quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ALGO VAI MAL NESTE PEDAÇO DE PORTUGAL


















1 - Levantou-se um clamor altissonante em torno da morte do escrevinhador de prosas "cor-de-rosa" Carlos Castro, em Nova Iorque, onde se encontrava com um jovem arregimentado com a promessa de vir a ser modelo, tendo para o efeito de entrar no mundo sórdido do chamado negócio do estilismo nacional.

Um mundo desclassificado, orientado por arrivistas e desclassificados empresários que exploram negócios obscuros e sinistros, que nunca foram obra de investigação rigorosa, desde o fisco até à Polícia Judiciária. Um mundo onde existem indícios sórdidos de prosmicuidade entre certos sectores da alta burguesia e dos "bas-fonds" mais lamacentos, onde a própria polícia tem rabos de palha.

2 - Nos últimos dias, a Igreja Católica portuguesa colocou em marcha, com a conivência do Presidente da República, uma programada campanha de agitação em torno do funcionamento de privilégio aos colégios privados, cujos beneficiários principais são os hierarcas dessa mesma Igreja.

Aproveitando o facto de um sector expressivo da classe média, alguma de baixos rendimentos, recorrer ao ensino privado para ali colocar a estudar os seus filhos ou parentes, beneficiando de fundos públicos substanciais, em valores nominais superiores aos do sector público, os bispos portugueses incentivam, em propaganda continuada, uma parte da população a favorecer os cofres, já largamente cheios de dinheiro público, do contribuinte, para favorecer a chusma de inúteis altos dignitários religisos.

E ninguém - os políticos de esquerda - chama os bois pelos seus nomes.



3 - Há cerca de três semanas, a antiga provedora da Casa Pia Catalina Pestana escreveu no jornal O SOL que estava desapontada com a cúpula da Igreja Católica, citando em particular o seu chefe máximo o cardeal José Policarpo, por aquela se manter em silêncio sobre os gritantes casos de pedofília que enxameiam os meios eclesiásticos católicos. E isto - segundo ela - apesar de há anos, Policarpo estar na posse de nomes de criminosos que vestem a pele do sacerdócio.




Até agora as autoridades judiciais e policiais não mexerem uma pena para investigar esta denúncia. Impera o silêncio. Como impera o silêncio nos grandes meios de comunicação social portugueses. Porquê?. Apenas cumplicidades.




No principio do ano de 2010, o órgão dirigente do catolicismo português emitiu o seguinte comunicado:



"Reconhecer a verdade e auxiliar as vítimas; reforçar a prevenção e colaborar construtivamente com as autoridades" são as atitudes da Igreja católica em Portugal diante dos "possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero".

O Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifesta, em comunicado, que segue as "recomendações do Papa Bento XVI, na abordagem dos possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero".

Na nota é ainda referido que "numa próxima reunião" a Conferência Episcopal Portuguesa fará "uma reflexão sobre esta temática".

Até hoje. Porquê? Será que existem bispos envolvidos?




3 - O Presidente do Conselho de Administração do Milleniuem BCP, Santos Ferreira, ofereceu-se à Admnistração norte-americana para servir de "bufo" para atingir um país estrangeiro, neste caso o Irão, utilizando a via do seu banco.




O assunto não é um rumor: está escrito em telegrama diplomático da embaixada norte-americana, divulgada pelo Wikileaks.




Até agora, nem um puxão de orelhas levou esse senhor banqueiro, que utiliza os negócios, para ser vassalo do Império norte-americano. Claro que o governo português concorda, porque não correu com tal criatura.




A classe política portuguesa está calada e a subserviente imprensa segue-lhe o exemplo.




4 - Também no esquecimento está, desde 2005, a criminosa actuação do Banco Espírito Santo, como branquear do dinheiro do ditador chileno Pinochet.




Naquela data, uma comissão do Senado norte-americano investigou o escândalo das "contas-fantasma" de Augusto Pinochet nos Estados Unidos e descobriu que o ex-ditador chileno tinha contas no Banco Espírito Santo da Florida.



Pinochet guardou fundos em contas no estrangeiro e tinha mais de cem contas nos EUA (DR)

O escândalo das contas de Pinochet nos Estados Unidos foi revelado durante uma investigação ao Banco Riggs, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Além de 28 contas no Banco Riggs, Pinochet tinha 97 contas em outros estabelecimentos bancários nos Estados Unidos, entre os quais o Banco Espírito Santo da Florida, o Banco do Chile e o grupo Citicorp.




O relatório da comissão de investigação indica que o ex-ditador chileno recebeu transferências no montante de 3,91 milhões de dólares (2,9 milhões de euros) entre 1991 e 2000 nas contas abertas no banco português.


Que aconteceu ao BES? Nada. Absolutamente nada. Impunidade. Até quando?



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