quarta-feira, 27 de maio de 2015

AS PATRANHAS SUCESSIVAS NORTE-AMERICANAS NO MÉDIO-ORIENTE

1 – O meu blogue esteve, parado, praticamente, um mês, pois fiz uma viagem turística de mais de duas semanas ao Irão.

Foi uma viagem longa, mais de 4.500 quilómetros.
Passei por algumas das 30 províncias daquele país.
Deambulei, com um grupo de portugueses, por Teerão.
Tentamos entrar em Qoom, mas a imensidão de pessoas, presentes numa sexta-feira, impediram-nos de lá permanecer.
Percorremos, pelo que me recordo, as províncias, ou parte delas, de Hamadan, Kermanshah, Cuzistão, Luristão, Yazd, Isfahan, Kashan e Fars.
Visitamos outros locais, como Abynaeh, um das aldeias mais antigas do Irão, tendo passado junto à central nuclear de Natanz, sem problemas de maior.
imagem da central atómica de natanz, vista da auto-estrada que passa perto.

Sobre esta viagem farei, proximamente, uma apreciação turístico-política, que tem muito a ver com a visão distorcida que a grande comunicação social ocidental tem sobre as sociedades que não seguem as suas orientações.
Por isso, salto para o que, de imediato, me chamou a atenção, agora, na geopolítica mundial.

2 - As patranhas montadas pelas diferentes administrações norte-americanas, desde que começaram a imiscur-se, abertamente, no Médio-Oriente, começam a fazer vir ao de cima o papel de criminosos, mafiosos, déspotas, cóbois de meia-tigela, que, realmente, são.

Só que utilizam o poder – económico e militar – que ainda mantêm para destabilizar e, quiçá, destruir o próprio mundo, em nome da usura, da ganância do lucro, da irracionalidade de uma sua suposta messiânica supremacia, suportada numa mal-cheirosa política dos direitos humanos.

São os seus próprios antigos governantes, como o caso que abaixo transcrevo que denunciam a vileza do poder imperial norte-americano.

Neste caso, que vou citar, trata-se da mistificação que tem sido feita em torno da figura e da morte do saudita Osama Bin Laden.

E o crítico é um homem do regime, o antigo secretário adjunto do Tesouro da Administração Reagan, Paul Craig Roberts.

Reproduzo uma tradução espanhola, modificada em alguns pontos que acho que podem ser melhorados depois de confrontar o original, do seu blogue www.paulcraigrobertz.org, com data de 25 de Maio.

O título do artigo é : Washington protege as suas mentiras com mais mentiras -

Eis o conteúdo:

“A minha desconfiança se aprofundou depois de ler um texto de Seymour Hersh sobre o assassinato extrajudicial do regime (norte-americano) de Obama de Osama bin Laden, feito, ilegalmente, no interior de um país soberano.http://www.paulcraigroberts.org/2015/05/11/seymour-hersh-succumbs-disinformation-paul-craig-roberts/.

A História de Hersh, que é de muito pouco interesse inerente, recebeu uma tal elevada atenção, e, é, na realidade, uma prova da orquestração cuja finalidade visa a de corroborar a afirmação do regime de Obama de ter morto uma pessoa que já tinha sido falecido há uma década.

Os norte-americanos são crédulos, e o pensar é um assunto rebuscado para eles, pois se meditassem o suficiente deveriam inquirir-se qual a razão pela qual o governo teve de inventar uma estória totalmente falsa sobre em torno de uma escrita já que Washington teria morto o seu presumível autor, ele próprio um presumível terrorista.

Porque não apresentar a verdadeira história?

Qual a razão porque a história real é divulgada anos depois, através do filtro de fontes anónimas, que as transmitiram a Hersh?

Posso garantir que seria um facto que se os SEALS (tropa de élite) tivessem encontrado Bin Laden em Abbottaba (Paquistão), teriam utilizado granadas de atordoamento e gases lacrimogéneos para o capturar com vida.

Bin Laden seria passeado perante os meios de comunicação e uma Casa Branca, em êxtase, faria uma celebração aparatosa, com muitas fotografias, dando as medalhas aos guerreiros que o detiveram.

Pelo contrário, estamos em presença de um assassinato sem corpo, que de acordo com a lei determina que não existiu qualquer assassinato.

E, além do mais, essa história já mudou de versões várias vezes pela própria Casa Branca, no decorrer das 48 horas após a pretensa incursão, e, agora, se reescreve de novo através de uma desinformação transmitida a Hersh.
fotografia da Reuters: imagem do helicóptero norte-americano destruído em Abbottaba 

Talvez o lançamento de títulos de livros supostamente encontrados na suposta residência de Bin Laden em Abbottabad seja parte da explicação: “Quem pode imaginar o *autor intelectual do terror*, sentado em torno da leitura do que o *presstitute* (um neologismo inglês para ligar a imprensa comprada com a prostituição) London Telegraph apelida de biblioteca de Bin Laden sobre as teorias da conspiração sobre o 9/11 e as políticas diplomáticas e económicas de Washington?

Tendo em conta que a afirmação do governo de que estes livros estavam na biblioteca de Abbottabad de
Bin Laden provem do mesmo governo que afirmou que Saddam Hussein estava na posse de armas de destruição maciça, que Assad utilizou armas químicas, que o Irão tem em marcha um programa de armas nucleares, e que a Rússia invadiu a Ucrânia.

Não existe evidência de que Bin Laden estivesse na posse daqueles livros, da mesma maneira que não há evidência de qualquer reclamação feita por Washington (sobre o seu contrário).

Perante a falta de provas, a posição de Washington resume-se ao seguinte: *É verdade, porque o afirmamos*.

Eu apostaria que a história de Hersh foi transmitida como uma espécie de fim de festa *meio alcoolizada* para implantar um renovado interesse na saga de Bin Laden, que, em breve, poderá ser utilizado para desacreditar os críticos de Washington.

Observe-se que os autores que colocam reservas à descrição da suposta biblioteca de Bin Laden são aquelas pessoas cuidadosas e bem informadas que arrasaram, severamente, Washington com a verdade.

Os jogadoress com chicote de cabedal do regime são Noam Chomsky, David Ray Griffin, Michel Chossudovsky, Greg Palast, Michael Scheuer, William Blum. 

Você imagina o embuste.

Não temos que acreditar que eles dizem a verdade, porque a presença de Bin Laden foi provada perante  eles, e havia mesmo um conjunto de livros na sua posse na sua biblioteca.

Logo, por extensão, teriam de considerar se aqueles contradisserem a verdade poderiam ser acusados de cumplicidade com o terrorismo?

Obama sustenta o seu argumento numa determinação do assim sucedeu ao velho estilo do estereotipo mafioso para a mesma actuação de bin Laden no 9/11.

Mas o facto é que não há corpo e nem sequer uma história coerente sobre o que se passou com o próprio corpo.

O pessoal da Marinha a bordo do navio que a Casa Branca estipulou que foi ali que Bin Laden teve um funeral, naturalmente no relatório estará referenciado que o enterro se efectuou.

A unidade dos SEAL que, supostamente, constituiu a equipa que matou a um Bin Laden desarmado e indefeso, desapareceu, misteriosamente, num acidente de helicóptero.

Temos então que os SEAL foram levados para o local do combate contra os talibãs num aparelho de museu, uma aeronave dos anos 1960, com meio século de idade, um helicóptero a cair aos bocados. 

Os pais dos SEALS mortos apresentam perguntas que não tem respostas contestadas, uma história que os meios de comunicação *presstitute*,transmitiram perfeitamente com a conivência de Washington.

Pondo de lado o 9/11 em si, não há um evento de tal importância como a morte de Bin Laden que não tenha um tal elevado número de posições oficiais contraditórias e explicações quase oficiais, perguntas sem respostas e evasivas de bradar aos céus.

E um tão grande número de evasivas e contradições não despertam interesse nenhum por parte dos meios de comunicação ocidentais ou da opinião pública norte-americana sonolenta e despreocupada.

Temos então que Washington lança a história dos *arquivos da morte*, de um *desaparecido* Bin Laden, protegendo, deste modo, a perpetuidade da história inventada do assassinato de Bin Laden
Temos ainda a entrevista de Tom Hartman com David Ray Griffin: Está Bin Ladem  vivo morto

Está ainda a vossa disposição o artigo de Philip Kraske na entrevista de Steve Kroft OpEdNews, orquestrada para os “60 minutos”, com Obama sobre a morte de Osama bin Laden:Http://www.opednews.com/populum/printer_friendly.php?content=a&id=143300



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