quinta-feira, 20 de outubro de 2011

LÌBIA: KADHAFI FOI MORTO PELA NATO
















1 - Ainda é cedo para se fazer uma análise mais ponderada sobre o que se passou na Líbia até à morte do seu chefe de Estado Muammar Kadhafi, através de um golpe de Estado engendrado, há muito, pelo Capital, nos seus centros militares e financeiros.

Não está em causa a figura e o papel de Kadhafi nos últimos 25 anos de poder, nem a sua acção nefasta sobre a evolução da sociedade líbia.



A chamada "primavera líbia" não foi um acto espontâneo de um processo revolucionário interno.


Foi um golpe de Estado, organizado, treinado e dirigido do exterior, tendo o apoio de uma parte da antiga classe dirigente, de certos sectores da intlectualidade e mesmo dos meios urbanos.

Mas, o essencial do acontecimento histórico tem de ser buscado a uma intervenção exterior, sanguinária, e sequiosa do controlo das matérias-primas.

Iremos agora assistir aos despojos e veremos se tal acontecimento histórico foi feliz e iniciador de uma nova era.

2 - A NATO, como orgânização tirânica e assassina, esteve no centro desta mudança, e foi o executor cruminoso do falecido ditador.


Foi uma intervenção de trapaça, que escamoteia uma invasão de um país soberano, dirigido por oficiais ocidentais, disfarçados e com armamento ocidental, aliás visível nas projecções de televisão, sempre ocidentais, que nos foram dados a conhecer.

3 - Com a morte de Khadafi, naturalmente, algo irá ter de mudar, até porque o poder de Estado se fragmentou.


Todavia, o que parece ter sido derrubado não foi apenas um tirano e a sua tirania, mas sim um poder que não estava em sintonia com os ditames, em primeiro lugar, dos Estados Unidos, e em segundo lugar, com a Europa, que não se queria ver ultrapassada por Washington, que lhe quer franquear as portas ao crude para asfixiar ainda mais as tentativas de criar uma União Europeia política.

Pode ser que este período, que se vai seguir, possa ser aproveitado pela própria sociedade interna para conquistar um novo conceito e conteúdo e impulsionar uma nova forma de Estado que traga mais amargos de boca aos insolentes e assassinos democratas ocidentais.

Estaremos aqui para ver.

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