quarta-feira, 2 de outubro de 2013

QUEM ESTÁ A FINANCIAR E PORQUÊ OS PARTIDOS NAZIS NA EUROPA?



1 – Que relação poderá haver entre a subida dos partidos pró-nazis em grande parte da Europa, principalmente, nas zonas consideradas anglo-saxónicas e de leste, e o apoio que grande parte desses países, pretensamente, dá às intervenções militares dos Estados Unidos na Síria?

É um bom tema de reflexão.

O aumento da actividade política do capital financeiro internacional, centralizado em Wall Street, desde a queda da antiga União Soviética em toda a Europa, mas principalmente nos países que se encontravam ligados ao Pacto de Varsóvia e ao Comecon, por um lado, e, outrora organizados em torno da antiga República Jugoslava, por outro, foi por demais evidente e ferozmente concorrencial mesmo com os Estados, considerados como sendo o eixo político-económico da então Comunidade Económica (CE), neste caso, principalmente a França e a Alemanha, e, na segunda questão, também a Rússia actual.

Foi , através do Banco do Vaticano, em parceria de transferência de dinheiro – e apoio humano e político - do capitalismo financeiro norte-americano, que se formou o sindicato Solidariedade (fala-se numa injecção de mais de 300 milhões de dólares. Ver os escritos do jornalista italiano Gianluigi Nuzzi), que serviu de base, mais tarde, à formação e incremento do Partido da Lei e da Justiça (pró-católico fanático e pró-fascista), que esteve no poder, recentemente, com os irmãos gémeos Kaczynski.

A fragmentação da Checoslováquia, em República Checa e Eslováquia, teve a mão directa dos Estados Unidos, bem como a ascensão do antigo rei da Bulgária Simeão como primeiro-ministro da República saída do Pacto de Varsóvia e intimamente ligada desde então à NATO/EUA.

Para não falar já nas antigas Repúblicas Bálticas, Letónia, Lituânia e Estónia, que, no processo de cessão da ex-URSS, foram, integralmente, sustentadas e financiadas pelo grande capital financeiro ocidental, principalmente, norte-americano. 

E hoje, não são mais que – tal como no tempo da antiga União Soviética face a esta – Estados vassalos de Washington, embora, alguns, formalmente integrados na UE.

2 – Repare-se agora os principais sustentáculos europeus,em grande parte anglo-saxónicos, dos EUA na questão Síria – Alemanha, França, Holanda, Inglaterra, Dinamarca, Noruega.

Podem argumentar: mas tomam tais posições, porque são parceiros da NATO. É natural.

Todavia, existe uma outra via mais poderosa: sigam a realidade, ou seja a economia.

A Alemanha pode parecer uma economia – isoladamente – pujante na  UE.

É um erro.  

Caminha para a falência, se persistir na orientação actual. 

O seu sistema financeiro estás nas mãos do lumpen capital internacional, numa parceria estratégica entre Wall Street e o Vaticano.  

Depende, essencialmente, das exportações.

(O principal banco alemão, o Deutsch Bank, tem como accionistas encobertos o capital judeu norte-americano sob a forma de fundos - iShares S&P U.S. Preferred Stock Index Fund;  Principal Prefered Securites Fund; John Hancock Tax-Advantaged Dividend Income Fund; Nuveen Investment Trust V-Nuveen Preferred Securities Fund; Nuveen Quality Preferred Income Fund Two; SPDR (R) Ser Tr-SPDR Wells Fargo Preferred Stock ETF; John Hancock Preferred Income Fund  ; John Hancock Preferred Income Fund II; Nuveen Preferred & Income Term Fund e os representantes laicos e clérigos do Papado - em Junho passado foi detido um sacerdote funcionário do IOR,  de nome Nunzio Scarano que, anteriormente, era o seu «legado» na instituição bancária sediada na Alemanha).

Vejamos, agora, alguns grandes  dados oficiais…alemães.

Revelou, recentemente, o Instituto Federal de Estatísticas teutónico (Destatis): a dívida pública alemã atingiu o valor recorde de 2,042 biliões de euros no primeiro trimestre de 2012.

O aumento face ao ano de 2011 foi de 42,3 mil milhões (logo mais 2,1%).

A dívida pública da que é considerada como a maior economia da zona euro ultrapassa, portanto, os 80 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) – ou seja,  sensivelmente, a média dos 27 países membros da EU.

O maior devedor é o Estado Federal – com 1,286 biliões de euros, representando uma subida de 12,1 mil milhões face ao ano anterior.

Ou seja, os responsáveis directos desta divida são os governos federais, em especial o de Ângela Merkel.

Esta dívida está “sequestrada” pelos banqueiros internacionais, em particular os grandes financeiros de Wall Street e o IOR, o poderosos e obscuro Banco da Santa Sé.

Apesar da forte manipulação propagandística, o certo é que a economia alemã não está em crescimento.

Os valores sobre o desemprego representam um crescimento significativo no primeiro semestre deste ano: A Agência Federal do Trabalho (BA) contabilizou 2,88 milhões de desempregados, o que representa um crescimento da taxa respectiva para cerca de sete por cento.

Ora, a própria evolução económica não é famosa.

Segundo o Instituto de Economia de Munique, cresceu somente 0,7 % em 2012, quando no ano anterior atingiu os 3%.

Os próximos desenvolvimentos da política teutónica, após a vitória eleitoral de Ângela Merkel, irão mostrar a verdadeira face da produção e exportação económicas.

Vejamos, em traços largos, agora, a Holanda, cujo então ministro das Finanças Jeroen Dijsselbloem se notabilizou, tempos atrás, por exigir o cumprimento integral da austeridade para os países do sul da Europa. 

Está recompensado é, actualmente, presidente do EUROGRUPO.

A dívida geral absoluta dos consumidores é 250 % do rendimento disponível.

O desemprego em 2013 já ultrapassou os 8%. (Subiu num ano de 7,7 para 8,1). 

A economia – previsão oficial – deverá encolher 0.5 % este ano.

Este ano, a Holanda já nacionalizou o SNS Reaal, para evitar a falência do banco e seguradora. 

O Estado holandês injectou 3,7 mil milhões de euros no grupo...tirados, como em Portugal, às classes trabalhadoras.

Em 2008, já tinha injectado cerca de 40 mil milhões de euros para socorrer os banqueiros dos ING, Aegeon, SNS Reaal e nacionalizado o ABN AMRO, cujo capital era internacional.

Para que conste: a Holanda é um dos maiores paraísos fiscais oficiais do Mundo, vivendo em parte da usura da traficância dos capitalistas internacionais.

Tal como a Dinamarca. 

(Países, aparentemente, certinhos, muitos honestos, mas na realidade, grandes vigaristas internacionais).

A dívida pública dinamarquesa está a crescer e atingiu em 2011, quase 50% do PIB. 

O desemprego já ultrapassa os 6% e a inflacção tem estado sempre em crescimento desde 2009. Passou dos 1,2 % para os 2,8 %, sem subida efectiva dos salários.

Mas, a Dinamarca é na realidade um dos maiores paraísos fiscais internacionais.

Em Maio deste ano, o Governo dinamarquês chegou a acordo sobre os principais elementos de um plano de crescimento estimado em 75 mil milhões de coroas dinamarquesas, que irá melhorar as condições estruturais para se realizar negócios na Dinamarca.

A linguagem é um pouco cifrada, mas a Ministra de Comércio e Investimento, Sra . Pia Olsen Dyhr, desvenda um pouco o véu:

- “Estamos constantemente a trabalhar para melhorar as condições para se fazer negócios na Dinamarca, e estou muito satisfeita pelo fato de que o Governo dinamarquês pode lançar agora essas emendas significativas que farão com que seja ainda mais atraente possuir um negócio na Dinamarca.”

Escrevamos, em termos terra a terra:  benefícios fiscais acrescidos para quem coloque o seu dinheiro a recato naquele país.

/De acordo com a classificação do Fisco, os paraísos fiscais são os países que não tributam a renda ou a tributam em percentagem abaixo de 20%, mantêm sigilo comercial ou bancário, ou têm algum tipo de regime fiscal privilegiado/.

A questão está, portanto, em inquirir quem representa realmente o capital estrangeiro na economia real do país.

Sejamos, mais, precisos, quem controla a riqueza mundial? E como agem os seus detentores para manterem a sua supremacia multinacional?

3 – Pode-se ser acusado de redutor faccioso nas análises do sistema capitalista, mas o papel real que desempenham os grandes bancos multinacionais, na sua interligação compressiva e dominadora sobre  as grandes empresas e sectores económicos internacionais não pode ser encarada como uma acusação de “barbaridade sectária” quando se afirma que o controlo, em grande escala, da riqueza mundial está centrado na parceria estabelecida entre Wall Street e o Vaticano, através do seu tentacular sistema financeiro planetário.

Quer a Reserva Federal norte-americana, quer o Banco Central Europeu, quer  o Banco de Inglaterra, quer o IOR – o banco central da Igreja Católica Romana, são instituições privadas e actuam, sem piedade, no controlo da maior parte da riqueza mundial, e, por tabela de sectores em disputa neo-colonial, como África e Médio-Oriente.

Os grandes bancos controladores e interligados a todos os grandes negócios mundiais, desde o petróleo e o gás, passado pelos complexos militares de envergadura até à lavagem de dinheiro e controlo real da traficância de droga são, principalmente, o nominal inglês, porque tem a sede em Londres, HBSC,  Bank of America, JP Morgan, Citigroup, Wells Fargo, Deutsche Bank, Santander, BNP Paribas, Crédit Agricole, Société Génerale, MedioBanca, Banco Popolare e Intensa SanPaolo.

Ora, por esta concentrada rede bancária – estritamente controlada em parceria estratégica entre Wall Street e Santa Sé – dominam, na prática, os “monstros” do petróleo como a Exxon Mobil, Royal Dutch/Shell, BP, Chevron Texaco, Total, GDF Suez, ENI, isto para referir as mais importantes “ocidentais”.

Esta situação é, apenas, só um aspecto.

Verifica-se depois que este “conglomerado” monopolista de capital tem na mão mais de 500 das maiores empresas mundiais.

Mas, o essencial da questão é que são duas dezenas de “personalidades”  que açambarca toda esta riqueza.


É difícil explicitá-los a todos, pois agem no mais puro secretismo entre si, mas responsáveis que estão ou estiveram nos centros dos seus negócios têm divulgado, por uma razão ou outra, o novelo sugador do lumpem capitalismo financeiro dominante no mundo ocidental, e, também, em grande parte dos países emergentes, onde se procuram imiscuir como verdadeiras toupeiras.

As pesquisas podem, parcialmente, ser feitas em jornais do sistema, como a revista The Economist, o jornal Wall Street Journal, a agência Blomberg, ou investigadores com créditos firmados, como Dean Henderson,  Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, (escreveu que a crise de 2008 foi um golpe para favorecer a oligarquia financeira e permitir a fascização do país), Paul  Krugman, Nobel da Economia e investigador universitário, ou o também Nobel Joseph Stiglitz, que foi um dos homens fortes da assessoria económica de Clinton.

(Convém referir que um plano elaborado para fazer regredir o nível de vida e engordar o sistema bancário já estava em marcha desde a década de 1970.

As palavras do então Presidente da FED, o judeu Paul  Volker, em 1979, são elucidativas :“O nível de vida do norte-americano médio  tem de cair. Não podemos actuar doutra maneira”.

Relatórios da SEC (Securities and Exchange Comission) dos Estados Unidos de 1991 e 1995  dão-nos , também, certas indicações de quem “governa” as 500 “grandes empresas” e que tutela o US Trus Corporation. 

Do confronto de dados oficiais e pesquisas de especialistas, alguns do quais estiveram dentro do sistema, como Thomas Schauf, pode-se chegar a algo mais profundo.

O sistema capitalista financeiro não tem Pátria, mas tem de ter uma “rectaguarda” de protecção numa grande potência – ou várias, se não houver concorrência  conflituosa – como forma de garantir, pela violência e poder do machete de ferro, a sua preponderância.

Nos últimos 60 anos, esse refúgio era, e, continua a ser hoje, mas mais inseguro, os Estados Unidos.

Tudo isto porque, nas mudanças geo-estratégicas económicas e políticas, estão a produzir-se alterações significativas. 

O grande capital financeiro, embora acossado, procura adaptar-se.

Noutro capítulo abordaremos o tema.

Do que atrás referimos quanto ao pequeno grupo real de grandes banqueiros que dominam e estrangulam a evolução societária para uma maior igualdade e distribuição de riqueza, nas diferentes fontes, assinalam que são as famílias que dominam os bancos Rothschild ( Londres, Berlim e Nova Iorque),Goldman Sach, os Rockefeller (Londres, Paris e Nova Iorque), os Lehman e os Kuhn Loeb de Nova York; os Warburg, de Hamburgo, Nova Iorque e Amsterdão; os Lazard de Paris; e os Israel Moses Seif de Roma e o JP Morgan Chase Bank, de Nova Iorque.

Das investigações, retira-se que os donos destas instituições estão protegidas pela US Trust Corporation, cuja propriedade formal está no Bank of América, que tem ou teve em rotação dirigentes como Walter Rothschild, Daniel Davison, do JP Morgan, Richar Tucker, da Exxon Mobil, Daniel Roberts, do Citigroup ou Marshal Schwartiz, do Morgam Stanley, entre outros.

4  Debatamos, pois, o outro tema.

O facto novo, que começou a germinar depois da chamada crise do petróleo de 1973 (na realidade um crise capitalista financeira e económica mundial de grandes proporções) – até a essa altura vivia-se na *paz podre*  consentida pelas chamadas duas grandes potências vencedoras da II Grande Guerra, que desenharam a seu bel-prazer os domínios geo-estratégicos-económicos do globo -, foi o movimento que evolucionou no interior de partes significativas de regiões e Estados que aproveitaram os “focos” revolucionários que surgiram como cogumelos, desde o Extremo-Oriente até África, passando pela América do Sul.

Ora, este movimento desde os meados dos anos 70 – no fundo, transportava os sintomas de uma revolução – procurava, em grande parte, conquistar as reivindicações nacionais anti-coloniais em vários países de África, Ásia e Oceania  números de países, e, noutros, a reconquistas da sua soberania, alijando a carga neo-colonial, como sucedeu na década seguinte na maior parte da América Latina.

Tendo como retaguarda movimentações operárias, organizações das classes trabalhadoras, que fizeram florescer uma série de projectos e formas de enquadramento de bem-estar social, principalmente nos domínios da saúde (serviços nacionais), educação (crescimento da escola pública, com novos métodos pedagógicos) e até económicos (como os aumentos salariais, a extensão de subsídio de férias e de desemprego, limitação arbitrária de despedimentos, entre outros),  aquele movimento impulsionou grandemente os sectores mais esclarecidos das burguesias nacionais, que, paulatinamente, ascenderam ao poder em confronto directo com a arrogância imperial dos Estados Unidos.

Tanto sucedeu no Ocidente, como na antiga União Soviética ou na própria China, onde neste dois últimos Estados vieram a substituir, em condições diferentes, as antiquadas e enquistadas burguesias de capitalismo de Estado (a China, formalmente, ainda se intitula de comunista…sob esse sistema, mas só se intitula!).

A evolução daquela crise interliga-se com uma decisão da Reserva Federal norte-americana decidida, justamente, no ano de 1973, em que foi posto em prática a suspensão do enquadramento do dólar com o ouro. 

Ou seja as taxas de câmbios deixaram de ser fixas. 

Com a crise petrolífera, a superpotência EUA tencionava amarrar - e amarrou - a gestão da moeda “mundial” ao petrodólar.

Entretanto, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista militar, agravaram-se os problemas nos principais centros  produtores de matérias primas petrolíferas, logo com a queda do Xá da Pérsia (1979) e depois a Guerra Iraque-Irão (1989/88), mas afectaram, essencialmente, os Estados Unidos, como grande potência em decadência, em especial a seguir à invasão do Iraque nos princípios dos anos 90 de século passado.

Este incremento de violência trouxe, na realidade, um intricado imbróglio económico, até porque a violência não é produto exclusivo de um acção irreflectida.

Para ter consequências tidas como benéficas para quem a pratica, em larga escala, vai ter de tomar em atenção, no fundo, a produção económica, no caso em apreço a produção de armas eficazes e eficientes para o fim em vista.

Por um lado, obrigou os EUA a dedicar um acréscimo de dinheiro para sustentar, ainda que encobertamente, as guerras onde se envolvia cada vez mais, por outro, internamente, começou sentir as dificuldades de financiamento, o aumento inflacionário, a desorganização económica, com a descida abrupta da produção nacional (deslocalização desenfreada de empresas na busca do lucro rápido e fácil, diminuição da produtividade e rentabilidade nacionais, consequente incremento do desemprego).

Em sentido mais largo, tinha sido desencadeada desde 1973 uma instabilidade monetária dentro dos países. 

Com destaque para os que estavam ligados à produção de crude.

Foi, precisamente, neste período de algumas dezenas de anos que se deram mudanças nas relações de produção mundiais e na própria geo-estratégia:  forjaram-se estruturas de poder económico fortalecidas, em conjuntos territoriais, como a União Europeia, a partir da CEE, que deu um salto político-económico com a constituição de uma união monetária, que surgiu como concorrente mundial ao domínio do petrodólar.

Progressivamente, grandes países que recebiam as empresas deslocalizadas fomentavam uma produção nacional em grande escala, ainda que baseada em exploração desenfreada da mande obra, como a Índia e a China.

Outras utilizavam a sua estrutura de industria de matérias-primas essenciais para ganhar força comercial e concorrencial na distribuição mundial, casos do Brasil, Venezuela, e, de certa maneira, o Irão.
(Aliás, foi do exemplo europeu que nasceu o MERCOSUR, na América Latina).

È, ainda, do espírito concorrencial no campo da energia e da geo-estrátégia independente contra o petrodólar que o grupo de Xangai lançou, recentemente, um banco de investimento para realizar as transacções comerciais fora da asfixia da moeda norte-americana.

Os EUA, cercados pela crescente renovação das relações de produções nesses países, aliadas a um incremento de poderios militares noutras zonas terrestres que escaparam, enfrentando, mesmo com um esforço castrense desafiante ao poder imperial de Washington, que este elevou o miliarismo a ponto inauditos, tornando-o como finalidade primordial da sua actividade como Estado.

Desviaram muito dinheiro da economia interna para este fim. 

Estão a fomentar, na realidade, o “buraco negro” que os pode devorar. (Veja o que está a suceder com a paralisação da Administração, que não é o objecto deste estudo).

5 – O poder do capitalismo financeiro ocidental está a empalidecer.

Os maiores bancos mundiais já estão fora de Wall Street e do Vaticano.

Segundo os dados do sistema financeiro, o Banco Industrial e Comercial da China, fundado em 1984, é, neste momento, o maior Banco da China e de todo o Mundo (aumentos de activos para dois biliões de dólares e uma capitalização mercantil total de 241 mil milhões de dólares).

O segundo maior mundial, segundo os mesmos dados, será o China Constructiom Bank.

A atingir um patamar entre as dez maiores instituições bancárias, está, por seu turno, a ser alcançado por um banco russo, Sberbank, apelidado  de ser o mais importante daquele país e de todo o leste europeu.

Quererá isto dizer que o lumpem capitalismo mundial, concentrado nos EUA, esteja a leste deste incremento concorrencial noutras áreas estratégicas?

Não, mas está a ser ameaçado pelas burguesias ascendentes de potências emergentes, grandes centros de novo poder geo-económico-estratégico.

Sberbank é o maior banco da Rússia e também do Leste Europeu.

O Banco Central da Rússia é o maior accionista do banco, com 60% das acções da empresa, mas aquele banco mantém parcerias negociais – e possivelmente accionistas – com empresas como o Eximbank USA e  o Israel Foreign Trade.

A Gazprom, a maior empresa mundial do sector energético petrolífero e gás, com interesses comerciais em múltiplos sectores internacionais, teve como seu presidente o judeu Dmitry Medved, que dali saiu para ser primeiro-ministro, ascendendo depois a Chefe de Estado da Federação Russa, regressando agora ao cargo de PM.

Mas, na realidade, perdeu poder.

Depois da queda da ex-URSS e através do judeu Anatoly Chubais, vice-primeiro-ministro de Ieltsin, que ficou com a tutela das privatizações uma chusma de quadros do antigo PCUS e do KGB, todos de origem judaica, Boris Berezovsky, Vladmir Gussinky, Mikhail Khodorkovsky, Mokhail Chernoy e Roman Abramovich “rapinaram” no pior sentido as grandes empresas russas e tornaram-se oligarcas omnipotentes, dominando o poder de Estado e da economia da ex-União Soviética.

Embora o sucessor de Ieltsin, Vladmir Putin tivesse posto em marcha uma política de “contenção” do poder do capital internacional judeu, através dos seus asseclas no poder económico (Berezovsky teve de exilar-se, Khodorkvsky foi preso e Abramovich viva no estrangeiro, mas em ligação com o Kremlin), o certo é que o “poderio” do capital judeu se faz sentir ainda, especialmente na política (perto de 40 por cento dos legisladores da DUMA tem ligações ao judaísmo sionista).

Um dos maiores capitalistas judeus ligados ao actual poder russo é o israelo-russo Lev Leviev, que vive em Israel e controla grande parte da produção diamantífera mundial e tem fortes investimentos em armamento e na actividade da alta tecnologia de comunicações e aero-espacial.

Ele fomenta, todavia, o desenvolvimento, em Israel, da ascensão dos emigrantes eslavos, que se dizem judeus, dentro daquele Estado, concorrenciais com os seus “irmãos” de ascendência ocidental, como Peres e Netanhiu.

Mas não só o capital internacional judeu penetrou na Rússia pós-soviética e procura consolidar-se, possivelmente, para arranjar um âncora se os eixos estratégicos se modificarem dentro de uma a duas dezenas de anos.

Igualmente o Vaticano ganhou forte preponderância.

Assim, o sétimo maior banco da Federação Russa é o UNICREDIT Bank, detido a 100% pelo grupo italiano Unicredit, pertença integral da Santa Sé.

Igualmente, na China se começou a instalar na região de Xangai, com a abertura ao capital internacional por parte de Mao Tsé Tung, a partir de 1972, um forte comunidade de abastados judeus, que, assinalam publicações da especialidade, tem já forte implantação nos negócios das regiões especiais daquele país.  

6 – Centremo-nos então na pergunta do início.

A dominação avassaladora no mundo ocidental do capital financeiro, através dos seus representantes políticos nos aparelhos de Estado dos diferentes países – os velhos partidos democratas cristãos, populares, social-democratas, e até PC´S de orientação pró-soviética reciclada ao poder dominante, caso da Itália, Suécia, Dinamarca e, em parte na França (o que trouxe cisões constantes neste último país), com as crise sucessivas desde 1973, mas, de maneira evidente, após o fracasso das guerras do Golfo desde 1991, em que os “pensadores” do Grande Capital verificaram que iria haver recessão e depressão, apareceram sintomas de menosprezo das classes mais desfavorecidas, mas, também, de uma parte significativa das classes médias pela governação daqueles partidos.

A democracia cristã e o partido socialista italiano desfizeram-se como dois baralhos de cartas, o velho partido gaullista francês fragmentou-se em pequenos partidos concorrenciais, os estafados partidos conservador e trabalhista da Inglaterra perderam terreno eleitoral, para um “partido centrista” residual, chamado Liberal Democrata.

Na “nova Europa” de Leste desmantelaram-se os velhos PC pró-Moscovo e foram impulsionados novos partidos (por vezes com as chefias dos antigos partidos únicos) com somas consideráveis de dinheiro e orientações claramente capitalistas e conservadores, a raiar mesmo as orientações fascistas.

O primeiro partido, claramente de direita, a aparecer na Europa da Comunidade Europeia, foi a Front Nationale, cujo líder foi Jean-Marie Le Pen. Por volta de 1973.

Aventava-se então a possibilidade de uma aliança entre o PSF e o PCF, face ao rescaldo das manifestações se seguiram ao Maio de 1968, que tiveram repercussões significativas em 1972, com a morte de um estudante em Paris.

Ficou adormecido, enquanto a direita gaullista se manteve unida e no poder, quando Mitterand ganha a Presidência da República renasce, em força, com grande capacidade financeira e com apoio de dirigentes do RPR, da UDF e do Centro Nacional dos Independentes e Camponeses. Torna-se orientação abertamente pró-nazi. 

Ganha uma certa força no poder local e mais tarde nacional, chegando a ser a alternativa de poder presidencial.

O caso mais mediático da explosão da extrema direita deu-se em Itália, com o surgimento de grupos que praticavam abertamente o terrorismo, como um atentado a um comboio em Bolonha e o assassinato de Aldo Moro, alegadamente por um “grupo de extrema-esquerda”, mas que hoje se sabe ter sido fomentado pelos Serviços Secretos, Máfia e sectores da Igreja Católica, alarmados com uma possível ruptura revolucionária no país. 

Foi descoberta então a conjura da Loja maçónica P-2, que pretendia dar um golpe de Estado pro-fascista, com o apoio directo de homens como Giulio Andreotti e Berlusconi, e toda a estrutura dos Serviços Secretos e da Polícia, com apoio de um conjunto de generais.  

E o apoio militante da Máfia, cujo elemento político de ligação foi, justamente, Andreotti.

O golpe foi abortado. Mas verificou-se que a P-2 funcionava em ligação directa com o capital financeiro concentrado no IOR (o Banco do Vaticano). Caso do principal banco de Itália, o Ambrosiano.

O assunto foi abafado, mas os partidos metidos no processo, como a Democracia Cristã e o Partido Socialista foram, fortemente, abalados.

Estávamos já em plena década de 80 do século passado.

É, precisamente, nesta altura que os indícios de uma forte recessão económica subterrânea começam a germinar, com a descida contínua dos salários, apesar de, aparentemente, se registar alguns progressos económicos. 

É uma época de contestação, iniciada na Inglaterra contra as políticas de Margaret Tchatcher, que visaram destruir as organizações sindicais e desmantelar o chamado “Estado Social”.

É a primeira experiência, que, curiosamente, será secundada por toda a Europa, pelos partidos social-democratas.

Para tentar quebrar as greves- e os seus piquetes – o governo Thatcher não teve pejo em recorrer a desclassificados do lumpen proletariado das grandes cidades, gente esta que veio, ou já estava, organizada em grupos paramilitares de extrema-direita.

A primeira experiência de poder entre a social-democracia e a extrema-direita deu-se, justamente, na Áustria, em 1983, em que o SPO, de Bruno Kreisky, um dos chanceleres ícones do seu homólogo Mário Soares…, e aliou com o Partido da Liberdade (FPO), então dirigido por  Norbert  Steger, que conseguiu uns espectaculares 5% e 12 deputados.

A ideologia da lumpen grande burguesia capitalista extremista, claro que nesta altura, o seu programa ainda se limitava à dominância do capital privado e à paragem de entrada de imigrantes, ascendia ao poder com o beneplácito dos socialistas e da Internacional Socialista.

Cerca de 10 anos mais tarde, já liderado por Jorg Haider, o FPO lançou as garras de fora e colocou, sem reservas, o seu programa capitalista pró-nazi. 

Em 1999, com o apoio de grandes figuras do poder económico, aquele partido alcançou cerca de 27%, um valor superior ao segundo partido o “centrista” OVP – Partido Popular Austríaco (o homólogo português do PSD/PPD) e levou o então chanceler Wolfang Schuseel, a aliar-se com aquele, apesar das lamúrias de crocodilo da União Europeia, que, fez um escarcéu verbal, mas aceitou o “casamento” capitalista em nome do seu “interesse nacional”.

Estes partidos que se encavalitam no poder em nome “da democracia representativa” são, nesta fase, os ídolos do grande capital financeiro internacional.

A organização, o Partido do Progresso, que suportou, na Noruega,  politicamente, o assassino confesso de 77 pessoas, Andreas Breivick, (ou seja teve uma estrutura a suportá-lo nas diversas acções que efectuou e no treino militar, que não se adquire de um dia para outro) está no poder em aliança governamental com outro partido de cariz fascista, de nome Partido Conservador, cuja dirigente se chama Erna Solberg.

Pretende instituir um “poder forte”, repressivo com os não nacionais noruegueses e inclusive contra os seus oponentes sociais democratas.

Mas, a formação cara de “salvação nacional” capitalista, que irradia, aliás, enquadramento ideológico para outros países, e que, desde há anos, se tornou o partido “charneira” da direita fascista na Holanda, chama-se Partido da Liberdade e é dirigido por Geert Wilders, que se formou em Israel, onde viveu e defende, abertamente, o modelo actual do regime pró-fascista israelita.

É, Israel, – afirma – a primeira linha da defesa do ocidente.

Na sua esteira, formaram-se o partidos dos “Verdadeiros Finlandeses”, o Partido do Povo Dinamarquês e o Movimento para uma Hungria Melhor, vulgarmente conhecido como Jobbit, que ele própria se intitula de “radical de direita”.

Curioso é que, sob a influência directa ideológica do Partido da Liberdade, se formou na Inglaterra um grupo político, com característica para-militar, de nome “English Defense League”, que além de lumpen britânico, tem nas suas fileiras judeus e sihks abastados, que preconizam uma guerra sem quartel contra os “imigrantes ilegais”.


A terminar, apresentamos a estruturação completa de um partido fascista, que é ajudado pela hierarquia militar e policial, e tem o apoio directo dos chamados “partidos centristas” na governação capitalista de um país: o Partido Aurora Dourada, da Grécia. 

Com o assassinato recente de um cantor activista anti-fascista pela estrutura para-militar daquele partido, veio a saber-se que ele está a enquadrar uma parte significativa da direcção militar e policial do país, e tem apoios directos e funcionais de grandes magnatas nacionais e internacionais. 

Nas detenções de dirigentes, deputados e cúmplices, os juizes formularam acusações directas: lavagem de dinheiro, organização paramilitar. 

Dos documentos chegados aos Tribunais, retira-se que entre os seus apoiantes financeiros estão armadores, homens de negócios, proxenetas e traficantes de droga, e bispos da Igreja Ortodoxa grega (a Igreja Ortodoxa é um império financeiro na Grécia).

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