sábado, 15 de janeiro de 2011

TUNÌSIA: SERÁ O RASTILHO QUE INCENDEIA?



O Os oligarcas mundiais podem cair num instante...





Parece que uma pequena fagulha, lançou o vento da revolta na Tunísia: o suicídio de um jovem desempregado levou ao derrube de um regime, declaradamente, pró-ocidental, alimentado e acarinhado pelos oligarcas dos Estados Unidos e da Europa.

O democrata Presidente Ben Ali, adorado pela plutocracia de Bona, Paris, Londres e Washington, incensado pelos "respeitáveis" democratas do Egipto, da Jordânia e de Marrocos e enaltecido como modelo de "moderado" muçulmano pró-ocidental pela grande imprensa do decadente mundo auto-intitulado campeão da democracia, passou, num ápice, a ditador e renegado por todos os que o elogiavam.

Simplesmente porquê? Porque foi varrido e escorraçado da Tunísia por uma vaga revolucionária popular, massiva e arrazodora, que nem se conteve com os cantos de cisne da "pacificação" dos "bonzos" dos partidos "moderados" oposicionistas que vegetavam no país.

O rastilho foi só rastilho. E isto porque o que encheu o saco foi o facto de os tunisinos não suportarem mais o preso crescente do desemprego, da corrupção sem controlo das classes dirigentes, que, em nome de crise, aumentavam sem cessar os preços.



Que fizeram? Sem medo da repressão, que matou, sairam, sem parar, às ruas nas últimas duas semanas. E levaram tudo à sua frente.

O Presidente Bem Ali, que sucedeu a Bourguiba, foi o ponta de lança da política económica neo-liberal imposta pelo sistema financeiro internacional. Aplicou, sem qualquer desplante, toda uma política de privatizações, cujos investimentos e dividendos foram parar a mãos de arrivistas e desclassificados empresários, que se constituiram em torno do clan de Ben Ali. Toda a mafia económica e financeira se incrustou no tecido económico do país, saqueou as suas riquezas, destroçou a riqueza nacional.


O que deu tudo isto? desemprego, inflacção galopante, desalento total e em seguida uma fúria racional para levar por diante toda a cálifa de sacanagem que se escondia por detrás do palácio presidencial.


Claro que não foi tudo, porque muitos são os agiotas que agora procuram retomar as rédeas que se soltaram; existe um sector da plutocracia política e da ologarquia económica que procura calvagar a vaga de protesto popular.


O presidente fugitivo, corrupto, criminoso, não foi preso, nem os democratas europeus e norte-americanos se prontificaram a indicá-lo como criminoso e julgá-lo em Tribunal Internacional. Pois. É um homem deles.


Querem é o controlo do país e reividicam "eleições livres", tal como afirmavam e juravam que eram livres as promovidas por Ali.


Os criminosos e corruptos dirigentes internacionais gostam sempre de solicitar "eleições livres" para reporem o seu poder, aquele poder que eles compram quando são eles a organizar essas mesmas eleições.


Para quando em Portugal? Estarão os velhos sindicalistas da CGTP e da UGT a preparar mais um destapar da panela para que os ventos da revolta em território nacional se fique nos "limites legais da manifestação"?





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