quarta-feira, 8 de agosto de 2012

EUA: A LIGAÇÃO ESTREITA ENTRE A CIA E A MÁFIA



1  - Estranhamente, os telespectadores e leitores portugueses - e por tabela, os ocidentais - dão uma importância elevada aos filmes e livros que envolvem agentes da CIA, a Central de Espionagem assassina dos Estados Unidos, como se tratasse de uma instituição séria, eticamente impoluta, marcadamente nobre, soberbamente instituída para salvaguardar a chamada civilização ocidental.

Nada de mais errado. 

Tudo é realizado sob a batuta de uma propaganda barata feita nos guiões sebentos encomendados pelos financeiros judeus de Washington, melhor dizendo, de Wall Street.

Até chegam a fazer séries televisivas, onde se interligam norte-americanos das agências de informação e da MOSSAD israelita em missões candidamente "patriotas", cujo esplendor é a riqueza da bondade do chamado mundo ocidental dos capitalistas desclassificados.

Vamos aos factos e às realidades. 

As Agências de Informação do Ocidente, tal como da Rússia ou China, são máquinas oleadas da política externa imperialista, que superintende esses países.

A CIA, na actualidade, é o centro mundial por excelência das patifarias, ilegalidades e assassinatos organizados sob a orientação directa do Chefe de Estado. 

Está a realizar, a nível mundial o que as SS alemãs efectuaram nos anos 30 e 40 no Mundo.

Não sejamos lamechas. Chamemos os bois pelos nomes. Eles terão de ser julgados pela História.

2 - Factos são factos. Comecemos pelos mais recentes.

Foi realizado, recentemente, nos Estados Unidos da América uma investigação em torno de uma reputado agente da CIA, que, formalmente, já não pertence à respectiva entidade oficial governamental, mas que se descobriu que o citado fulano, cujo nome iremos divulgar mais à frente, é um quadro superior da empresas de Segurança Falken, uma das muitas subsidiárias da multinacional ligada, privadamente, ao aparelho de Estado norte-americano chamada Xe Services, e que, há um ano atrás, se apelidava de Blackwater.

Mudou o nome, depois de ser descobrir que era uma "máquina assassina" contratada pela Presidência dos EUA para actuar impunemente no Iraque e no Afeganistão, e, hoje, sabemos, em todo o mundo. 

O seu mais destacado quadro e impulsionador foi justamente o antigo vice-Presidente norte-americano Dick Cheney

O nome do agente em questão é Henrique "Ricky" Prado.

Formalmente, esteve 25 anos na CIA.

Era (e é) considerado pela seus superiores um "agente exemplar" e recebeu inclusive várias medalhas de distinção da própria agência.

Ora, quer a agência CIA, que a própria polícia de Miami, onde ele vivia e actuava, sabia, pelo menos desde 1991, conforme a investigação agora divulgada, que ele era o braço direito e assassino a soldo do um dos maiores traficantes de cocaína na Florida nos anos 70 e 80, que se chamava Alberto San Pedro.

Ou seja, o seu negócio cresceu e floresceu com a conivência da CIA e da Polícia Federal da Florida.

Está escrito e documentado.

Ricky Prado foi colocado, pelos seus superiores, na unidade de contra-terrorismo da CIA (CTC) para perseguir Osana Bin Laden. Todos eles sabiam que era um mafioso notório e actuante. Matou vários rivais de San Pedro. Tudo está registado nos documentos oficiais da Polícia.

Foi com a conivência da CIA que esteve luta anti-guerrilheira da América Latina, principalmente na Nicarágua, e treinou os Contras e a superintendeu o negócio da droga.

Segundo a investigação, Prado fomentou a transferência de prisioneiros para "prisões secretas" dos chamados seguidores de Bin Laden, tendo sido nomeado mesmo vice-director do CTC pelo seu director directo Cofer Black, hoje o principal assessor de segurança do candidato presidencial norte-americano Mitt Romey.

Prado conduziu a unidade de assassinos "selectivos" de alvo atribuídos à Al Qaeda, com a assinatura directa do antigo Presidente George W. Bush, que o actual prossegue.

Leon Panetta, actual secretário da Defesa, que foi director da CIA, esteve a par desta actividade e nunca afastou este assassino da agência de espionagem e da Máfia.



Alias, foi através de uma audição parlamentar da Panetta, que se soube que a CIA contratou a Blacwater para fazer o "trabalho sujo" dos assassinos. Para ela, transitou o exemplar assassino Ricky Prado.

3 - Formalmente, a CIA foi criada, em 1947, sob a presidência de Harry Truman. Foi montada sob a égide de Foster Dulles, que dirigia a Agência dos Serviços Estratégicos (OSS, em inglês). Dulles era um conservador que admirava Hitler e manteve, sempre, fortes contactos com os Serviços Secretos Nazis na Europa, através da Suiça.

A primeira missão da CIA na Europa foi a montagem do novo Estado alemão ocidental, saído da divisão da Alemanha hitleriana, no final da Segunda Grande Guerra. 

E a CIA ultilizou, deliberada e conscientemente, o aparelho dos serviços secretos e de segurança nazis, através de um dos seus chefes, o general  Reinhard Gehlen.  

Este general, nas suas memórias, refere, aliás, com pormenor, como a estrutura estatal se estabeleceu, com o controlo absoluto dos seus serviços de informação. E, naturalmente, o beneplácito e orientação geral de Washington.

Embora, a partir de 2004, a CIA tivesse sofrido, aparentemente, uma limitação, com a centralização dos serviços de informações norte-americanos com a criação de um super-funcionário, que dirige a Espionagem Nacional (DNI), na prática, a experiência e a actividade da Agência mantém a sua actuação, agora protegida pelo "segredo de Estado", estipulado pelo Presidente dos EUA. Com a Lei da Reforma da Espionagem e do Terrorismo (2004), a DNI, e logo a CIA, pode actuar clandestinamente para assasssinar qualquer pessoa que se oponha "aos interesses nacionais" dos Estados Unidos.

Tornou-se na realidade uma estrutura ao serviço da prática de ilegalidades, de acções criminosas e mafiosas, com o assentimento da Administração norte-americana.

Está longamente documentado e traduzido para a escrita de investigadores considerados como competentes que a CIA controla grande parte do tráfico e do branqueamento de capitais ligados à droga.

Pesquisas históricas, que nunca foram postas em causa, assinalam que a Administração norte-americana, através da recém-formada CIA, apoiou abertamente o contrabando de ópio da China e da Birmânia, com aviões da própria agência, cuja companhia de fachada se chamava AIR AMERICA.

Irá ser utilizada, novamente, no triângulo vermelho indochinês nos anos 60 e 70 do século passado, para ser distribuido, em venda livre, para recolher "fundos secretos" para o Kuomintang, do general Chiang Kai-Shek, que se refugiou, mais tarde, em Taiwan, com a protecção militar norte-americana. 

O negócio funcionou, depois, nos anos subsequentes. Possivelmente até hoje.

Como assinalamos atrás, os EUA foram os distribuidores principais de todo o ópio indochinês nos anos 60 e 70, introduzindo-o no seu próprio país e na Europa. Utilizando, para branqueamento, a maior parte dos principais bancos de Wall Street.

O envolvimento dos Estados Unidos da América colocou, à luz do dia, a verdadeira face da política internacional daquele país. 

Por um lado, dominar as riquezas naturais não só afegãs, como de toda a região, mas, ao mesmo tempo, e por outro lado, forjar o lado sórdido e nefasto do capitalismo financeiro que domina Washington, através do lobby judeu, a utilização das drogas da morte para o enriquecimento ílicito de uma élite, não tendo pejo de levar para a morte, em combate, milhares de norte-americanos e de outros países, mas igualmente ramificar o tráfico de ópio por todo o mundo, a favor dessa mesma elite.

Desde os anos 80 do século passado, quando os EUA afirmava apoiar a libertação do Afeganistão do jugo soviético, criando gangues paramilitares, como a Al-Qaeda, que nunca deixou de ser uma emanação da CIA, que sempre soube onde estavam os seus dirigentes (que agora surgem a ocupar postos de responsabilidade em países como a Líbia ou a Tunísia),  sabe-se que aquela agência deu toda a cobertura, apoio e logística, para que "os barões da droga" afegã, que Washington elevou a "combatentes da liberdade", como Gulbuddin Hekmatyar, mercadejassem o ópio do Afeganistão para o Ocidente e os disseminassem dentro do próprio país "para enfraquecer" os soviéticos.

Hoje, no Afeganistão, a CIA controla, directa ou indirectamente, todo o tráfico de droga, que está concentrado na governação do presidente-fantoche Hamid Karzai.

(Em 2009, o responsável pelo departamentre Droga e Crime da ONU (UNODC), o italiano Antonio Maria Costa, denunciou que, referindo-se à crise de 2008, o narcotráfico serviu para resgatar os principais bancos do colapso ao actuar como fonte de capital líquido. Ou seja, os governos e os banqueiros autorizaram que o dinheiro da droga entrasse na circulação monetária, com toda a legalidade, para salvar o seu sistema financeiro em bancarrota!!!. E onde estava o centro de decisão mais importante: Washington e Wall Street).

Avancemos. Em Abril de 1989 foi conhecido um relatório elaborado por um conjunto de congressitas, liderados pelo futuro candidato à Presidência Kerry. 

Este relatório afirmava textualmente: Os Estados Unidos, através do Departamento de Estado,  "forneciam apoio aos contra da Nicarágua, estavam envolvidos em tráfico de drogas...e os próprios membros dos Contra, recebiam com toda a naturalmente, assistência financeira e material dos traficantes de droga".

Os casos são tantos e tantos, mas este não pode ficar de fora.



O governo dos EUA, liderado então por George Bush (pai), que fora director da CIA, mandou, em 1989, invadir o Panamá, cujo principal dirigente o general Manuel Noriega, era um conhecido membro da agência e dera todo o seu apoio militar aos grupos Contra, a pedido de Washington. 

Noriega era também o centro do tráfico de droga no país, que se destinava, na sua quase totalidade, para o seu aliado norte-americano.

Em 1971, a justiça dos EUA tentou incriminar Noriega, mas Bush, como director da CIA opõs-se.

Noriega sentiu-se seguro e aumentou a parada, procurando uma certa independência. OS EUA deixaram andar, porque os principais beneficiários eram eles.

Entretanto, dá- se um incidente, os sandinistas na Nicarágua abateram um avião pilotado pelo agente da CIA Eugene Hasenfus. A bordo estavam muitos documentos da agência que reportavam várias actividades da CIA e enquadrava perfeitamente o relacionamento entre aquela e Manuel Noriega.

De imediato, o governo Bush engendrou uma operação militar "Causa Justa", que afirmou ser realizada para acabar com o tráfico da droga e prender Noriega. Milhares de soldados norte-americanos ocuparam o Panamá e mataram milhares de pessoas. Noriega refugiou-se na Nunciatura da Santa Sé no Panma´e negociou a sua entrega, o que foi efectuada.

4 - A face nazi dos EUA.

Desde os tempos da guerra do Vietname, que os Estados Unidos perderam sem qualquer espécie de pudor, apareciam, com frequência, relatos da existência de torturas e campos de concentração nas zonas ocupadas pelos EUA, quer no seu próprio país, onde não se pode entrar, quer em bases estrangeiras, de acções criminosas dos agentes castrenses e policiais contra populações e combatentes inimigos, com assassinos premeditados e consentidos à partida pela Administração governamental em Washington.

Todavia, apenas em 2009, ficamos a saber, preto no branco, que tais práticas estavam instituídas em "documentos secretos" assinados pelos Presidentes do país, aliás, exactamente ,como o o chanceler nazi Adolf Hitler pós em pratica, na Alemanha, desde 1933 até à sua derrota e morte em 1945.

Embora, oficialmente, o Sistema de Tortura da Agência de Informações tinha sido, totalmente, legalizado e definido em 2001, apenas se conseguiu a sua divulgação em 2009. 

E isto, porque por insistência da chamada ACLU, uma instituição antiga de defesa das minorias e direitos humanos, que vem dos anos 50 do século passado, conseguiu, através de sucessivas acções judiciárias, que fossem tornados públicos os termos dessa lei secreta e nazi. 

Nessa primeira divulgação, vem a saber-se que foram dadas ordens para violações de leis e tratados internacionais por parte da Administração de Washington. Tal facto, apesar das resistências, obrigou o Procurador-Greal da Justiça dos EUA, que era Erc Holder, a iniciar uma investigação.

Foi a partir daqui que se descobriram as "prisões secretas" em vários países, que ainda se mantêem, pois, a maioria nunca chegou a ser divulgada, os interrogatórios a prisioneiros, a maioria dos quais simples cidadãos, alguns dos quais foram mortos, quer nas torturas, quer nas acções de prisão. Tudo isto em território estrangeiro, e com o apoio dos países da NATO e de Israel e da confraria muçulmana, incluindo o Egipto, a Síria e a Líbia.

Muitos desses documentos interligam-se com outros e descobre-se que a CIA esteve ligada a actividades de derrube de governo democráticos estrangeiros, nomeadamente na América Latina, que se opunham à sua política, caso do golpe, em 1964, contra o Presidente brasileiro João Goulart, a deposição do Primeiro-Ministro do Irão, em 1953, Mohammad Mossadegh, que colocou o criminoso Xá Reza Palhevi no centro do poder em Terrão. Igualmente se descobre a ligação íntima da administração norte-americana (Nixon/Kissinger), com o apoio directo e financeiro de multinacionais como a ATT no derrube e morte do Presidente do Chile, em 1973, Salvador Allende.

Confirma-se que foi a Administração norte-americana, através da CIA, que mandou matar, em 1967, o líder guerrilheiro argetino-cubano Che Guevara na Bolívia. 

E o que é mais grave - por ser mais recente - verificou-se que a CIA não divulgou ao Congresso e ao Senado dos EUA que tinha sido criado um programa, com a assinatura presidencial, para contratar criminosos e outros agentes para realizar assassinatos preventivos sobre personalidades em qualquer país do mundo, sem que fosse necessário qualquer autorização especial para actuar.





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