domingo, 8 de março de 2015

OS CRIMES SECRETOS DOS PRESIDENTES NORTE-AMERICANOS

1 –No passado dia 3, realizou-se em Moscovo o funeral de um oligarca judeu (convém referir este facto, pois adiante dissertaremos sobre ele) e deputado russo, assassinado dias atrás, junto à catedral de S.Basílio, em Moscovo, de nome Boris Nemtsov, de 55 anos, quando se passeava com uma jovem modelo ucraniana, de 23 anos, Anna Duritskaya.

De repente, a comunicação social ocidental, sem qualquer presença de *cabeça fria*, escreveu com toda a ligeireza, que o oligarca Nemtsov seria um honesto opositor russo, e, provavelmente, poderia ser sido assassinado a mando do poder político encabeçado pelo Chefe de Estado da Federação Russa, Vladimir Putin, lançou uma campanha desenfreada nesse sentido.

Claro que esta hipótese não pode ser descartada, porque as forças dominantes do poder russo agem, perante os opositores, com mão de ferro.

O sistema político russo, embora formalmente uma democracia parlamentar, é uma potência – em especial nuclear – e está numa concorrência feroz, sem meios-termos, com a sua homóloga norte-americana.

Mas voltemos a Boris Nemtsov e ao seu endeusamento ocidental.

Primeiro que tudo: era um oligarca, e, no sistema societário russo actual era esse o seu estatuto. Enriquecimento ilícito e fraudulento à custa do Estado.

Boris Nemtsov Yefimocich chegou a ser vice-primeiro-ministro da Federação Russa e ministro dos Petróleos e Energia de Boris Yeltsin, que esteve ligado às grandes privatizações do sector de que foi beneficiário directo.


Yeltsin e Nemtson

Tornou-se, em três tempos, um ultramilioniário, sendo, de entre outras grandes empresas, dono do banco Neftyanoi e Presidente do Conselho de Administração da empresa petrolífera Neftyanoi, que controlava, realmente, a instituição bancária.

Pertenceu a uma clique que dominou as fraudulentas privatizações do antigo poder soviético, sob a liderança do então secretário do Comité Central do PCUS Boris Ieltsin, que tinha como mentor um primeiro-ministro chamado Anatoly Chubais.

Dessa clique, que sacou a seu favor as riquezas e interesses económicos russos, contavam-se - ou ainda se contam - Mikhail Khodorkovsky, Alexei Navalny, Vladimir Bukovsky, Vladimir Milov, Vladimir Ryzhkov, Nikolai Gluchkov, Mikhail Freidman, Vladimir Gusinsky, Vladimir Potain, Alexander Vinogradov e Boris Abramovich Berezovsky, entre outros.

Ora, toda esta máfia, que viveu da antiga ordem soviética e se apoiou no bêbado e ignorante Ielstin, para fazer reverter as grandes empresas, desde as companhias de aviação, automóveis, petróleo, alta tecnologia, instituições bancárias para a esfera privada dos seus interesses pessoais, em ligação directa com o poder económico de Wall Street.

Todos eles eram ou são de origem judaica e alguns depois, ao serem desmascarados fugiram para Israel.

Quando Putin subiu, pela primeira vez ao poder, verificou, tal como o rei português D. João II, que o Estado russo somente *era dono das estradas*.

Naturalmente, apoiou-se numa parte do poder de Estado, em especial os antigos organismos de defesa de segurança, para fazer uma razia sobre uma parte significativa daqueles que roubaram, descaradamente, biliões de rublos.

Entre eles, estava Nemtsov, e, uma parte da máfia judia. 

Este foi um jogador.
Putin e Nemtson

Ao princípio, apoiou Putin, depois entrou em negócios com a Ucrânia e juntou-se ao então Presidente Viktor Yushchenko, de que se tornou assessor económico, contra Viktor Yanukovych, que veio a vencer, posteriormente, as eleições ucranianas.

(Uma curiosidade: o actual Presidente da Ucrânia Poroshenko foi ministro da Economia e Negócios Estrangeiros de Yushenko, e, depois ministro da Economia de Yanukovych. Tudo boas pessoas…).

As grandes dúvidas do Kremlin sobre o papel de Nemtsov nasceram em 2002, quando o seu nome aparece numa lista dos sequestradores da crise dos reféns do teatro de Moscovo com quem aqueles estavam dispostos a negociar.

Das investigações, as autoridades judiciais russas detectaram que as empresas daquele estavam ligadas a negócios obscuros, lavagens de dinheiro, transacções ilegais de Capital.

Foi preso e o chamado Ocidente transformou-o em *prisioneiro de consciência*, cujos principais fomentadores eram os senadores John McCain e Joe Lieberman, aquele ligado a Israel e o segundo judeu, abertamente lobista do Estado judaico, que foi candidato a vice-Presidente dos EUA.

Nemtsov disse ter abandonado, formalmente, os negócios e ter passado, apenas, a opositor político de Putin.

Continuou, todavia, na senda da oligarquia financeira, agora sem grande poder, pois nem sequer era deputado nacional, mas sim estadual.

Foi assassinado por ordem de Putin?

Não sei.

Temos de meditar sobre o seguinte: foi um assassínio, no meio do Kremlin, demasiado evidente de um opositor desacreditado.

Posso duvidar, todavia não ponho as mãos no fogo. 

Não sei as conexões de toda a escroqueria russa.

2 – A questão central que eu quero denunciar, todavia, é o papel sanguinário, arrogantemente mafioso, e, secretamente consistente de criminosos que todos os Presidentes dos Estados Unidos da América, depois da II Grande Guerra assumiram e levaram a efeito as maiores mortandades e assassinatos decididos na Sala Oval, sob as garras das suas agência de serviços secretos e de segurança.

Não só no estrangeiro, mas, igualmente, no seu território contra adversários políticos e contra chefes de Estado ou de governo que lhes eram adversos.

Não é especulação. Netsov fica fora deste sequema? Não o poderei afirmar. Tudo pode acontecer.

A política encoberta assassina dos lideres de Washington está inserto em documentos desclassificados.

Alguns transcritos em livros, que, praticamente, não mereceram uma linha nos nossos democratas grande órgãos de comunicação social.

Vou exemplificar com apenas um livro, saído à estampa em português em 2014, sob a chancela da Bertrand Editora e escrito por um jornalista e investigador italiano chamado Eric Frattini.

O livro intitula-se *CIA –Jóias de família*, e, curiosamente, tem prólogos de duas personalidades que sabem da poda: Jorge Silva Carvalho, ex-Director-Geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e Jorge Descallar, ex-Director-Geral do Centro Nacional de Inteligência (CNI) de Espanha.

Do livro: “Na manhã de 9 de Maio de 1973, James Schlesinger, director da CIA, decidiu assinar uma «directiva» que ordenava a compilação num só relatório de todas as operações secretas ilegais realizadas pela instituição, tanto dentro como fora do território norte-americano.

Sem dúvida, Schlesinger, nomeado pelo Presidente Nixon DCI (Director of Central Intelligence) da CIA três meses antes, não sabia que estava a brincar com o fogo e que, sem dúvida, seriam muitos a queimar-se”, assim inicia Eric Frattini o seu livro.

Este relatório veio a revelar o papel de assassinos instituicionais de todos os Presidentes dos Estados Unidos desde Dwight D. Eisenhover, John F. Kennedy, Lyndon B. Johnson, e, assinala Frattini, Richard Nixon.

Mas os *serial killer* presidenciais continuaram com Carter, Gerald Ford, Jimmy Carter, Ronald Reagan, George H.W. Buh, Bill Clinton, George W. Bush até ao actual Barack Obama.

“Este livro – assinala Frattini a finalizar a sua introdução - é um resumo de algumas das 300 operações ilegais ou «actividades altamente voláteis»  (sublinhado meu) conduzidas pela CIA, tanto dentro como fora dos território dos Estados Unidos, e retiradas das 703 páginas tornadas públicas pela CIA”.

Foi Eisenhower quem enquadrou o sistema de assassinato e eliminação de opositores e de actuações criminosas, partindo da Casa Branca, com o assentimento dos Presidentes, mas sem que algo ficasse escrito ou implicasse directamente o chefe de Estado.

Cito um pequeno apontamento (pag. 67 do citado livro):

“William Colby – foi DCI da CIA – ouviu com atenção as intenções do presidente comandante-chefe dos EUA. Antes de abandonar a Sala Oval e quando Ford (Presidente que substituiu Nixon) já dera por terminada a conversa, o DCI decidiu dar mais um dado.

«-É certo que nós (a CIA) planeámos operações para assassinar dirigentes estrangeiros. Ainda que saibamos que não foram nunca levadas a cabo – atirou Colby, perante o olhar surpreendido do próprio presidente e dos seus assessores, Buchen, Marsh e Scowcroft».

O experiente director da CIA mencionou casos como o de Fidel Castro, de Cuba, Rafael Trujillo, da República Domicana; Patrice Lumumba, do Congo, o general Abdul Karim Kassem, do Iraque ou do caso do general Schneider, do Chile. De seguida, Colby despediu-se dos seus interlocutores e saiu da Sala Oval perante o silêncio sepulcral dos que estavam ali reunidos”.

Mas foi sob a supervisão do general Eisenhower, como Presidente, que a CIA é autorizada a criar uma Divisão Técnica que se vai refinar, ao longos dos anos, até hoje, como o centro promotor das maiores atrocidades humanas, merecedoras de serem julgadas em Tribunal Penal Internacional, nada ficando a dever às experiências e massacres dos SS e SS Wafen hitlerianos.

O homem que esteve à frente dessa Divisão, pelo menos até 1973, foi um ser semelhante ao sinistro Joseph Mengele alemão e teve, sempre, mas sempre, o assentimentos dos Chefes de Estado de Washington.

Esse homem era um judeu que modificou o seu nome inicial – Joseph Scnneider – para Sidney Gottlieb, licenciado em Química.

A sua Divisão veio a ser conhecida dentro da própria CIA, como a *Casa dos Horrores* e o «modesto» judeu apelidado pelos pares de *doutor Morte*.

Eis o relato, retirado dos documentos desclassificados, e escolhidos por Frattini:

«Pouco a pouco, o Doutor Morte foi ganhando nome dentro da comunidades dos serviços secretos, uma vez que Gottlieb era o cientista encarregado de desenhar e criar nas décadas de cinquenta e sessenta os venenos que seriam depois utilizados  pela CIA para assassinar um espião inimigo ou um Chefe de Estado ou de governo incómodo. Seria o responsável de fazer experiências com drogas  para tentar dominar  de possíveis inimigos, durante as operações Mkultra e MKSearch...

Documento oficial de autorização de envenenamento por LSD


«Por exemplo, Gottlieb financiou, coordenou e superintendeu diversas experiências de torturas realizadas sob apertada monitorização médica. Para tal reuniu um grupo de médicos, químicos e especialistas com ideias semelhantes às suas numa equipa +ultrasecreta+  e compacta. Sidney Gottlieb pagava aos seus colaboradores com fundos especiais da CIA que apenas ele geria. Para o cientista, o seu trabalho na CIA era vital para a segurança nacional dos EUA, e ele próprio via-se como parte integrante de uma grande engrenagem que serviu única e exclusivamente um só cliente: o presidente dos EUA e os seus interesses em qualquer ponto do planeta».

Gottlieb com Allen Dulles e o general Edward Lansdale

3 – Finalmente, um jornalista do New York Times Mark Mazzetti (10 de 2014)  que escreveu e escreve durante dezenas de anos sobre assuntos de guerra e *segurança nacional* dos Estados Unidos, sintetiza no seu livro, que lhe valeu o prémio Pulitzer,e que intitulou «Guerra nas Sombras – O Exército Secreto da CIA» denuncia o papel nefasto e criminoso das agências de informação e das Forças Armadas do país em todo o mundo, principalmente nos últimos 15 anos.

Citamos alguns extractos:* E assim como a CIA passou a assumir tarefas tradicionalmente associadas às Forças Armadas, como os espiões convertidos em soldados, o contrário também ocorreu. As forças armadas foram dispersadas pelos vãos escuros da política externa norte-americana com equipas de comando  conduzindo missões de espionagem que Washington nunca sonharia aprovar nos anos anteriores ao 11 de Setembro. Antes dos ataques, o Pentágono realizava pouquíssima espionagem humana e a CIA não tinha permissão oficial para matar (apenas encoberta – NM). Nos anos subsequentes, cada qual desempenhou ambas as funções e um binómio exército/inteligência surgiu para conduzir o novo estilo americano de guerra.


massacres norte-americanos no Afeganistão

Os contornos históricos das guerras do Afeganistão e do Iraque são hoje bem conhecidos. Mas, ao longo de mais de uma década, tem sido travada uma guerra separada e paralela, um reflexo sombrio das +grandes guerras+ iniciadas pela América após os ataques do 11 de Setembro. Numa guerra obscura conduzida à volta do globo, a América tem perseguido os seus inimigos por meio de robôs assassinos e tropas de operações especiais. Tem contratado sicários para estabelecer redes clandestinas de espionagem e confiou em ditadores temperamentais, serviços estrangeiros suspeitos e exércitos maltrapilhos que agem por procuração. Em locais onde os Estados Unidos não podiam mandar tropas para o solo, personagens marginais materializaram-se para desempenhar papéis de destaque, incluindo um oficial do Pentágono, fumador inveterado que juntou forças com uma figura da CIA dissidente do escândalo Irão-Contras para conduzir uma operação clandestina de espionagem no Paquistão e uma herdeira do clube de equitação da Virgínia, que ficou obcecada com a Somália e convenceu o Pentágono a contratá-la para apanhar membros da AL-Qaeda naquele país».

E mais à frente: “As fundações da guerra secreta foram lançadas por um presidente conservador do Partido Republicano e abraçadas por um esquerdista do Partido Democrata, que se enamorou daquilo que herdou”.



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