sábado, 8 de janeiro de 2011
CASO CARLOS CASTRO: SERÁ ALGO MAIS QUE UM CASO SEXUAL?
2 - Na realidade, ninguém se deve imiscuir na vida sexual privada de cada um, a não ser que esta seja perniciosa para a vida da comunidade. Caso exemplar da pedofília ou da exploração sexual da prostituição.
3 - A questão homossexual, para mim só estará errada, do ponto de vista pessoal, se for enquadrada no que atrás assinalei.
4 - Quer queiramos quer não, a sociedade tem de debater o papel que os homossexuais encobertos, complexados, terrivelmente sinistros, principalmente aqueles que exercem cargos elevados no poder político, económico, social e religioso, os utilizam para "marcarem" certo tipo de pressão perniciosa e até aviltante no interior da sociedade.
5 - Não sei se o "caso Carlos Castro" está neste tipo de raciocínio, mas que no meio onde ele se movimentava as pressões lobbistas são intensas para determinarem e estabelecerem formas de dominação e de controlo não só pessoal humano, mas também político e económico.
Certas pessoas surgem em determinados cargos, controlam determinadas posições, sem terem um curriculum minimamente profissional para se guindarem a tais situações. Quando se verificam as suas ligações sexuais, então compreendem-se. É contra este estado de coisas que é preciso desde já alertar.
MANUELA FERREIRA LEITE COSPE NA PRÓPRIA CARA



Quando as lacraus mordem neles próprios...
Reitara-se da notícia, transmitida, obedientemente, por todos os grandes órgãos de comunicação social, como se de um acontecimento fora do comum tivesse sucedido.
Manuela Ferreira Leite, convidada para ser a vedeta no 9.º aniversário de Rui Rio, como Presidente da Cãmara do Porto. Logo, delicadamente, apontou o dedo ao político Rio Rio, que, há nove anos, se decida, justamente, à política....Nem mais.
“Políticos habituaram-se a querer agradar a todos”.
"A classe política está completamente descredibilizada", afirmou Manuela Ferreira Leite, sexta-feira, no Porto, no 9º aniversário da presidência de Rui Rio na autarquia.
"Os líderes políticos habituaram-se a agradar a todos e isso gera uma falsa esperança", disse Ferreira Leite, acusando-os de terem "comportamentos enganosos".
Como pode uma senhora, como esta, com o mínimo de honestidade, e sem atirar bosta à sua própria cara, fazer afirmações deste teor, como se estivesse fora desse "sector nogento" dos políticos do Bloco Central que governou e destruiu Portugal ao longo de décadas. Que viveu do 25 de Abril, sem nunca ter feito nada para o criar, nem para o engrandecer, a não ser a sua carreira e as suas sinecuras, que se vão sublinhar a seguir.
ACTIVIDADE POLÍTICA
DEZ. 1979 a JAN. 1981 - Chefe de Gabinete do Ministro das Finanças e do Plano.
JAN.1990 a NOV. 1991 - Secretária de Estado do Orçamento.
NOV. 1991 a DEZ. 1993 - Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento.
DEZ. 1993 a OUT. 1995 - Ministra da Educação.
1991 a 1995 / 1995 a 2000 - Deputada eleita à Assembleia da República.
1996 a 2001 - Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD.
27 SET. 2001 - Presidente do Grupo Parlamentar do PSD.
1995 a 2001 - Presidente da Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano da Assembleia da República.
2002 a 2004 – Ministra de Estado e das Finanças.
Desde 2006 - Membro do Conselho de Estado.
OUTRAS ACTIVIDADES POLÍTICAS
Membro eleito do Conselho Nacional do PSD de 1990 a 2000.
Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD em 1997.
Presidente da Mesa da Assembleia da Secção F.
Presidente da Mesa da Assembleia da Distrital de Lisboa.
Membro da Assembleia Municipal de Arganil.
Presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro
Presidente da Comissão Política Distrital do PSD-Lisboa (2000).
Presidente da Assembleia Municipal de Arganil
Presidente da Mesa do Congresso do PSD
O que fez de relevante para merecer o que até agora conseguiu. Sempre à custa do erário público.
Proveniente de uma família da classe média-alta, Manuela Ferreira Leite licenciu-se, em 1963, em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG), um dos prémios do seu curriculum de estudante foi, justamente, da sua ligação ao antigo regime: Aluno Mais Classificado na Cadeira de Política Ultramarina.
No mesmo ano, torna-se bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, para estudar os aspectos económicos da educação, vindo a frequentar um curso organizado pela OCDE na Alemanha.
Entre 1964 e 1973, continuará ao serviço da FCG, primeiro como investigadora do Centro de Economia e Finanças do Instituto Gulbenkian de Ciência, até 1972, depois como técnica do Serviço de Investimentos, até 1973.
Leccionou como assistente no ISCEF, tendo a seu cargo as disciplinas de Finanças Públicas e Economia Pública. No mesmo instituto exerceu funções no Conselho Directivo, de 1973 a 1975.
Em 1977, ingressou no Banco de Portugal - de onde deve ter uma pensão - como coordenadora do Núcleo de Finanças Públicas e Mercado de Capitais do Gabinete de Estudos do Banco de Portugal, até 1986.
Fez parte da delegação portuguesa ao Comité de Política Económica da OCDE, em 1985. Assumiu o cargo de directora-geral da Contabilidade Pública, de 1986 até 1990, e ocupou o lugar de membro do Comité do Orçamento do Conselho da Europa, entre 1987 e 1992.
Integrou ainda os órgãos de várias instituições privadas, sendo membro do Conselho Consultivo do Instituto Gulbenkian de Ciência, desde 1988, e dos Conselhos Superior e de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa.
Foi também presidente do Conselho de Administração do Instituto Superior de Línguas e Administração, de 1998 a 2002, e vogal (não executiva) do Conselho de Administração do Banco Santander Totta, entre 2006 e 2008.
EUA: ADMINISTRAÇÃO TEM DE SER JULGADA
Estre os visados estão o fundador do Wikilealks, Julian Assange, Bradley Manning, o analista militar norte-americano suspeito de ter entregue informações ao Wikileaks, e uma deputada islandesa, Birgitta Jonsdottir.
Foram pedidos os usernames (senhas), endereços, histórico de conexões, números de telefone e detalhes de pagamento.
Acredita-se que o Departamento de Justiça norte-americano pode indiciar Assange por acusações de conspiração para roubar documentos com a ajuda de Manning.
Esta é a notícia internacional.
Quando é que começámos a exir que os dirigentes polítcos, económicos e miltares dos EUA sejam presos em qualquer parte do território da União Europeia por terem praticados cimes contra a Humanidades?
Ou deixamos de ser uns bota-de-elástico balofos ou atacámos, sem qualquer compromisso, essa horda de assassinos políticos que se acoita por detrás da administração norte-americana. Não podemos deixar impunes esta corja...onde predomina o de QUE pior que existe no Capital judeu.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
CAVACO SILVA: O QUE ACONTECEU NO BPN/SLN?



Meditem sobre a carreira dos apoiantes!!!
Tirando as distâncias e, naturalmente, os valores monetários, que possam estar em causa, o que é certo é que o actual candidato presidencial Cavaco Silva, e Chefe de Estado em exercício, procura adquirir a mesma postura.
"Eu sou um bonzinho, querem difamar-me", repete Cavaco Silva, mas nada refere como efectuou - ou participou - numa operação bolsista fora da normalidade que enquadra tais operações. Não sabemos, portanto, qual a extensão da mesma. O que sabemos é que foi accionista de uma empresa de malfeitores e recebeu dividendos.
Alguns membros da seita acompanham-no na campanha eleitoral, como Abdool Vakil, Joaquim Coimbra, Rui Machete, Alberto Figueiredo, accionistas e ex-dirigentes do SLN, grupo liderado por Oliveira Costa, e ainda Fernando Fantasia (parceiro de negócios), integram a comissão de honra da recandidatura presidencial de Cavaco Silva.
(A instituição comportava - quer nos órgãos sociais ou estrutura accionista de topo - dirigentes políticos do PSD no activo, sendo os mais emblemáticos Dias Loureiro, nomeado por Cavaco para o Conselho de Estado, e os ex-ministros Arlindo Carvalho, Daniel Sanches e Rui Machete. E clientes especiais, como Duarte Lima. Ora, Cavaco Silva, a filha e o genro Luis Montez - qual o valor investido por este ? -eram clientes do BPN e accionistas, posição que abandonou, quando o BPN começou a ser questionado e o actual Chefe de Estado, se posicionou para a corrida ao Palácio de Belém).
Cito a imprensa de então: "Madoff confessou-se arrependido na sessão de leitura da sentença: "Vivo num estado de tormenta por toda a dor e sofrimento que causei. Deixei um legado de vergonha. É uma coisa com a qual viverei para o resto da minha vida."
A CNN conta ainda que Madoff virou a cara para algumas das suas vítimas presentes no julgamento e, dirigindo-se a elas, disse: "dizer que estou arrependido não é suficiente. Olho para vocês. Sei que não adianta nada. Peço desculpa."
Segundo os inquéritos que levaram à condenação de Madoff, nos últimos 30 anos foram confiados a este banqueiro, antigo corrector de Wall Street (a bolsa de Nova Iorque), 13 mil milhões de dólares, provenientes de bancos, particulares ou associações de caridade, disse a agência France Presse. Madoff admitiu não ter investido um único dólar desse montante.
Estima-se que as perdas dos investidores estejam entre 50 e 65 mil milhões de dólares, tendo em conta aquilo que esperavam auferir com o investimento.
Bernard Madoff foi presidente do conselho de administração da Nasdaq. Acusado de fraude, perjúrio, branqueamento de capitais e roubo, Madoff foi preso em Dezembro de 2008 e esperou pela sentença longe do conforto do seu luxuoso apartamento no Upper East Side, um dos bairros mais caros de Manhattan.
Entretanto, soube-se, agora, que o património de Bernard Madoff foi recentemente avaliado em 820 milhões de dólares, sendo que grande parte deste montante corresponde à sua firma, a Bernard L. Madoff Investment Securities.
domingo, 2 de janeiro de 2011
ANO NOVO: A MENSAGEM É CONQUISTAR OUTRO PODER


Nada de novo, com mensagens balofas de homens que vivem há décadas à custa deste regime
O actual Presidente da República, Cavaco Silva, emitiu, no primeiro dia deste ano, uma mensagem aos portugueses, que se considerou chamar de Ano Novo.
Nada teria de especial esta mensagem, se ela fosse emitida numa fase de "acalmia" da situação política, económica e social de Portugal e do Mundo, todavia o actual Chefe de Estado fez questão de divulgá-lo neste momento, que, em si, encerra duas situações dignas de registo: a
a) Está-se em plena actividade eleitoral presidencial, em que Cavaco Silva é recandidato ao cargo;
b) Vive-se numa crise de grandes proporções - financeira, económica, política, social e ideológica, na qual o candidato é co-responsável, pois foi um dos promotores e incrementadores do modelo económico que veio a ser o responsável directo incensou e impôs através da sua acção na governação do país, durante 10 anos.
Sobre o primeiro aspecto, naturalmente, o actual Chefe de Estado utilizou o que tradicionalmente se faz. Certo. Mas, ao emitir tal mensagem, pelo impacto que tem no eleitorado e feita com a assunção do cargo, ele sabe, não é inocente, que está a fazer "campanha eleitoral", quer o diga abertamente, quer não. Não pode ser considerada ilegal, mas, temos de afirmá-lo, não é muito ético, nem transparente.
Sobre o segundo item, ao omitir o seu papel político - no fundo ao fugir à responsabilidade de assumir a sua quota-parte, que é grande no descalabro da governação, não só como ministro e primeiro-ministro, mas como Chefe de Estado em exercício - não demonstra grandeza, nem deixa marca de ser uma personalidade de coluna vertebral que está preocupado com o avanço da humanidade, e em particular, do povo que representa.
A sua mensagem inicia-se deste modo:
"No ano que agora terminou, Portugal foi confrontado com uma realidade que há muito se desenhava no horizonte.
A partir do 2º semestre de 2010 já ninguém pôde negar que o país atravessa uma situação de grave crise económica e financeira, a qual tem efeitos negativos no plano social.
Aquilo que para alguns era já uma evidência, para a qual na devida altura alertaram os Portugueses, foi finalmente reconhecido por todos, a começar pelos decisores políticos".
Embora o modelo económico, que é responsável pela "grave crise económica e financeira" actual, começasse a germinar nos finais dos anos 70 do século passado, foi com a gestão executiva de Cavaco Silva - 1985 a 1995 - que ele se incrustou no país: privatização desenfreada dos meios produtivos, do sistema financeiro, desregulamentação das leis do trabalho e das actividades económicas.
Ora, Cavaco Silva, em lugar de afirmar numa frase vazia que: "não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória", deveria assumir o seu papel: "fui eu que dei livre trânsito a agiotagem que nos governa e cujo seu representante executivo é o actual governo de José Sócrates".
Não basta emitir optimismo, nem divagar, religiosamente, em torno do regime, pois não se pode garantir nada do que Cavaco Silva sustenta:
"O regime republicano encontra-se plenamente consolidado ao fim de 100 anos de existência.
"Por outro lado, é em democracia que todos aspiramos viver e ninguém deseja o regresso aos tempos da ditadura".
O regime republicano liberal e a democracia depende, acima de tudo, da maneira como se incrementar, nos próximos anos, uma governação de bem-estar e melhoria das condições actuais do povo português.
Nem sequer poderemos garantir em absoluto que a União Europeia irá continuar, bem como a sua moeda. E tal discorre do que atrás foi referido, e, neste caso, ainda mais, do papel desempenhado pelo sistema financeiro internacional dominante.
A crise actual somente poderá ser superada, servindo os interesses do povo português, em particular, e os povos europeus, em geral, se houver uma ruptura total com o actual modelo económico.
O Chefe de Estado refere, seguidamente, na sua mensagem que:
"Portugal tem hoje mais de 600 mil desempregados. O desemprego está a penalizar muito os mais jovens. A par disso, assistimos ao recrudescimento da pobreza em níveis que são intoleráveis.
É sobretudo nos tempos mais adversos que os sacrifícios têm de ser repartidos de uma forma justa por todos, sem excepções ou privilégios.
Perante as situações de pobreza e exclusão com que somos confrontados, pretender fugir aos sacrifícios é uma atitude que não se coaduna nem com os mais elementares princípios da ética republicana nem com o valor fundamental da coesão social".
Não é com voluntariado, com distribuição de migalhas, com caridades religiosas que se dá a volta à situação.
Somente a desmontagem total desta máquina de Estado, que está carcomida, por incúrias permanentes destes homens que estiveram, desde o 25 de Novembro de 1975, à frente dos destinos do país,, se poderá evitar a degradação constante da situação política dos portugueses.
Tem de se acabar com a ideia que o actual regime parlamentar, é a única via que evita a ditadura truculenta do Capital.
É possível conquistar outro poder, de maior democracia dos trabalhadores, onde a sua produção seja gerida, realmente, por aqueles que labutam no dia a dia.
É essa a mensagem nova que deve ser transmitida, que deve ser tornada em programa de um novo sistema político.
A coesão social é um elemento-chave da coesão nacional. É imprescindível que estejamos unidos para enfrentar as dificuldades que atravessamos e que, repito, não irão desaparecer em 2011.
Os Portugueses deram mostras, ao longo do ano de 2010, que reconhecem o valor e a importância da coesão e da solidariedade.
O País foi afectado por intempéries naturais, na Madeira, nos Açores, no Continente.
Logo se geraram campanhas de apoio às famílias e aos cidadãos atingidos por essas situações de calamidade.
É também exemplar o modo como os Portugueses participaram nas campanhas lançadas pela sociedade civil com vista à recolha de produtos alimentares e bens de primeira necessidade.
Às instituições de solidariedade social e àqueles que se destacam no trabalho de voluntariado, em especial ao voluntariado jovem, quero, como Presidente da República, deixar uma palavra do meu maior apreço.
Um povo com tamanha generosidade dá-nos todas as razões para termos esperança e confiança.
É por tudo isto que considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza.
Estou certo de que podemos vencer.
Vivemos nesta terra há muitas centenas de anos. A nossa História teve momentos tão ou mais difíceis do que este. Durante várias décadas, perdemos até a independência, mas soubemos reconquistá-la.
Atravessámos situações financeiras muito graves e hoje, todos temos de o reconhecer, possuímos uma vida melhor do que todas as gerações que nos precederam.
Portugal é, actualmente, um país mais justo, mais desenvolvido e mais livre do que o foi ao longo de toda a sua História.
É justamente por isso, porque temos capacidade de ultrapassar as dificuldades do presente, que temos de nos unir.
Não podemos deixar para trás os que mais precisam: os jovens que buscam emprego, os desempregados de longa duração, os idosos mais carenciados, os que sofrem a pobreza e a exclusão, as crianças em risco, os deficientes, as famílias que enfrentam grandes privações.
A luta para que estes Portugueses não sejam abandonados não é monopólio de ninguém, pois constitui responsabilidade de todos.
Como tenho vindo a insistir há muito tempo, o caminho do nosso futuro tem de assentar muito claramente no aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira, no reforço da competitividade das nossas empresas e na redução do endividamento do País ao estrangeiro.
A todos os Portugueses, quer os que vivem no país, quer os que vivem no estrangeiro, desejo um ano de 2011 feito de trabalho e de paz, um ano feito de esperança.
A todos os Portugueses, desejo um Bom Ano Novo.
Boa noite.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
ESTÓNIA: A ATRACÇÃO PELA MOEDA MAIS FORTE

1- A Estónia é a partir de 01 de Janeiro de 2011 o 17º Estado europeu a aderir ao euro, a moeda única da União Europeia. Pode parecer um contra-senso que um jovem país faça uma tal opção face às incertezas políticas que dominam a constituição da União Europeia.
Não se sabe qual vai ser, nos próximos tempos, o futuro de uma parte substancial dos governos capitalistas mundiais, incluindo os Estados Unidos, a França, a Alemanha, a Índia, o Brasil e a própria China. Não haja dúvida que a presente crise financeira, económica e política mundial vai trazer mudanças em todas as estruturas de poder a nível global.
2- Pode surgir a ideia que as acções políticas dos Estados - e no caso europeu, a "determinância" da Alemanha - são a motivação central do incremento histórico. No meio de todo o barulho e ruido que rodeia a crise na Europa (e no mundo, certamente), o fim que está subjacente ao impulso do crescimento produtivo na Europa são as relações económicas e essas é que estão a "furar" toda a falsa arrogância dos chamados mercados. Ou seja do sistema financeiro mundial.
Eles sabem que o euro é, presentemente, a unidade monetária mais forte do Mundo, e o sistema de acumulação de capital aquele que "melhor" serve o incremento do desenvolvimento de toda a economia, não só na Europa, mas em todo o mundo capitalista, seja o dos EUA, seja das chamadas economias emergentes. E estas estas mais interessadas no "modelo europeu", porque foi ele - e continua a ser - aquele que nas últimas décadas mais desenvolvimento deu à produção, ao comércio, à pos-industrialização e, para eles, acima de tudo, à própria acumulação de riqueza.
3 - A União Europeia é resultado de um contrato.
É nesta Europa que está hoje o centro de uma nova possibilidade de refazer as próprias forças revolucionárias, que são as mais activas, conscientes e actuantes no Mundo, desde os anos 60. Será, pois, do interesse das forças do progresso saberem interpretar e actuar, politicamente, neste contexto histórico.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
CAVACO SILVA: TUDO BONS RAPAZES...

A frase, retumbante, surgiu da boca "contida" do Chefe de Estado, Cavaco Silva, como candidato às próximas eleições presidências quando o acusaram de "malfeitoriais" que o nosso político, como mais mais anos de garimpagem no aparelho de Estado, pretende agora, apresentar-se como um homem "simples", "impoluto", que pairou no ar no meio da malandragem com que se rodeou - e estimulou - desde que surgiu no país, como Ministro das Finanças - e logo esta pasta hein ! - de Sá Carneiro, um especulador da bolsa que já vinha de antes do 25 de Abril de 1974.
(Mas, nessa altura, o jovem Cavaco Silva estava "dentro do regime" e fazia por fazer carreira, tal...como continuou com o regime seguinte, o do 25 de Abril. Não fez nada pelo outro - mas esteve "dentro dele" e fê-lo constar à polícia política do dito - e mostrou as garras no seguinte regime, fazendo uma carreira de acumulação de reformas e salários que o colocam no lugar de "mais honesto" que todos os restantes...Mas, claro não é assim. Irritou-se e saiu do "contido". É nos debates, nas críticas políticas que se vem a conhecer melhor a personagem!!!).
Quando foi eleito Chefe de Estado, em 2006, Cavaco Silva recebia uma subvenção vitalícia de 2.876 euros, por ter exercido o cargo de Primeiro-Ministro durante 10 anos (1985 a 1995), mais duas pensões do Estado (frise-se isto...), uma do Banco de Portugal (BP, de 2.679 euros e outra da Caixa Geral de Aposentações (CGA), como professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova, no valor líquido de 5.007 euros.Mas ainda dava aulas, como professor na Universidade Católica, onde auferia um salário da ordem de cinco mil euros por mês.
Como Chefe de Estado, o seu salário então seria da ordem dos 7.100 euros (só em salário, não sabemos os valores dos extras).
Houve controvérsia pública, porque haveria muitas acumulações e então foi explicitado, via oficial, e socorremo-nos do jornal "Correio da Manhã" que o Presidente eleito só perderá a subvenção vitalícia, cujo valor ascende a 2.876 euros, à qual tinha direito por ter exercido o cargo de primeiro-ministro.
E o jornal esclareceu: a nova legislação estabelece que os deputados, os eurodeputados e os autarcas, entre outros titulares de cargos políticos, tenham, caso recebam reformas no exercício de funções públicas, de optar entre um terço do salário ou um terço da pensão. Mas, para o Presidente da República, essa imposição legal não existe, dado que o Presidente não é abrangido pela Lei 52-A, de 2005.
Qual é o real vencimento - em acumulação - de Cavaco Silva não sabemos.
Mas sabemos que o actual Presidente da República fez "aplicações" do seu dinheiro em especulação financeira e, uma dessas, aplicações, foi feita num sistema bolsista, que estava fora da alçada da lei. E daí recebeu dividendos, que não estavam co-paginados com a legislação em vigor. E o Chefe de Estado omitiu isso, sabendo que a instituição bancária andava fora dos carris. Qual é o grau da honestidade em toda este imbróglio?
2 - À mulher de César não basta ser séria... tem de parecê-lo!
A honestidade de Cavaco Silva, para ser verdadeira e consistente, não deverá ter à sua volta, os promotores da mais desenfreada e criminosa especulação financeira e das negociatas de chico-espertos em Portugal.
Não iremos referenciar todos, mas alguns cujos percursos de transparência mostram como vai a carruagem.
A) ADBOOL KARIM VAKIL
É apresentado como gestor e economista (tem uma licenciatura em economia no ISEG). Passou pelo Banco de Portugal, de onde foi afastado por Vitor Constâncio, então governador, por razões pouco transparentes, que nunca surgiram à luz do dia. Esteve depois no estrangeiro no Manufactor Hanover e criou o banco EFISA, que se dedicava a transacções obscuras, tendo depois integrado esse banco no BPN, onde se tornou administrador.
O jornal Publico em 2008 escreve:
"Abdool Karim Vakil foi nomeado líder da Sociedade Lusa de Negócios e do Banco Português de Negócios.
Quem lhe deu as recomendações?
Nada mais, nada menos que Rui Machete, que igualmente está na Comissão de Honra de CS, e na altura era o Presidente do Conselho Superior do BPN.
"Uma pessoa com experiência e credibilidade", diz Rui Machete, então sobre Vakil.
Notícia da Lusa de 2009:
"A administração do Banco Efisa, presidida por Abdool Vakil, foi hoje dissolvida pelo seu accionista Banco Português de Negócios (BPN), que invocou a “degradação continuada da situação económica e financeira, traduzida em capitais próprios negativos” da instituição financeira.
"A administração liderada por Francisco Bandeira decidiu afastar Abdool Vakil por ter extravasado “as suas competências legais, de gestão corrente, apesar dos ditames da lei e de expressamente lhe ter sido comunicado que não o poderia fazer”, segundo um comunicado enviado pelo BPN.
Entre outras trapaças que fez Vakil. Cita-se da imprensa. Jornal I, Maio 2009
"A nova administração do Banco Português de Negócios (BPN) quer a devolução de parte dos salários de Abdool Karim Vakil e dos restantes cinco membros do anterior conselho de administração do banco. Segundo uma fonte contactada pelo i, só o montante reclamado a Karim Vakil, que sucedeu a José de Oliveira Costa na presidência do BPN, entre Fevereiro e Junho do ano passado, será de aproximadamente 100 mil euros". ISTO SÓ EM CINCO MESES...
Mas em 2008, o CM relatava: "A informação sobre uma "operação clandestina", como lhe chamou ontem Vítor Constâncio, apanhada há meses pelos investigadores da ‘Operação Furacão’, deu um golpe mortal no BPN e apressou a nacionalização quando a situação deste banco se fragilizou nos últimos dias. O Ministério Público detectou uma operação de centenas de milhões de euros sem qualquer suporte contabilístico num balcão virtual do Banco Insular de Cabo Verde, que gerou um elevadíssimo valor incobrável".
Jornal Público: "Abdool Vakil, ex-presidente do Efisa e presidente do BPN entre Fevereiro e Junho de 2008, era administrador não executivo do Taib Bank do Bahrain que prestou a garantia bancária a um financiamento do empresário libanês El Assir.
A revelação foi feita pelo deputado comunista, Honório Novo. O parlamentar tinha alertado o governador do Banco de Portugal para a situação, pedindo a Vítor Constâncio que identificasse o gestor que fazia parte da administração de um banco nacional (presidente do Efisa) e do banco do Bahrain até Novembro de 2007
O Taib Bank foi a instituição que passou uma garantia bancária de 1,5 milhões de euros para o BPN classificar de crédito em situação normal a ausência de pagamento do serviço de dívida de um financiamento de 26 milhões de euros concedido pelo Banco Português de Negócios a três offshores cujo destinatário final era El Assir.
O governador do Banco de Portugal confirmou ter detectado a situação, mas invocou o segredo profissional para não revelar a identidade do gestor.
O nome de Abdool Vakil consta dos órgãos sociais do Taib Bank, do qual saiu em Novembro de 2007. El Assir começou a ter negócios com o BPN por iniciativa de Dias Loureiro. O empresário libanês intermediou a venda da Redal de Marrocos aos franceses da Vivendi e esteve na origem do negócio com uma empresa tecnológica de Porto Rico que representou uma perda para a Sociedade Lusa de Negócios da ordem dos 30 milhões de euros".
B) DANIEL PROENÇA DE CARVALHO
É um advogado que controla uma das maiores empresas do sector, intervindo essencialmente no mundo dos negócios, alguns deles escabrosos e sinistros. Repare-se por onde se movimenta.
Vice-Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Caixa Geral de Depósitos, S.A., desde 2004;
Presidente do Conselho de Administração da ZON Multimédia, SGPS, S.A., desde Junho de 2007;
Presidente do Conselho Consultivo da sociedade de Capital de Risco "Explorer Investments – Sociedade de Capital de Risco, S.A.", desde 2004;
Administrador da sociedade SINDCOM - Sociedade de Investimentos na Indústria e Comércio, SGPS, S.A., desde Outubro de 2005;
Membro da Comissão de Remunerações do BANCO ESPÍRITO SANTO, S.A., desde Março 2008
Presidente do Conselho de Curadores da Fundação "D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud", desde Junho de 2005;
Professor de “Direito do Audiovisual e da Comunicação”, no Instituto Jurídico da Comunicação, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, desde 2005;
Membro do Conselho Consultivo da Fundação Galp Energia desde Setembro de 2009.
Presidente da Assembleia-Geral das seguintes Sociedades:
GALP ENERGIA, SGPS, S.A., desde Abril de 2008;
ESTORIL SOL, SGPS, S.A., desde Abril de 2007;
SÉTIMOS – PARTICIPAÇÕES, SGPS, S.A., desde Junho de 2005;
SOCITREL – Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A., desde Maio de 2005;
COALTEJO – Criador de Ovinos Algarve e Alentejo, S.A., desde Março de 2005;
GOTAN SGPS, S.A., desde Dezembro de 2004;
CONFIANÇA PARTICIPAÇÕES, SGPS, S.A., desde Dezembro de 2004;
EDIFER – INVESTIMENTOS, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., desde Maio de 2003;
EDIFER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., desde Maio de 2003;
CELULOSE DO CAIMA – SGPS, S.A., desde Abril de 2002;
3 Z – ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS, S.A., desde Março de 2001;
SOGEB – Sociedade de Gestão de Bens, S.A., desde Maio de 2000;
VILA SOL – SGPS, S.A., desde de 1999;
EUROATLÂNTICA – Investimentos e Comércio, S.A., desde 1999;
SOGESFIN – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., desde Novembro de 1998;
Caixa Geral de Depósitos, SA - Sede Social: Av. João XXI, 63 1000-300 LISBOA - Capital Social €4.500.000.000-CRCL e Contribuinte sob o nº 500 960 046
MAGUE – SGPS, S.A., desde Junho de 1998;
CABO RASO – Empreendimentos Turísticos, S.A., desde Maio de 1998;
RENOVA - Fábrica de Papel do Almonda, S.A., desde Maio de 1997;
VILA SOL II – Empreendimentos Turísticos, S.A., desde 1997;
ALMONDA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., desde Março de 1996;
G.A. – Estudos e Investimentos, SA, desde 1996;
PANATLÂNTICA – HOLDING, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., desde 1995;
SOTAC – Sociedade de Turismo e Agricultura, S.A., desde Dezembro de 1991;
PORTUGÁLIA – Administração de Patrimónios, S.A., desde Junho de 1980;
Sociedade Agrícola Belo de Mértola, S.A., desde Janeiro de 1978;
Sociedade Agrícola dos NAMORADOS, S.A., desde Janeiro de 1978;
Sociedade Agrícola da SERRA BRANCA, S.A., desde Março de 1975;
C) JOSÉ TAVARES MOREIRA
Administrador do Banco Pinto & Sotto Mayor (de 1976 até 1979) e da Caixa Geral de Depósitos (de 1981 até 1983).
Mais tarde, Tavares Moreira foi recorrendo e, há um ano, o Ministério Público decidiu arquivar a queixa-crime contra o ex-governador do Banco de Portugal, no âmbito do processo desencadeado pela falência do Central Banco de Investimento (CBI) de que o antigo deputado do PSD foi presidente. O banco faliu. O homem era presidente, mas, naturalmente, não houve dolo, pois as provas eram difíceis de esmiuçar nos meandros dos off-shores...
A terminar, esta crónica datada de 8 de Junho de 2009, inserida no jornal Expresso, da autoria do falecido fiscalista Saldanha Sanches:
"O dr. Tavares Moreira ex-governador do Banco de Portugal, depois presidente de uma instituição bancária ligada às caixas de Crédito Agrícola foi um dos primeiros banqueiros portugueses a encontrar-se a contas com a justiça.
Sujeito a um processo do Banco de Portugal (que desta vez actuou) viu a decisão do Banco ser confirmada pela primeira instância. Recorrendo para o Tribunal da Relação, este resolveu anular a decisão e mandar repetir o julgamento.
Hoje, segundo nos informa o interessado, o delito encontra-se prescrito. O dr. Tavares Moreira, segundo afirmou ao prestante "Público", pondera a possibilidade de processar o Banco de Portugal.
Uma das especificidades do nosso processo penal é que além de existir, como por toda a parte, uma presunção de inocência antes da condenação em relação a crimes de colarinho branco, essa presunção é iniludível.
Se tudo correr de acordo com a intenção do legislador penal, se houver algum processo contra este tipo de actuação criminosa depois de alguma agitação, o processo será arquivado.
Se por acaso chegar à primeira instância, em princípio, o juiz terá dúvidas e o acusado absolvido. Se por acaso isso não acontecer há sempre a possibilidade de recorrer para os tribunais superiores e conseguir que estes mandem repetir o julgamento.
Se mesmo assim se não tiver acabado com o processo ainda há a possibilidade de ir para o Tribunal Constitucional.
Em suma, se não se obtiver uma absolvição ou um arquivamento pode sempre conseguir-se uma prescrição. Foi assim na Caixa Faialense, foi assim no presente caso.
No caso Tavares Moreira, como este afirma gravemente na sua entrevista, tudo se deveu a uma conspiração.
Pode mesmo aventar-se que tudo se deveu ao conhecido fundamentalismo do Banco de Portugal e à intransigência doentia com que se persegue em Portugal qualquer fumo de corrupção. No entanto, se não dermos isto como provado, surge uma questão desagradável.
Com esta regulação e com esta justiça (mesmo quando a regulação funciona, a justiça anula as suas decisões) como podemos ter actividade bancária em Portugal? A banca assenta numa relação fiduciária com os clientes. Na confiança (fiducia) do mercado: sem ela ou não funciona ou funciona com mais elevados custos de transacção.
A dureza da condenação de Madoff recorda-nos a importância que as economias de mercado dão a estas questões.
A comparação da velocidade dos dois sistemas (o deles e o nosso) deveria ser um motivo de contrição nacional.
Mas isso não vai acontecer:
Primeiro porque ainda há alguns tolos que acham que o nosso sistema é óptimo e o mais importante é manter tudo. O nosso sistema é um exemplo para o mundo, o que é verdade.
Por exemplo a separação de carreiras entre juízes e ministério público faz parte do plano de Berlusconi para a reforma da justiça em Itália.
Depois porque não se pode comparar a importância como factor de depressão nacional da verificação destes bloqueios que parecem intransponíveis com os que seriam provocados, por exemplo, pela eliminação da selecção nacional do próximo campeonato do mundo".