sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

ESTÓNIA: A ATRACÇÃO PELA MOEDA MAIS FORTE


A força económica da moeda no cerne do ataque especulativo


1- A Estónia é a partir de 01 de Janeiro de 2011 o 17º Estado europeu a aderir ao euro, a moeda única da União Europeia. Pode parecer um contra-senso que um jovem país faça uma tal opção face às incertezas políticas que dominam a constituição da União Europeia.

Não se sabe qual vai ser, nos próximos tempos, o futuro de uma parte substancial dos governos capitalistas mundiais, incluindo os Estados Unidos, a França, a Alemanha, a Índia, o Brasil e a própria China. Não haja dúvida que a presente crise financeira, económica e política mundial vai trazer mudanças em todas as estruturas de poder a nível global.

2- Pode surgir a ideia que as acções políticas dos Estados - e no caso europeu, a "determinância" da Alemanha - são a motivação central do incremento histórico. No meio de todo o barulho e ruido que rodeia a crise na Europa (e no mundo, certamente), o fim que está subjacente ao impulso do crescimento produtivo na Europa
são as relações económicas e essas é que estão a "furar" toda a falsa arrogância dos chamados mercados. Ou seja do sistema financeiro mundial.

Eles sabem que o euro é, presentemente, a unidade monetária mais forte do Mundo, e o sistema de acumulação de capital aquele que "melhor" serve o incremento do desenvolvimento de toda a economia, não só na Europa, mas em todo o mundo capitalista, seja o dos EUA, seja das chamadas economias emergentes. E estas estas mais interessadas no "modelo europeu", porque foi ele - e continua a ser - aquele que nas últimas décadas mais desenvolvimento deu à produção, ao comércio, à pos-industrialização e, para eles, acima de tudo, à própria acumulação de riqueza.

3 - A União Europeia é resultado de um contrato.


Na evolução da Europa para a sua unidade, desde o Império Romano, foi em torno deste contrato recente, que se criou algo de novo, sem a força violenta da guerra de destruição de imensas forças produtivas. Ora, os medíocres dirigentes desta Europa sabem, por muito medíocres, que o sejam, que quem esfrangalhar este contrato irá desfazer o seu próprio modelo de formação de um capitalismo diferente do dos Estados Unidos da América e de tudo o que resto de Capitalismo de Estado no Oriente.

É nesta Europa que está hoje o centro de uma nova possibilidade de refazer as próprias forças revolucionárias, que são as mais activas, conscientes e actuantes no Mundo, desde os anos 60. Será, pois, do interesse das forças do progresso saberem interpretar e actuar, politicamente, neste contexto histórico.

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