segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

QUE AUTORIDADE TEM A UE PARA EXIGIR TRANSPARÊNCIA A OUTROS PAÍSES?







Quem são os principais criminosos?
























A notícia, com data de 31 de Janeiro passado, surgiu da agência Lusa, vinda de Bruxelas:

Cita-se.

"A União Europeia decidiu hoje adiar a decisão de congelar os bens e proibir a deslocação à Europa de uma série de altos responsáveis da Guiné-Bissau, mas confirmaram a suspensão da ajuda comunitária, à espera do resultado de "consultas" com Bissau.

A decisão de adiar as sanções contra o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e o Chefe de Estado-Maior da Armada foi aprovada depois de uma intervenção nesse sentido do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, disseram à Lusa fontes comunitárias.

Luís Amado pediu o adiamento da decisão, que estava previsto ser adotada sem discussão, a pedido do representante das Nações Unidas em Bissau, de acordo com a mesma fonte".

A União Europeia (UE) mostra uma arrogância neo-colonial contra um pequeno país, impondo sanções a seus dirigentes, que acusa de participar em "lavagem de dinheiro e corrupção".

É realmente a arrogância dos cobardes contra os indefesos.

Porque não aplica a UE sanções contra os seus banqueiros ou contra os seus dirigentes que estão metidos nos maiores processos de branqueamento de capitais, de prostituição infantil, de nepotismo, como os Berlusconi, os administradores dos principais bancos, contra antigos Primeiros-Ministros do Reino Unido, como Blair, que fomentaram crimes contra a humanidade.

Em 2008, as Nações Unidas fizeram soar o alerta sobre a ameaça global do crime organizado, e instaram uma ação coordenada para chegar a seus lucros, através de medidas contra a lavagem de dinheiro e a corrupção.

E onde estão os centros de lavagem de dinheiro e corrupção?
Nos maiores bancos dos Estados Unidos e da Europa.

Quem o afirma. Refiro o nome: o italiano Antonio Maria Costa, diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), sediado em Viena. Fê-lo em plena assembleia-geral da ONU:


"O crime organizado tornou-se global, atingiu níveis macroeconômicos e representa uma séria ameaça à estabilidade, e até mesmo à soberania, dos Estados",






Segundo o dirigente da ONU, os criminosos estão usando os lucros do crime e a ameaça do uso da força para "influenciar eleições, políticos e o poder - até mesmo o militar". Onde se situam? nos países mais desenvolvidos. Os seus bancos, os seus off-shores.






Quem são os atingidos.






As palavras para o homem da ONU.

Costa disse que países vulneráveis, particularmente no oeste da África e na América Central, corriam maior risco e pediu que seu desenvolvimento e segurança sejam implementados para torná-los "menos atraentes para os parasitas do crime".

O italiano discursou por ocasião da publicação do novo relatório da UNODC, intitulado "The Globalization of Crime: A Transnational Organized Crime Threat Assessment" ('A Globalização do Crime: uma Avaliação da Ameaça do Crime Organizado Transnacional', numa tradução livre), primeiro estudo estratégico sobre a ameaça à segurança que representa o crime organizado.

O estudo demonstra que o crime organizado factura "bilhões de dólares por ano com o tráfico de drogas, armas, pessoas, recursos naturais, produtos pirateados, bem como pirataria marítima e cibernética".

Costa disse que uma luta mais eficaz contra toda essa máfia, que se acoita em bancos de grande poder exige mudança. E essa mudança pelo combate à lavagem de dinheiro e à corrupção.

Ele também sugeriu a repressão aos cúmplices do crime, "tais como os criminosos de colarinho branco - advogados, contadores, corretores de imóveis e banqueiros que encobrem e 'lavam' suas ações".

Querem foram os bancos que beneficiaram com esse branqueamento e lavagem de dinheiro.






Todos os grande bancos, que estiveram à beira da falência ou faliram mesmo a partir da crise de 2008. E onde foram injectadas grandes somas de dinheiro dos contribuintes-



Apesar deste investimento público, em 2010, só 25% dos bancos recuperou da falência da Lehman

Em Setembro de 2010, completaram-se dois anos desde a falência do grande banco do capital financeiro internacional judeun Lehman Brothers.




E dois anos depois, mantem-se na Europa, nomeadamente na banca, uma fraca perspectiva de recuperação, onde apenas um em cada quatro bancos apresenta um saldo positivo neste período.






Para onde foi o dinheiro dos contribuintes? Para o bolso dos especuladores.

Dois anos depois, só 13 dos 53 bancos europeus que compõem o índice da Bloomberg para o sector anularam as perdas registadas desde a falência do histórico norte-americano.

A 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers declarava falência, naquela que foi a primeira peça de dominó a cair de uma construção que até hoje não levantou.

É que a falência da Lehman lançou o caos sobre o sistema financeiro mundial, um cenário que rapidamente se propagou à economia real e originou uma das mais profundas recessões que o mundo desenvolvido conheceu.

É neste cenário que dos 53 bancos que figuram do índice da Bloomberg para a banca, só 13 recuperaram das perdas desde a falência do histórico Lehman Brothers.

Com os melhores desempenhos surge o britânico Experian, que ganha 60% desde 15 de Setembro de 2008, seguido pelo britânico Standard Charter (58%) e do francês Natixis (58%).

A fechar o ‘top 5' dos que melhor recuperaram desde a queda da Lehman está o norueguês DNB Nor ASA e o também britânico IG Group.

Das instituições financeiras que compõem o índice da Bloomberg para a banca europeia, os dois portugueses, BCP e BES, estão entre os 20 piores.

É que o banco liderado por Carlos Santos Ferreira ainda perde 47% desde 15 de Setembro de 2008, em 44º lugar, enquanto a instituição dirigida por Ricardo Salgado acumula um saldo negativo de perto de 30%, no 35º lugar da tabela.

Nos últimos lugares da tabela estão sobretudo bancos gregos e alemães.

O Bank of Ireland tomba 77% desde 15 de Setembro de 2008, enquanto o Royal Bank of Scotland perde mais de 76%. Já os gregos National Bank of Greece e Alpha Bank e os alemães Dexia e Commerzbank derrapam mais de 59% desde a falência da Lehman, registos a que não estão alheios a recente crise de dívida que abalou a Europa.

Ao contrário do que muitos pensam, a crise financeira só começou, vai se acentuar a partir de novembro e durante 2009.






Estamos, portanto, a começar 2010.

Nesta altura era um banco alemão ameaçado de falência e salvo, in extremis, pela chanceler Angela Merkel. Trata-se do banco Hypo Real Estate.






Então a Merkel, piedosa, criticava os outros, por investiverem dinheiro dos contribuintes. Ela fez o mesmo. Mas mantém a arrogância, apesar de fazer a mesma prática do governo irlandês e do próprio português.






Os governos europeus, especialmente, aqueles que defendiam com unhas e dentes o neo-liberalismo, todo o poder aos mercados, encolhem as garras e dizem agora que, para salvar o sistema - o deles naturalmente - é necessário recorrer aos créditos públicos.

Então, Merkel aceitou em desembolsar 35 mil milhões de euros, mas a crise dos bancos alemães não se solucionará com essa ninharia. Esse total inicial é mero analgésico para a crise, pois se fala em um zero a mais para se salvar os bancos alemães da falência, 350 bilhões de euros.

Estamos agora já com 2010 a andar pelos meses adentro e a situação é tão catastrófica entre os banqueiros europeus como nos EUA. Neste intervalo, o maior banco suíço, o UBS quase faliu, embora num clima de discreção típico suíço. Esse banco parece ter sido salvo, foi recapitalizado, mas muitos outros estão na corda bamba.

Depois de várias falências bancárias de outro lado do Atlântico, chegou então a hora da verdade para os bancos europeus. Em poucos dias, isto no ano passado, dois dos maiores bancos do Benelux, o Fortis e o Dexia, tiveram de ser parcialmente nacionalizados para evitar uma entrada em falência. O conjunto dos activos do Fortis e da Dexia representam cerca de 1.500 mil milhiões de euros, ou seja, 3 vezes os activos do Lehman Brothers.

Ao nível dos grandes bancos mundiais, os mais enfraquecidos foram sem grande surpresa os bancos de investimento americanos, como a Morgan Stanley, a Goldman Sachs e a Merrill Lynch. Seguem a Wachova e o Citigroup, maior banco americano.






Esses bancos situam-se a níveis implícitos de risco, comparáveis com vários dos nossos vizinhos espanhóis de dimensão média, como o Banco Pastor, o Banco Popular ou o Bankinter que estiveram nomeadamente expostos à crise imobiliária espanhola.






E quem salvou, em parte estes bancos especuladores? a injecção de dinheiro em catadulpa da droga e da lavagem do dinheiro.

Que autoridade tem a UE para castigar gente de palmo e meio.



Já foi preso algum dirigente europeu? Algum banqueiro criminoso europeu?.



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