quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O PAPA DO CAPITAL CRITICA O SEU CAPITALISMO













1 - A hipocrisia da Igreja Católica Romana não tem limites no que se refere à sua "praxis" no mundo actual.

O seu Chefe Máximo, que se intitula Sumo Pontífice (Pontifex Maximus, retirado do imperial romano clássico para o responsável máximo da religião, que era o Imperador) critica o capitalismo financeiro sem freio "não regulado", como se a instituição Santa Sé não fosse um dos principais centros, sem qualquer controlo da maior máquina de lavagem de dinheiro, de especulação financeira, de manipulação das finanças dos maiores corruptores mundiais.


E, sem qualquer pejo de vergonha na cara, os órgãos de comunicação social de todo mundo transmitem tal mensagem do homem que detém, sem controlo e sem prestar contas a ninguém uma das maiores redes (quiçá a maior) de fomento desse capitalismo desclassificado.

/Por uma questão de humildade e decência, para que conste, publico a lista oficial dos título do Papa Católico Apostólico Romano, na ordem que foi referenciado pelo Anuário Pontício de 2009. Ele é: Bispo de Roma (Episcopus Romanus), Vigário de Jesus Cristo (Vicarius Jesu Christi), Sucessor do Princípe dos Apóstolos (succesor principis apostolorun), Sumo Pontífice da Igreja Universal (Smmus Pontifex Ecclesiae Universalis), Primaz de Itália (Primatus de Italia), Arcebispo Metropolitano da Província Romana ( Archeepiscopus metropolitanus provinciae romanae), Soberano do Estado da Cidade de Vaticano (Superanus sui juris civitatis Vaticanea), e Servo dos Servos de Deus (servus Servorum Dei)/.


Citamos da imprensa:

O Papa católico, Bento BVI, criticou, na missa de Ano Novo, o capitalismo "não regulado" e manifestou-se contra a desigualdade entre ricos e pobres.






Bento XVI disse esperar que 2013 seja um ano de paz, apesar das riscos e ameaças, e louvou os que em todo o mundo trabalham pela concórdia.
Num momento em que a Europa debate formas de ultrapassar a crise, o Sumo Pontífice denunciou “as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia” que insinuam “que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado, […] bem como dos direitos e deveres sociais”. 
Considerando que “o direito ao trabalho é um dos mais ameaçados”, Bento XVI pede “novas e ousadas políticas” que reconheçam o emprego “como bem fundamental para a pessoa, a família, a sociedade” e não como “uma variável dependente dos mecanismos económicos e financeiros”.
Antes, na homilia de Ano Novo, o Papa desafiara os crentes a procurar junto de Deus a “paz interior necessária a tempos da história que são por vezes tumultuosos e confusão”. 
Houve também tempo para reafirmar a oposição do Vaticano ao casamento entre pessoas do mesmo sexo – que desestabilizam a “insubstituível função social” da união entre um homem e uma mulher – e à legalização do aborto – 
“Como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros”.



2 - A Igreja Católica Romana, com sede no Vaticano, transformou-se, depois de 1927, numa das maiores instituições capitalistas financeiras do Mundo.
E tudo começou, justamente, em 1927,com assinatura do Tratado de Latrão, entre o Presidente do Conselho de Ministros de Itália, o fascista Benito Mussolini e o Papa Romano Pio XI. 
Em traços largos, ficou estabelecido o seguinte: em troca do apoio do Papado ao regime fascista italiano, o seu governo retribuía o "favor" político e social da Santa Sé com a entrega de um volumoso pacote de dinheiro, no valor astronómico de então de cerca de 100 milhões de dólares.
O Vaticano, através do seus lacaios leigos, aplicou este dinheiro em negócios rendosos e especulativos em todo o Mundo. 
Primeiro, essencialmente, em Itália, depois na Inglaterra e nos Estados Unidos, passando pela Alemanha, estendendo-se hoje desde a China, à Índia, à Indonésia, e até ao pequeno Timor-Leste. 
Claro, não esquecendo, Portugal, Espanha e Irlanda, entre outros.
 O Banco do Vaticano, o Istituto per la Opere de la 

Religione (IOR), tornou-se um banco sem controlo, 





com completa imunidade nas transacções, de acordo 




com o Tratado citado. 

O que à frente vai transcrito é retirado, sucintamente, 

de um texto meu inserido neste blogue. 


O Tratado inscrevia em três alíneas específicas a


isenção de impostos para as chamadas "instituições 

eclesiásticas, ou seja, em particular o IOR e as 


chamadas entidades de solidariedade social, que 


enquadrava o que nós chamamos IPSS e 


Misericórdias, bem como o pagamento dos ordenados 


dos padres. Ora, a íntima ligação entre o regime 


fascista e o papado, levou este último a tomar 


participações em grandes empresas estatais, 


nomeadamente o IRI (Istituto di Reconstruzione 


Industriale).



O "polvo" da Igreja Católica veio a conhecer-se, 


essencialmente, a partir dos anos 60: controlavam as 


empresas de águas públicas das principais cidades, 


incluindo Roma, as redes de gás e parte substancial 


das indústrias automóvel, petrolífera, têxtil, e, até de 


armamento. 


Constatou-se ainda que mais de 3/5 do 

sistema bancário italiano estava nas mãos do Papado 


Romano(ver Nino Lo Bello, O Empório do Vaticano).


Com a falência do Banco Ambrosiano nos anos 70, e, 


posteriormente, as "fugas de informação" do interior 


da hierarquia cardinalícia, veio a verificar-se que a


"estratégia de aranha" do Vaticano se ramificara por 


tudo o que era grande especulação financeira 


internacional: Wall Street, City Londrina, Banco 


Central Europeu.


J.P. Morgan, General Electris, Hambros Bank, Chase 


Manhattan, First National Bank, etc, etc, 


enquadravam, ou enquadram, acções avultadas da 


Santa Sé.


Que se estende pelo Barclays Bank, Santander, Crédit 

Suisse, Royal Bank of Scotland, Bankia, 


BNP/PARIBÁS, entre dezenas dezenas de outros.


O que pressupõe uma parceria estratégica de longo 


prazo com o capitalismo sionista judaico.










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