sexta-feira, 8 de junho de 2012

ESTARÁ O CONTRATO MUNDIAL ENTRE ESTADOS A QUEBRAR-SE?

1 - Quando, em 2001,  os Estados Unidos da América, arbitrariamente, iniciaram o bombardeamento e, posterior ocupação do Afeganistão, ficamos, por assim dizer paralisados, pela ineficácia de uma resposta dos povos, contra uma arrogância imperial, sem tino, e de uma violência inaudita.


Foram muitos, nessa ocasião - em especial, os militaristas da NATO, os representantes balofos, mas ufanos, do Capital internacional, desde a chusma vigarista social democrata dos Gonzalez, Mauroy, Blair, à máfia conservadora de Merkel, Sarkozi, Berlusconi, Aznar e Barroso, passando pela cáfila cobarde, mas, untuosamente, arrogante quando está na mó de cima, dos capitalistas judeus de Wall Street, com os Rothschild e Warburg, entre outros, que ofereceram, há 60 anos, financiamentos e oficiais-generais como o marechal de campo Erhard Milch, general aviador Helmuth Willberg, general Johannes Zukefort, ou almirante Bernhard Rogge, à ascensão capitalista terrorista nazi na Alemanha, deixando massacrar sem piedade os seus congéneres de religião, aqueles que meros comerciantes ou burgueses empobrecidos judeus- que consideraram esse ascenso aterrador e violento de poder imperial ianque, como uma marca de sucesso de permanência no poder, sem retorno, das classes dominantes, encimadas pelo capitalismo financeiro internacional, dirigido de Washington.


Toda essa gente - no fundo, a grande e média burguesias - pensavam,sustentavam e argumentavam que os povos, os desfavorecidos, as classes trabalhadoras, a própria pequena burguesia entalada, já, pela crise económica e financeira que se aproximava ao longe, iriam renunciar ao direito à subversão, à rebeldia, à revolução. Davam loas à "pax americana".


E isto porque o que os autocratas ditadores de Washington estavam a realizar, a mortandade e a evolução imperial, no Afeganistão, primeiro, e, mais tarde, no Iraque, era efectuada em torno de um lema "humanista", em nome da democracia e da liberdade.


Esse capital centrado em Wall Street, através da administração norte-americana - e secundariamente na City londrina, com a social democracia liberal de Blair -, primeiro, com uma argamassa ideológica, a debitar doutrina de que tudo o que beliscasse, ainda que, pela simples palavra, a "ordem estabelecida" se tornava fomentador do terrorismo, subversivo merecedor de ser classificado como perigoso delinquente.


Fizeram-se,depois leis, ainda por cima com a legalidade "secreta" que permitiam a prisão de todo e qualquer elemento suspeito de prática de "terrorismo", um anátema real para muscular o sistema político vigente, com restrições de movimento, de circulação entre países, e, até, com detenções arbitrárias e clandestinas.


Depois passaram a acção policial mundial, criando um campo de concentração, aparentemente, extra-territorial, num pequeno território ocupado pelos EUA em Cuba, Guántanamo, para fugirem, com jurisprudência para eles realizada, a qualquer acção judicial internacional, como criminosos de guerra, e comprando, ao mesmo tempo, a cumplicidade dos bufões de serviço da Europa e da África, para, em vários países, constituírem prisões secretas, onde, através de raptos, de operações de puro banditismo, ali colocaram possíveis "suspeitos de terrorismo", que matavam, faziam desaparecer ou simplesmente mantinham, como mantém, em detenção definitiva, sem qualquer nota de culpa.

2 - Na realidade, foram poucos os que, então, se manifestaram contra este estado de coisas.


Para fazer desaparecer a evolução histórica é necessário provocar a implosão da Terra.


A violência, por mais inaudita, que possa parecer, ou surgir, é, acima de tudo, um dado económico.  Este facto, ainda se torna mais evidente, quando adquire o estatuto de hiper-violência.


Tem, portanto, os seus custos, traz a militarização, e esta enquadra, no seu extremo, a retrocesso de quem a transforma, em último caso, em assunto principal e primordial da política de Estado: é que o que está acontecer com os Estados Unidos. As dívidas, pública e privada, ultrapassa o inimaginável. 

Hoje, verificamos como a História, na sua versão irónica, transmudou tudo o que, há duas décadas, se considerava como imutável, como verdades eternas.





Os revolucionários de há 200 anos, que fundaram o Estado modelo do capitalismo, sem a necessidade de lutar contra os resquícios do feudalismo, que estiveram, na primeira fila, do combate mundial contra a escravatura, que constituíram uma grande e forte República Democrática Republicana, são hoje os execráveis  sanguinários contra-revolucionários, que incendeiam o mundo agrilhoando povos, destroçando países, em nome do domínio rapace, e sem freio, do capital mais desclassificado e improdutivo, o capital especulativo.


Ora, os defensores da ordem "mundial", os apologistas da liberdade e da democracia, são, justamente, os fautores dos mais escabrosos ataques aos direitos humanos.


Ficamos a saber - cito o Diário de Notícias de 29 de Maio findo - que se socorre de uma reportagem do principal jornal do sistema político norte-americano que o Presidente dos Estados Unidos, no caso presente, o muito incensado democrata Barack Obama, do grupo mafioso de Chicago, aprova, pessoalmente, o assassínio dos eventuais suspeitos que lhe são apresentados como membros integrantes do terrorismo, que a administração de Washington apelida de Al-Qaeda.


Refere o jornal NYT que "o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, supervisionou, pessoalmente, um procedimento secreto destinado a determinar quais os presumíveis membros da Al-Qaeda, que deveria ser colocados numa lista especial de pessoas a abater".


(A Al Qaeda é uma estrutura criada e alimentada pela CIA, cujo membro mais proeminente, que os próprios norte-americanos, tornaram numa "vedeta", Usama Bin laden é membro do clan alargado da família real saudita, que financia, treina e arma o sector mais fanático e violenta da ideologia muçulmana sunita, cuja sede principal é na capital da Arábia Saudita, cujos mentores teológicos são os membros mais proeminentes da teocracia do país, os reis e príncipes que governam aquele país, subserviente e perfeitamente integrado na órbita de Washington).


Também é adaministração de Obama que estabelece directamente a "lista de morte" de eventuais suspeitos que serão atacados por drones, aviões não tripulados equipados com mísseis, que até podem ser nucleares,  em diversos países do Médio oriente, incluindo o Paquistão. "Ele (barack Obama) determinou que as decisões a tomar serão da sua responsabilidade", declaou ao NYT Thomas Domilon, conselheiro para a Segurança Nacional, acrescentando, e além de citar, sublinho-o, "o presidente considera-se responsável pela posição dos Estados Unidos no mundo".


Os partidos da ordem - os que eles consideram ser a posição dos EUA no Mundo - são hoje os mentores dos actos mais vis. que violam todas as leis internacionais, que se tornam criminosos de guerra. Eles julgam-se impunes.


Tão impunes que divulgam, descaradamente, que fazem actos de sabotagem organizada, pensada e concientemente fomentada, para actuarem sobre outros países, que não se submetem aos seus ditames.


A notícia tem alguns dias e saiu também no New York Times uma notícia, que o periódico sustenta ter sido investigada ao longo dos últimos 18 meses, segundo a qual Barack Obama ordenou, secretamente, que se intensificasse os ataques informáticos contra as instalações nucleares iranianas, uma operação que fora iniciada pela Administração George W. Bush, com o nome de código "Jogos Olímpicos".


O jornal precisa que tudo foi confirmado junto das autoridades norte-americanas, europeias e judias (ou seja, os abutres dirigentes europeus estão a entrar na mesma ilegalidade).


Esta notícia surge na mesma semana em que a empresa russa de combate a vírus e de segurança informática Kaspersky anunciou ter identificado um novo vírus com uma capacidade inigualável de causar danos e capturar dados de sistemas informáticos. Ora, este vírus atingiu todo o Médio-Oriente e os russos retiveram  dados que levam aos seus autores: os norte-americanos.


Esta actuação, que está no seguimento de toda a carnificina que os EUA estão a desencadear em várias partes do mundo, é uma arma de dois gumes. O poder ditatorial autocrático de Washington pensa que pode agir à sua vontade.


3 - Mas, eles não se podem esquecer que os EUA, por um lado, mas a própria organização que eles participam internacionalmente, a ONU e NATO, são estruturas estatais e para estatais, com mais componente política ou militar, conforme o caso, que assentam em acordos contratuais.


O que eles estão a efectuar a nível mundial criam rupturas em estatutos legais estabelecidos, e, a sua ânsia de poder, de controlo, mesmo dentro do seu país, dos seus direitos e liberdades, podem conduzir a cortes brutais nesses compromissos.


Os povos - particularmente a aliança de países, como acontece na América do Sul ou na Ásia, mas também, na própria África - podem criar rupturas nesses contratos violados e então libertam-se de tutelas, libertação esta podem poder ocorrer, em tempos talvez não tão distantes, como poderemos imaginar.


E, neste caso, surgem os clarões das subversões, das rebeliões, das próprias revoluções.




























































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