quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O CENTRO DO FURAÇÃO DEVE SER A UNIÃO EUROPEIA

motim na Grécia





Cem mil gregos saíram às ruas de Atenas em protesto contra as medidas de austeridade decretadas pelo governo, num dia de greve geral de 24 horas. A manifestação ficou marcada por violentos confrontos com a polícia. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas e quatro foram detidas.

De acordo com a Reuters, a polícia lançou gás lacrimogéneo e balas de borracha contra jovens manifestantes que ripostaram com pedras retiradas das calçadas e com cocktails molotov.

As imagens mostram polícias e fotógrafos com a roupa em chamas, num cenário caótico. A polícia refere que entre os feridos estão dois agentes e um jornalista.

A greve, que afectou tanto o sector público com o privado, levou ao encerramento de escolas e serviços, paralisações dos transportes públicos e ao cancelamento de muitos voos.

Esta é a maior manifestação desde Dezembro de 2008, um mês marcado por intensos protestos que se prolongaram durante semanas.


Esta é a notícia sucinta do que aconteceu hoje na Grécia, que, em grande medida, teve as mesmas medidas repressivas que as adoptadas no Magrebe e no Médio-Oriente, cujos policiais ou membros do Exército utilizaram, exactamente, os mesmos modelos de armas que fazem parte do arsenal da civilizada força armada da democrática União Europeia.


As razões que fazem estremecer o Magrebe ou Médio-Oriente são as mesmas que ocorreram na Europa nos últimos meses, e, tiveram um pico mais agressivo hoje em território helénico: a crise da especulação financeira capitalista ocidental de 2008, que se iniciou no centro tirânico do poder do grande Capital fiianceiro especulativo. - o Wall Street norte-americano.


A falência financeira criminosa dos magnates judeus e dos evangélicos brancos e negros, incrustados em numerosas pseudo seitas cristãs e quejandas, como o budismo do Dalai Lama, que são máquinas de branqueamento de capitais de Nova Iorque, Chicago, Las Vegas ou Boston, com a imensa fuga dos capitais dos contribuintes para paraisos fiscais e para manter o poderio do imenso complexo industrial-militar do imperialismo norte-americano por todo o Mundo colocou, ao longos últimos 30 anos, com a estruturação do actual modelo económico prevalecente em toda a economia internacional, todo o sistema político dos Estados Unidos, da União Europeia, mas também, por tabela e seguidismo, a Rússia, a China, a Índia, e os Estados então democráticos dos "reinos" do petróleo na dependência directa da agiotagem capitalista financeira especulativa.


Aqui reside, no momento presente, toda a raiz de uma crise.
Essa grande burguesia capitalista sabe que, a prazo, vai estar, novamente, de calças na mão, com novos surtos de miséria extrema do mesmo sistema. Como este sistema não está estribado no incremento da produção nacional dos principais países, será muito difícil restabelecer o equilíbrio das finanças públicas, ou seja manter na balança da "justiça" orçamental um equilíbrio saudável entre a despesa e a receita do (s) Estados (s), em particular daqueles mais desenvolvidos.


Para suprir esta relação desfavorável, o capital finnaceiro vai restringir, novamente, e de maneira crescente os gastos sociais públicos, sem mexer nos lucros do Capital. Este vai pedir, crescentemente, mais encargos a retirar do bolso dos contribuintes líquidos, que são, na realidade, as classes laboriosas e os pensionistas.


O sistema financeiro especulativo, que foi o modelo dominante que provocou a crise, na realidade não foi beliscado ainda em qualquer movimento de protesto que esteve e está a percorrer o mundo - em especial no Magrebe e no Médio-Oriente - tem o seu principal receio de que possa haver um descalabro, principalmente, com os movimentos de massas que atravessam ou possam vir a atravessar os países europeus, que são aqueles que têm uma maior experiência de luta de classes, e onde a luta popular produziu revoluções que deram rupturas totais ou parciais no passado e levantaram o espectro de verdadeiras revoluções transformadoras da sociedade.


Por isso, é que se verifica hoje que as grandes reportagens de imprensa continuam a centrar-se no que ocorre ma Líbia ou no Egipto com os cínicos políticos e capitalistas ocidentais a pedir a condenação das repressões naqueles países, mas nada dizem sobre os métodos terroristas que estão a levar a cabo, quer na União Europeia, que nos Estados Unidos, na repressão a tudo o que seja, ou possa ser, um esboço de uma grande movimento subversivo popular.


Por isso, os dirigentes revolucionários ou progressistas mais conscientes deve dar mais importância, política e organizacional, ao que se passa na UE, do que o que está a ocorrer na periferia.


Ainda não percebi porque não se preconiza uma acção colectiva multinacional em toda a União Europeia.

Vejam a resposta de um grego dado a uma reportagem da Reuteres:

«Chegámos ao nosso limite», disse Yannis Tsourounakis, um manifestante de 60 anos, que disse ter três filhos e estar desempregado. «O nosso futuro é um pesadelo se não banirmos estas políticas».

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