e "deveres constitucionais e legais" que a imposição da autoridade determina.



E isto, no pressuposto de que a sociedade - e eu concordo com ele - tal como está ainda estabelecida e dentro do seu estado social - social, económica e política - não está em condições de admitir uma outra instituição autoritária. (A necessidade de autoridade é um princípio concreto da existência de qualquer sociedade).



Ora, Coelho não pode pôr em causa a liberdade de Otelo ou de outro qualquer cidadão em renunciar ao seu direito a colocar a Revolução na ordem do dia e afirmá-lo, publicamente, em nome de um pretenso secretismo de que as revoluções fazem-se dentro do estrito secretismo conspirativo.



Nem Vasco Lourenço pode criticar Otelo Saraiva de Carvalho, porque a única alternativa seja a actual democracia, porque ele sabe que foi dentro desta democracia, e, "ensarilhado" nos seus mecanismos legais e constitucionais, que medrou a podridão sem retorno em que ela se estatelou.



Não haverá dentro desta democracia qualquer hipótese de ruptura completa com a estruturação económica capitalista especulativa e parasitária, porque o domínio político e económico está concentrado numa minoria exploradora.


Ora, esta "cadeia" armada, que estrangula a capacidade de criar uma nova relação social mais justa, somente poderá ser destruída pela intervenção, o mais abrangente possível, das classes laboriosas e outros trabalhadores.



Ou seja, os grandes modelos societários que até agora foram testados, incluindo as Revoluções soviética de 1917 e Chinesa de 1949, não produziram, na realidade, a transformação completa da estrutura social, porque, por um lado, não apareceram em Estados com um forte desenvolvimento económico e social, e por outro, não surgiram as forças revolucionárias capazes de levar para diante os propósitos iniciais das mesmas.


Foram incapazes de dar mais iniciativa à falta de maturidade da consciência política da maioria da sua massa populacional. No fundo, essas forças tornaram-se contra-revolucionárias e levaram às derrotas das Revoluções que eram incipientes.



O que, de novo, esta a surgir no Mundo, e no incremento enorme capitalista que sofreu nos últimos 30 a 40 anos, é que se clarificaram, grandemente, as relações classistas.

Que, neste momento, começam a caminhar para se vir a colocar em campos de batalha perfeitamente diferenciados.


Necessitam, no entanto, hoje, de um novo programa ideológico e político e, acima de tudo, de uma experiência mais prolongada de amadurecimento da consciência de que é necessário lançar as bases de uma novo parto na organização social mundial.

Levará algum tempo, embora este tempo, na actual fase de crise completa mundial, não se pode medir em quantidade.

































































OS NOVOS GOVERNANTES DA UE VÃO TODOS DAR A À GOLDMAN E Á TRILATERAL

A Trilateral e o sistema financeiro internacional são os motores especulativos que roubam as riquezas nacionais








1 - Depois da crise financeira capitalista especulativa de 2008, iniciada e fomentada pelo sistema bancário norte-americano, que lançou um coro mundial de críticas à ganância e ao descontrolo dos desclassificados vigaristas super-banqueiros norte-americanos, com especial incidência no lobby judeu de Wall Street e da City londrina, esperava-se uma vassourada que mandasse para o lixo esta corja.

Mas, o que foi pela água abaixo foram os direitos e regalias dos trabalhadores, daqueles que nunca fugiram aos impostos, porque são taxadas à cabeça, logo no departamento de pessoal dessas figuras grandiosas dos virtuosos representantes e senhores do Capital. O dinheiro - o nosso dinheiro - foi remetido de imediato para off-shores e colocado, em fila de espera, para novas levas de especulação.

Os Goldman Sachs, os Morgan Stanleys, os Barclays, os Buffets, que entraran em bancarrota formal, receberam, de imediato, biliões de dólares e reciclaram-se e continuaram a espalhar a sua teia e o seu governo.

Quem está dominar, depois da crise financeira, que os norte-americanos Lehman e Goldman provocaram, são os seus representantes, os seus donos de mão, não só nos Estados Unidos, Reino Unido ou na União Europeia.

Toda a cáfila de banqueiros judeus vigaristas e exploradores (directa ou através dos seus homens de mão) mantêm-se nos postos chave da economia, e agora, de maneira aberta nos governos desses países.

Noticia hoje o jornal português Público, citando as agências noticiosas internacionais: "O novo Governo italiano recebeu hoje nota positiva da agência de notação financeira Fitch, que olha para o executivo liderado pelo economista Mario Monti como uma janela de oportunidade para restaurar a credibilidade de Itália nos mercados".

A Agência de consultadoria e lobbing do capital financeiro norte-americano, que fomentou a guerra "dos mercados" contra a União Europeia, não tem pejo em regozijar-se com a ascensão directa dos seus representantes aos governos europeus.

Cita-se outra notícia, esta do "Jornal de Negócios", do passado dia 15, um periódico que pertence ao capital português.

"A Grécia falseou os seus números para poder adequar-se aos critérios de adesão à união monetária europeia. Isso já se sabe. Mas parece que Itália terá feito o mesmo.

Nos últimos dias, vários meios de comunicação social pegaram no caso. Itália pode ter falseado as suas contas para poder entrar no euro. E, tal como aconteceu com a Grécia, pode ter sido o Goldman Sachs a assessorar as operações. Nessa altura, o presidente do Tesouro italiano era Mario Draghi, que assumiu a 1 de Novembro a presidência do BCE, sucedendo assim a Jean-Claude Trichet. E Draghi foi vice-Presidente do Goldman Sachs International.

Numa notícia intitulada “Itália cometeu fraude para entrar no euro?”, o “Cinco Dias” (jornal espanhol) refere que o país, ainda liderado, por Silvio Berlusconi utilizou artimanhas financeiras com derivados para receber antecipações de dinheiro sobre emissões de dívida e reduzir o seu défice em 1997 (que passou de 7% para 2,7%), podendo assim ser membro da Zona Euro.

Estas suspeitas, sublinha o jornal espanhol, já têm uma década. Isto porque em 2001 o economista italiano Gustavo Piga publicou um estudo intitulado “Derivatives and Public Debt Management” - em colaboração com o “think tank” Conselho de Relações Externas e com a Associação Internacional de Mercados de Valores – onde faz precisamente essa referência.

O estudo, que se debruçou sobre o uso dos derivados na gestão da dívida pública, fala de um país (cujo nome Piga não cita devido a um acordo de confidencialidade) que celebrou um acordo de permuta financeira com um banco de investimento numa elaborada artimanha que se assemelha à que foi utilizada pela petrolífera norte-americana Enron – protagonista de um dos grandes escândalos contabilísticos dos EUA.

O referido país, apesar de não ser oficialmente enunciado, é Itália, sublinha o “Cinco Dias”. Isto porque, entre outros aspectos, a divisa fictícia usada por Piga para explicar a operação tem o mesmo tipo de câmbio face ao iene que a lira italiana. Um dos directores do Conselho de Relações Externas estabeleceu também, em 2002, um paralelismo entre Itália e a Enron, refere o jornal.

Assim, com este esquema, Itália conseguiu cumprir o critério de Maastricht relacionado com a dívida pública, ao conseguir que esta se fixasse abaixo dos 3% do PIB. “De facto, de 1996 a 1997, segundo os dados do Eurostat, que validou este tipo de maquilhagem, o défice público italiano passou de 7% para 2,7%. O modelo é semelhante ao utilizado pela Grécia com a assessoria do Goldman Sachs”, diz o jornal.

Apesar de não se saber oficialmente se terá sido mesmo o Goldman Sachs a mediar estas operações, visto que essa informação também é confidencial, muitos estudiosos apontam para aí (se bem que jornais como o “Financial Times” e “New York Times” já tenham referido que se tratou do JP Morgan).

E a propósito deste banco de investimento norte-americano, o “National Journal” publicou ontem uma reflexão sobre o mesmo assunto, numa peça intitulada “’Government Sachs’, Italian Style”. “É apenas uma coincidência que algumas das figuras-chave da crise europeia sejam ‘Goldman guys’? Não. É provavelmente por essa razão que estamos metidos nesta confusão”, sublinha aquela publicação norte-americana.

E um dos aspectos curiosos é que o Departamento italiano do Tesouro era, nessa altura, comandado por Draghi, agora presidente do BCE. “Mario Draghi, que talvez seja agora o homem mais poderoso da Europa, na qualidade de líder do BCE, disse em Junho perante uma comissão do Parlamento Europeu que ‘não tinha nada a ver’ com aquelas transacções [referidas por Gustavo Piga] (…). Mas após Draghi ter saído do Tesouro de Itália, integrou de imediato o Goldman Sachs International (de 2002 a 2005) como vice-presidente e administrador executivo”, salienta o “National Journal”.

E vai mais longe: “acontece agora que o homem que foi designado para substituir Berlusconi num governo de emergência criado para conduzir Itália num tempo de crise fez também parte do Goldman Sachs: Mario Monti”.

Centremo-nos agora na Grécia. O governo eleito foi substituído por um governo de "tecnocratas financeiros", encabeçado e abençoado pelo FMI e Banco Mundial.

E quem o chefe de governo: Lucas Papademos, antigo vice-presidente do Banco Central Europeu. Ora, o chefe do governo helénico pertenceu (ou ainda pertence) aos quadros dirigentes da Goldman Sachs.












Toda esta trama está reportada no jornal francês "Le Monde" que assinala, ainda, que o banco norte-americano “teceu na Europa uma rede de influência única” com fortes ligações “tanto subterrâneas, como públicas”.

Mario Draghi foi vice-presidente do Goldman Sachs para a Europa, entre 2002 e 2005.












O jornal assinala que ele tinha a responsabilidade das “empresas e países soberanos” e, por isso, tinha a seu cargo vender o produto financeiro ‘swap’, o que permitiu “dissimular uma parte da dívida soberana” e “maquilhar as contas gregas”.












Monti tornou-se conselheiro internacional do banco em 2005. Quanto a Lucas Papademos, que foi governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002, o jornal refere que ele “participou”, como governador do banco central, na operação de maquilhagem das contas “perpetrada pelo Goldman Sachs”.

O “Le Monde” refere ainda que o actual gestor da dívida grega é Petros Christodoulos ex-corretor do Goldman Sachs e que Peter Sutherland, um dos homens mais influentes do sistema financeiro e governamental do Reino Unido, antigo comissário europeu, que teve um papel chave na intervenção da troica na Irlanda, é ex-presidente do Goldman Sachs Internacional, do qual continua a ser administrador.






2 -Toda esta gente tem forte ligação à Comissão Trilateral, que se conjuga com Bilderberg.







A Trilateral, um poderoso lobby liderado pelo capitalismo judeu norte-americano, foi criado em 1973 por David Rockfeller, neto de John D. Rockefeller, fundador da Standard Oil (empresa antecedente da Exxon Mobil, a maior empresa do mundo).

À Comissão Lateral pertencem dirigentes políticos de topo e escolhidos a dedo, antigos governadores de bancos centrais e administradores de transnacionais dos EUA, da Europa e do Japão , como por exemplo, os judeus Paul Volcker e Alain Greenspan (antigos presidentes da Reserva Federal dos EUA) e Henry Kissinger, Condoleeza Rice, Madeleine Albright e Larry Summers (antigos membros de governos dos EUA).












Entre outros, fazem parte dela, como membros não executivos do sistema financeiro por estarem, por indicação daquele, em funções públicas, os judeus Timothy Geithner, secretário do Estado do Tesouro dos EUA, e Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial.

Do grupo europeu da Comissão Trilateral, além de Francisco Pinto Balsemão, faz também parte o português António Borges, destacado membro do PSD, que se demitiu agora de diretor do departamento europeu do FMI, e ex-vice-presidente do Goldman Sachs Internacional.

Poder-se-ia situar o poder do capital financeiro judeu na Alemanha, especialmente aquele que está ligado aos meios de comunicação social, que estimula a guerra inter -europeia, com o grupo "Mohn", que forçou a fusão da estação de TV alemã RTL com a CLT de Luxemburgo, criando a maior estação da Europa.












Esta família possui mais de 20% da Bertelsmann, uma holding empresarial que domina redes de televisão e o sector editorial.












Mohn também controla o "super-grupo" que possui 69% da Bertelsmann.

Ainda no mesmo ramo, com ligações ao capital financeiro, está o grupo Kirch, Leo e família, considerado o "maior barão das comunicações alemãs".












Kirch controla pelo menos 25% nas maiores empresas da informação e entretimento alemãs, incluindo Axel Springer, SAT1 e Premiére.












Ultrapassemos o domínio das empresas privadas, que controlam o Banco Central do Reino Unido, a Lloyds, a Centriica e a AIA e Commonwealth Bank of Australia

Mas, concentremo-nos no meio do "vulcão" financeiro: Wall Street.












Observemos as listas dos últimos secretários do Tesouro (equivalente europeu dos Ministros das Finanças) e de onde vêem:







O então Presidente Clinton nomeou Robert Rubin, antes banqueiro da Goldman Sachs e em seguida da Citigroup;

O seu sucessor Bush escolheu Heny Paulson, presidente da Goldman Sachs;

O actual, Obama pediu conselho ao mesmo Rubin e este colocou como superconsultor Lawrence Summers e, na chefia da Secretaria, o seu pupilo, Timothy Geithner, que como presidente do Federal Reserve Bank of New York tinha uma estreita e fecunda "amizade" com os grandes banqueiros de Wall Street (em 2008 trabalhava na Bear Stearns, agora adquirida após a falência pela J.P.Morgan).

O que se pode constatar: Nos EUA, nos últimos 15 anos não foi aprovada nem uma lei contrária aos interesses do mundo financeiro, que ainda conseguiu o que queria, a partir da abolição da Glass Steagal Act, o que impediu a separação entre os bancos comerciais e bancos de negócios.


Os Hedge Funds, os especulativos Fundos de Pensões, continuam a operar sem regras, quase sempre a operar de paraísos fiscais.

Nenhum limite foi colocado para os OTC. (Mercado não regulamentado, ou seja
não é um mercado de controlado por uma bolsa e sim um mercado onde os negócios ocorrem entre duas partes directamente


Os chamados mercados (os especuladores) ficaram e estão fora dos circuitos bolsistas tradicionais.


E os bancos norte-americanos, principalmente os grandes, que estavam na iminência de falir em 2008 não foram forçados a se recapitalizar dentro da legalidade. Isto é, pagando o que deviam ao Estado.



Tudo ficou como dantes. Quartel General em Abrantes.


Uma grande festa para os especuladores norte-americanos, que, depois de terem descarregado sobre os seus clientes atolados no endividamento, que levou às falências dos membros da classe média, agora atiram-se sobre o Euro.



E quem deveria regular tudo isto. Teoricamente, uma entidade que deveria ser pública e independente: a Reserva Federal (FED), ou seja o banco central.


Mas é um grupo privado do grande capital especulativo do lobby judeu.


A identidade dos accionistas é mantida secreta, mas sabe-se sempre algo..

Em 1991, investigações de especialistas determinaram alguns:


Banco Rothschild de LondresBanco Warburg de Hamburgo

Banco Rothschild de BerlimLehman Brothers de New York

Lazard Brothers de Paris

Banco Kuhln Loeb de New York

Banco Israel Moses Seif de Italia

Goldman Sachs de New York

Banco Warburg de Amsterdão

Banco Chase Manhattam de New York

Já havia outra "fuga de informação", datada de 1983. Então acrescente-se:

Citibank

Chase Manhatten Bank

Morgan Guaranty Trust

Chemical Bank

Manufacturers Hanover Trust

Bankers Trust Company

National Bank of North America
Bank of New York.



Claro que nunca houve uma confirmação, e deverá haver algumas incorrectas, mas também nunca foram efectuados desmentidos.



A única coisa que podemos saber, com certeza, é o facto que as acções da Fed são mantidas por bancos dos Estados Unidos.

Conhecidos são os nove nomes do Conselho de Administração (Maio de 2010).




Richard L. Carrion




É ao mesmo tempo director do Banco Popular Foundation e membro do Conselho da Administração da empresa Verizon Communications, ex Bell Atlantic, colosso das telecomunicações (uma das 30 maiores empresas dos EUA).

Charles V. Wait



Presidente da The Adirondack Trust Company, Director da New York Bankers Association.

Jamie Dimon



Ex Presidente da Citigroup, actualmente é Presidente do Conselho de Administração da JPMorgan Chase

Jeffrey R. Immelt



Ex Presidente da GE Medical System, actualmente membro do Conselho de Administração da General Electric (a segunda maior empresa do mundo).

Jeffrey B. Kindler



Presidente da Pfizer, a maior empresa farmacêutica do mundo.

James S. Tisch



Presidente da Loews Corporation, é também Presidente do Conselho de Administração da Diamond Offshore Drilling, membro do Conselho da Administração da CNA Financial Corporation, Presidente do Conselho de Administração da WNET.org

Denis M. Hughes



Presidente do The New York State American Federation of Labor and Congress of Industrial Organisation

Kathryn S. Wylde




Presidente do Partnership for New York City.

Lee C. Bollinger


Presidente da Columbia University de New York

Em suma: além dos últimos três membros, cujas funções são decorativas, os restantes têm todos fortes ligações com bancos (Banco Popular Foundation, JPMorgan Chase, Citigroup), e/ou empresas multinacionais, cujos interesses variam desde os medicamentos (Pfizer) ao petróleo (Diamond Offshore Drilling), as televisões (WNET), seguros e hotelaria (CNA Financial Corporation, Loews), comunicações (Verizon), serviços e tecnologia (General Electric).

O que se pode retirar de tudo isto:


que o actuais governos dos principais países em desenvolvimento constituiem uma enorme estrutura societária, onde predominam os jogos especulativos bolsistas que sugam, sem dó, nem piedade, o bolso dos contribuintes e as riquezas produtivas de cada país, ou grupo de países.








quinta-feira, 10 de novembro de 2011

OS FUMOS DE GUERRA NO IRÃO VISA A EUROPA E A CHINA




















A guerra é a diplomacia por outros meios, mas quem a fomenta são os intersses estratégicos das classes dirigentes, em particular do capital financeiro internacional. Hoje, os centros geo-estratégicos são outros e a complexidade é muito maior.



















1 - Depois da chamada "Primavera Árabe", os Estados Unidos da América estão concentrados no Irão, fomentando, primeiramente, uma guerra mediática manipuladora, e, possivelmente, mais tarde, se as condições mundiais o proporcionarem, lançarem, através dos seus lacaios e confrades capitalistas judeus de Israel, um ataque contra o território iraniano.

O pretexto é a provável existência de armamento nuclear naquele país, que é soberano, tal como o são os EUA (mais de 20 mil armas atómicas e nucleares) e - em menor escala Israel, (que tem um arsenal nuclear de cerca de 200 armas), mas que só existe como país, porque serve os interesses de Washington na região.

Mas, o provável, melhor dizendo, o desejado ataque capitalista israelo-norte-americano, com a cumplicidade declarada de Londres, tem no seu bojo razões materiais e geo-estratégicas, e visam,


em primeiro lugar, assegurar os "interesses nacionais" dos Estados Unidos na região (e, em termos mais gerais, no Mundo),

em segundo lugar, e com mais acuidade, a concorrência geo-estratégica na região, procurando afastar da luta pelas matérias-primas, por um lado, a União Europeia, por outro, a China, necessitadas, como nunca, do petróleo e gás natural, quer do Irão, quer de outros países, com quem têm negócios comerciais em torno do crude, como a Síria, o Afeganistão, a Líbia, entre outros.

Convém referir que a eventual aventura de uma guerra norte-americana contra o Irão - feita por interposta entidade, que só mostra força, porque tem o aval de Washington, e nada fará, se não receber directivas nesse sentido - está igualmente ligada à crise económica e financeira existente nos EUA, sendo que a grande maioria dos seus maiores bancos estão à beira da bancarrota, que arrastarão, quando a falência for real, todo o sistema económico dos norte-americanos.


Será, portanto, também uma tentativa de desviar a atenção para a profundidade do descalabro financeiro e económico que vive o país do "tio Sam".


(A justificação ideológica de abertura "democrática" nos países do Médio-Oriente não passa de uma balela, porque, na realidade, se esse fosse o propósito, teriam de ser impostas autoridades democráticas nos países, e a realidade demonstrou que, em nenhum deles, isso aconteceu: Egipto vive sob uma ditadura militar, a Líbia um Conselho, formado por dirigentes desclassificados, meros agentes da CIA norte-americana, ou do MI 5, britânico, e mesmo da MOSSAD isrealita, que estiveram, como comandantes no terreno, sob a supervisão da NATO e a Tunísia quem ganhou foi uma estrutura teocrática, que tem o beneplácito tácito dos EUA).

2 - A situação histórica não é nova. Aconteceu, naturalmente noutras condições no período que antecedeu a II Grande Guerra.

Só que agora tudo se passa com os EUA numa fase de decadência das suas principais estruturas económicas, incluindo as financeiras, e numa fase de instabilidade cambial, com o dólar desacreditado, como moeda de troca fundamental no Mundo capitalista.

A guerra, a ser declarada formalmente ou não, terá amplitudes maiores e mais drásticas.

Os capitalistas judeus norte-americanos foram, no período que antecedeu a II Grande Guerra, alguns dos principais financiadores e promotores do rearmamento e da política de expansão hitleriana na Europa, em particularmente em direcção aos países que constituíam então a União Soviética.

Além de financiarem os nazis hitlerianos, forneceram à Alemanha tecnologia e material, bem como empréstimos a preços baratos, que foram utilizados, essencialmente, para desenvolver o complexo industrial militar, que permitiu, posteriormente, a Adolf Hitler pôr em marcha a sua política de "conquista do espaço vital", em nome da defesa da "civilização ocidental", que eles consideravam personificada na supremacia racista teutónica.

Financeiros e industriais judeus norte-americanos, como os Warburg, os Rockfeller, os Morgan e os Fords, entre muitos outros, estiveram na primeira linha do incremento alemão para se virar para "travar" a influência da então União Soviética. Com o apoio inicial da Inglaterra, e particularmente de Winston Churchill.

Poderíamos alongarmo-nos num rol sem fim do que representou o apoio dos capitalistas norte-americanos, em particular os magnatas judeus a esse impulso.


Referimo-nos ao que escreveu um deles nos anos 30.


Em 1933, em Amsterdão, Holanda, a editora Van Holkeman & Warensdorfs, N.V., publicou um livro de 99 páginas, que então não circulou, porque foi de imediato recolhido, e isto porque os nazi já estavam no poder e não queriam que se soubesse das maningâncias estabelecidas com os capitalistas judeus.



O livro recebeu o nome alemão “Hitlers geheime Geldquellen”, em tradução portuguesa, “As fontes de Dinheiro Secretas de Hitler”, de autoria de do capitalista judeu Sidney Warburg, que descreve três conversações que mantivera com Hitler.

Alguns livros, poucos, todavia, foram mesmo assim distribuídos.


Dois acabaram nas mãos do representante da Áustria em Haia, na Holanda, através da biblioteca da embaixada, que havia recebido os volumes para arquivo.

Deste modo, os livros chegaram a Viena onde foram lidos pelo primeiro-ministro da época -e confidentes do mesmo -o qual, em virtude da situação política da Alemanha, não considerou oportuna a ocasião para qualquer comentário a respeito, devido aos complicados compromissos do seu governo.

Na prática, o diplomata influente era o alemão von Papen, que fora vice-primeiro ministro de Hitler, e, após um afastamento do ditador, fora colocado como embaixador alemão em Viena.


Enviaram, contudo, um seu a agente de confiança à Suíça para procurar o Dr. Otto Strasser, um dissidente do nazismo, mas fora um dos homens mais próximos de Hitler, antes da chegada ao poder, que havia publicado anteriormente o livro “Die Deutsche Bartolomäus-nacht” (A noite de Bartolomeu alemã), para confirmar o que era descrito no livro de Warburg .

O senhor Strasser, com os dados que estavam na citada publicação, editou, em 1936, uma obra sobre o assunto intitulada “Finanzielle Weltgeschichte” (História financeira Mundial), com um difusão muito restrita.


Convém referenciar, então, esta família Warburg.


Felix Warburg, da família de financeiros internacionais, judeu nascido na Alemanha, foi o organizador da empresa de navegação alemã Hamburg-America Linie.


O seu irmão Paul M. Warburg, por seu lado, fez parte do governo do presidente Hoover dos EUA, como Secretário de Estado. Além do mais, era sócio do Banco Kuhn, Loeb & Co., de Nova Iorque.

Sidney Warburg, autor livro saído em Amesterdão, era filho de Paul.

Em Julho de 1929, 14 meses antes das eleições para o Reischtag alemão (Assembleia Parlamentar), o banco o Guarantee-Trust Bank, de Wall Street, também pertencente ao grupo de Warburg, deu instruções a Sidney para gerir a defesa dos interesses do ramo americano da família.



Eles tinham colocado, ou tinham já em marcha a colocação de mercadorias na Europa, em particular no seu centro, no valor de oito mil milhões de dólares. Era muito dinheiro.


Ora, esta rede de instruções foi efectuada pelo presidente do Guarantee-Trust Bank, que convidou para assistir à reunião, onde teve lugar o veredicto, os directores do Banco de Reserva Federal americano, FED, ( convém assinalar que o Banco Central dos EUA é gerido por capitalistas privados), bem como Rockfeller, da Standard Oil Co., além de MacGlean da Royal-Dutch Co. (Shell) e representantes de outros 5 bancos privados.

Então o que decidiram?


Segundo o livro, Sidney Warburg tinha de escolher e apoiar, na Alemanha, um homem que levasse a efeito uma autêntica revolução conservadora nacionalista.


Retira-se da História que o Tratado de Versalhes, que colocou término à I Grande Guerra, dava vantagens à França, através das chamadas reparações de guerra, facto possibilitava o Banco Central de França a actuar com uma política que seria ameaçadora para a libra e para o dólar.

Portanto, segundo os interesses dos capitalistas norte-americanos esta política deveria ser bloqueada e até vetada no extremo.

E, acima de tudo, atacar os russos, pois detinham reservas de combustíveis, que vendiam a preços mais baixos que os americanos e ingleses....

Em suma: os especuladores judeus de Wall Street desejavam uma Alemanha explorada por eles, não pela França.


Quem seria o interlocutor na Alemanha?


Os capitalistas norte-americanos não acreditavam na República de Weimar, desejavam uma "figura nova", decidida, capaz de impor uma viragem na política interna.



Conta Sidney Warburg, que viajou para Munique onde encontrou Hitler e o seu assessor, von Heydt.


(Naturalmente, havia uma sintonia entre o capital norte-americano e os financeiros e empresários de topo alemães, que estiveram com Hitler, a partir do momento em que a parceria que estabeleceram com o futuro ditador não os beliscaria, em nada, na sua ânsia de dominar a economia teutónica. E assim aconteceu.).


Hitler teria concordado com a ajuda e recebido imediatamente o primeiro pagamento para o seu partido, no valor de 10 milhões de dólares, correspondente a 40 milhões de marcos, uma quantia muito elevada para a época.

O pagamento foi feito, em 1929, pelo banco de capitalista judeu Mendelsohn & Co., de Amesterdão.


Em 1931, deu-se um crise cambial, que afectou a libra inglesa e do dólar.

A França beneficiava. Os capitalistas judeus norte-americanos queriam acção e rápida. Pressionaram Hitler. Este teria solicitado mais dinheiro: 500 milhões de marcos para fazer uma “revolução verdadeira”, ou 200 milhões para uma “tomada legal do poder”.


Warburg - conta - então fez chegar mais 15 milhões de dólares através da Mendelsohn & Co., do Rotterdamischer Bank, de Roterdão e do Banca Commerciale Italiana, de Roma, com 5 milhões cada.

Warburg refere que pretendeu também um apoio italiano. Teria viajado então para Roma, junto com Strasser, Heydt e Goering (!), onde -sempre segundo os dois autores citados -teria ficado hospedado na residência de dirigente Ítalo Balbo, o número dois de Mussolini, rumando, depois, para Génova com destino a Nova Iorque.

No dia 30 de Janeiro de 1933, Hitler assumiu a Chancelaria do Reich.


Em Fevereiro, Warburg escreve que mantém a sua última reunião em Berlim, na Fasanenstrasse nº 28.



O livro de Sidney Warburg assinala ainda que, antes da eleição de 1933, teriam sido entregues a Hitler mais dois milhões de dólares através do Banco Rhenania de Düsseldorf e mais de 5 milhões através do Banca Commerciale.

Esses teriam sido os principais apoios financeiros directos dos capitalistas judeus para a tomada de poder de Hitler.



O tiro, mais tarde, saiu-lhe pela culatra. A sua co-responsabilidade causou a morte de milhões de compatriotas, que eram simples trabalhadores ou pequena burguesia comercial.


Mas isso pouco importa à sede de ganância do grande Capital judeu.




















A ruína dos seus pares inferiores economicamente ou os desastres e homicídios da imensa mole humana pouco lhe interessa, o que, para eles conta, é o crescimento do seu património e o enriquecimento a qualquer preço.























quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A CONFISSÃO DE UM LACAIO DOS CAPITALISTAS ESPECULADORES









1 - Medite-se sobre estas afirmações (Não são minhas, estão escritas nas páginas da imprensa. Foram proferidas hoje):

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, reconheceu hoje que a Europa (sejamos precisos - os responsáveis políticos europeus!!!) subestimou o problema da Grécia, e também em parte de Portugal e Irlanda, e que esperaram que os mercados fizessem o trabalho de castigar os países com derrapagens.

Isto é de uma gravidade extrema.

É a confissão pura e simples da irresponsabilidade política e, mais grave, a confissão verdadeira de que os dirigentes políticos são governados - são cães servis - dos agiotas especuladores capitalistas, chamados mercados.

O senhor Juncker, que já foi ministro do seu país, comissário e agora presidente do Eurogrupo (uma espécie de Ministro das Finanças da UE), lançou para a praça pública o verdadeiro papel que a Comissão Europeia desempenha: nós - nas palavras dele - damos, conscientemente, rédea solta aos capitalistas financeiros especuladores. Eles é que vão dominar e impor as suas condições, através de "castigos".

Quais são os castigos: os roubos dos salários e prestações sociais das classes trabalhadoras.

Juncker vai mais longe com a sua confissão:

Quem domina a Comissão Europeia e as instituições políticas da União Europeia (desde os governos nacionais aos parlamentos e outras entidades, como as bolsas) não são os seus deputados ou seus membros dos executivos, mas sim um sector do poder capitalista instituído: OS BANQUEIROS ESPECULADORES, apelidados de mercados.

Tudo o resto é paisagem. Tudo o resto foi afastado dos poderes de decisões, incluindo a burguesia produtiva industrial, a pequena burguesia, o campesinato.


2 - Arrogantemente, os principais banqueiros especuladores portugueses, através da sua Associação, dirigiram-se à Comissão Europeia para que esta trave as chamadas medidas de recapitalização da banca.


O governo português roubou 12 mil milhões de euros ao povo português para injectar na banca portuguesa, que dava lucro atrás de lucro meses atrás, e agora de repente, sustenta estar sem dinheiro e quer mais "empréstimos", mas sem regulação, nem intervenção estatal na sua gestão.


Querem dinheiro, e com ele fazer o que lhe apetecer, incluindo enviando para "paraísos fiscais", sem qualquer controlo, nem pagamento.

Tendo colocado o Estado português - e por tabela os outros Estados europeus - os banqueiros da Europa, e particularmente de Portugal - nas lonas, submetendo-os aos seus ditames, eles agora pretendem que o próprio Estado injecte novamente capital, sem qualquer custo para eles.

Perderam toda a chamada discrição de antigamente, sentem-se senhores verdadeiros do poder e agem como ditadores, querem prosseguir na bancarrota, para arrecadarem mais dinheiro, com mais especulação.


Esperemos que a evolução societária avance na sua consciência política e se caminhe para uma explosão que faça estraçalhar toda esta corja e os partidos que os sustentam.








OS CAPITALISTAS ESPECULADORES DOS EUA ESTÃO A DESTRUIR A UNIÃO EUROPEIA














1 - Jim O´Neill, o traficante mor do capital norte-americano, Presidente do Conselho de Administração do banco de especulação financeira norte-americana, Goldman Sachs, liderado pelos capitalistas judeus, onde a Igreja Católica Vaticana mantém uma grossa fatia de acções, debita "bitaites" sobre a situação da zona euro, como se a crise europeia fosse "obra" que estivesse a leste da quase falência do superbanco que lidera.

Refere o vigarista norte-americano, que recebe uma grossa maquia como administrador de uma instituição, a quem o Estado injectou, há três anos, milhões e milhões de dólares, e que fez esvair, pouco depois, algures, para vários off-shores, que Portugal, Irlanda, Finlândia e a Grécia podem sair da zona euro.

E, como especulador dá orientações para desmembrar a política monetarista europeia: Assinala ele que pode haver "a ideia" - e de quem é a ideia ? - de uma integração orçamental a nível europeu liderada pela Alemanha e se tal "cenário" for posto em prática - e porque ele está preocupado com esta hipótese? - pode levar alguns países da zona euro, nomeadamente Portugal, Irlanda, Finlândia e Grécia, a ponderar abandonar a moeda única.

"Os alemães querem uma maior unidade orçamental e uma fiscalização central mais apertada, com a ideia de um ministro das Finanças [europeu]. É difícil ver todos os países a querer viver com isso", explicou em entrevista ao Sunday Telegraph.




(E o que é o grupo Telegraph? Justamente de capitalistas britânicos refinados do ramo imobiliário: os Barclays).

Deixemos de nos concentrar na entrevista e viremo-nos para o papel e a função que o Goldman Sachs realiza na desagregação do sistema económico e social da União Europeia.

Citemos o jornal francês Le Monde, a este respeito:

"Acusado de ter ajudado a Grécia a camuflar o estado real das suas finanças públicas e de especular sobre a dívida daquele país, o grande banco comercial norte-americano dispõe de uma rede sólida de conselheiros aos quais os responsáveis europeus dão ouvidos.

Petros Christodoulou finge que não liga aos cumprimentos. Desde a adolescência que este primeiro aluno da turma está habituado a ouvir dizer o melhor possível da sua pessoa.


Nomeado, em 19 de Fevereiro, director do organismo de gestão da dívida pública grega, está hoje na primeira fila. Acontece que este antigo director de activos do National Bank of Greece (NBG) está no centro do inquérito, anunciado em 25 de Fevereiro pelo Banco Central dos Estados Unidos (Fed), sobre os contratos relativos à dívida grega que ligam o banco comercial americano Goldman Sachs e outras empresas ao Governo de Atenas.

Aquele estabelecimento de Nova Iorque foi pago como conselheiro bancário do Governo grego, ao mesmo tempo que especulava sobre a dívida do país. O banco emissor norte-americano está interessado no papel desempenhado por Petros Christodoulou, que, no início de 2009, supervisionou, ao lado do Goldman Sachs, a criação da sociedade britânica Titlos para transferir a dívida orçamental da Grécia para o NBG. Antes de trabalhar para este último, o interessado tinha sido funcionário do… Goldman Sachs.

"Governo Sachs"

Este caso é esclarecedor quanto ao poder da rede de influências europeia do Goldman Sachs, sedimentada desde 1985. Esta trama apertada, simultâneamente subterrânea e pública, tem intermediários e fiéis que, graças às suas agendas de contactos, abrem as portas dos gabinetes governamentais. Estes conselheiros, recrutados com extremo cuidado e a preço de ouro, conhecem todas as subtilezas dos corredores do poder no seio da União Europeia. Têm a confiança dos decisores, aos quais podem telefonar directamente nos momentos de crise.

Quem são esses membros da vertente europeia do "governo Sachs", como há quem chame àquele banco, devido ao seu poder de influência em Washington?


O elo de ligação principal é Peter Sutherland, presidente do Goldman Sachs International, a filial europeia com sede em Londres. Este antigo Comissário Europeu da Concorrência e antigo presidente da BP é o homem fundamental, no que diz respeito aos Vinte Sete e à Rússia.


Em França, o banco beneficia do apoio de Charles de Croisset, antigo presidente do Crédit Commercial de France (CCF), que sucedeu a Jacques Mayoux, inspector da Inspecção-Geral de Finanças e antigo patrão da Société Générale.


No Reino Unido, o Goldman conta com Lorde Griffiths, que foi conselheiro da antiga primeira-ministra Margaret Thatcher, e, na Alemanha, com Otmar Issing, antigo membro da Comissão Executiva do Bundesbank e antigo economista principal do Banco Central Europeu (BCE).

Goldman funciona no mundo real

Para já não falar da série de "antigos colaboradores", catapultados para as esferas dirigentes e com os quais o banco pode contar para mover os seus peões. O mais conhecido é Mario Draghi, que foi vice-presidente para a Europa entre 2001 e 2006 e é actualmente governador do Banco de Itália e patrão do grupo de reguladores, o Conselho de Estabilidade Financeira. (
AGORA, PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL EUROPEU).

Contudo, não esperem encontrar antigos diplomatas refinados nos corredores vetustos do Goldman Sachs International: o banco recorre a ex-financeiros e economistas, altos quadros de bancos centrais e altos funcionários das organizações económicas internacionais. Considera que os embaixadores na reforma são figuras decorativas simpáticas que não têm contactos ao mais alto nível e não percebem nada do mundo dos negócios. O Goldman funciona no mundo real.

Para o Goldman Sachs, uma das vantagens desta rede é a possibilidade de avançar sob disfarce. Assim, no Financial Times de 15 de Fevereiro, Omar Issing assina um texto hostil à operação de salvamento da Grécia pela União Europeia. O interessado assina o artigo, sem especificar que é conselheiro internacional do Goldman Sachs desde 2006 – nem que o departamento de negócios do banco, que especulou contra a moeda única, tem tudo a perder com uma intervenção europeia".

Verifiquem ainda alguns dos gabirús da política e economia (o contrário também é verdadeiro), ligados à Goldman:

Hank Paulson, antigo secretário de Estado do Tesouro dos EUA
Saiu da liderança do Goldman Sachs para ser secretário de Estado do Tesouro durante a administração Bush. Paulson delineou o programa de ajuda à banca durante a crise financeira de 2008, que também resgatou o Goldman.

Mark Carney, governador do Banco Central do Canadá
O actual governador do banco central do Canadá passou 30 anos no Goldman.Foi responsável pelas áreas relacionadas com risco soberana e foi o homem com a tarefa de delinear a estratégia do banco durante a crise russa de 1998.

Romano Prodi, antigo presidente da comissão europeia
O antigo presidente da Comissão e ex-primeiro-ministro italiano esteve no Goldman nos anos 90. A ligação valeu-lhe críticas da Oposição quando rebentou um escândalo a envolver o Goldman e uma empresa italiana.

Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial
O actual presidente do Banco Mundial foi director-geral do Goldman. Antes de se juntar ao banco tinha trabalhado no Departamento do Tesouro norte-americano. Lidera o Banco Mundial desde Julho de 2007.

Robert Rubin, antigo Secretário de Estado do Tesouro dos EUA
Robert Rubin teve cargos de topo na administração do Goldman. Após 26 anos no banco foi escolhido por Bill Clinton como secretário de Estado do Tesouro. Após passar pelo Governo, trabalhou no Citigroup.

Ducan Niederauer, presidente da NYSE Euronext
O presidente da NYSE Euronext, Duncan Niederauer, que detém as bolsas de Nova Iorque e de Paris, Bruxelas, Amesterdão e Lisboa, foi responsável do Goldman pela área da execução de ordens dadas sobre títulos financeiros.

Mark Patterson, Chefe de Ganibete do Secretário do Tesouro dos EUA
Mark Patterson é o chefe de gabinete do actual secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. Antes de se juntar ao governo estava registado como lóbista, intercedendo para defender os interesses do Goldman.

Ora este Goldman Sachs, que está, agora, à beira da falência, e socorremo-nos da própria imprensa económica capitalista portuguesa, neste caso o Jornal de Negócios de 6 de Julho passado "foi o banco que contraiu a maior dívida numa linha de financiamento criada pela Reserva Federal durante o pico da crise financeira. Os detalhes da operação foram, até hoje, mantidos em segredo.

Entre 7 de Março e 30 de Dezembro de 2008, a Reserva Federal conduziu leilões de dívida denominados "acordos de recompra de tranche simples" para fornecer liquidez ao sistema financeiro norte-americano durante o ano da crise internacional.

As iniciativas de financiamento de curto prazo ocorreram, ao longo de 2008, com uma frequência de quase uma por semana e os montantes das emissões foram de 15 ou 20 mil milhões de dólares. A maturidade dos empréstimos foi de 23 ou 28 dias.

Os detalhes destas operações foram mantidos em segredo pela Reserva Federal e divulgados hoje, no âmbito de um pedido da Bloomberg, no âmbito da Lei de Liberdade de Informação ("Freedom of Information Act").

O Goldman Sachs tomou o empréstimo mais avultado das várias acções de financiamento. No dia 7 de Dezembro, o banco financiou-se em 15 mil milhões de dólares numa linha de financiamento a 28 dias em que pagou uma taxa de 1,16% implícita no preço de compra e subsequente venda dos títulos.

No mesmo dia, o banco financiou-se em cinco mil milhões de dólares através do mesmo mecanismo. Mas a taxa implícita nesta operação foi já de 1,25%.

As taxas de juro variavam de operação para operação. O juro mais baixo pago nesta linha de financiamento foi numa operação em que o Goldman Sachs contraiu um empréstimo de 200 milhões de dólares".

Ora, este dinheiro foi utilizado para fazer empréstimos a juros avultados ao próprio país e a outros paises, como a Grécia.

Pura agiotagem. Feita com a conivência dos judeus Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana e Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, e, naturalmente, a assinatura e cumplicidade activa do Presidente Barack Obama.




2 -Os bancos portugueses precisam de se capitalizar em 7.804 milhões de euros para atingir o novo rácio de capital de 9 por cento, segundo cálculos da European Banking Authority (EBA)

Há mais de um ano que os bancos portugueses vivem suportados pelo Banco Central Europeu (BCE).

Ora, seguindo as orientação do capital internacional, o Executivo pretende injectar oito mil milhões de euros na Banca em 2012, com o objectivo de promover a recapitalização dos bancos, noticia o Diário Económico.

O Orçamento de Estado para 2012 (OE 2012) apresentado pelo Governo refere que, em 2012, será injectado na Banca portuguesa até oito mil milhões de euros para promover a sua recapitalização e fomentar a economia.

Claro que os banqueiros especuladores portugueses somente aceitam esta capitalização, se não houver interferência na gestão dos respectivos bancos. E é essa a ideia do governo portugueses.

Recorrer a medidas de austeridade para financiar, praticamente a fundo perdido, o sistema bancário capitalista português. Certamente, isso irá acontecer.

Ora, os bancos portugueses estão já a ser beneficiados a custos praticamente zero, sendo o juro máximo de 1%. Uma roubalheira. Pois, já estão descapitalizados. Para onde foi o dinheiro que receberam?

Aqui aparece, novamente, a Goldman Sachs nas manobras especulativas através dos seus homens de mão e dos respectivos bancos interessados, que não são nacionais, mas filiais de estabelecimentos bancários internacionais, como o BPI, o BES, o BANIF, e a própria Caixa Geral de Depósitos (embora esta contenha uma forte participação nacional).

Vejamos os homens:


António Borges, director do Departamento Europeu do FMI
O economista foi vice-presidente e director-geral do Goldman entre 2000 e 2008. Após sair do banco foi da associação que delineia a regulação dos ‘hedge funds'. Em Outubro de 2010, foi nomeado director do FMI para a Europa.

Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro.
Após acabar o MBA em Harvard, no ano 2000, o actual responsável pelo acompanhamento do programa da ‘troica' foi trabalhar para a divisão europeia de fusões e aquisições do Goldman Sachs. Saiu do banco em 2004.

António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank
O primeiro emprego de Horta Osório após terminar o MBA no Insead foi no Goldman, centrando-se na área de ‘corporate finance'. Actualmente é presidente do banco britânico Lloyds depois de ter estado no Santander.

E ainda Miguel Frasquilho, deputado do PSD, que está encarregue no acompanhamento da troica e é quadro superior do BES e Marques Nunes, deputado do CDS, que está igualmente a fazer parte do acompanhamento da troica e é advogado de um dos maiores escritórios de advocacia do país (Morais Leitão e associados), justamente interessado nas grandes privatizações que o executivo de Passos Coelho quer fazer passar para o capital internacional.



Ora, os governos dos EUA e da União Europeia, incluindo o português, não representam nada mais, nada menos, do que uma enorme organização societária estabelecida pelos capitalistas mundiais, centrados na Wall Street e na City de Londres que pretendem repartir os Estados por áreas de concorrência bolsista para enriquecimento à custa da exploração desenfreada de quem trabalha.

Ou, se desfaz esta trama a nível internacional, com acções concertadas e imediatas ou, cairemos no empobrecimento geral da população e no retrocesso da própria sociedade.





















domingo, 6 de novembro de 2011

COM DESEMPREGO, A EMIGRAÇÃO A TODO CUSTO, DIZIA SALAZAR




«Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras», esta frase poderia ter sido retirada de um discurso bafiento de qualquer político salazarista ou do próprio António Salazar, o Presidente do Conselho de Ministros do "Estado Novo" nos anos 40, quando o regime discutiu, à porta fechada, a política de emigração.

E discutia-a, precisamente, porque a população desempregada crescia no país e ameaçava a própria ordem interna, com convulsões sociais.

Mas, não, a palavra não é de um político salazarista, mas de um membro do actual governo, justamente, o Secretário da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre.

«Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras», disse o governante, que falava, há uma semana, para uma plateia de representantes da comunidade portuguesa em São Paulo e jovens luso-brasileiros, citado pela Lusa.

Em 1940, António Salazar mandou organizar o chamado Congresso do Mundo Português (quem quiser consultar o tema está na Biblioteca Nacional, tem 19 volumes).

Um dos tema abordados para um grupo restrito foi, precisamente, a política de emigração. Havia desemprego e certas zonas do país começavam a ficar desertas, com o processo de industrialização que se iniciava.

Os próceres do regime estavam preocupados com as "revoluções" que poderiam surgir.

Homens, como Armindo Monteiro, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, mostrava apologista de uma "emigração maciça" para o Brasil. Um banqueiro, como Fernando Emídio da Silva, afinava pelo mesmo diapasão e colocava ainda a hipótese de mandar uns quantos para o planalto central de Angola, então uma colónia despovoada de "brancos".

Oliveira Salazar, também entrou na discussão. Havia uma política oficial de "colonização interna", que se mostrou uma fracasso. Argumentava o ditador: "Mesmo que supussessemos o aproveitamento integral das terras irrigáveis e baixássemos para um hectare o lote a distribuir por família, teríamos conseguido estabelecer 150.000 famílias, e, a 4 ou 5 pessoas por família, 600 a 700 mil indivíduos. Ficaríamos longe da absorção total".

E continuava a sua argumentação: não é seguro que se conseguisse travar os problemas que estavam para vir.

Então preconizava abertamente: "O caminho" é a emigração, seja qual for o país escolhido ou a escolher.

Como os capitalistas retornam aos seus "princípios" quando a crise começa a apertar.!!!


Os democratas parlamentares tornam-se num ápice adeptos ferrenhos da ditadura.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

OS FAUTORES DA CRISE TÊM NOME E ESTÃO EM WALL STREET






1 - A questão central da crise mundial, em particular a que nos toca de perto, a europeia, e a dos EUA e China (pois é verdade o dragão chinês sofre igualmente com a especulação do capital financeira, muito mais do que está registado na imprensa mundial, e, de suma maneira, na chinesa) é a especulação financeira que grassa, no meio das desgraças que se abatem, essencialmente, sobre as classes trabalhadoras.

///Deixemo-nos de subterfúgios: em Cannes, hoje, os responsáveis das principais autoridades ditas reguladoras do sistema bancário, enquadradas no Conselho de Estabilidade Financeira (FSP), confessam que são os principais bancos mundiais, com os EUA à cabeça, que correm o risco "sistémico", que face a sua possível bancarrota, colocarem em risco a economia mundial.

E citar, justamente, 29 dos maiores super-bancos do mundo, sendo que os principais estão sedeados nos Estados Unidos, e, na prática controlam Wall Street. Assinala-se, concretamente, o Goldman Sachs, JP Morgan e o Citigroup, entre os oito norte-americanos.

Na Europa, referem-se, por exemplo, os franceses BPCE, BNP Paribas, Crédit Agricole e a Société Générale e os alemães Deutsche Bank e o Commerzbank.

E da Ásia, o Banco da China.

Estes bancos representam um sector gigantesco em capitais, que ultrapassou os 27 biliões de dólares em 2002 para 60 biliões de dólares em 2007. Na prática, este dinheiro desapareceu.

Para onde? ///

Perante a míngua financeira dos Estados, desde os Estados Unidos (o principal Estado norte-americano, teoricamente, o mais rico, está na completa bancarrota) até à Ásia, incluindo a China, passando pela União Europeia e Rússia, aqueles estão, inteiramente, nas mãos dessa alta burguesia capitalista financeira, que se enquistou em termos que classificamos de "foras da lei" do enriquecimento amoral e marginal.

Ora, esse sistema financeiro internacional, em especial o centrado em Wall Street, pressiona o seu governo norte-americano - a administração Obama - e, de maneira evidente, a União Europeia, para que injecte dinheiro, a custo zero, ou praticamente zero, no seu capital social.

Mas não quer qualquer tipo de intervenção estatal reguladora e controladora da sua gestão, para prosseguir a sua política de emprestar esse dinheiro a custos elevados aos respectivos Estados, fomentando, deste modo, a dependência crescente daqueles do capital financeiro.

Os "pontas de lança" desta estratégia são os chamados "governos fortes", de um lado dos EUA, dos outro, a Alemanha e a França.

Entretanto, os capitalistas estão a efectuar, a exemplo do que aconteceu na crise de 2008, uma fuga organizada e constante de capitais, quer dos Estados Unidos, quer dos principais Estados da União Europeia - praticamente de todos.

Então, há um ano atrás, e isto de maneira constante nos últimos 30 anos, os grandes bancos apresentavam, anualmente, lucros fabulosos e divulgados com música e foguetes, e, agora, de repente estão "descapitalizados"?

Onde pára esse dinheiro? Insistimos na pergunta.

Em paraísos fiscais, à espera que os governos dependentes e colocados na gestão da coisa pública, lhe faça "novos empréstimos" a custo zero, aumentando, assim, o défice do Estado, o que levará a novas restrições salariais e de serviços públicos entre os trabalhadores.

Na presente crise de todo o sistema capitalista, o que se torna evidente é que Wall Street continua em grande, sem contribuir, com um centavo, para aliviar a desigualdade que pende sobre o sector trabalhador.

Não é possível na actual situação conseguir inverter o desequilíbrio presente, em crescimento, sem colocar uma grilheta reguladora na divisão de impostos, que conduza a lançar para cima desse capital - e por extensão o capital de todo o mundo - uma fatia bastante substancial das despesas é encargos estatais e para-estatais.

(Uma pequena achega, nos Estados Unidos, nos primeiros meses de 2008, houve uma fuga de capitais do sistema financeiro que rondou os 100 mil milhões de dólares (na altura com um valor aproximado de 65 mil milhões de euros. A fonte foi a própria secretario de Tesouro dos EUA, o que quer dizer que esse valor foi muito mais elevado).

Chegados aqui temos de nos interrogar, mas quem controla todo este sistema?

Um punhado de capitalistas, que dominam a sociedade por representantes e homens de mão nos governos, administrações públicas, grandes autarquias, pelo domínio dos grandes complexos industriais-militares, pelo controlo infindável dos grandes meios de comunicação social e marketing, pela falta de maturidade política e ideológica dos sectores mais explorados dos povos, pela própria divisão que conseguem imprimir no seios das classes trabalhadoras.

Mas, entre a élite do sistema financeiro internacional está o grande capitalista judeu. Ele é, hoje, como colectivo que mexe em todas as principais instituições da principal potência política-militar actual, os EUA, uma das partes centrais do problema.

Tal como se deve resolver a questão judaica na ideologia, igualmente se deve debater e criticar, nos nossos dias, a questão judaica nas instituições financeiras capitalistas. Mas não só, embora em concorrência ideológica-religiosa, a Igreja Católica actua, em parceria harmoniosa, com os especuladores capitalistas judeus nas principais instituições financeiras mundiais. Na Europa, nos EUA e mesmo na Ásia e América Latina. E claro em Wall Street.