quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

GOVERNO PSD/CDS: AS NOMEAÇÕES REFORÇAM O PODER DO CAPITAL FINANCEIRO

                                

1 - Estamos a chegar ao fim do ano, praticamente sete meses depois do actual governo português PSD/CDS, liderado por Passos Coelho, e podemos afirmar que o primeiro acto de mudança da maneira de ser que era declamada por aquele político, antes de ser governante, a nomeação dos cargos políticos para a Administração Pública, se transformou em hipocrisia.


Na realidade, Passos Coelho, tal como o seu antecessor José Sócrates, como os antecessores Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, António Guterres e Cavaco Silva - ficamos por aqui para não recuar mais - seguiu, exactamente, a mesma senda.


Os nomeados para "reestruturar" a Administração Pública são os mesmos meros vassalos políticos do actual governo, como o eram dos anteriores. As prebendas, as sinecuras identificam-se, tal como dantes; os dinheiros dos contribuintes, gastos inutilmente, são embolsados por uma nova cáfila de medíocres, sabujos, carreiristas dos aparelhos partidários do PSD e CDS.


De acordo com dados oficiais - repiso oficiais - referentes a Setembro, o governo tinha feito 769 nomeações para cargos da função pública e governamental, 283 dos quais não foram publicados em Diário da República.


A emissora Rádio Renascença referia, há dias, que o governo desde que tomou posse fez, em média, três nomeações em por dia.


Ao todo, segundo a Rádio Renascença, foram 610 os novos funcionários que entraram nos gabinetes ministeriais desde 5 de Junho.


O salário médio é de, aproximadamente, 2.300 euros, representando um encargo anual de quase 20 milhões de euros para o Estado.


O Ministério da Agricultura foi o que mais funcionários nomeou - 91 novos colaboradores -, seguindo-se o Ministério da Economia, com 86.


São os dois «superministérios» que agregam, no primeiro caso, os anteriores ministérios da Agricultura com o do Ambiente e, no segundo, os antigos Ministérios da Economia, das Obras Públicas e do Trabalho.


Conforme, assinala a RR, os dados são oficiais e são aqueles que estão referenciados no "site". E, é o governo que faz comparações com o executivo anterior.


Na realidade, desconhece-se as nomeações encobertas, sob a forma de "consultadoria" e outras manigâncias.


Não se pode deixar de denunciar a trafulhice em torno do emagrecimento real do aparelho de Estado, que os arautos Passos Coelho e Paulo Portas preconizavam e sustentavam ser dos primeiros actos do seu governo.


2 - O que atrás se afirma é um aspecto da questão.


O outro mais grave e perigoso para a governação do país são as nomeações que estão a ser feitas para servir o verdadeiro poder, o económico capitalista, que o poder governamental serve na realidade.


Cito a imprensa do regime. Foi nomeado um novo conselho de Administração para o AICEP - um instituto dito de promoção económica do país no estrangeiro .


Pois, o seu Presidente Pedro Reis, além de ser um homem do PSD, é uma personalidade intermédia da finança, ou seja um representante do capital financeiro especulativo.


Além do presidente, Pedro Reis, foram hoje indicados os outros quatro elementos.


Pedro Gonçalves, actual quadro do Banco Espírito Santo (sublinhado meu), onde era director coordenador do gabinete de monitorização e crédito de empresas; o embaixador António Almeida Lima que foi nos últimos cinco anos o cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro e é apontado como um dos diplomatas com perfil empresarial e económico mais apurado (sublinhado meu); Manuel Mendes Brandão que é advogado na sociedade Albuquerque e Associados e chefiou o gabinete de Paulo Portas quando o actual MNE passou pela Defesa; e, por fim, José Vital Morgado que transita do anterior conselho de administração, é licenciado em engenharia e trabalha na agência que promove a internacionalização das empresas portuguesas e a captação de investimento externo desde 1987 - na altura, ainda se tratava do ICEP.

Como se pode verificar, nestas nomeações estão representados justamente os representantes do capitalismo, tal como se verifica no governo: Passos Coelho veio da gestão de empresas cujos accionistas principais são bancos (CGD, BES, BANIF); Vitor Gaspar é um quadro superior do sistema bancário, quer português, quer europeu; Paulo Macedo (Saúde) era administrador do BCP, Miguel Relvas (cujo enriquecimento deveria ser investigado), igualmente foi administrador de empresas, onde o capital bancário era dominante, e além do mais já confessou que é "um facilitador" de negócios (e esta facilitação certamente é paga e bem paga); Aguiar Branco, Paula Teixeira Pinto, Miguel Macedo e Assunção Cristas provem de grandes escritórios de advogados, que servem essencialmente as grandes firmas bancárias e ligadas aos interesses de bancos.




3 - Para terminar, vamos concentrar-nos num caso paradigmático do papel político como servidor do capital e dos seus interesses específicos na própria instituição bancária.

Reportamo-nos a um caso que já tem meses. Lembram-se da nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos, que o governo PSD/CDS anunciou que iria privatizar (total ou parcialmente), e em cujo universo de empresas que representam está o sector de Saúde? 
Falemos então de António Nogueira Leite  que foi escolhido ser vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e ganhar mais de 20 mil euros por mês.

Esta marioneta político-financeira, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho, é um homem do grupo CUF, de que éadministrador executivo. Mas também é administrador executivo da SEC,  administrador executivo da José de Mello Saúde,  administrador executivo da EFACEC Capital,  administrador executivo da Comitur Imobiliária, administrador (não executivo) da Reditus, administrador (não executivo) da Quimigal - presidente do Conselho Geral da OPEX,  membro do Conselho Nacional da CMVM,  vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank, membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, vogal da Direcção do IPRI.

É membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.

Ou seja, o domínio do capital financeiro é total. Quem está no poder (económico, social e político) não é a burguesia portuguesa.

É, directa ou através de seus representantes, um sector específico dela, a grande burguesia da finança.

Ela atingiu, finalmente, todas alavancas do poder de Estado.

Nunca poderá reestruturar a economia a favor da produção nacional. Ela vai continuar a aprofundar a manutenção do sistema financeiro especulativo em grau cada vez mais sofisticado e elevado.

Para o fazer terá de endurecer o regime, caminhar para formas autoritárias de poder repressivo, possivelmente até fascistas, se não houver compreensão da gravidade que se está a desenrolar.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CAVACO: UM APELO À NOVA COLONIZAÇÃO INTERNA






1 - O Presidente da República, Cavaco Silva, falou, esta semana, em Lisboa, no encerramento do Congresso do Centenário do Crédito Agrícola, um programa de "repovoamento agrário".

Cavaco Silva, hoje, não está no poder executivo, ocupa um cargo de incidência protocolar de Chefia do Estado, mas, no passado, como chefe do governo do actual regime preconizou e pôs em prática, exactamente, o contrário: a desertificação dos campos, o abandono do cultivo das terras, pagando, mesmo, para se deixar de produzir nas zonas rurais.

Retirando incentivos a quem, realmente trabalhava a terra, destruindo uma Reforma Agrária, iniciada em 1975, com alguns erros e defeitos, mas que se começava a implantar, verdadeiramente, em território português uma nova estrutura inovadora de desenvolvimento rural.

Ao mesmo tempo que indemnizava, pelo contrário, os latifundiários absentistas, a quem financiava, a fundo perdido, como pretensos lavradores, que canalizaram esse dinheiro para proveito pessoal e enriquecimento ilícito. (Não se reporta aqui o autêntico crime que se praticou na atrofia da actividade pesqueira nacional).

"Precisamos de um programa de repovoamento agrário que consiga captar uma parte dos recursos humanos desaproveitados", preconizou, salientando que veria com "muito bons olhos" uma concertação de esforços entre entidades públicas e privadas para criar medidas de incentivo à fixação e atracção de activos nas zonas rurais.

Entre as soluções possíveis, Cavaco Silva avançou com a hipótese de serem criados incentivos ao emprego e aos jovens agricultores, o apoio a empresas de inserção e a concessão de micro-crédito para projectos de desenvolvimento rural.

Além do cinismo destas propostas, para quem destruiu, justamente, a produção nacional dos meios rurais, elas são claramente obsoletas, pois o actual regime, como regime capitalista que é, ainda mais integrado num espaço económico mais amplo, a União Europeia, mais avançada e competitiva na produção, não dará a mão a qualquer valorização da terra e do lavrador independente a ela ligado.

Com os avanços tecnológicos e os progressos manifestos na própria agricultura capitalista que se incrementou nos últimos 50 anos, reduziu, neste período, a população rural agrícola a 12% da população activa.

Em 2009, o recenseamento do INE registou um total de 304 mil explorações agrícolas no país.

Significa isto que, em 10 anos, - 1999 -, foram suprimidas 112 mil empresas.

Enquanto cresceu, neste período, a mecanização e a produtividade relativa em grandes superfícies agrícolas,(dados estatísticos de 2009 assinalam que dois por cento de empresas agrícolas capitalistas estruturadas ocupam 25 por cento do solo rural cultivado), diminuindo, em consequência, a mão-de-obra nessas regiões, devido a esse facto.

Por outro lado, trouxe uma diminuição de população agrícola noutras regiões menos desenvolvidas por causas ligadas ao empobrecimento do agricultor e às transformações capitalistas industriais e de serviços, que fizeram acorrer parte da mesma aos grandes centros industriais.

Ora, no conjunto do sector da agricultura existente, 80 por cento dos produtores fazem o seu trabalho em regime familiar, sendo 6 por cento deste conjunto afirmou trabalhar a tempo parcial.

Ora, Portugal, através dos seus governantes, não utilizou os dinheiros da sua inserção comunitária para desenvolver produção própria competitiva, realizando uma transformação tecnológica e de estruturação agrícola associativa.



Ficou, em inferioridade, face á produção mais avançada e à competividade dos seus parceiros europeus. Tudo isto contribuiu para a desertificação e para o envelhecimento da população agrícola, que, neste estao etário, se torna avessa à modernização.

2 - Como se pode "repovoar" um país, se a política portuguesa (e europeia) - que Cavaco Silva defendeu e continua a defender - está centrada no desenvolvimento desenfreado do capitalismo financeiro, que despreza a produção nacional dos países, e de maneira evidente, a sua economia agrícola, aumentando a ruína contínua de quem, está directamente ligado à terra?

Claro que noutras condições, Cavaco Silva procura, na realidade, fazer renascer a velha política salazarista da "colonização interna", lançada nos finais dos anos 30, também, para resolver uma crise política e social, que a industrialização começava a criar, com desemprego crescente e ameaças de conflitos sociais, que surgiram depois.

(A Junta de Colonização Interna foi um organismo oficial, criado em 1936, dependente do Ministério da Economia, que tinha por missão colonizar os baldios, terrenos públicos e propriedades privadas beneficiárias de infra-estruturas hidráulicas e fomentar a actividade agrícola em Portugal continental e ultramarino).

Foi um fiasco.

António de Salazar apostou, então, deliberadamente na emigração. Discutiu, mesmo, o assunto em 1940, no decorrer dos Congresso da Exposição do Mundo Português.

Algumas das figuras mais eminentes do regime, desde a política à diplomacia, passando pela economia, falaram sobre o assunto, tendo como referência o fracasso que o projecto de "colonização interna" já se lhes afigurava.

Sustentou então Salazar: "Mesmo que supusessemos o aproveitamento integral das terras irrigáveis e baixássemos para um hectare o lote a distribuir por família, teríamos conseguido estabelecer 150.000 famílias, e, a 4 ou 5 pessoas por família, 600 a 700 mil indivíduos. Ficaríamos longe da absorção total".

Salientou que aquele projecto não resolvia os problemas que estavam para surgir.

No seu raciocínio, a questão teria se ser resolvida com uma saída: dar mãos largas à emigração.

Os seus pupilos actuais estão a seguir-lhe as pisadas. O secretário de Estado da Juventude do actual governo já deu mote.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O 25 DE NOVEMBRO GEROU O ACTUAL REGIME







1 - Passou hoje mais um aniversário do golpe militar do 25 de Novembro.


Curiosamente, os seus mentores e promotores, que, normalmente, deitam palavra pela ocasião estão calados e procuram atirar, rapidamente, a data para "debaixo do tapete".


A distância, hoje, é grande, e, o esquecimento procura silenciar a gravidade do que sucedeu na sociedade portuguesa de então.

Um grupo numeroso de oficiais, que se encobriu sob o manto diáfano da democracia, e se intitulou "grupo dos nove", efectuou, em conjunto com as direcções políticas do PS, PSD e CDS, e uma "neutralidade" activa da liderança cunhalista, a 25 de Novembro de 1975, um golpe de Estado para "endireitar" o que eles consideravam ser o seu objectivo do 25 de Abril, trucidado pelas lutas populares.


Na prática, jugularam pela via militar a movimentação popular que se desenrolava no país entre 1974/75, que extravasava os limites impostos pelas coligações governamentais e arranjos realizados sob a chancela do MFA (Movimento das Forças Armadas), movimentações e rebeliões que forçaram as nacionalizações da banca e dos grandes centros produtivos, impuseram uma nova orientação no interior dos quartéis. E, no limite, se aproximava de uma Revolução, que estava a desmembrar, ainda que incipientemente, a estrutura capitalista que se mantinha no país.


Com este golpe, foi iniciado um regime político, assente na primazia da economia de mercado, retomando a privatização da banca e dos principais grupos produtivos, remilitarizando as Forças Armadas, no modelo do regime anterior.


Desse golpe, constituiu-se o actual regime político.


2 - A efervescência revolucionária, que germinou no pós-25 de Abril, sucumbiu, com certo pacifismo, em 25 de Novembro de 1975, devido precisamente ao papel desempenhado por partidos que se afirmavam defensores do socialismo e neutralizaram, por um lado, pela força que mantinham em certos sectores das classes trabalhadores, por outro, pela inexistência de um partido revolucionário, que materializasse um projecto de transformação radical da sociedade.


Todavia, o que realmente foi destroçado com esse golpe não foi, propriamente, a Revolução.


O que foram destroçados foram as ilusões, as ideias, os programas desfasados do conjunto da sociedade portuguesa.


Em primeiro lugar, os projectos de uma sociedade socialista constituída com uma amálgama de alianças de classes ("maioria de esquerda", "unidades de todos os portugueses honrados"), classes essas que, em determinada altura, afirmavam defender a sociedade socialista, mas, na prática, promoviam uma contra-revolução.


Em segundo lugar, a constatação de que não existia uma "vanguarda" revolucionária capaz de conduzir o povo à sua libertação. Na realidade, as relações sociais, apesar da grande tensão política que existiu na altura - chegava a falar-se em perspectiva de guerra civil, não se tinham agudizado em grau de suficiência que colocasse as classes antagónicas em contradição insanável.













quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A GRANDE REFORMA DO TURISMO: DEITAR PELA BORDA FORA A ASSESSORA DE IMPRENSA DO ÁLVARO!!









































1 - O "boy" do poder financeiro, Pedro Passos Coelho, como Primeiro-Ministro de Portugal, segue as pisadas dos seus antecessores na colocação dos "boys" de segundo plano nos institutos e direcções-gerais estatais e para-estatatais.

Argumenta que haverá alguns cortes no número de cargos, mas, na aplicação, os sucessores como gestores ou directores são os homens de palha dos partidos e sectores capitalistas apoiantes do actual regime (podem recolocar na RTP, como Presidente do seu Conselho de Administração, um boy do PS, Guilherme Costa, que, na realidade, pouco importa, é um rapaz do regime).

A questão que pretendemos falar, agora, é no entanto a substituição da administração no Instituto de Turismo de Portugal. Saiu o "rapaz" do PS, Luís Patrão e colocam o seu congénere do PSD, que já estava lá, na repartição de tachos. Chama-se Frederico Costa.

Diz o Ministro da Economia, o tal Álvaro, que vivia no Canadá e dava uns bitaites de escrita, que é uma reforma profunda que o seu Ministério quer conduzir no sector. E o que faz: deita pela borda fora a sua assessora de Imprensa, um antiga jornalista do Diário de Notícias, Maria de Lurdes Valle, e, como recompensa para instituir a reforma, coloca-a como administradora do ITP. Não servia para o assessorar, mas é capaz de ganhar mais uns dinheiritos - naturalmente, para se manter calada do que já sabe - como membro da equipa da "importante reforma".

Se isto não fosse grave, até dava vontade de rir. Mas é grave, muito grave, criminosamente grave. Não se esquecerá.

2 - Eis mais um acto, magnânimo, de Passos Coelho contribuindo para a austeridade do Estado.



Socorremo-mos da imprensa:

"O primeiro-ministro de Portugal decidiu conceder subsídio de alojamento ao ministro da Economia e a três secretários de Estado, lê-se num despacho de Pedro Passos Coelho hoje publicado no Diário da República.

Assim, por não terem “residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 quilómetros”, receberão subsídio de alojamento o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, o secretário de Estado da Defesa, Paulo Braga Lino, o secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, e o secretário de Estado do Empreendedorismo, Carlos Alves de Almeida.

O valor do subsídio é de 75% do valor das ajudas de custo a que têm direito e que são calculadas em função da remuneração que auferem, lê-se ainda no despacho assinado pelo primeiro-ministro.

Esta questão dos subsídios de alojamento a membros do Governo esteve recentemente envolta em polémica depois de dois jornais, Sol e Diário de Notícias, terem revelado que o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, recebiam este apoio apesar de serem proprietários de casas em Lisboa, embora a sua residência permanente fosse fora da capital.

Tanto Macedo como Cesário, que têm residência permanente em Braga e em Viseu, respectivamente, acabaram por renunciar ao subsídio de alojamento. O mesmo fez o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, em “solidariedade” com os dois “colegas de Governo”.



Mas a austeridade também entra no Ministério das Finanças, do rapaz Vítor Gaspar.



Cita do semanário Sábado: "O Ministério das Finanças fez duas nomeações em que especifica que terão direito a 14 ordenados". Todavia, à revista disse que os citados não receberão subsídios.



O jornal explica no entanto: "Foram duas nomeações, numa altura em que o Ministério das Finanças já saberia que os subsídios de férias e Natal estarão suspensos para a função pública em 2012, e em que se determina que haverá "percepção de subsídio de férias e de Natal".



João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, foi nomeado assessor do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, com a renumeração do serviço de origem "acrescida de dois mil euros por mês", e, "direito à percepção dos subsídios de férias e Natal".



Já António Costa Vaz, da REFER, foi contratado"para realizar estudos no âmbito da sua especialidade", equiparado a adjunto para efeitos de vencimento "com despesas de representação, acrescido de 45% deste montante e com percepção dos subsídios de férias, de Natal, e de refeição".




Foi contratado pelo gabinete da Secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.



(Como se pode verificar nas falcatruas as mulheres são, exactamente iguais aos homens!!!).




Mas, para tranquilizar o leitor, pode-se, desde já, afirmar que o governo actual segue fielmente em tudo as pisadas do antecessor. De boy em boy, de roubo em roubo, de mentira em mentia que lucra é o capital financeiro e o Estado está na bancarrota.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

HOSPITAIS PÚBLICOS PASSAM, COM ARMAS E BAGAGENS, PARA AS MÃOS DA IGREJA CATÓLICA



















1 - O governo português decidiu entregar vários hospitais públicos às Misericórdias portuguesas, acrescentando que, essa benesse, será acompanhada com o dinheiro dos contribuintes, embrulhado no argumento de indemnização, a uma instituição privada, chamada Igreja Católica.


Na realidade, as Misericórdias Portuguesas são, nada mais, nada menos, órgãos de gestão, sob o manto da pseudo-caridade da Igreja Católica portuguesa.


Naturalmente, para muito gente, essas Misericórdias são vistas apenas como prestadores de serviços e cuidados primários. O que é real.


Mas, nas profundidades, do serviço prestimoso está dinheiro público, que reverte para interesses privados, e, neste caso concreto para uma estrutura que somente se deveria preocupar com a "esfera espiritual" que é, teoricamente, o seu campo de actuação.

(A gestão, certamente, não vai ser gratuita, e os provedores e conselhos de administração das "empresas fabriqueiras" da Igreja Católica receberão o correspondente "bodo dos pobres". Tudo boa gente!!!)

Ora, esta passagem dos hospitais públicos para as Misericórdias "cheira", não a espiritual, mas a material, a muitas centenas de milhões de euros.


Centenas de milhões de euros, que o erário público ja desembolsou para os hospitais de cuidados primários e continuados das Misericórdias, ao longo destes anos, mas não colocou dinheiro para implantar um verdadeiro serviço de saúde no IPO.


Naturalmente, cá estaremos, em devido tempo, para enquadrar todo este desperdício de dinheiro...para a Igreja Católica.

Reparem que, logo que souberam que havia "dinheiro fresco" os hierarcas católicos trataram de acautelar a divisão de despojos entre "leigos" e "religiosos", pois, como se pode recordar, criaram-se fissuras nas "heranças" em torno das Misericórdias tempos atrás, quando o bispado católica queria abocanhar tudo.


Eis, parte do texto da Conferência Episcopal Portuguesa, transcrito na sua agência noticiosa Ecclesia.


"O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) reafirmou a autonomia das Misericórdias e a vontade de dialogar em ordem à regulamentação do decreto da Santa Sé que as enquadra, à luz do Código de Direito Canónico, como “associações públicas de fiéis”.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho Permanente da CEP, o porta-voz do episcopado referiu que esse estatuto não retira autonomia às Misericórdias, cujo governo depende dos seus provedores.

“As Misericórdias auto-governam-se com a presidência dos seus provedores” e a Igreja quer continuar a promover este sistema, afirmou o padre Manuel Morujão.

O sacerdote sublinhou que “a Igreja tem a tutela das Misericórdias” mas só a utilizará para “casos especialíssimos”, como a venda de património de “altíssimo valor”.

“Em alguns casos extremos, que não são os do governo ordinário”, a Igreja exerce a sua tutela, referiu o padre Manuel Morujão, admitindo que o "encadeamento" jurídico do decreto “pode levar a crer” que a hierarquia eclesiástica quer apoderar-se dos bens das Misericórdias, suposição que segundo o porta-voz não corresponde à verdade.

O porta-voz da CEP afirmou que “está em curso o diálogo” entre ambas as partes, não havendo “nenhuma urgência” na regulamentação do estatuto jurídico das Misericórdias, que à luz do Código de Direito Canónico – lei interna da Igreja – são associações públicas de fiéis.

“Está a trabalhar-se numa regulamentação que não deixe dúvidas sobre a intenção da Igreja” em relação às Misericórdias, afirmou.

O Conselho Permanente da CEP esteve reunido durante a manhã e início da tarde do dia 12 de Outubro, em Fátima.".


A Igreja Católica já recebe do Estado, através do seu Orçamento, e os valores, referem-se a 2011, 2,1 mil milhões de euros que são transferidos para as Instituições de Solidariedade Social (lares, creches, etc), entidades estas geridas, essencialmente, por aquela confissão religiosa.

2 - Centremo-nos, agora, na hipocrisia justificativa. Ou seja, como se pretende argumentar com valores humanos um favor financeiro à Igreja Católica.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, louvou na passada segunda-feira o anúncio da regularização das dívidas e a devolução dos hospitais às misericórdias, defendendo que decisão pode «combater as listas de espera» e «melhorar a resposta aos doentes», noticia a Lusa.

Convém recordar que, pelo menos, dois dos mais importantes ministérios deste governo estão nas mãos de serventuários da Igreja Católica: o da Saúde, com Paulo Macedo e da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares.





















segunda-feira, 21 de novembro de 2011

OS PARTIDOS FASCISTAS ASCENDEM AO PODER PELA MÃO DO CAPITAL

Quais as diferenças de formas de governação fascistas? Só nas gravatas







1 - Na passada semana, com a aparência de indignação, vários órgãos de comunicação social alemães, incluindo a estatal Deustche Welle, noticiaram, com grande parangonas, que durante anos "um grupo de extremistas de direita", actuando "na clandestinidade, e, sem ser importunado" assassinou um série de trabalhadores estrangeiros.

Com o cinismo típico dos cúmplices de toda a estrutura de poder nazi, que continua a existir na Alemanha, mesmo depois da queda de Hitler, esses órgãos de imprensa, rádio e televisão, questionam-se como velhas prostitutas que sustentam nada saber do que fizeram. "Houve falha das autoridades responsáveis na sua vigilância?".

A questão não é saber se houve falha, a questão é desmontar que os serviços secretos da Alemanha estão nas mãos dos nazis, desde 1946. Em perfeita sintonia com os EUA e a cumplicidade de Israel, que está a par


Os norte-americanos, antes mesmo de instituírem, na Alemanha Ocidental, um governo, puseram em marcha uma estrutura de inteligência militar e civil, liderada pelo general Reihnard Gehlen, que era um major-general dos Serviços Secretos Militares de Adolf Hitler, nazi convicto, que montou toda a máquina (que vai servir de "centro" expansivo para outros países, com todos os oficiais superiores que comandava no departamento que chefiava no Reich hitleriano, e, ainda, por outros quadros das SS e das SA, do que veio a ser o BND (Os Serviços Secretos da então Alemanha Ocidental -RFA, onde de todo o território alemão).

Gehlen permaneceu à frente do BND até à sua morte em 1968.

Em 1965, pelo que agora se sabe, uma investigação interna, que as autoridades alemãs e norte-americanas, fizeram questão que permanecesse "secreta", detectou que os principais lugares de estratégia e operacionais do BND foram ocupados, pelo menos, por 200 antigos nazis.

Gehlen e os sequazes não foram beliscados.

As investigações assinalam ainda que Konrad Adenauer e o seu partido CDU - Cristão democrata - foi largamente apoiado por essa estrutura pró-nazi encavalitada na BND, que protegeu igualmente a reintegração económica-financeira dos antigos empresários e banqueiros, que apoiaram Hitler, como os Krupp, os Thyssen, os Porsche, entre muitos outros.

Entretanto, a rádio estatal Deustche Welle publicou, tempos atrás, uma entrevista com o historiador norte-americano, Timothy Naftali, que está a conferir as informações (27 mil páginas) que a CIA (Agência norte-americana para os serviços secretos externos) teve de tornar publicas, por "caducidade" do rótulo de confidencial, que assinala que os Estados Unidos encobriram a identidade de ex-nazistas e os usaram como espiões contra a antiga União Soviética durante a Guerra Fria.

Timothy Naftali é um dos quatro académicos do chamado Grupo de Trabalho sobre Crimes de Guerra Nazistas e Arquivos do Governo Imperial Japonês, encarregado pelo governo norte-americano de examinar e interpretar o material agora libertado.

Numa conferência de imprensa, o historiador disse que os documentos mostram que a CIA e a antiga Alemanha Ocidental cooperaram para encobrir o paradeiro do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann em 1958.

Os arquivos colocados, recentemente, à disposição do público também mostram que a CIA e a Alemanha Ocidental suprimiram parte do diário de Eichmann que poderia ter comprometido o nazi Hans Globke, o conselheiro para segurança nacional, que reorganizou os corpos castrenses e de segurança, do então chanceler federal alemão Konrad Adenauer.

Globke ajudou a elaborar s Leis de Nuremberga durante o regime nazista (as leis de perseguição às minorias étnicas, como os judeus, ciganos e eslavos).

No governo de Adenauer, ele foi a principal ligação com a CIA e com a NATO. Nazis de convicção foram também colocados em lugares chaves das administrações das cidades, logo após a queda de Hitler e da rendição da Alemanha hitleriana.

Igualmente se veio a saber que o antigo chefe da Gestapo em Lyon, Klaus Barbie, após a Segunda Guerra Mundial, se tornou colaborador dos serviços secretos (BND) da República Federal Alemã, de acordo com o semanário Der Spiegel (17.01).

O «carniceiro de Lyon», que em 1987 foi condenado a prisão perpétua em França por crimes durante a ocupação nazi, foi recrutado pelo BND no início de 1966, quando vivia clandestinamente na Bolívia sob o pseudónimo de Klaus Altmann.

Mesmo antigos chanceleres alemães, como Kurt Georg Kiesinger (CDU) e Helmuth Schmith (SPD), pertenceram a estruturas do Partido nazi, sendo este último oficial das SS, durante a guerra.

Ora, os nazis nunca saíram do poder. Agora estão a renascer, naturalmente, noutras condições, mas com as costas protegidas.

A evidência é que eles já estão, há largos anos, em alguns parlamentos regionais (caso do NPD).

Mas a imprensa escreve agora, candidamente, que "um relatório de 1995 do Departamento Federal de Proteção da Constituição já dizia que os extremistas de direita planeavam criar uma rede terrorista no país, e, há 15 anos, os neonazis estavam sendo vigiados na Turíngia. Somente sobre os três acusados de ter assassinado as vítimas turcas e um grego há mais de 20 dossiês de investigações".

Todo este emaranhado pseudo-jornalístico, agora engendrado, visa esquecer a verdadeira realidade: O Partido Nazi, de Hitler, nunca foi desmembrado e destroçado na Alemanha Ocidental, a estrutura reconstruída deste Estado em 1946, foi efectuada contando em lugares chaves, desde a economia até aos serviços secretos e partidos, passando pelas Forças Armadas, com quadros destacados nazis. normalmente intermédios.

Finalmente, a hipocrisia chapada. Assinala a imprensa alemã, que "ao que parece não faltavam indícios da existência de um terrorismo de extrema direita na Alemanha".

Grande verdade, não é?

2- O que tem sido pouco divulgado foi a ligação (melhor dizendo, a interligação) entre o BND de Gehlen e a CIA, de Aleen Dulles, irmão de Foster Dulles, que foi o secretário de Estado do general Eisenhower, como Presidente dos EUA, na "limpeza" do passado de grandes quadros intelectuais nazis e a sua inserção no complexo militar espacial norte-americano, onde se tornaram dirigentes.

Foram eles que organizaram a operação PaperClip, que permitiram, na maior impunidade, a transferência de convictos nazis para os EUA.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve a "caça aos cientistas alemães", quer por parte dos EUA, que da então URSS. Isso é conhecido por todos.

Mas, os EUA integraram os cientistas nazis no seu aparelho de Estado da investigação e dos negócios científicos.

O mais conhecido foi Werner Von Braun, o arquitecto da NASA e o "herói" da conquista do espaço.

Procurou-se escamotear o que ele representou no Reich Alemão e na sua máquina de guerra destruidora. Convictamente.

Ele é o pai e incitador da criação da bomba V2. Foi construída numa fábrica gerida pelas SS e usando trabalho escravo dos campos de concentração.

Von Braun pertencia ao partido nazi e tinha "cadastro" político elevado.

O que constituía um grande entrave para sair do país: a lei norte-americana proibia expressamente a emigração de nazis para os Estados Unidos.

Quando se colocou essa questão na sociedade norte-americana, os seus dirigentes procuraram contornar a questão, pois, praticamente todos os cientistas, já em solo dos EUA, teriam de ser expatriados de volta para a Alemanha.

Quer o Secretaria da Defesa, quer a CIA, quer o complexo-industrial militar (curiosamente onde já estavam os capitalistas judeus) não queriam perder o seu contributo, fruto de muitos projectos avançados que tinham decorrido na Alemanha nazi.

Assim, o sucessor de Roosevelt, Trumman autorizou o "projecto Paperclip" em 1946, o projecto para expatriar cientistas alemães seleccionados para trabalharem para os Estados Unidos.

No entanto, Trumman excluiu, expressamente, todos os que "tenham sido membros do partido nazi e mais do que participantes nominais nas suas actividades, ou apoiantes activos do nazismo ou militarismo". No papel.

A Agência de Investigação do Departamento da Guerra (JIOA), conduziu investigações sobre o passado dos cientistas.

O seu director, Bosquet Wev, submeteu o primeiro conjunto de dossiês ao departamento da justiça para serem apreciados.

Os dossiês eram, naturalmente, arrasadores.

Samuel Klaus, o representante do Procurador-Geral da Justiça,, afirmou que "todos os cientistas do conjunto eram nazis convictos". Os pedidos de visto de entrada foram recusados.

Wev reagiu mal. Considerava que a devolução à Alemanha dos cientistas iria constituir uma ameaça maior à "segurança dos Estados Unidos" do que mantê-los em território norte-americano.

Quando o JIOA começou a investigar os nazis, Reinhard Gehlen, chefe da inteligência na frente leste, encontrou-se com Allen Dulles, o director da CIA. Dulles prometeu-lhe que a sua organização ficaria em segurança dentro da CIA.

Wev decidiu contornar o problema. Dulles mandou alterar os dossiers sobre os cientistas alemães, removendo-lhes quaisquer informações incriminatórias. Dulles integrou a organização de Gehlen na CIA, donde foi responsável por vários projectos de espionagem e relacionados com as experiências nazis durante a guerra.

Baseamo-nos na imprensa norte-americana para referir o que se passou.

A Inteligência Militar "limpou" os dossiês relativos aos cientistas. Em 1955, mais de 760 cientistas nazis tinham já cidadania norte-americana, tendo-lhes sido dadas posições de relevo na comunidade científica americana.

Muitos tinham sido membros do partido nazi e da Gestapo, e conduzido experiências em seres humanos nos campos de concentração, tinham usado trabalho escravo, ou cometido outros crimes de guerra.

Este "branqueamento" dos nazis foi mantido secreto até do presidente Trumman, ao ponto de este o negar em Potsdam, o que só serviu para exacerbar as suspeitas soviéticas.

Alguns exemplos destes cientistas:

ARTHUR RUDOLPH

Durante a guerra, Rudolph foi director da fábrica Mittlewerk nos campos de concentração Dora-Nordhausen, onde 20.000 trabalhadores morreram de espancamentos, enforcamentos e fome. Rudolph era membro do partido nazi desde 1931.

O seu ficheiro militar dizia em 1945 "100% nazi, do tipo perigoso, ameaça à segurança. Internamento sugerido".

O Dossier final do JIOA dizia: "nada no seu registo indica que tenha sido um criminoso de guerra ou um nazi convicto"

Rudolph recebeu cidadania norte-americana e projectou, mais tarde, o Saturno V, usado nas missões Apollo. Em 1984, o seu registo de guerra foi finalmente investigado, e ele fugiu para a Alemanha Ocidental.

WERNHER VON BRAUN

De 1937 a 1945, von Braun foi o director técnico de Peenemunde, onde o foguetão V2 foi desenvolvido. O seu dossiê foi reescrito para que não surgisse o facto de ser um nazi fervoroso.

Von Braun trabalhou em mísseis teleguiados para o exército do EUA e foi mais tarde director do Marshall Space Flight Center da NASA .

Em 1970, tornou-se num dos administradores associados da NASA.

KURT BLOME

Um cientista nazi de alto nível, disse aos seus interrogadores militares em 1945 que tinha sido mandado em 1943 investigar o efeito de vacinas em prisioneiros dos campos de concentração.

Foi julgado no Tribunal de Nuremberga, sob a acusação de ter praticado a eutanásia em prisioneiros doentes e conduzido experiências em seres humanos. Apesar de absolvido, as suas alegações prévias eram conhecidas, e era aceite a sua participação em experiências sinistras.

Dois meses depois do seu julgamento em Nuremberga, Blome foi entrevistado em Camp David, acerca de guerra bacteriológica. Em 1951, foi contratado pelo Corpo de guerra química do Exército dos EUA. O seu ficheiro não menciona o seu julgamento em Nuremberga.

MAJOR GENERAL WALTER SCHREIBER

O Tribunal Militar dos EUA em Nuremberga investigou provas sobre "Schreiber ter encarregado médicos de conduzir experiências nos prisioneiros dos campos de concentração e ter arranjado os fundos para financiar essas experiências".

O delegado do Ministèrio Público afirmou que Schreiber teria sido condenado se os soviéticos não tivessem retido as provas de 1945 até 1948 e as apresentado em tribunal.

Mais uma vez, o ficheiro de Schreiber não menciona este facto. Schreiber foi colocado na Escola de Medicina da Força Aérea em Texas. Quando estes dados foram tornados públicos, a JIOA tratou de lhe fornecer "visto e um emprego na Argentina, onde a sua filha vivia". Em 22 de Maio de 1952, fugiu para Buenos Aires.

HERMANN BECKER-FREYSING e SIEGFRIED RUFF

Estes dois, junto com Blome, pertenciam aos 23 acusados no Julgamento de Nuremberga àcerca dos "Casos médicos". Becker-Freysing foi condenado a 20 anos de prisão por conduzir experiências em prisioneiros de Dachau, tais como fazê-los passar fome e depois fazê-los beber à força água do mar que tinha sido quimicamente alterada para a tornar potável. Ruff foi absolvido (numa decisão muito renhida) de acusações de que ele tinha morto pelo menos 80 prisioneiros de Dachau em câmaras de baixa pressão para simular as condições a 20000 metros de altitude.

Antes do seu julgamento, ambos foram pagos pela Força Aérea do Exército para escreverem relatórios acerca das suas experiências grotescas.

Mas, o papel do BND de Gehlen, e, depois do seu sucessor, igualmente membro da organização que leva o nome daquele general nazi, tem marcas na constituição de redes terroristas da direita e mesmo fascistas na Europa, com a Gládio e a Loja Maçónica P-2, de Lício Gelli, que tentou dar um golpe fascista em Itália nos anos 80.

Segundo os dados da investigação que mais tarde foi realizada após a descoberta do papel da Loja P-2, onde estavam inscritos então "jovens promissores", como Silvio Berlusconi, Gelli tinha ligações à CIA e era um membro "bem colocado" junto do Vaticano.

Tinha pertencid0 também à direcção da Gládio, uma estrutura fascista, montada para actuar como organização anti-comunista nos países ocidentais da Europa, incluindo Portugal de António Salazar e Espanha de Francisco Franco.

Mais tarde, fundou e dirigiu a Loja Maçónica P2, que recebia uma verba de 10 milhões de dólares mensais da CIA.

Tinha ligações a membros altamente colocados na Máfia, nos Serviços Secretos, de Segurança Interna e nas Forças Armadas e Associações patronais de Italia e na organização financeira do Vaticano, nomeadamente com Roberto Calvi, Presidente do Conselho de Administração do Banco Ambrosiano, o principal banco de negócios e de financiamento do Estado da Santa Sé.

3- Está a extrema-direita pró-fascista e pró-nazi em decadência e formada por grupos minúsculos, na Europa e nos EUA?

Pura mentira.

Está no poder ou directamente em centros de poder.

E a questão não é a profissão de fé no anti-nazismo, mas sim na necessidade do Capital, para sobreviver, em recorrer a métodos cada vez mais repressivos de exercício de poder.


O verniz democrático estala logo para os chamados amantes da liberdade, quando em causa está a destruição capitalista. Aí tudo vale.

Desde a civilizada Holanda até ao auto-proclamado Estado anti-nazi de Israel, passando claro pelos EUA. O curioso é que, em grande parte, desses Estados, incluindo o poder de Washington, assenta em convictos capitalistas judeus.

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, governa a quinta maior economia da zona do euro com o Partido Democrata Cristão num executivo que tem o apoio directo do partido nazi de PVV, de Geert Wilders.

Mas vejamos como se deu esta evolução e como ela está ligada à profunda crise do capitalismo financeiro mundial.

A formação do governo austríaco em 2000 veio colocar com particular acuidade a questão da ascensão da extrema-direita neonazi na Europa. O Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), liderado então por Jorg Haider (já falecido) esteve quase para entrar no executivo de Viena, liderado pela direita conservadora. Um clamor mundial afastou na ocasião a hipótese.

Claro que não era uma situação nova na Europa. Em França, com a ascensão do partido da Frente Nacional de Le Pen, admitiu-se que ele poderia fazer parte de um governo com a direita francesa de Chirac. O que, realmente, não aconteceu, porque os tempos não estavam maduros.

Anos mais tarde, já com a crise a crescer, em Itália permite-se que os partidos xenófobos e fascistas, a Liga do Norte de Humberto Bossi e a Aliança Nacional, de Gianfranco Fini, fizessem parte do governo de Silvio Berlusconi, um vigarista empresário, tal como referimos membro da Loga Macónica golpista P-2.

Hoje, temos a prova de quem impôs a entrada da extrema-direita no poder com a formação do novo Governo grego, liderado por Lucas Papademos, foi, justamente, o FMI, o BCE, e naturalmente, os representantes políticos do capital na União Europeia. Assim, o partido Laos, pró-fascista, entra e impõe até condições.

Aparentemente, contradições das contradições, o fascismo e pró-fascismo domina actualmente o poder político em Isreal, a partir, precisamente, do actual governo, liderado pelo presidente do Partido direitista pró-fascista Likud, Benjamim Natanyahu, e tendo como o seu mais destacado representante diplomático, o fascista Avigdor Lieberman, do Yisrael Beitenu.

Mas, a tendência do Capital para o endurecimento político e social no interior dos seus Estados, com a ascensão das chamadas "democracias musculadas", pré-formas estatais de governações ditatoriais e pró-fascistas ganhou uma extensão evidente na principal potência económica e militar mundial desde os anos 70: os EUA.

E não começou com o 11 de Setembro de 2001, nem com o surgimento do "terrorismo", como arma ameaçadora para o chamado "Mundo Livre". Não. Começou, justamente, com a crise económica de grandes dimensões em todo o Mundo, nos finais dos anos 60 e princípios, cujo aspecto mais evidente foi a crise petrolífera de 73.

Começaram então a serem elaboradas no interior dos meios capitalistas e académicos financiados pelos grandes capitalistas financeiros, os programas de restrições das liberdades, dos direitos dos povos à sua emancipação, da ideia de que teria de haveria uma única potência imperial no Mundo, que regularia "o status quo" da economia no planeta. E centro desta teoria foi, precisamente, o império norte-americano.

Ganhou foros de domínio público, quando foi entregue formalmente, em 1992, um programa ao então Presidente George Bush (o Bush pai), com as assinaturas do então secretário da Defesa, Dick Cheney, o Secretário de Estado adjunto Paul Wolfowitz, entre outros, definia como principal o papel hegemónico dos EUA, pela força se necessário, pela conquista, pela defesa da estratégia de "interesse nacional" norte-americano em todos os pontos do Mundo.

Para esses neo-conservadores, que vão tomando todas as estruturas da administração, desde a governação - mesmo com democratas como Bill Clinton até aos Serviços Secretos e de Segurança Nacional, e desenvolvimento em extensão do complexo industrial-militar. Tudo sobre o manto da valorização da democracia e do comércio livre, que não colocasse entraves às ambições de Washington.

Paulatinamente, esses neoconservadores venceram e fizeram-no, com a entrada de George W. Bush na Presidência.

Cheney ascende à vice-Presidência e domina a administração. Donald Rumsfeld é colocado na Secretaria da Defesa, Paul Wolffowitz em número dois da Secretária de Estado, teorizador dominante, onde balançeava um general Powell, sem qualquer poder para impor uma outra política. Na Segurança Nacional, um negra fanática religiosa protestante Condoleeza Rice.

Todas as acções criminosas lançadas no Mundo pelos EUA tem, por base este programa capitalista imperialista, onde estavam irmanados os judeus Wolffowitz e outros como Richard Perle e Rahm Emmanuel (que continuou na governação, como chefe de gabinete do democrata Obama e é hoje Presidente da Câmara da segunda mais importante cidade financeira dos EUA, Chicago).

//Curioso é que expoentes desse neoconservadorismo dominam hoje duas das principais cidades norte-americanas: Nova Iorque, o capitalista judeu Michael Blomberg, e o judeu militante Rahm Emmanuel//.



O objectivo continua para o capitalismo mundial, em governação ditatorial ou parlamentar formal, aumentar a repressão do Estado para evitar uma ruptura total na sociedade actual decadente.

OS MASSACRES NO EGIPTO TEM O DEDO DE WASHINGTON



1 - Dizem as agências noticiosas ocidentais. Está a existir uma massacre no Egipto, cometidos pela Junta Militar que deu um golpe de Estado no país, derrubando o general Hosni Mubarak, com o apoio norte-americano.

O silêncio das autoridades de Washington sobre estas atrocidades é confrangedora, ainda mais confrangedora, porque a senhora Clinton, Secretária de Estado, ainda há dias incensava a transição egípcia.

Mas são notícias são brutais:

"O terceiro dia do 'fim-de-semana sangrento' no Egipto ficou marcado pela morte de pelo menos 24 pessoas.

Os confrontos na já conhecida Praça de Tahrir, no Cairo, intensificaram-se durante toda a noite de ontem e prolongaram-se pelo dia de hoje, com as forças de segurança a dispararem gás lacrimogéneo e balas de borracha e com os activistas a exigirem o fim do governo da junta militar e a transposição do poder para as mãos dos civis.

Esta escalada de violência, que se intensificou no passado sábado, reflecte a frustração dos egípcios que participaram activamente na revolução para afastar Hosni Mubarak do poder, em Fevereiro.

Uma junta militar tem governado o país desde então, limitando-se a fazer um trabalho de continuação e não de ruptura com o regime de Mubarak, segundo dizem os activistas presentes nos confrontos.

O descontentamento prende-se com o facto de que, mesmo depois das eleições do próximo dia 28 – as primeiras para a democracia desde o afastamento de Mubarak –, o Conselho Supremo das Forças Armadas irá permanecer no poder.

A frustração domina os protestantes, que acusam as Forças Armadas de estarem a seguir a mesma linha de actuação do regime autocrático do antigo presidente e de se estarem a preparar para dominar o próximo governo, que surgirá do acto eleitoral".






Mas a repressão continua também na Arábia Saudita, que agora até pretende proibir que as mulheres olhem, com a cara tapada, olhem de "maneira sexy" para os homens, quando passam na rua.






No Barhein, o regime persegue todos os oposicionistas, mas a segurança está assegurada por uma guarda pretoriana saudita, com o beneplácito dos norte-americanos e restantes ocidentais, como a França e o Reino Unido.






Claro que a Liga Árabe, onde pontificam os escroques medievais da Arábia Saudita, do Qatar, do Barhein, e, na sombra a CIA norte-americana e a MOSSAD israelita, está preocupada com os que se lhe opõem como a Síria, o Libano e o Irão.






Sempre em nome da Democracia, dos Direitos do Homem...e do petróleo que enche os cofres dos financeiros judeus de Wall Street.